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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

Desde 2003


terça-feira, 29 de junho de 2010

Pedro Passos Coelho ainda é liberal? 

Pedro Passos Coelho é conhecido pelas suas posições liberais, nomeadamente na Saúde.
Pois para a transferência das Farmácias suspendeu o liberalismo!

Embora a solução para o grave problema da transferência de Farmácias seja óbvio e simples - abertura simultânea de concurso para abertura de uma nova Farmácia - o PSD - à imagem do PS! - prefere um expediente complexo, contrário à legislação em vigor - «Deve ser respeitado o princípio da liberdade de instalação das farmácias»; «capitação mínima salvo quando a farmácia é instalada a mais de 2 km» -, inibindo a iniciativa privada, o desenvolvimento da economia local e a criação de emprego, com pareceres prévios, "comissões" de avaliação e consultas sujeitas a pressões que nem sempre são lícitas, nem sempre defendem o interesse dos cidadãos nem do próprio Estado.
A legislação, o doente e a acessibilidade ao medicamento pouco importam.

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Peliteiro,   às  13:25
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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Lá em baixo, no Piso -1 

Muitas vezes, nos hospitais, para os administradores hospitalares e outros profissionais de saúde, a farmácia hospitalar é o lugar no Piso -1 onde trabalham umas senhoras simpáticas que gerem o stock dos medicamentos e que nos arranjam umas aspirinas quando temos dores de cabeça. Não interessa que passe muito disto. Pois bem, valia a pena pensar nisto:

10% de erros em hospitais são com medicamentos

Peliteiro,   às  19:54
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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Nacionalizar nunca é boa prática 

Governo Regional da Madeira poupará este ano um milhão nas análises clínicas

Na Madeira descobriram agora a "capacidade instalada" do laboratório de análises clínicas (deve chamar-se de patologia clínica) do Estado. No Continente já tinham descoberto o conceito há uns anos, na unidade local de saúde de Matosinhos. Por acaso, em nome da transparência e da responsabilização, deveria ser feito um balanço do resultado dessa fantástica decisão que aproveitaria a "capacidade instalada": 1) quantos funcionários contrataram, quantos farmacêuticos e médicos tinham e agora têm, quantos gastaram em equipamentos, e em obras, e em viaturas, conseguem contabilizar os custos indirectos? 2) quanto pagaram em subsídios de desemprego aos funcionários desempregados dos laboratórios privados, quanto perderam em receitas de IRC? 3) É verdade que agora há listas de espera e marcações para fazer análises (como acontecia há aí 20 anos nos laboratórios privados), quantas repetições de colheita, qual a satisfação dos doentes, que indicadores de qualidade?

Julgava que nacionalizar nunca é boa prática, mas nas análises clínicas, portanto, parece que acreditam que sim. Já agora, se são assim tão eficientes, 4) confessem lá quanto gastam em análises que não conseguem fazer por incapacidade técnica e pedem a laboratórios privados?

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Peliteiro,   às  19:51
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Mentirinhas 

Agora, a propósito dos meninos a quem administraram ATA, a Sra. Ministra da Saúde insere no seu discurso algumas, como agora se diz, inverdades:

«Temos vindo a desenvolver [na generalidade dos hospitais] projectos de certificação da qualidade»

A verdade é que poucos, muito poucos, projectos de certificação foram iniciados durante a governação de Sócrates (extinguiram o IQS e Correia de Campos disse na televisão que as certificações da qualidade dos serviços de saúde significavam pouco, que não eram mais que um "retrato"). São mentirinhas de desespero, de fim de ciclo.

Peliteiro,   às  19:45
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Qual é o espanto? 

Helena Matos no Blasfémias:

«O Gabriel fica muito admirado pelo facto do IAPMEI ter “torrado” dois milhões de euros numa empresa falida (Cheyenne, em Famalicão). Convenhamos que a empresa se dedicava a produtos que têm procura no mercado.

