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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

Desde 2003


terça-feira, 31 de outubro de 2006

Pára o baile! 


Via Cá 70


Soube pelo povoaonline! As obras na Avenida Mouzinho de Albuquerque, na Póvoa, estão suspensas!

Trapalhadas. O consórcio FDO, empresa com experiência e credenciais na construção de parques, apresentou a proposta com o preço mais baixo para fazer a obra. Perdeu! Logo, avançou com uma providência cautelar junto do Tribunal da Póvoa para suspender as obras de remodelação da Avenida por ter sido excluída do concurso público de adjudicação da empreitada que acabou por ser entregue à MonteAdriano.

Os autarcas estão que nem patos mudos!
Aguardemos as decisões dos Tribunais. Infelizmente já cortaram as árvores...

Peliteiro,   às  23:17
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Sporting intranquilo 


Via Foot Bicancas

Peliteiro,   às  23:09
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segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Preconceito n.º 7 

A legalização do aborto elimina os negócios fraudulentos do aborto.

Uma reportagem - Turismo do aborto - emitida pela cadeia de televisão pública Dinamarquesa DR e gravado com câmara oculta revelou que na clínica EMECE de Barcelona, presumivelmenete, se realizam abortos ilegais a mulheres grávidas de até mais de 7 meses provenientes de toda a Europa.
O aborto é feito injectando digoxina no coração do feto.

Peliteiro,   às  13:19
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Preconceito n.º 11 

Só na Albânia os líderes políticos eram eleitos por unanimidade.


Sócrates reeleito líder do PS com 97,2 % dos votos.

Peliteiro,   às  13:12
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domingo, 29 de outubro de 2006

Preconceito n.º 27 

O Presidente de um grande país é um grande homem.


Peliteiro,   às  23:02
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O que será de mim 

Agosto: A nossa meta é abrir cem unidades de saúde familiar até ao final do ano.
Hoje: até agora apenas estão em funcionamento 17 USF.
O ministro da Saúde afirmou anteontem, no Parlamento, que a sua "meta secreta" eram 30 USF.
DN

Os desaires sucedem-se, as contradiçoes revelam o desnorte, o Prof.º Marcelo deu-lhe um 9!
Está perto o fim. Correia de Campos, o basófias, ficará para a história por ter prometido muito e feito nada, entrada de leão saída de sendeiro.

O que será deste blogue sem o basófias?

Peliteiro,   às  22:37
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sábado, 28 de outubro de 2006

Belo 

Há lá coisa mais bela que a imagem de uma águia em queda, desamparada...
O belo pode ser triste; outrora senhora dos céus, agora envelhecida, fraca, num último estertor, abandona os céus e sabe que nunca mais reinará.
Hoje é o fim do fim.
O céu é azul e branco.


Sport Lisboa e Benfica

Peliteiro,   às  00:29
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Scoop 


Peliteiro,   às  00:25
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sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Acabou o estado de graça 

dos pinóquios


«Segundo o Barómetro de Outubro, feito pela Marktest para o DN e a TSF
, 14 dos 16 ministros registam uma evidente quebra de popularidade, particularmente notória em cinco casos. Manuel Pinho, Teixeira dos Santos, Jaime Silva e Maria de Lurdes Rodrigues são fortemente penalizados nesta consulta.

Ainda pior que eles está o titular da pasta da Saúde, Correia de Campos, que já era o ministro mais impopular em Setembro e cai agora outros 13 por cento, atingindo uma cifra impressionante: 34 pontos negativos.

Mas a maior queda acaba por ser a do próprio primeiro-ministro: a popularidade de José Sócrates baixa 16 pontos em comparação com o mês anterior.»

Peliteiro,   às  23:53
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quinta-feira, 26 de outubro de 2006


As coisas que a blogosfera proporciona.
Em Junho fui entrevistado por uma televisão digital, a Nortugal.Info.
Hoje, acedendo a um convite de Octávio Correia, fui à Rádio Onda Viva falar de blogues. Nunca tinha estado num estúdio de rádio; é um ambiente diferente, interessante. São simpáticos os profissionais desta Rádio; e muito profissionais, pareceu-me.
Uma animada conversa, com o Sextante Poveiro, o Preto no Branco, o JC Nunes e o superego do povoaonline.

Podem ouvir a publicidade e a conversa no Sábado, às 12 e às 19 horas, emissão online.

Adenda: Para ouvir o programa clique AQUI.

Peliteiro,   às  23:52
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Estranho 

Ontem vinha no Público um pequeno anúncio da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto dizendo que estavam em concurso 2 vagas para o curso de Ciências Farmacêuticas, sobrantes da 2ª fase.

Farmácia tem média de 17, ou isso; como é possível sobrarem vagas na 1ª fase? E ainda na 2ª? Estranho.

Peliteiro,   às  23:50
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Chato 

Pode um homem aborrecido com voz de hipnotista ser um grande escritor?

Peliteiro,   às  23:46
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Dr. Kaos 

Fim das horas extras agrava urgências ! Listas de espera disparam !

Ministério da Saúde acusado de emitir milhares de cédulas profissionais ilegais !

Peliteiro,   às  23:36
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Más notícias 

O Parlamento Europeu aprovou hoje uma resolução que insta os Estados-membros a disponibilizarem às mulheres entre os 50 e os 69 anos mamografias grátis, a cada dois anos, para despistagem do cancro da mama.

Prevenir é sempre melhor que remediar, e mais barato, não serão então más notícias, antes boas. Mas os nossos políticos não percebem isto.

Peliteiro,   às  23:24
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1280 x 800 

Hoje estive a ver este blogue num computador antigo. Tudo encavalitado. Que pena, um blogue tão airoso...
Este site é optimizado para ecrãs de 1280 X 800.
Se não é o seu caso, compre um novo, vá, não seja avarento.

Peliteiro,   às  14:32
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Más notícias 

Más notícias para os corta-despesas do SNS, Correia de Campos à cabeça:


Lê-se no NEJM deste mês, que um simples TAC por ano detecta o cancro do pulmão em fase ainda curável. Óptimas notícias, especialmente para os grupos de risco.

Prevenir é sempre melhor que remediar, e mais barato, não serão então más notícias, antes boas. Mas os nossos políticos não percebem isto, apenas a contabilidade básica do «despesa adiada é despesa eliminada», do «quem vier a seguir que feche a porta» e de «o doente morto é o melhor doente».

Peliteiro,   às  14:27
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O Ministro dos Popós 


O titular do cargo das Obras Públicas Transportes e Comunicações, Mário Lino, ameaça passar a ser conhecido como o ministro mais incontinente deste governo. Isto é, berra hoje o que tem de calar amanhã. Estreou-se o ano passado, quando decretou a falência do Metro do Porto e ameaçou com a expropriação da respectiva gestão, que iria passar para o Governo. Bastariam os primeiros protestos dos autarcas da Área Metropolitana para o ministro dar o dito por não dito. Pelo contrário, prestou-se até a garantir o não previsto financiamento da construção da linha do Metro para Gondomar.

O mesmo sucede agora, após as ameaças de extinção das SCUT's no Litoral Norte. Depois de ter balizado o carácter técnico da decisão no crescimento de índices sócio-económicos na região actualmente mais deprimida do País e na existência de alternativas que ninguém sabe existirem. Agora, anuncia-se uma reviravolta. Mais uma vez, após contestação dos autarcas da região. Afinal, parece que tudo se manterá como está. A bem da Nação.

O mais engraçado neste episódio é a estória dos «critérios» que justificariam a retirada das isenções destas SCUT's. Um deles era o das alternativas viárias, designadamente quando um percurso pudesse ser percorrido em menos de 1,3 vezes o tempo de viagem numa SCUT. Afinal o próprio estudo é virtual. Ou seja, ninguém no ministério comparou o que quer que seja. Quando se julgava que tinham encarregado, pelo menos, dois técnicos do MOPTC para testar a bonomia do «critério», certificando os tempos gastos nos percursos de automóvel entre Viana do Castelo e o Porto, por exemplo. Eu, que não sou ministro, nem lisboeta, poria um a conduzir pela EN13 e o outro a fazer o mesmo pela A28. No final, esperaria pela irrefutável prova de que o que conduzira na EN13 havia chegado ao Porto num tempo inferior a 1,3 vezes o tempo que o colega demorara a fazer o mesmo percurso pela A28. Clarinho como água, não?

Qual quê! Gastar gasolina, ou mesmo diesel, com tal experiência poderia afectar as contas do Orçamento do Estado. Quiçá, aprofundar ainda mais o deficit. Vai daí, o ministro teve uma ideia: em vez de conduzir, simula-se a condução. E deu ordens para se fazerem estimativas do tempo gasto naqueles percursos, com base em «modelos matemáticos»! Ou seja, os meus dois técnicos do MOPTC acabariam por ficar em Lisboa. De cócoras, nas alcatifas de um qualquer gabinete, a empurrar popós de plástico!

Suspeito que o tal «critério» seja tão virtual quanto o estudo. Tanto quanto o próprio ministro Lino?




«Considera o que se diz e não te preocupes de saber quem o disse» (Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, Capítulo 5, nº1)

Marx,   às  10:46
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quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Frente de blogues de Saúde:

O desperdício pode ser objecto de estimativa, mas só pode ser medido quando eliminado.
O que podemos então fazer?
Levantar a "Carta da Autonomia" do Hospital EPE, no âmbito do quadro legal em vigor e com incidência na Gestão de Recursos Humanos.
Ler mais.

Peliteiro,   às  13:25
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Frente de blogues de Saúde 

Está em construção a Frente de blogues de Sáude. Por enquanto constituída pelo Saúde SA, um blogue de Administradores Hospitalares, e pelo Impressões de um Boticário de Província; em breve seremos muitos.

«Vamos juntar forças para desenvolver uma luta inteligente contra tudo o que ponha em causa o Serviço Nacional de Saúde


Peliteiro,   às  13:19
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Portugal - onde tudo é Proibido e tudo é permitido 

Tudo, todas as actividades e todas as iniciativas que um cidadão possa imaginar, criar ou realizar são proibidas e/ou estão excessivamente regulamentadas, sendo assim extremamente difícil de actuar "legalmente".
Em contrapartida, se não se olha para a legalidade e se avança sem questionar o que quer que seja, não se passa nada. É só avançar.

Nuno Pimentel,   às  08:45
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terça-feira, 24 de outubro de 2006

Fraude, disse ela 

O ano passado tentei abrir um laboratório de análises clínicas em Famalicão.

Tinha um Especialista em Análises Clínicas - eu - e uma grande oferta de demais pessoal técnico, tinha um bom espaço - amplo e bem localizado, tinha fornecedores de equipamentos e reagentes, tinha uma cidade com 49 freguesias e uma população de mais de 120.000 habitantes, finalmente, tinha uma concorrência de muitos postos de colheitas mas de muito poucos laboratórios.

Não foi possível, a ARS, a ADSE e outras entidades com quem obrigatoriamente teria que estabelecer convenções não celebravam novos contratos.
Porquê?
Eh pá, isso só vai lá com grandes cunhas, ficas anos há espera das licenças, já viste abrir novos laboratórios de particulares nos últimos tempos? Eh pá não te metas nisso, vais perder tempo e dinheiro, isso é só para tubarões...

Entretanto assisti a um movimento, uma marcha silenciosa, em que os pequenos laboratórios desapareciam continuamente, comprados por grandes grupos, que levam as amostras de sangue para longe, num fenómeno de concentração esquisito alicerçado em "economias de escala".

Hoje lê-se no Público:
Reguladora da Saúde fala em fraude num quinto dos serviços convencionados.
Misericórdias têm nalguns casos servido de "barrigas de aluguer" a entidades privadas.
A impossibilidade de o Estado celebrar convenções (contratos com prestadores privados de cuidados de saúde), porque estas estão "fechadas" desde há largos anos, e a desadequação dos preços dos actos praticados têm incentivado "o aparecimento de um sentimento de injustiça que fomenta a fraude generalizada" nesta área.
Problemas que, aliados à deficiente fiscalização, facilitam o surgimento de situações ilícitas. "Há mesmo quem estime que 20 por cento do valor pago aos convencionados será por serviços nunca prestados, ou seja, por uma actividade fictícia."
O sector, que representa 9,6 cento da despesa total do Serviço Nacional de Saúde e onde na maior parte das áreas (análises clínicas, medicina física e reabilitação, diálise e imagiologia) existe uma espécie de "monopólio de gerações".
isto porque as regras (os clausulados tipo) das convenções em vigor datam de meados da década de 80 e não foram actualizadas entretanto, salvo casos excepcionais, apesar de o decreto-lei que define o Regime Jurídico das Convenções (1997/98) estipular que deviam ser revistos no prazo de 180 dias. Como tal não se concretizou, estão em vigor apenas as convenções contratadas antes da aprovação do Estatuto do Serviço Nacional de Saúde (SNS), de 1993. Resultado: a maior parte dos prestadores são entidades com cerca de 20 anos. Com tal situação de privilégio, refere o relatório, "por vezes fazem-se trespasses de convenções a preços elevados".
Outro problema a que alude a ERS no relatório: como foram permitidos acordos com Misericórdias e outras instituições particulares de solidariedade social (IPSS) nesta área, a partir de meados dos anos 90, gerou-se uma "discriminação positiva" destas últimas e abriu-se caminho a negócios ilícitos. Pontualmente têm sido detectados casos de Misericórdias que dão o nome, apesar de, na prática, os serviços serem prestados por entidades privadas. Um fenómeno que tem sido apelidado de "barrigas de aluguer". Devido a este facto, alguns acordos com IPSS já foram cancelados, "mas outros casos poderão estar ainda por detectar", acentua o relatório.
ERS lamenta ainda que não existam mecanismos de monitorização e controlo de fenómenos de indução de procura -- as administrações regionais de Saúde limitam-se a verificar os documentos. Fenómenos que poderão justificar o forte crescimento dos custos com os serviços convencionados - mais 200 milhões de euros no período compreendido entre 2000 e 2004.


«A ERS prepara-se para propor reestruturação do sector» - Vou esperar sentado!

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Peliteiro,   às  13:39
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Premonição: Um livro fundamental para 2007...e o Futuro! 




How We Live: The Neurobiology of Every Day Life.
António Damásio e Hannah Damásio

"Esta obra explica ao público como a ciência moderna do cérebro e mente é relevante para a vida no dia a dia. A ciência moderna tem muito a dizer sobre os nossos desejos; os conflitos pessoais; a guerra e a violência; a lei e a justiça; o trabalho e a criatividade; crescer e morrer; sexo, amor e espiritualidade.
O leitor irá aprender sobre a neuroquímica da atracção sexual e da fidelidade, ou o comportamento no trabalho e na política. O leitor ficará a conhecer as novas teorias da neurobiologia da violência e a evolução do comportamento moral, e também descobrirá como a memória e a linguagem influenciam a criatividade.
Esta obra explica também as diversas razões porque é que o café é uma das bebidas favoritas, em qualquer parte do mundo, e porque é que a pressão arterial aumenta conforme vamos envelhecendo.
Há dois caminhos unificando o livro: a aplicação do novo conhecimento científico como solução para problemas diários específicos e a contribuição do novo conhecimento científico para uma visão esclarecida da natureza humana. O argumento central é de que os factos emergentes da nova ciência do cérebro e da mente podem gerar sabedoria humana; e que em vez de termos medo da ciência, podemos abraçá-la e ajudá-la a desenvolver uma medicina mais eficaz e uma sociedade com maior compaixão e criatividade."
Texto retirado daqui

Temos vindo a assitir nas últimas décadas ao desenvolvimento de múltiplas teorias acerca dos processos mentais, a um conhecimento, ainda que limitado, das potencialidades do cérebro e as novas técnicas capazes de permitir uma melhor qualidade de vida. A ciência explora novos caminhos, temas por outro lado explorados pelos que se dedicam à espiritualidade, quer na vertente mística ou esotérica.
Conhecimentos empíricos milenares expressos nas civilizações da antiguidade ganham novas leituras e atraem cada vez mais adeptos. Na verdade, cada dia ouvimos novas teorias e a fronteira clara entre a ciência e conhecimento empírico é posta em causa. Porque afinal, concordam os cientistas e místicos, o ser humano só explora uma pequena parte dos seus recursos cerebrais.
António Damásio, arrisca nesta obra a dar-nos indicações sobre a forma como utilizar as faculdades da nossa mente. Situa esse desafio na afirmação de uma sociedade com mais compaixão e criatividade e no desenvolvimento da sabedoria de cada um através da aplicação prática no dia a dia de acções conscientes onde o estudo das nossas emoções, sentimentos e pensamentos contribuem para o desenvolvimento pessoal. Podemos assim, contribuir para a nossa saúde física e mental e recolher todos os benefícios de uma nova atitude plena de sabedoria.
Neste novo livro encontramos uma obra mais prática e acessivel ao público em geral, e prevejo que dará um contributo enorme para que um extenso número de pessoas adquira novas faculdades e possam focar-se no que é realmente importante e decisivo na vida que nos é dada a viver. De uma forma , mais ao menos espiritual, mais ao menos cientîfica, cada um terá de integrar em si uma nova consciência.
Ou será que a ditadura da economia continuará a predominar nas sociedades contemporâneas?

A. Roma,   às  00:40
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segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Afinal não é liberal 

Tinha o nosso Correia de Campos como um político liberal. Liberalização da venda de medicamentos, da propriedade de Farmácia, da instalação de Farmácias...
O nosso Ministro faz parte de um grupo, o Grupo Aachen; este grupo desencadeou uma iniciativa legislativa:
Several EU member states are pressing the European Commission to introduce a broad health services law to protect the sensitive sector from competition, while MEPs are calling for more legal clarity in the whole area of public services.
The EU executive is currently preparing new health services legislation to be unveiled in December.
But a group of eight member states (Germany, Spain, Belgium, Luxembourg, Portugal, Sweden, Italy and the UK ) with social-democrat health ministers - which regularly meet to discuss problems of European legislation interfering with their countries' health systems - wants to see a more protectionist proposal than so far outlined by health commissioner Markos Kyprianou.


Porque dizem os políticos uma coisa e fazem outra? Para quê tantos segredinhos? Detesto mentirosos!

Peliteiro,   às  23:52
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Boas novas 

Ouvi à pouco o Ministro Mário Lino (os Mários nunca são de fiar) dizer qualquer coisa como "pagar portagem nas SCUT é sinal de desenvolvimento".

Realmente vivemos numa redoma, com poucos contactos com o país real, sempre em autoestradas, para cá e para lá, nem me tinha apercebido que a nossa região se tinha desenvolvido tanto, que já apresentava indicadores de riqueza tão altos, que já não havia desemprego - já acabou a crise dos têxteis? -, nem sabia que a EN13 já não passava na Praça do Almada nem junto à feira de Vila do Conde...

Porque será que os políticos são tão mentirosos e gostam de fazer de nós tão bacocos?

Peliteiro,   às  23:36
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Nova lei orgânica 

A partir de Novembro, a Inspecção-geral de Saúde (IGS) passa a fiscalizar e controlar todos os organismos de saúde, inclusive os privados. A organização vai passar a chamar-se Inspecção-geral das Actividades em Saúde (IGAS).

Parece-me bem. Haja rigor. Recomendo aos responsáveis da nova IGAS um estágio na ASAE.

O desaparecimento dos centros de alcoologia, que passam a integrar o Instituto da Droga e da Toxicodependência; a Administração Central do Sistema de Saúde que vai gerir todos os recursos humanos e financeiros do Serviço Nacional de Saúde; a fusão do Instituto de Genética Jacinto Magalhães com o Instituto Ricardo Jorge, que se chamará Laboratório do Estado; a criação da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação; e, sobretudo, a diminuição de 84 para 54 nos cargos dirigentes, também me parecem muito bem.

Como vêem não é só dizer mal.

Peliteiro,   às  23:17
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Infelizmente é verdade, é um sector abandonado. Isto tem custos nada desprezíveis. Mas não está na moda...

Peliteiro,   às  22:18
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Não acredito 


A construção de novos equipamentos sociais destinados sobretudo a idosos e crianças permitirá a curto prazo a criação no país de novos 3.200 postos de trabalho.


Nem acredito na construção nem nos postos de trabalho. Estes tipos são uns mentirosos!