Existem organismos estatais que usam o dinheiro dos contribuintes para adquirir produtos que o mercado rejeitou e não contentes com isso ainda fazem campanhas sobre as novas atitudes que levarão ao consumo dos tais produtos que, nem dados, tiveram procura: o Alto Comissariado para a Saúde achou acertado gastar 450 mil euros a comprar preservativos femininos, cujos deixaram de estar à venda nas farmácias porque não tinham procura. Em seguida gastou mais de metade desse valor, aproximadamente 252 mil euros, numa campanha para promover o consumo dos ditos preservativos. O único resultado desse 800 mil euros (números calculados por defeito) terá sido este artigo no JN.
»

Peliteiro,   às  19:15
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sábado, 19 de junho de 2010

Saramago pop star 

Esclarecendo previamente que não simpatizava nada com Saramago enquanto homem nem o apreciava especialmente enquanto escritor, queria dizer-vos que me parece excessiva e hipócrita a declaração de dois dias de luto nacional pela morte de alguém que ameaçou deixar de ser português e que há anos deixou de pagar impostos em Portugal. Os jornalistas do DN que dirigiu nos idos de 70 por certo me compreenderão.

Claro que o Governo português tenta agora um aproveitamento post mortem que compense o investimento na Casa dos Bicos e na Fundação Saramago mercantilizando o mais possível os rituais mortuários e tentando transformar o escritor em pop star. Pelo menos respeitem os mortos.

Peliteiro,   às  14:34
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A culpa é do hospital e não da médica 

Duas crianças queimadas no Garcia de Orta por troca de medicamento

Nem todos os erros médicos resultam de negligência. Não conhecendo os casos - pelo menos oficialmente, como diria Sócrates - mais do que é dado a saber pelos jornais, seja neste caso do Garcia de Orta seja no caso dos cegos do S.ª Maria, parece-me haver sobretudo erro de organização e erro de gestão da qualidade, deficiências no processo de gestão do risco e ausência de uma cultura de segurança, também menorização da farmácia hospitalar e subjugação a imperativos económicos, ou seja um erro do Hospital, em que os administradores e os responsáveis políticos devem ser, pelo menos, co-responsabilizados.

Adenda: As crianças parecem recuperar bem. Adenda: Uma talvez não tanto.

Peliteiro,   às  02:17
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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Consciência na gaveta 

Por esta altura do ano, milhares de professores suspendem a sua consciência profissional e aprovam milhares de alunos ignorantes.
Compreendo-os - também já fui professor -, o sistema promove esta situação e a vidinha custa a todos.

Peliteiro,   às  14:14
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PEC à portuguesa 

Lembram-se do PEC e das medidas de contenção de despesas na saúde? Vejamos como está a decorrer a execução:

Urgências pediátricas em Setúbal vão manter-se abertas à custa de horas extraordinárias

Estado prevê gastar seis milhões de euros até 2013 com novos salários dos enfermeiros *

Decididamente, plano é uma palavra que não se usa, na prática, em Portugal. E decididamente, com um Governo assim não vamos a lado nenhum.
* É muito mais! Nem a Ministra imagina quanto mais!

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Peliteiro,   às  00:14
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terça-feira, 15 de junho de 2010

De Espanha 

As coisas não vão tão bem para a saúde económica das farmácias espanholas:

Las farmacias se movilizan contra los recortes en los medicamentos
Una reducción de 16% en los beneficios brutos de las farmacias, lo que podría poner en peligro 7500 establecimientos de los 22000 que hay en España

Peliteiro,   às  23:56
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Peliteiro,   às  23:49
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Paternidade duvidosa 

Mal se soube que os testes de paternidade por estudos de ADN vendidos no imensa babilónia que é a internet passariam também a ser vendidos em estabelecimentos onde seria efectuado controlo e rastreabilidade de aquisição e de dispensa, pagamento de impostos, informação qualificada ao consumidor, preparação e experiência em sinalizar casos suspeitos, em encaminhar casos específicos para o médico, o psicólogo ou outro profissional competente, ou seja, passariam também a ser vendidos nas farmácias portuguesas eis que o INFARMED se apressa com clamor em clarificar que essas coisas não podem ser vendidos em Farmácia.

Essas coisas, esses tais testes, segundo o INFARMED, «não são considerados dispositivos médicos para diagnóstico in vitro por não se destinarem a um fim médico». Não são, mas mesmo assim provocaram um reacção célere e zelosa do instituto - imaginem se fossem!...
Se o INFARMED diz que estes testes não são dispositivos médicos para diagnóstico in vitro, então que nos diga o que são e quem tutela a sua comercialização.

Entretanto, continuamos no caldo de descontrolo cobarde que as autoridades tanto apreciam: os testes de paternidade continuam a vender-se na internet, mas também... nas nossas parafarmácias e supermercados! E o Presidente do INFARMED dorme descansado porque lavou as mãos e o problema tem agora uma paternidade ainda mais duvidosa...