Peliteiro,   às  22:12
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domingo, 22 de outubro de 2006

Não compre Português 

Descobri que se decidir passar um fim-de-semana em Lisboa, voando na TAP, poderia pagar 2 vezes mais o que pago se for a Londres, pela Ryanair, e 3 vezes mais se for a Barcelona, pela Clickair, ou seja, Lisboa-Porto deve ser uma das milhas mais caras da Europa. A semana passada também descobri que pagamos da electricidade mais caras, já o sabia dos telefones, da ADSL, da gasolina, do gás, dos Correios, do Metro, etc, etc.

Concordo com as campanhas que promovem a compra dos produtos Portugueses; desde que não sejam os produtos de empresas com capital do Estado, TAP, Galp, EDP, PT, CTT, Benfica e quantas mais...

Portanto, recomendo, eu próprio o farei, sempre que possível não compre Estado Português, afinal o interesse público não existe e essas empresas só servem para tachos e negociatas. Que vão à falência, quanto antes melhor.

Peliteiro,   às  22:53
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Não comento 



Notícia de abertura de telejornal, polémica provavelmente instalada que eu não comento.

Não comento esta nem outras notícias "bombásticas" provenientes do Ministério da Saúde. É perda de tempo e eu nem tenho muito tempo nem, muito menos, paciência. Vindo de Correia de Campos, a probabilidade de concretização é quase nula; provavelmente daqui a anos ainda isto se discutirá; o homem fala muito mas faz pouco, embalando-nos numa música, que nos distrai, e de que eu estou mais que farto.

A partir de agora só comento o realizado, o em discussão, e não mais o anunciado (ou seja, quase que deixarei de escrever sobre as políticas do MS).

Peliteiro,   às  22:42
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Pela Vida 

Dizendo "NÃO" à liberalização do aborto a pedido, um blogue colectivo em defesa da vida.

A vida humana é um valor em si mesmo, no Blogue do NÃO.

Razões para escolher a vida, na Nota Pastoral do Conselho Permanente Conferência Episcopal Portuguesa sobre o referendo ao aborto.

Peliteiro,   às  22:22
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sábado, 21 de outubro de 2006

Free Hugs ReUpload



Não resisto a partilhar, com quem ainda não o conheça, este vídeo.

Com a minha vénia ao colega BRAVOSDOMINDELO onde o descobri.

Marx,   às  01:26
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sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Estado eterno "versus" Estado pontual 

Entre ontem e hoje, vendo a TV, cacei três tipos diferentes de exemplos de como o Estado Português está em farrapos. Três entre muitos, como certamente será reconhecido por todos. Mesmo assim, cada novo exemplo é uma demonstração da capacidade, aparentemente inesgotável, de chocar os seus cidadãos.

Ontem à noite, entrevistado na SIC Notícias, Medina Carreira antecipava a convulsão social que ocorrerá no próximo ano em Portugal, por via dos anunciados despedimentos na Função Pública. Segundo ele, a confusão advirá do facto de ninguém saber quem é quem no funcionalismo público. Isto é, numa qualquer secção, ninguém poderá, em rigor, dizer que um funcionário será melhor do que o colega do lado. Simplesmente porque a entidade patronal, Estado, jamais terá feito qualquer tipo de avaliação dos seus recursos humanos. Pelo que, na sua ausência, os critérios serão, forçosamente, de natureza política. Ou seja, de quem manda no momento.

Ouvi, há pouco, no Telejornal, o comentário de uma senhora, familiar de vítimas do acidente da ponte de Entre-Os-Rios. Questionada sobre a eventual decisão do tribunal, ouvi-a dizer que, não havendo forma de lhe devolverem o que lhe tiraram, esperava que a pena a aplicar pudesse «ser um exemplo para o mundo.» E disse isto com a autoridade, quer dos seus 71 anos quer, também, como vítima das perdas do irmão, cunhada, filha, genro e dois netos. Ora, sabemos agora que a decisão do tribunal não foi, mais uma vez, qualquer «exemplo para o mundo». Tal como já não havia sido o julgamento, ao recrutar cinco técnicos, meros operacionais no xadrez das responsabilidades, necessariamente políticas. O que os representantes da Justiça portuguesa, auto-reclamados alicerces do Estado, tinham obrigação de saber.

Ainda esta noite, em mais um episódio da novela Casa Pia, noticiou-se que inspectores da Polícia Judiciária se digladiaram em plena audiência. Uns e outros clamando erros, falhas e culpas mútuas sobre a forma como foi gerido todo o processo de recolha de provas. Um dos exemplos referidos foi o de que alguns inspectores, ainda na fase da investigação, haviam já actuado a mando dos juízes. O que deixa no ar a ideia de que alguns actos processuais, entretanto anulados, poderiam ter sido premeditados.

Creio que, cada exemplo a seu modo, evidenciam a ausência de Estado em Portugal. Que o mesmo é dizer de responsáveis pelo funcionamento das suas instituições. Os seus diversos poderes, Legislativo, Executivo e Judicial. E tudo porque o Estado em Portugal é dominado por um desses Poderes. O Executivo. Que olha para o Estado como sua propriedade. E que, por isso, tem tendência para o transformar num seu clone. Daí que quaisquer responsabilidades assacáveis ao Estado se esfumarão, se o governo, entretanto, mudar. O novo Poder Executivo, pontualmente Estado, será responsável apenas pelas ocorrências no período que ocupar. E, nos casos de ameaças, tem podido sempre contar com o Poder Judicial para, algumas vezes ad-eternum, as protelar devidamente.

Há uns vinte anos atrás, em Itália, eram habituais as mudanças de governo, às vezes três e quatro vezes num só ano. Não consta, no entanto, que o Estado italiano tivesse, alguma vez, soçobrado. Mesmo convivendo com a Mafia.




«Considera o que se diz e não te preocupes de saber quem o disse» (Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, Capítulo 5, nº1)

Marx,   às  23:46
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quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Quem disse que o SNS não é eficiente? 



O Governo admite que o Sistema Nacional de Saúde (SNS) já está apto a responder aos casos de interrupções voluntárias da gravidez até às 10 semanas, caso vença o "sim" no referendo.




Por outro lado, se uma mulher tiver problemas de fertilidade e se lhe prescreverem, por exemplo, Gonal-F terá que pagar, por embalagem, 60% de 525 euros.

Peliteiro,   às  23:52
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Tendencialmente gratuita 

Descomparticipações: previstas no OE/2007
Escalão B - a comparticipação do Estado passa de 70% para 69% do PVP;
Escalão C - a comparticipação do Estado passa de 40% para 37% do PVP;
Escalão D - a comparticipação do Estado passa de 20% para 15% do PVP.


Estas descomparticipações serão (vamos ver) atenuadas pelo descida dos preços dos medicamentos. No entanto, convém sublinhar que as descidas de preços são limitadas e reversíveis; as descomparticipações são irreversíveis!

Peliteiro,   às  23:46
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Mina de ouro 

Remexendo nos arquivos, fui encontrar uma troca de mimos a respeito do regime das Farmácias, antiga, de Fevereiro de 2004, com o Prof. Vital Moreira.
Eu - reconheço agora à distância - fui grosseiro e chamei-lhe "comuna empedernido" defensor do liberalismo económico; Vital Moreira respondeu à letra dizendo que eu estaria possuído de uma "fúria trenga" e ingloriamente alinhava apenas duas ou três considerações irrelevantes.

É importante remexer nas memórias.

Passados mais de dois anos e meio já ninguém tem dúvidas que este Governo tem um ódio de estimação às Farmácias, que as usa como arma de arremesso para falsamente se vangloriar da coragem em enfrentar lóbis e que só não arrasa definitivamente o sector por medo de prováveis efeitos secundários, por medo que a perda de qualidade dos serviços prestados aos doentes possa depauperar ainda mais o nosso sistema de saúde.

A prática diz-nos então - concluo eu - que o eminente Prof. Vital Moreira estava errado, que o regime de liberalização que defendia - ainda defenderá? - é inexequível e perigoso, a não ser a coberto de uma imensa irresponsabilidade. Irresponsabilidade que nem, com esforço, os seus camaradas do Governo são capazes.

É difícil compreender o mundo sentado num gabinete.

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Peliteiro,   às  14:19
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quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Mea culpa 

Ontem à noite mandei-os roubar para a estrada. E não é que foram mesmo?

Anunciadas portagens nas SCUT do Norte.

Isto só vai lá com uma revolução, com uma declaração de independência do explorado povo do Norte.

Peliteiro,   às  14:14
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As empresas não pagam impostos? 

Este é um mito que está sempre a ser falado e apregoado.

Vamos cá ver que impostos são pagos por uma empresa.

Uma PME com 10 funcionários
Média de salários bruto - 600 Euros
Total mensal - 6 000 Euros

Impostos a pagar:
1º - Segurança social (empresa) - 23.5% dos salários - 1 410 Euros
2º - IVA - diferencial entre compras e vendas (no mínimo 21% sobre os salários) - 1 260 Euros
3º - IRC - 25% dos lucros (se bem gerida) - 0 Euros
4º - Segurança social (funcionários) - 11% dos salários - 660 Euros
5º - IRS (dos funcionários) - média 5 % dos Salários - 300 Euros

Total mês - 3 630 Euros por um bruto de salários de 6 000 Euros
Valor a pagar mensal de salários + impostos - 8 640 Euros
Rácio Impostos / Massa salarial bruta - 42 %
Valor anual (14 meses)- 50 820 Euros

Não chega, ainda querem mais IRC

Vocês sabiam que,
Os sócios também pagam IRS.
O dinheiro investido na empresa não é passível de ser reembolsado com juros.

Nuno Pimentel,   às  10:17
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terça-feira, 17 de outubro de 2006

Virtual e real 

«O primeiro-ministro faz uma magnífica gestão virtual e mediática daquilo que não faz». Paula Teixeira da Cruz, no DE.

No passado Sábado estive num jantar de antigos alunos da FEP. Numa roda de conversa, amáveis, os Economistas lá pararam de falar economês e cederam uns minutos de atenção à avis rara de Farmácia. Julgo que os convenci que Correia de Campos é um péssimo Ministro da Saúde; tenho alguma prática disso...
Mas o que mais me surpreendeu foi o facto de indivíduos informados e atentos estarem convencidos que já estava em vigor a livre propriedade de Farmácia, a livre instalação de Farmácia (ou a descida abrupta da capitação), a abertura de Farmácias em Hospitais, etc, etc.
Ou seja, no meu sector profissional, de facto, há uma enorme diferença entre o que este Governo diz que faz e aquilo que realmente faz, há uma magnífica gestão virtual e mediática.

Peliteiro,   às  23:53
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Porto (mais?) Feliz 


O projecto Porto Feliz foi instituído pela Câmara Municipal do Porto em 2002, tendo como objectivo o combate à exclusão social. Envolve três vertentes principais: intervenção sócio-sanitária, reforço da segurança e sensibilização da opinião pública. Tem como objectivos específicos a diminuição das zonas de exclusão social (designadamente de arrumadores, de sem-abrigo e espaços socialmente degradados) e a restituição de qualidade de vida aos socialmente excluídos (toxicodependentes, delinquentes e marginais em geral.) A gestão corrente do projecto encontra-se alicerçada num conjunto de protocolos: com o Centro Hospitalar Conde Ferreira, hospitais Joaquim Urbano e de S. João, ARS/Norte e faculdades de Direito e Psicologia da UP.

Em Julho deste ano, quatro anos passados sobre o seu início, foram divulgados alguns resultados do Porto Feliz. Foram atendidas 2.113 pessoas (60% arrumadores), das quais 567 sujeitaram-se a tratamentos de recuperação da toxicodependência. Destes, 286 estavam em condições de trabalhar, dos quais 174 tinham inclusive entrado no mercado de trabalho. Durante a vigência do programa, foram gastos cerca de 7 milhões de euros (1,7 milhões por ano), sendo o seu custo suportado pela CMP (30%), ITD - Instituto da Droga e Toxicodependência (30%) e pela Segurança Social (40%).

Creio que o Porto Feliz é, apenas, uma boa ideia. Para lá de toda a, evidente, vontade política. Escrevo «apenas» não por considerar tratar-se de obra pequena. Pelo contrário, considero-a uma das mais grandiosas no panorama do nosso Poder Local. «Apenas» é porque o programa presta serviços que já existiam, só que até aí dispersos por várias instituições. O projecto Porto Feliz é, então, o gestor operacional e integrante de serviços especializados de recuperação de toxicodependentes, que são prestados pelas entidades com quem a CMP mantém protocolos.

Os pais deste projecto são o ex-vereador Paulo Morais e, naturalmente, o presidente do executivo, Rui Rio. O qual, já depois da saída do primeiro, insiste no Porto Feliz como a âncora do que considera ser a principal prioridade do seu mandato: a coesão social. Fenómeno, aparentemente, estranho num político social-democrata. Estranheza maior por se tratar da confessada primeira prioridade política do seu mandato. Adensada, finalmente, por ocorrer na segunda maior autarquia de Portugal. Não consta que isto ocorra lá fora. Que Barcelona, Marselha, Milão, Antuérpia, Roterdão, Frankfurt ou Manchester, para não ir mais longe, tenham idênticas prioridades. As grandes cidades preocupam-se com outros factores de atractividade, tendo em vista a promoção da sua própria competitividade. Combater a pobreza, ou a toxicodependência, ou qualquer outra maleita social não é, geralmente, um desígnio autárquico. Desgraçadamente. Também daí o carácter diferenciador do projecto, que tem sido elogiado por essa Europa fora, constando, inclusivè, que alguns países o quererão importar.

Analisados os resultados divulgados, verifica-se que dos arrumadores atendidos, 567 (45%) entraram em programas de desintoxicação. Destes, 286 encontravam-se em condições de trabalhar, sendo que 174 tinham entrado mesmo no mercado de trabalho. Desde logo, considero não se dever assumir como definitivos estes números. Infelizmente, os 23% de recuperados, na sua maioria já empregados, poderão não ser de confiança. Pelo contrário, os números deverão ser tão flutuantes quanto a população de toxicodependentes que visarão analisar. Tratam-se, maioritariamente, de pessoas que se iniciaram cedo no consumo de drogas, sem estudos ou qualquer formação técnica, desenraizadas, fora das, ou em conflito com as, suas famílias. Que competências profissionais poderão ter ou exercer no mercado de trabalho? Ou, pior ainda, simplesmente que trabalho poderão estas pessoas encontrar actualmente? Num País que apresenta taxas galopantes de desemprego, a que nem o sector público está imune? Por isso não me custa nada acreditar que a grande maioria dos 174 empregados em Julho já não o estejam agora. Por se tratar de empregos certamente sazonais, experimentais ou simplesmente vagas criadas pela própria operacionalidade do projecto no terreno. Ou seja, precários e nada efectivos. O que lamento. Primeiramente, pelas pessoas em causa e, depois, pelo Porto Feliz. Em ambos os casos, porque o esforço mereceria melhor recompensa. Com a agravante de, para os primeiros, ser muito mais difícil recuperar de um esforço assim, eventualmente, iludido.

O presidente da Câmara Municipal do Porto já anunciou que não irá desistir. Pelo contrário, considerou que a experiência dos primeiros quatro anos fortaleceu o projecto. E insiste que não se deve dar a esmola aos arrumadores, porque só assim será possível encaminhá-los para o Porto Feliz. Numa mostra de claro inconformismo. Curiosamente, um valor que desde sempre a Esquerda reivindicou como seu.

Ora, creio que o projecto Porto Feliz é tão contra-natura quanto Rui Rio. Que não aparenta nada do clássico político português. Que tem fama de «chato», casmurro até, que não é de facilidades, que faz finca-pé no que pensa ou acorda e age em conformidade com isso. Esperavam que quisesse sentar-se na tribuna das Antas, sonho de qualquer político, local ou nacional, mas não só não foi como virou costas aos apetecíveis votos azuis e brancos. Aos espanhóis do «El Corte Inglês», que há anos tencionavam instalar-se na Boavista, avisou que preferia que fossem para a Baixa, a necessitar de animação. Os espanhóis não gostaram da escolha de Rui Rio e acabaram por plantar o shopping na vizinha cidade presidida pelo seu arqui-rival político. A mesmíssima cidade de Gaia que se põe, duas vezes por ano, a rebentar foguetes-ao-desafio com o Porto. Que em vez de puxar os galões, tem preferido não mexer um cêntimo no orçamento para o foguetório. Já lhe chamaram, também, ditador. Porque lhe foram pedir um subsídio para fazer um filme sobre o Porto e exigiu, em troca, que não menorizassem a cidade. Aqui d'El Rei, gritou a oposição, acusando-o de coarctar a «liberdade de expressão» ao cineasta que lhe batera à porta. Do mesmo é acusado, também, por subsidiar jornais locais através de acordo escrito que inclui uma espécie de penalty clause: quem disser mal do executivo perde o apoio. Ainda agora, enquanto escrevo este texto, mantém-se a contestação à sua decisão de passar para os privados a gestão do falido Rivoli. Os sitiados não só não concordam com a ideia, como não quiseram concorrer a ela. Pelo contrário, pretendem que Rio continue a pagar os 2,5 milhões de euros por ano para financiar um teatro às moscas. «Economista inculto» gritou-lhe há tempos um grupo de «intelectuais» tripeiros, onde se inclui Rosa Mota. Analisadas as contas do Teatro Municipal Rivoli, verifica-se que as receitas cobrem 6% dos custos, o que ilustra à evidência a inviabilidade da programação seguida. «Inculto», digo eu, será qualquer intelectual que não enxergue esta evidência.

Volto ao Porto Feliz para recordar as críticas que lhe foram feitas na Assembleia da República, também pelo Bloco de Esquerda. As de sempre. Que aquele era um projecto sem futuro, que a existência de arrumadores, «ainda», nas ruas, evidenciaria. Ou seja, o Bloco advoga que a sua não eficácia, a 100%, é sinal de falhanço. Mais, considera que o flagelo da droga «» poderá ser combatido «na origem» e não «no destino» do problema. Por outras palavras, a velha máxima, nada inconformista, d'«O melhor é estar quietinho». Do que não concordarão, certamente, os 286 recuperados e seus familiares. Ora, na minha, duplamente, anónima opinião, esta crítica ilustrará muito da lógica da política à portuguesa. Que é o de sermos muito exigentes com a ousadia dos outros, mas perfeitamente indulgentes com a nossa resignação.

Concluo com o testemunho avulso de um recuperado pelo Porto Feliz. «... Atiraram-me a bóia, apanhei-a. Tenho emprego e sou gente por causa deste porto de abrigo



«Considera o que se diz e não te preocupes de saber quem o disse» (Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, Capítulo 5, nº1)

Marx,   às  23:51
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Vão roubar para a estrada ! 

Electricidade mais cara 16 %

Isto só vai lá com uma revolução...

Peliteiro,   às  23:39
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Noite gloriosa 


Mas também porque,

Peliteiro,   às  23:28
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As taxas moderadoras para cirurgias e internamento não são taxas nem moderam, são impostos, são o início do fim do SNS, são inconstitucionais.

Visite o Movimento de utentes da Saúde.




Subscreva já a: PETIÇÃO !

Peliteiro,   às  14:03
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segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Porque será que todos os chefes eleitos são incompetentes? 

Porque será que todos os chefes eleitos são incompetentes (á vista da população)?

Esta dúvida assolou-me o espírito quando pensava em vários serviços estatais em que existem cargos eleitos, como por exemplo o conselho executivo de uma escola ou o conselho superior da magistratura.

Na minha opinião são "incompetentes" por que padecem na sua eleição da falta de uma componente fundamental, os utentes do serviço que está a ser prestado, no caso do conselho executivo da escola, quem vota são os professores, logo o seu trabalho vai ser para agradar a uma maioria de professores para assim se perpetuar no cargo e não centrado no verdadeiro objectivo da escola que é prestar um bom serviço aos alunos.

No conselho superior de magistratura, como em outras tantas chefias, temos o mesmo caso, um eleito entre pares.

Assim se alimenta o corporativismo e o consequente distanciamento do utente.

Nuno Pimentel,   às  12:13
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domingo, 15 de outubro de 2006



As drogarias Schlecker, com mais de 14.000 lojas na Europa - Alemanha, Áustria, Países Baixos, Bélgica, Luxemburgo, França, Espanha, Itália, República Checa, Hungria, Polónia e Dinamarca - tem planeado para 2006 a abertura de mais lojas em novos países europeus.