Peliteiro,   às  00:10
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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Insustentável leveza 

O Ministério da Saúde tinha anunciado o encerramento nocturno durante o Verão de urgências pediátricas numa das regiões mais populosas do país com um argumento o mais displicente possível: «Aproximando-se o período de Verão, que os profissionais de saúde tradicionalmente aproveitam também para o gozo das suas férias»...

Uns dias depois, hoje, o Ministério da Saúde desdiz-se e informa-nos: Urgências de Pediatria na Península de Setúbal mantêm-se 24 horas/ dia.

O meu padeiro tem mais respeito pelos clientes que o Ministério da Saúde tem pelas crianças da Península de Setúbal. É inacreditável tanta irresponsabilidade, tanta incompetência e tanta impunidade. Ninguém lhes dá um valente chuto?

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Peliteiro,   às  23:38
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Nunca se pode confiar no Estado! 

Lembram-se das urgências e SAPs encerradas e substituídas por helicópteros e ambulâncias do INEM?
Pois bem, agora, com o pretexto da "crise", helicópteros e ambulâncias vão parar! A ambulância de Alijó está neste rol...

Nunca se pode confiar no Estado, sobretudo quando o Estado dá pelo nome de Ingenheiro Sócrates!


Peliteiro,   às  13:37
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Fartar vilanagem 

Médicos do SNS com licença sem vencimento detectados a trabalhar em hospitais do Estado.

Se o Estado não estivesse infestado por interesses ilegítimos, se houvesse realmente uma intenção de reduzir a despesa, a sério, estas e muitas outras absurdas licenças sem vencimento seriam imediatamente canceladas.

Peliteiro,   às  13:33
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domingo, 13 de junho de 2010

Eu não apoio a selecção 

Não sei explicar bem porquê mas nada me liga à selecção nacional neste campeonato do mundo de futebol. Talvez por não gostar de unanimismos nem de excitações colectivas ou sequer de vaidades e vedetismos excessivos, talvez seja até pelo estado de degradação e ilusão em que me parece estar o próprio país, o que é certo é que nada me entusiasma na equipa portuguesa.
Talvez o meu sentimento mude com o decorrer do campeonato.

Até lá fica registada a minha simpatia pela selecção dos EUA e declarado o apoio para a vitória do mundial à equipa da Espanha.

Peliteiro,   às  15:33
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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Com a verdade me enganas 

Há quem diga que «Em Portugal, o Serviço Nacional de Saúde é encarado unanimemente como o maior caso de sucesso da democracia portuguesa, e um dos seus segredos é a capacidade que tem tido de se adaptar à evolução da procura e da oferta dos cuidados de saúde», mas a realidade, essa inconveniente, encarrega-se de reduzir entusiasmos exagerados.
Quando se confronta "um dos melhores serviços de saúde do mundo" com os congéneres vizinhos, como no o caso «A União Europeia aprovou ontem um documento que permite a um cidadão dos 27 tratar-se em qualquer Estado membro, sendo reembolsado pelo país de origem», os nossos responsáveis ficam desagradados e resvalam para justificações contraditórias do discurso oficial comum:

Ana Jorge: «Isto cria obviamente maiores desigualdades em Portugal porque quem tem acesso a fazer esta opção obviamente são as pessoas mais esclarecidas e as que têm um maior poder económico.»

Manuel Pizarro «encara "este documento com preocupação, porque aplica as regras de mercado à saúde.»

Constantino Sakellarides: «Quem vai beneficiar com isto são os países que estão melhor financeiramente e que têm melhor oferta nos cuidados de saúde.»

Faz lembrar a Cuba libre, quem puder foge!


Peliteiro,   às  13:42
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Encerrando o SNS, folhetim em episódios 

Repare-se na desplicência com que Ministério da Saúde justifica o encerramento nocturno durante o Verão de urgências pediátricas numa das regiões mais populosas do país:

«Aproximando-se o período de Verão, que os profissionais de saúde tradicionalmente aproveitam também para o gozo das suas férias» ...