Em Portugal também, pelo que se pode ver no mapa. Correia de Campos se pudesse subsidiava o investimento, a ver se invertia a tendência de fracasso das suas queridas ParaVazias.

Peliteiro,   às  23:02
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Dictamen 

Os Espanhóis receberam em Julho um parecer da UE, aqui apresentado, relativo às normas de propriedade e estabelecimento de Farmácia.
O resumo dos argumentos de defesa do Ministério da Saúde podem ler-se AQUI.
Acompanharemos as cenas dos próximos capítulos.
PS- Persistem as dúvidas sobre a existência, ou não, de um parecer semelhante para Portugal.

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Peliteiro,   às  22:45
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Lei da Paridade 

Tomei uma decisão. Vou recriar na lista telefónica do meu telemóvel a afamada "lei da paridade". Vou mais longe que os 33,3 % que o governo propôs como mínino para cada um dos sexos que ocupem cargos políticos. Agora em diante menos pêlos, isto é, pelo menos 45% dos meu contactos tem de pertencer ao sexo feminino. E terem a cédula delipatória actualizada.
Como não quero ser indelicado com os meus amigos homens, tenho que evitar apagar contactos masculinos e optar pela segunda hipótese: Acrescer contactos de mulheres na minha agenda para assim situar-me dentro da lei. Desconfio que estar dentro da lei faz-me sentir melhor, e este é o passo que tenho de dar para estar dentro...
Conto com a compreensão das mulheres por isso espero que me enviem o nome e o número de telemóvel, já agora, acompanhados de uma fotografia que possa comprovar a veracidade do sexo e os horários livres e de ócio.
Desde já agradeço e felicito a coragem das mulheres para responderem ao meu apelo. Assim todos juntos, faremos que seja possível vivermos num país mais justo e solidário e menos machista e intolerante.
Espero que a minha mulher não vete a lei, para não ter que a vetar a ela, e assim poder continuar a votar abaixo outras mulheres, aliás, a votar abaixo com outras mulheres, o machismo que vigora no nosso País e nos faz atrasar o climax da cidadania.
Dou preferência a números da minha rede... e a um bom colchão de molas.

Nota: Na minha aldeia há quem diga que parir é um acto da natureza, sendo assim, não pode ser legislado. Trata-se, defendem, de uma lei anti-constitucional e até já ouviram doutores importantes a proclamar o mesmo na televisão. Ou será que querem pôr os homens a parir?

A. Roma,   às  18:03
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sábado, 14 de outubro de 2006

6% 

No entanto aquele risinho maroto quando falou dos custos com medicamentos faz-me pressentir o mais fácil, o que ele melhor sabe fazer, "sacar" mais margem - a balbúrdia continua; compensa-se não pagando. Escrevi eu anteontem.
Noticia agora o Sol que «os medicamentos vão baixar de novo 6% no preço de venda ao público, em 2007. O SOL sabe que José Sócrates e Correia de Campos propuseram esta sexta-feira a redução à Associação Nacional de Farmácias e à Apifarma».
A fórmula é previsível descem os preços e descem as comparticipações. O doente paga o mesmo (ou um pouco mais...); as Farmácias, a Indústria e - indirectamente - os Médicos, recebem menos; o Estado poupa uns milhões.
Ora isto não é gerir, muito menos governar; não se pode usar este estratagema indefinidamente. O desperdício, a anarquia, o descontrolo continua no SNS. Adia-se apenas a implosão. Curto-prazo, política de contabilista, quem vier a seguir que feche a porta.

E faltam ainda os descontos nos medicamentos pelas Farmácias, consignado no acordo Governo-ANF. E as rendas variáveis nas Farmácias dos Hospitais. Mas isso já é matéria mais complicada; fácil, fácil é reduzir os preços, isso até Correia de Campos e Sócrates sabem fazer.

Peliteiro,   às  14:22
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Petição 

Petição contra as taxas moderadoras na Cirurgia e Internamentos: AQUI !

Peliteiro,   às  00:13
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Saúde SA:

Vladimiro:


O argumento do maço de tabaco e do bilhete de cinema é bem o exemplo da honestidade intelectual de CC na questão das taxas de punição... aliás, enquanto se venderem bens não essenciais de preço superior ao das taxas, tudo será permitido segundo esta lógica distorcida...

Tonitosa:
Não posso deixar de mais uma vez expressar o meu desacordo com a aplicação de "taxas de punição" nos serviços de saúde que a todos são devidos e que devem ser financiados pelos nossos impostos.
Diz o Senhor Ministro que muitos vão ficar isentos. Pois é, na verdade os que pagam são sempre os mesmos. Já pagam impostos com taxas mais elevadas em função dos rendimentos, pagam propinas, pagam IVA porque consomem mais, pagam imposto sobre os combustíveis porque são quem anda de carro, e até gastam menos ao Estado porque não têm isenções, não recebem subsídios para isto e para aquilo, não recorrem muitas vezes ao SNS porque vão a médicos particulares, etc., etc..
Ler mais

Peliteiro,   às  00:09
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sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Há coisas fantáásticas, não há? 


Afinal a Saúde vai bem e recomenda-se, afinal parece que nem há listas de espera, nem doentes sem médico, parece que vamos todos ter uma urgência pertinho de casa, que nascer em grandes cidades é o último grito da moda, que pagar taxas moderadoras - ou de utilização, ou de financiamento, ou o que lhe quisermos chamar desde que paguemos - não custa nada, que para o ano vamos ter medicamentos muito mais baratos, que o orçamento vai ser cumprido, que os velhinhos viverão em resorts de luxo, que é tudo um mar de rosas...

Das Farmácias já nem fala (o que será feito da legislação aprovada, na generalidade, em Conselho de Ministros há já 15 dias?), desistiu presumo, é muita areia para ele. No entanto aquele risinho maroto quando falou dos custos com medicamentos faz-me pressentir o mais fácil, o que ele melhor sabe fazer, "sacar" mais margem - a balbúrdia continua; compensa-se não pagando.

Frase da noite, a reter, sobre as taxas de utilização: «Vamos começar por aí...»
Pergunta da noite - seria, se tivesse sido feita - porque fazem greves todos os funcionários públicos, excepto os sempre tão reivindicativos Médicos?

Peliteiro,   às  00:07
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quinta-feira, 12 de outubro de 2006

À venda na sua Farmácia 

Muitas marcas de muitas coisas têm o uso de colocar nos seus anúncios a afirmação "à venda na sua Farmácia", ou similar.

À partida deveríamos, nós Boticários, ficar satisfeitos por uma determinada empresa anunciar que comercializa em exclusivo os seus produtos através do canal de distribuição Farmácia.
Mas nem sempre isso acontece. Muitas vezes ficamos com a impressão que se estão a aproveitar da fama dos nossos bons serviços, da qualidade dos produtos que seleccionamos e da confiança que os consumidores (já pareço um tecnotretas) têm no seu Boticário.

Não basta que uma qualquer empresa venha dizer que o seu produto está à venda nas Farmácias, já que - por enquanto - as Farmácias são livres de seleccionar o que vendem ou não vendem, quando se trata de produtos não medicamentos. Portanto nem sempre o que se anuncia neste campo é verdadeiro.

Um exemplo é o Botoina, com anúncio frequente nos jornais. Não conheço o produto nem vou dizer dele, portanto, mal ou bem (que fique bem claro). Vou falar apenas no anúncio.
Eu nunca venderia numa minha Botica um produto com uma promoção assim. Começa pelo nome, "Botoina", parecido com Botox, que me faz lembrar as sapatilhas "Ardidas" ou as calças de ganga "Lékis", ou os "Quispos", et reliqua. Por outro lado, eu que, modéstia à parte, fiz as duas Químicas Orgânicas à primeira, ambas com 15 valores, com o lendário Prof.º Campos Neves - coisa que poucos se podem gabar, modéstia à parte repito - não entendo patavinas da composição, não faço a mínima ideia do que seja o Acetyl Dipeptide-1 Cetyl Ester nem o Pentapeptideamide-4; também estudei Análise Química e a marcha dos catiões com o Prof.º Vitor Lobo da Faculdade de Ciências, não com resultados tão distintos é certo, mas pertencendo sempre à fracção dos 5% aprovados - modéstia à parte, claro - e julgo que não existe e não existirá nunca uma molécula constituída por apenas dois catiões e denominada Sodium-Potassium.

Resumindo, e investido da autoridade conferida pelos meus cãs caducos, para os consumidores, nem sempre o que se anuncia como de "venda em Farmácia" se vende realmente em Farmácias; para os Colegas, não vendam tudo o que se anuncia como de "venda em Farmácia" para que a expressão "venda em Farmácia" continue a contar com a credibilidade que sempre teve e que se deseja venha a manter.

Peliteiro,   às  23:12
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Todos à manif! 


Há alguns anos atrás, precisei de ir a uma repartição das Finanças comprar o selo do carro. Lá chegado, na hora do almoço, meti-me na única fila que existia. Passados alguns minutos e porque a fila parecia congelada, enfiei os olhos no atendimento para tentar perceber a demora. As pessoas da frente descarregavam molhadas de papéis do IRS no balcão. As que vinham a seguir, cerca de duas dezenas, transportavam resmas iguais. Para além disso, havia apenas duas funcionárias a atender os contribuintes. Percebi logo a eminente desgraça. Corria o risco de voltar ao trabalho sem almoçar. Se é que ainda poderia voltar nesse dia. Como o meu estômago não concordava e o cartão-letreiro no ar só mencionava «IRS», saí da fila para questionar uma das funcionárias sobre uma eventual alternativa. Atrás dela, sentados, estavam mais meia dúzia de colegas. Que não, aquela era «fila única para todos os assuntos», logo, teria de esperar. Não me lembro, obviamente, do nome da funcionária das Finanças. Chamemos-lhe D. Graça.

Também pela mesma altura, precisei de ir ao Notário reconhecer uma assinatura. Mais uma vez, cheguei lá na hora do almoço. Como estava pouca gente, ainda antecipei o gosto da sopinha. Não chegaria a saboreá-la muito mais, pois logo me disseram que faltava o selo branco. Notário sem selo branco?! Não, o chefe é que tinha as chaves do cofre, onde o selo habitualmente pastava. Não fosse, por algum motivo, tresmalhar-se. Claro que o chefe tinha «acabado de sair para almoçar». Então, vou fazer o mesmo e venho cá depois levantar o documento já prontinho, não? Qual quê! O reconhecimento tem que ser presencial. Para além disso «terá de se pôr na fila». A que houver. Também não fixei, nem interessava, o nome do chefe. Baptizemo-lo, então, de Sr. Américo.

Ainda no passado, dirigi-me a uma secção do Registo para oficializar o nascimento da minha filha. Pai, babado e com direito a férias, já pude evitar as horas do almoço. A sala tinha dois ou três clientes (ou utentes? ou pacientes? ou ... como é que nos chamam?) para cerca de dez funcionários, pelo que fui de imediato atendido. Pelo menos foi o que uma funcionária, ao fundo, me perguntou se estava. Respondi que não, preparando-me para a receber no balcão. Qual quê! Lá ao longe, sentada numa secretária com máquina de escrever, a cerca de três metros de mim, começou o interrogatório público. Nome da criança, nomes dos pais, já nem sei se também avós, local de nascimento, residência, nhé, nhé, nhé. Respondi a tudo, tentando não levar muito a sério a ligeira sensação de ter vergonha de ser pai. Mais uma vez, não me lembro do nome da funcionária. Mas, naturalmente, só poderia chamar-lhe D. Natividade.

Ora bem, tudo isto para dizer que, hoje, a D. Graça, o Sr. Américo e a D. Natividade estiveram em Lisboa. Juntaram-se a, diz a Polícia, cerca de 70 mil colegas numa manifestação em frente à Assembleia da República. Para protestar contra as medidas do Governo que, segundo eles, poderão pôr em risco os seus postos de trabalho...



«Considera o que se diz e não te preocupes de saber quem o disse» (Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, Capítulo 5, nº1)

Marx,   às  22:50
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Ena pá! C'um catano. Vai buscar! 

Anacom suspende tarifário nocturno gratuito da PT



Via Blasfémias.

Peliteiro,   às  22:40
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quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Berardo Só 

Gostava de ser milionário. No entanto a campanha do American Express (reparem que não há cartão para os pobretanas dos Farmacêuticos) com Joe Berardo, repetida nos media até à saturação, tem modificado a minha impressão sobre a vida dos plutocratas.

Quem quer ser muito rico e passar a vida sozinho, solitário, em retiro permanente, como um anacoreta? É essa a imagem que fico quando vejo o reclame, um tipo muito rico mas infelizmente só. Mais vale pobre e bem acompanhado. Não tenho cartão de crédito mas do American Express é que não quero - ainda vou parar ao cimo de um monte, só, sentado numa cadeira dourada - não quero!

Peliteiro,   às  23:27
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Prof.º Carvalho Guerra 

«Tem a carta de Farmacêutico, mas possui o dom de Alquimista.

Se há versos que incarnam, e incarnando, imprimem carácter e definem pessoas, o primeiro de O Infante foi clarividentemente escrito para Carvalho Guerra - "Deus quer, o homem sonha, a obra nasce"».
Escreve Paulo Rangel - e bem, como de costume - na revista O Tripeiro.

Aquele que é considerado o pai da Universidade Católica no Porto cede hoje a presidência da instituição, que liderou nos últimos 28 anos.

O Prof.º Carvalho Guerra nunca foi meu Professor - sou de Coimbra - embora conheça razoavelmente bem a sua carreira e os seus feitos; cruzei-me com ele em alguns congressos e falamos - infelizmente para mim - apenas uma vez. É uma personagem imponente, que se nota, que sobressai e que se faz ouvir. É um homem que admiro.
Apesar dos seus 73 anos, de certeza que continuará a fazer obra.

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Peliteiro,   às  23:16
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Benecol 

Alimentos ou medicamentos? Que consequências para os consumidores? Que controlo na sua publicidade? A ler no Núcleo Duro de Farmácia.

Peliteiro,   às  23:13
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Adriano Moreira 

Acabei de ver Adriano Moreira na RTP.
Que personagem, que Homem. Já não há figuras como esta, muito menos na actual política.

Peliteiro,   às  00:13
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Estudos 

O Governo Sócrates tem a mania dos estudos encomendados. Um dos que mais recorre a estudos de peritos é o meu amigo Correia. Agora também o MAI tem um estudo que propõe extinção das brigadas de Trânsito e Fiscal. Esbate-se a fronteira entre o que é da política e o que é da gestão, amortece-se a possível queda, dispersam-se responsabilidades, evidencia-se a falta de coragem; os eleitores o dirão.

«Também recrutei mercenários, que se disseram conhecedores dos caminhos e foram os primeiros a desertar» in O Aleph de J.L.Borges.

Peliteiro,   às  00:11
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jura vigilantibus subveniunt 

Julgava que sim. Julgava eu que se desobedecesse a uma ordem de paragem da polícia estava sujeito a levar com um balázio nas costas.
Agora com estes últimos casos aqui na região fiquei confuso. Já não sei se os polícias podem disparar ou não. Se podem desde que não haja intenção de matar ou se não podem em caso algum. Se eles me deixarão fugir se eu tiver um carro com ar de pertencer a alguém que apenas pratique crimes menores ou se eu deva exigir que o polícia que me tenta alvejar tenha formação e experiência, que já o tenha feito pelo menos umas duzentas vezes em treino e umas doze vezes em meliantes.
Convinha esclarecer isto e, pedagogicamente, dá-lo a conhecer ao povo; já agora também aos polícias, que estarão tão confusos quanto eu.

Peliteiro,   às  00:07
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terça-feira, 10 de outubro de 2006

Por acaso... 


Amorim imobiliária propõe escritórios e grande zona de lazer no Mercado do Bolhão, supermercado, studios/offices, comércio e serviços, espaços de lazer e cultura e um parque de estacionamento subterrâneo, num investimento de 41 milhões e 650 postos de trabalho previstos.

Por acaso na Póvoa não há nenhum grande centro comercial, do género deste que é anunciado para o Bolhão.

Bom, um parque de estacionamento está para ser construído (foto); pode ser que a Amorim se decida a investir também na Póvoa; talvez ali por perto do recentemente desactivado Colégio das Doroteias; seria óptimo para a economia.?!

Peliteiro,   às  23:59
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Por ocaso... 

A ASAE (a ASAE nem parece um organismo Português, de tão eficiente) inspeccionou lares e infantários «com o objectivo de verificar se os serviços de fornecimento de refeições cumprem as regras de segurança alimentar, higiene e qualidade dos géneros alimentícios» e detectou «uma taxa de incumprimento da ordem dos 84%».

Inacreditável. Lares e infantários. Imperdoável.

Segundo Pacheco Ferreira, por acaso uma das creches fiscalizada e processada foi a "Monsenhor Pires Quesado", aqui na Póvoa de Varzim, que por acaso é de uma instituição de solidariedade social, "A Benificente", que paradoxalmente ou por acaso é acusada de praticar preços exorbitantes mas que todavia, e talvez também por acaso, recebeu este ano a Medalha de Reconhecimento Poveiro de grau Ouro.

Peliteiro,   às  23:17
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ui ui 

Novo contraceptivo masculino


As pesquisas com vista ao desenvolvimento de contraceptivos masculinos não são uma novidade.
Surge agora, em fase avançada de estudo, o IVD - Intra Vas Device, um dispositivo em silicone a injectar através do escroto no lúmen dos canais deferentes com o objectivo de impedir a progressão dos espermatozóides.
Este método é uma alternativa muito vantajosa relativamente à vasectomia pela sua aparente reversibilidade e pretende evitar os efeitos indesejáveis das tomas prolongadas de anticoncepcionais orais pela mulher.

De qualquer das maneiras, este tipo de estudos devia ser proibido, censurado...

Peliteiro,   às  22:29
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Mil ideias 


Em Setembro apresentei aqui o projecto Mil ideias para para reduzir o desperdício e melhorar o SNS, a decorrer no Saúde SA.

Apresentei 5 propostas, estando já 2 em discussão. Podem ler o meu modesto contributo AQUI.

Peliteiro,   às  00:27
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segunda-feira, 9 de outubro de 2006

A Botica 

No início era o verbo. Quando criei este blogue, naturalmente, tive que lhe dar um nome; queria escolher um nome que descrevesse razoavelmente aquilo que passaria a escrever, que revelasse aos visitantes, num relance, aquilo que poderiam aqui ler.
Surge então o "Impressões de um Boticário de Província". Hoje, continuo a julgar que foi uma boa escolha. O nome diz tudo sobre o blogue; isto não são nem mais nem menos que o relato das minhas impressões sobre o meu mundo, o mundo de um Boticário provinciano.
Mantendo as intenções iniciais, escrevo sobre o que me apetece, quando me apetece, sem outros objectivo que não sejam os de passar o tempo, expôr as minhas opiniões e, volta e meia, expelir a bílis acumulada.
Acontece que, dizem-me, às vezes torno-me aborrecido, repito muito os temas, especialmente os relacionados com o trabalho. É natural, as nossas profissões são uma componente importante - exageradamente até - das nossas vidas, e por causa disso as minhas impressões são muito ligadas à Saúde.
Tento então que o blogue se diversifique, se refresque, com o contributo de novos "sócios", acrescentando-se o & Cia. Lda., sinal de um leque mais alargado de "impressões", de novos mundos. Este processo, que me parece com uma evolução muito positiva, terá uma tendência de crescimento, eventualmente por fusões e aquisições...
Também, muitos textos longos - e maçudos para os "leigos" - são muitas vezes suprimidos por razões "editoriais".

Sendo assim resolvi criar um blogue complementar, "A Botica", um clone deste, uma extensão dedicada exclusivamente a conteúdos de Saúde.
Portanto, quando virem uma expressão do género "continue a ler", ou "leia aqui" - como no texto a seguir -, saiba que se trata de uma ligação para "A Botica".
Boas leituras e muito obrigado.


Peliteiro,   às  23:47
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Duarte Pele de Galinha? 