Peliteiro,   às  12:54
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quarta-feira, 9 de junho de 2010

A diferença entre o público e a privada 

Medicamentos grátis para todos
«Desde o dia 1 de Junho que o Estado está a comparticipar a 100% mais de mil medicamentos, sejam genéricos ou de marca, e a todas as pessoas, sejam pensionistas de baixos rendimentos, doentes crónicos ou utentes do regime geral

Introduzindo uma explicação para a vantagem competitiva do sector privado relativamente ao sector Estado na gestão do financiamento de serviços de saúde: o(s) responsável pela situação relatada acima - uma incrível incompetência cara, uma injustiça absurda - numa entidade financiadora privada, seria imediatamente despedido com justa causa; no SNS certamente continuará a desempenhar funções, impune, sem a mínima sanção.
É óbvio que o Prof.º Daniel Bessa tem razão.


Peliteiro,   às  23:27
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terça-feira, 8 de junho de 2010

Óbvio 

Daniel Bessa defende privatização da Saúde e Educação
«O antigo ministro da Economia Daniel Bessa defendeu esta noite mais privatizações nos sectores da Saúde e da Educação. O economista disse que se trata do melhor caminho tendo em conta a situação das contas do país.»

Concorrência livre e regulação forte são as palavras-chave. Antes que seja tarde...

Peliteiro,   às  23:59
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Obrigado Peliteiro 

Agora, a Póvoa de Varzim já tem praia!
Depois de anos sem estar submetida à consumição do escrutínio da qualidade, num processo obscuro, os longos areais da Póvoa voltam a ser classificados como praia, adequados à prática balnear.
Quanto não vale o advento da blogosfera, quanto lixo não se descobre debaixo do tapete...
Não têm de quê.

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Peliteiro,   às  08:03
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segunda-feira, 7 de junho de 2010

O sexo e os medicamentos 

Acabo de ver o "O sexo e a cidade" - ainda o 1, estou um bocadinho obsoleto -, gravado da TVI, e no intervalo - deixei de ver filmes na televisão, perde-se muito tempo nos intervalos e às vezes acabam muito tarde, por isso vamos gravando e depois vemos quando calha, passando a publicidade dos intervalos em marcha acelerada -, e no intervalo, dizia eu, passado em movimento acelerado, apercebi-me de 6 anúncios a medicamentos. Seis! Buscopan, Voltaren, Panadol, Bepanthene, Alli e Canesten.
É demais!
É revelador de uma sociedade medicalizada e com falta de médicos, de automedicação e de iatrogenia farmacológica, de parafarmácia e de saúde low cost.

Quando eu vir o "O sexo e a cidade 2" já o lóbi farmacêutico terá pago o suficiente para poder passar nos intervalos publicidade a Viagra, Levitra, Cialis, Priligy, etc., etc.. É o admirável mundo novo.


Peliteiro,   às  00:18
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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ganhar pau e bola 

O DN faz hoje capa com o problema da acessibilidade ao medicamento decorrente da livre transferência das Farmácias:

«Mudança de farmácias deixa populações sem remédios»

O DN aborda o tema tarde e más horas - porque este assunto é antigo e já foi abordado aqui várias vezes, a primeira das quais em Julho do ano passado - e aparentemente em cima do joelho - como demonstra a superficialidade e as imprecisões do editorial «Farmácias de proximidade mas num mercado livre». Um frete político de um "jornal da corda" consubstanciado na frase: «solução para o problema, que vai implicar alterações legislativas».

A solução, simples, lógica e justa, para o problema da acessibilidade ao medicamento - curiosamente, se se lembram, uma bandeira inicial de Sócrates - nos locais que perderam Farmácia por transferência é permitir a abertura de novas Farmácias. Fácil. Não falta quem lá se queira estabelecer.

Mas não é isso que consta nos subterrâneos. O INFARMED, essa mofiosa entidade, está a pensar deixar as Farmácias que abandonaram as aldeias abrirem Postos Farmacêuticos, uma espécie de sucursal da Farmácia de 3º categoria, completamente injustificável nos dias de hoje.
O mundo é para os espertos!...

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Peliteiro,   às  14:24
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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Estase impossível? 

SNS com saldo negativo de 44 milhões de euros
Mas, não é por demais evidente que as reformas socialistas de Correia de Campos e Ana Jorge são calamitosas para o SNS? E ninguém trava a progressão desta desgraça? O que será preciso acontecer mais para alguém tomar medidas?
Já nem é uma questão de crise nem de PEC, é uma questão de sobrevivência do SNS!

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Peliteiro,   às  00:28
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Portuguese-style menu may be good for the heart 

«Residents of northern Portugal and a region in northwest Spain known as Galicia have "very low" rates of death from heart disease.