O «Expresso» noticiou a marcação do julgamento, para o próximo dia 8 de Novembro, no Tribunal da Covilhã, do autor do blog Chicken Charles , acusado dos crimes de difamação, calúnia e injúria pelo actual presidente do executivo serrano, Carlos Pinto. Este pede uma indemnização, «nunca inferior a 20 mil euros», por considerar difamatórios da sua vida privada e política alguns dos artigos ali publicados. No banco dos réus estará o presumível autor do blog, David Duarte, designer de profissão, indiciado pelo Ministério Público após ter acedido ao IP em que o site foi criado.

Quais os limites da liberdade de expressão? Eis um tema tão interessante quanto pantanoso. Algo que vem sendo discutido desde que a Imprensa nasceu. A novidade, agora, é que o veículo transmissor dessa liberdade é a blogosfera. No caso a julgamento, a questão será certamente decidida na Justiça. Creio, no entanto, que a resposta a esta questão não deverá (poderá?) ser dada pela Justiça.

Sou cultor do princípio, que creio simples, de que a liberdade de cada um acaba quando interfere com a de outros. E o aparecimento da blogosfera não me fez alterar a crença neste princípio. Que é, basicamente, ético e, como tal, o pretendo preservar. Continuando a assinar Marx ou a ser quem lhe escreve os textos. Tem sido assim desde o convite para participar neste IBP&CªLª e tal não me tem impedido de expressar opiniões ou de elaborar impressões sobre o que me rodeia.

É possível que o julgamento na Covilhã venha, de alguma forma, relançar esta discussão na blogosfera. A actual liberdade existente e que considero dever manter-se, poderá ser posta em causa pela descredibilizante Lei da Selva em vigor. Onde parece valer, autenticamente, tudo, na ânsia de metralhar, directa ou indirectamente, certos alvos. Confessos ou não. Conhecidos ou não. Premeditados ou não. No limite, quem surgir pela frente. No mais puro e tribal «dispara primeiro e pergunta depois». Tudo isto servido, não raras vezes, com a boçalidade mais impune.

Ora este tipo de realidade não me convence. Utilizar, assim, a liberdade de expressão é perfeitamente ilegítima. Mesmo que legitimada pelas mais alargadas hordas de visitantes.



«Considera o que se diz e não te preocupes de saber quem o disse» (Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, Capítulo 5, nº1)

Marx,   às  23:22
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domingo, 8 de outubro de 2006

Quero a prescrição por DCI 


Ideia do Colega Guidobaldo, lançada no Saúde SA, baseada na campanha do Collectif Europe et Médicament: Quero que me prescrevam por DCI - denominação comum internacional. Uma campanha, em Portugal, que se destina ao conhecimento e à sensibilização de doentes e de profissionais de saúde.

«DCI é o verdadeiro nome do medicamento. O resto são nomes de fantasia com fins exclusivamente comerciais.
Prescrever por DCI é um instrumento para a racionalização da terapêutica.
Prescrever por DCI não viola o direito de patente.
Prescrever por DCI, quando existem genéricos, é um instrumento de poupança.»
.

Da campanha original fazem já parte 11 fichas práticas para ajudar os cidadãos a perceber a importância da prescrição por DCI: 1- A DCI é mais clara e menos confusa; 2- A DCI diminui os riscos de sobredosagem; 3- O mesmo nome para o mesmo medicamento, em todo o mundo; 4- A DCI destacada na embalagem diminui os riscos de erro; 5- A DCI ajuda a evitar os efeitos indesejáveis dos medicamentos; 6- A DCI diminui os riscos de confundir os medicamentos; 7- A DCI ajuda a evitar as alergias aos medicamentos; 8- Peça ao seu Farmacêutico para sublinhar a DCI nas embalagens; 9- A DCI é o verdadeiro nome do medicamento, um genérico é uma cópia do medicamento; 10- A DCI permite reconhecer inequivocamente um medicamento; 11- Com a DCI, sabemos verdadeiramente os medicamentos que usamos. Seria interessante e útil fazer uma campanha assim em Portugal.

Peliteiro,   às  23:14
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O mercado a funcionar 

«Algumas empresas da Europa e dos Estados Unidos estão a misturar esteróides, feitos na China, de forma propositada, camuflada e ilegal, aos suplementos nutricionais que produzem e são vendidos mundialmente através da Internet.
E nem sempre os fabricantes limpam de forma adequada as linhas de produção, pois já foram encontrados esteróides em multivitaminas, magnésio e vitaminas C, produtos consumidos por adultos e crianças.»
No PÚBLICO.

Peliteiro,   às  23:01
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Tecnotretas 

O meu primeiro emprego foi no Hospital de Fafe. Fazia muitas urgências; jovem e disponível, no Verão chegava a estar mais de 2 meses sem um único dia de folga. Era um Hospital pequeno, de província; sozinho assegurava o Laboratório de Análises e o Serviço de Sangue.
Lembro-me de muitos episódios, uns agradáveis, outros dramáticos, passados nos fins de 80. A propósito da reestruturação das urgências recordo agora dois:

Quarta-feira, ao fim da manhã, dá entrada um idoso, muito combalido, apresentando queixas de dor forte no peito irradiando para o braço esquerdo. Desde quando? Desde Domingo. Desde Domingo e só agora vem à urgência? É que no sítio onde moro - lá para a serra, onde passava o rali - só há carreira à Quarta, dia de feira, e por isso só hoje pude vir. Lá vou eu a correr fazer os CK; o homem tinha um enfarte do tamanho de um elefante!

*

Domingo à tarde, víamos o filme da tarde, sossegados, pouco que fazer, entra uma ambulância a fazer uma chinfrineira medonha. Vem o Bombeiro, de Celorico ou Mondim, e diz que traz uma parturiente. Ó homem aqui não há Maternidade, tem que seguir para Guimarães; eu não sigo para lado nenhum, a mulher andava a cortar erva no campo e rebentou-se-lhe a bolsa de águas vai para 2 horas, até já se vê a cabeça da criança. Tem que seguir para Guimarães. O Bombeiro estava em choque, tremia e suava como um cavalo febril. Um dos dois clínicos foi à ambulância e confirmou a história. Entra a mulher, aos gritos, de pernas abertas e ainda com umas meias de feltro grosseiro, cheias de ervas e lixo, gritando, dizendo ai que vou morrer, ai que vou morrer mais o meu filho, acudam-me...

Nenhum dos três morreu. Estatisticamente estes casos, verídicos, são irrelevantes - mas correspondem a três vidas.
Talvez os peritos considerem que mesmo que sem Urgências em Fafe, eles não morreriam. Talvez.
As Urgências de Fafe vão fechar em breve.

Peliteiro,   às  22:45
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Um dos vídeos mais vistos no YouTube, este fim-de-semana:


Peliteiro,   às  22:38
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Relações internacionais politicamente incorrectas 

Hoje foi dia de futebol. Nada de mais...hoje em dia quase todos os dias são dias de futebol, é quase como as telenovelas dos canais genéricos. Dia de futebol de selecções e as coisas correram bem. Senão vejamos:
Portugal venceu e convenceu. Scolari ganhou e irritou mais uma vez os portistas que integram o rebanho da politica oficial do clube. ( tão mordaz por certo que até ganha adeptos noutros clubes com a birra anti-scolari ). Mas não vou falar nisso. É um tema gasto...Não posso deixar de lembrar que cada um tem direito de gostar ou não gostar do Scolari. Pessoalmente essa questão nunca me despertou grande interesse. Eu quero é que Portugal ganhe...Nem que seja com o um golo do corpo embalsamado do Salazar!
(Depois disto acho que o criador deste blog vai dar-me ordem de expulsão!!!)
A nossa Pérola do atlantico marcou dois golos e um terceiro espectacular e legal que não foi validado. Não faz mal...mais tarde, quando forem feitos os videos documentais da carreira do C. Ronaldo este golo vai aparecer em todos. Meus amigos, falamos da história do futebol e este míudo com 21 anos já ganhou o seu lugar. É lógico que esperamos mais dele! Vamos ver...Para já parece que não há quem conheça melhor as potencialidades do miúdo que a Merche Romero, minha amiga pessoal que aproveito para mandar um beijinho e dizer-te que sempre estarei aqui para o que quiseres.

Mais alegrias; A Inglaterra empata em casa com a Macedónia! Deve ser efeito ainda dos traumas psicológicos dos jogadores do M.U. que recentemente na visita ao Benfica queixaram-se de receber insultos racistas. Claro que os ingleses até "trataram muito bem" o Ericksson, o treinador sueco que conseguiu depois de muitos anos tornar a Inglaterra competitiva, perdendo nas três fases finais que realizou apenas três jogos, um com o Brasil e dois com Portugal por penalties...e como toda a gente sabe e esquece com equipas comandadas por Scolari!
Tanto se queixaram do sueco e puseram no seu lugar um loiro daqueles parecido com metade da população inglesa e os resultados começam a aparecer...empate em casa com a....Macedónia.!Foi bonito e gostei! "Poor England" diz o Skysports.
http://home.skysports.com/matchreport.aspx?fxid=296475&CPID=3&channel=

Outra alegria: a derrota da França com a Escócia. É uma maldade minha este sentimento de vigança para com a França, de querer que eles percam muitas vezes e sofram... muito..., mas eles lixaram-nos 3 vezes nas meias-finais e todos os Portugueses, mesmo que não admitam, sentem prazer em ver a França a perder, até porque a ferida é recente é ainda está aberta.
Alem disso é um regalo ver a garra dos jogadores escoceses e um deleite ver aquele publico com aquelas caras muito pálidas e cómicas a vibrar intensamente com o jogo. Um Portugues percebe melhor essa alegria pois tambem somos uma nação pequena rodeada por outra grande que tantas vezes subjuga e engole a pequena nação vizinha. Os homens das saias e das gaitas de fole vibraram ao ponto da sua imprensa considerar a Escócia a melhor equipa do mundo. Vejam no link. São mesmo engraçados estes tipos...Tenho um sincero carinho por eles,até porque inventaram o Whiskey. ( Não me lembro é quem inventou o gelo...)
http://news.scotsman.com/index.cfm?id=1488862006


Para terminar uma alegria irónica: Nuestros hermanos perderam 2-0 na Suécia, e para quem viu o segundo golo da Suécia, num contra ataque de compêndio percebe a ironia. Aquilo parecia um matador de touros a dar a picada final. O touro da fúria espanhola ao ataque, quase faz golo na execução de um canto e num ápice em 4 passes e 6 segundos o olé total: A Suécia marca! Se fosse ao contrário os espanhois deliravam de jubilio, eles que matam o touro na arena sem contemplações ou piedade ( falsa ou verdadeira não interessa para aqui) fizerem o papel do touro e resta-lhes enfiar os cornos naquele treinador com cara de mal disposto e mándá-lo para a rua. Alem disso a minha alegria torna-se mais genuína quando sei que eles pensam que são os melhores do mundo quando fazem um jogo bom. Quando perdem ficam com aquela cara de admiração das crianças birrentas que não percebem nada, fruto de ilusões desproporcionadas. No fundo gabo-lhes o carácter quixotesco, a certeza dos grandes feitos que depois na selecção nunca dá nada e conseguem ter a tamanha audácia de ser mais tristes do que as nossas tragédias gregas. Um pormenor ainda...Para mim o Raul é o melhor jogador espanhol dos ultimos 10 anos, é o jogador mais inteligente que conheço e não pode ser ignorado pelo Aragones. O Respeitinho em todo o lado é muito bonito! Portanto a partir de agora ninguem brinca com o Benfica! Nem com o Gil Vicente...nem com o Almeida Garrett.
www.marca.es/edicion/marca/futbol/seleccion/es/desarrollo/696607.html

E depois há quem diga sempre mal do Scolari. Não é mal! É sempre mal!sempre mal! Tipo: o homem não acerta nunca...Está bem...está bem...cada um é livre da sua opinião!!! Mas esta cena das mentes manipuladas faz-me doer as unhas!
Já agora... Arrisco mesmo: Contra a Polónia vamos empatar. O Sargentão já avisou. A Nossa Senhora do Caravaggio é muito à frente!!!!!


Santuário de Nossa Senhora do Caravaggio. Localizado em Farroupilha, a 30km de Bento Gonçalves.É a maior expressão religiosa trazida da Itália para a região, onde milhares de pessoas acorrem para agradecer e pedir graças a Nossa Senhora do Caravaggio.O Santuário é visitado anualmente por mais de 500 mil turistas.

E não é que a Itália ganhou o campeonato do mundo!!! Tudo pela devoção do Scolari, neto de italianos !!!

TRABALHO EFECTUADO NO AMBITO DO CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS NA CADEIRA DE: CULTURA DE MASSAS CONTEMPORANEA EUROPEIA.

Estou ansioso para chegar a parte prática da cadeira "Relações e Aproximações interaciais na sexualidade internacional."


A. Roma,   às  01:21
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sexta-feira, 6 de outubro de 2006

País em vias de subdesenvolvimento 

Ás vezes, em conversas com as pessoas sobre o estado clamoroso da nação chego a pensar seriamente em que estágio de desenvolvimento estamos. Não poderá a ONU atribuir um novo grau para Portugal : País em vias de subdesenvolvimento.

Eu sei que nem tudo é mau , mas o que é certo é que no fundamental : saúde e educação, temos vindo a piorar dia após dia. Para não falar da corrupção, da fraca classe política, da quase falência da segurança social, etc...
Eu sei que o IP4 acabou e com ela a estrada da morte. Há quem diga que temos mais uma auto-estrada para fugir rápido de Portugal. Sem dúvida que no respeita à rede viária fizemos grandes avanços e finalmente podemos dispensar os velhos caminhos sinuosos e lentos. Mas o que me preocupa agora é que não se vê um verdadeiro caminho para Portugal, nem é minimamente visível um projecto a longo prazo consequentemente esforçoso e árduo, o qual não conseguimos imaginar. Vivemos na ilusão das grandes velocidades e corremos de um lado para o outro sem saber o que fazemos. Abrimos buracos, fechamos buracos, é preciso obras para os lobbies da construção civil...
Alem disso os ricos estão tão ricos ou mais ricos, a classe média está a empobrecer e os pobres estão totalmente lixados, ou seja, agravamento da desigualdade social, sinónimo de subdesenvolvimento.
So vejo uma forma de evitar ir trabalhar para uma caixa de um Hipermercado: Passar a ser vendedor de caixas registadoras para os mesmos. Ou então fazer as contas, e ver se a nota chega para a gasolina e portagens até à fronteira mais próxima...
Nem só da economia vive um País...Mas quando se educa com graves deficiências uma geração atrás de outra que futuro poderemos ter?
E até já ouvi dizer que a média da potencia sexual dos homens diminuiu nos ultimos 20 anos devido as stress da sociedade de massas.
Valha ao menos a quantidade de cromos e postais que vamos vendo por aí...Portanto escuta: Como bom portugues descobre o cromo e o postal que há em ti...Eu arrepiei caminho mas ainda não sei se sou mais cromo que postal ou vice-versa. Há uma discussão na blogosfera acerca disso...Logo que houver uma autoridade que confirme um resultado final eu divulgo.

A. Roma,   às  04:37
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Geminação ou diálogo ecuménico? 

Depois de ser convidado para escrever neste blog, retribui o convite ao Peliteiro para escrever no Blog http://www.aneura.blogspot.com .
Espero pelos teus posts, especialmente nos dias que sentires a neura a expelir e a cérebro a latejar de uma inquietude insatisfeita.
Depois pago-te a publicidade...

A. Roma,   às  04:26
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quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Pasquins em linha 



O blog POVOAONLINE decidiu solicitar às «autoridades competentes» que investiguem as acusações difundidas por um outro blog. No caso, o NAPONTADOCAIS. Ambos os blogs são, tanto quanto sei, anónimos. Um e outro reivindicam ser pasquins.

O POVOAONLINE faz um relato crítico dos assuntos mais candentes na política e sociedade poveiras, bem como das suas principais figuras. Mas fá-lo com alguma ironia e sentido de humor, construindo alguns bonecos que ridiculariza, à semelhança do programa televisivo Contra Informação. Trata-se de um projecto colectivo e animado por diversos autores. Quem o lê, percebe que as baterias estarão claramente mais apontadas para o poder vigente (PSD), ou ausente (CDS) e muito menos para a actual minoria (PS). Amiúde, percebe-se, até, alguma conivência com a oposição.

O NAPONTADOCAIS é algo completamente diferente. Muito embora se reclame, também, pasquim. Na minha opinião, mal. A lógica dos antigos pasquins era a de, simplesmente, caluniar os poderosos. Isto é, acusar, mesmo se sem provas. O que poderia ocorrer por razões perfeitamente circunstanciais. Muito embora evidentes, não conseguiam obter provas do que escreviam. Ou, simplesmente, porque não acreditavam que a justiça pudesse condenar os culpados. De antemão, dados como protegidos. Ora, creio que não tem sido esta a óptica do autor, ou autores, deste último blog. Pretensamente escrito por uma mulher, idosa e semi-analfabeta. Por isso escreverá com erros e utilizará expressões «do povo», a que repetidamente diz pertencer. Numa encenação reconstruída e que creio ser falsa.

As confidências que ali faz e divulga provirão dos círculos do poder na cidade. Daí a proximidade das denúncias, bem como o enfoque recorrente nos poderosos e suas famílias, que manipulam constantemente os bastidores da governação e dos negócios na Póvoa. Anteriores e actuais, uns e outros pretensamente inimputáveis e unidos numa amálgama de interesses e conveniências históricas, que o blog se prestaria, agora, a justiçar. Utiliza uma linguagem crua, directa e de apelação fácil aos instintos mais básicos. Rasca, portanto. Faz pretensas «revelações», bem como ameaças de que saberá muito mais, sem que se perceba, muitas vezes, a importância das «revelações». Dispara em todas as direcções e deixa no ar avisos a potenciais detractores para eventuais telhados de vidro. Estejam no poder ou, curiosamente, na oposição. Tem alvos permanentes, contra quem demonstra um espírito persecutório e de antecipado linchamento público. E pormenoriza castigos com detalhes que chegam a resvalar para a esquizofrenia. Rigorosamente. Não acusa, insulta. Não questiona, denigre. Não prova, rebaixa. Tanto o que poderia ser considerado de interesse público como o que é estritamente privado. Sem quaisquer tipo de contemplações. Antes, até, com evidente deleite.

Concedo que o POVOAONLINE, enquanto assumido pasquim, seja um projecto sério. Porque a forma como se atira aos assuntos e às personalidades visadas é, de certa forma, construída. Muitas vezes transformando-os em personagens, que depois encenam ao sabor da imaginação dos autores. Pelo que julgo que deverá ser lido e contextualizado na mesma óptica em que os autores se têm colocado. Pelo contrário, o que creio ser já condenável, é o aproveitamento que querem agora fazer da fidedignidade das informações vertidas em NAPONTADOCAIS. Neste caso, os autores do POVOAONLINE colocam-se na situação de quem quer atirar a pedra mas receia pelas consequências. Por isso se prestarão agora a empurrar o parceiro blog, no que aparenta ser uma demonstração de ajustamento de propósitos. Com manifestos intuitos políticos. No que fazem lembrar as notícias de deficientes apanhados a atear fogos nas florestas. Esquecendo-se, aparentemente, de que as «autoridades competentes» costumam desvalorizar os pirómanos e acusar os mandantes.

Concluo com mais uma opinião pessoal. Numa sociedade da qual, constantemente, se diz em crise de valores, não será surpreendente que blogs como o NAPONTADOCAIS tenham plateia garantida. E, pelos vistos, será o mais visitado em toda a blogosfera poveira actual. No que tem sido aproveitado pelo seu autor, ou autores, para justificar a bonomia dos seus propósitos justicialistas. «Não sou dono da moral dos outros» é uma das expressões mais (mal) utilizadas ali. No que concordo plenamente. Na expressão. Naturalmente, porque donos seremos, apenas, da nossa própria moral. Daí sentir-me impelido a considerar que o que se tem escrito em NAPONTADOCAIS é desprovido de qualquer valor. Moral, ético, cívico, artístico, cultural ou, de qualquer forma, civilizacional. Tratando-se, neste sentido, de um blog simplesmente pornográfico.



«Considera o que se diz e não te preocupes de saber quem o disse» (Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, Capítulo 5, nº1)

Marx,   às  19:10
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ARQUIVOS

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