The Southern European Atlantic Diet, the traditional diet of northern Portugal and Galicia, consists of lots of fish, especially cod; red meat; pork; dairy products; legumes; vegetables; potatoes; and wine with meals
»
Reuters; American Journal of Clinical Nutrition.

Peliteiro,   às  00:08
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terça-feira, 1 de junho de 2010

Restrições à abertura de Farmácia compatíveis com o direito da UE 

Em época de intensa discussão do regime jurídico das Farmácias, no início das "fulgurantes" reformas na Saúde deste Governo socialista, todos defendiam a abertura de estabelecimentos de Farmácia sem qualquer tipo de restrição, todos preconizavam a livre concorrência do "retalho" do medicamento e, simplesmente, deixar o mercado funcionar. Um dos principais argumentos dos liberais de pacotilha (para consultar nomes e movimentos é favor consultar os ricos arquivos deste blogue) era a nossa legislação ser obsoleta, salazarenta, e "lá fora" tudo ser diferente e mais moderno.
É claro que a consequência deste animado debate - onde todos aparentavam dominar na perfeição a técnica da farmácia e a ciência da farmacologia, onde não havia dona de casa ou taxista que não formasse opinião - foi que a abertura de farmácias em Portugal, apesar de agora ter uma legislação modernaça, paradoxalmente - ou talvez não! - foi tornar o processo de abertura de novas Farmácias ainda mais fechado, mofioso e restritivo do que no tempo de Salazar.



Sobre as restrições à propriedade de Farmácia o Tribunal Europeu já se tinha pronunciado em Dezembro de 2008 e em Maio de 2009.

Sobre as restrições à abertura de novas Farmácias o Tribunal de Justiça da União Europeia emite hoje um acórdão onde se pode ler:
«Os limites demográficos e geográficos fixados pela legislação das Astúrias para a criação de novas farmácias constituem uma restrição à liberdade de estabelecimento. Não obstante, esses limites são compatíveis com o direito da União, desde que possam ser estruturados de modo a não impedir, nas zonas com características demográficas particulares, a criação de um número suficiente de farmácias susceptíveis de garantir uma assistência farmacêutica adequada. (...)
O Tribunal entende que as condições atinentes à densidade demográfica e à distância mínima entre as farmácias fixadas pelo decreto das Astúrias (a saber, um mínimo de 2 800 ou 2 000 habitantes por farmácia e uma distância mínima de 250 metros entre as farmácias) constituem uma restrição à liberdade de estabelecimento. Todavia, o Tribunal recorda que essas medidas podem ser justificadas, desde que cumpram quatro condições : devem ser aplicadas de forma não discriminatória, devem ser justificadas por razões imperiosas de interesse geral, devem ser adequadas para garantir a realização do objectivo que prosseguem e não devem ultrapassar o necessário para o alcançar. (...)
O objectivo das restrições demográficas e geográficas fixadas pelo decreto das Astúrias é o de assegurar um fornecimento seguro e de qualidade de medicamentos à população. Por isso, esse objectivo constitui uma razão imperiosa de interesse geral susceptível de justificar legislação como a que está em causa no processo principal.(...)
Consequentemente, o Tribunal entende que as condições atinentes à densidade demográfica e à distância mínima entre as farmácias, fixadas pelo decreto das Astúrias, não se opõem à liberdade de estabelecimento, desde que as regras de base de 2 800 habitantes e 250 metros não impeçam, nas zonas geográficas com características particulares, a criação de um número suficiente de farmácias susceptível de assegurar uma assistência farmacêutica adequada, o que compete ao órgão jurisdicional nacional verificar.
»

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Peliteiro,   às  13:04
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Ninguém os demite? 

É bom de ver que as «Dez primeiras medidas para uma gestão mais eficiente do SNS» de Ana Jorge serão, como as famosas reformas da saúde e do medicamento de Correia de Campos foram, um perfeito fracasso.

Os dados objectivos de avaliação são obscenos de tão flagrantemente maus:
«A despesa do Estado com medicamentos cresceu 27% entre Janeiro e Março deste ano, em comparação com o mesmo período de 2009 e ascende já a 624 milhões de euros.»

Até quando toleraremos esta Ministra e estes Secretários de Estado sem os demitir? Quantos dias mais - um trimestre? Agosto? - e que outras evidências serão necessárias para acudir a um SNS exaurido?

Peliteiro,   às  00:12
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