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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

Desde 2003


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ao que isto chegou 

Já não bastavam os laboratórios de análises clínicas conquistarem doentes pela traficância de senhas de meias de leite e pães com manteiga, agora já se chega ao cúmulo de na compra de batatas ou de bifes da rabada se oferecerem descontos em análises clínicas. Os liberais mais optimistas podem dizer que no interesse do cliente toda a oferta é uma vantagem, mas os liberais mais realistas sabem bem que um pequeno-almoço nunca é de graça.

É muito difícil, mesmo para os clínicos, perceberem a qualidade dos resultados de exames laboratoriais; o drama é que para além dos custos directos com realização destes exames, é sabido que muitas decisões clínicas são tomadas com base nos seus resultados.
A única maneira de garantir um serviço de qualidade é através de fiscalização técnica rigorosa, da exigência na qualificação dos técnicos e, muito importante, da avaliação do valor das compras de reagentes - nada disto se faz em Portugal; a vigarice é perfeitamente possível e até as entidades oficiais dizem que «cerca de 20% dos serviços de saúde convencionados são fraudulentos, são pagos pelo Estado mas nunca são realizados»!

O Estado português, especialmente o Governo Sócrates, tem permitido que se instale no país um sistema assente em postos de colheita (há Centros de Saúde de interior, com um ou dois médicos, servidos por três postos de colheita!) nas mais excêntricas localizações, usando argumentos concorrenciais subterrâneos, numa mexicanização óbvia para todos.

É fácil os laboratórios oferecerem descontos de 20%. Até de 30%! Até de 50%! Basta desinvestir na garantia da qualidade; basta, se for preciso, não fazer as análises e inventar os resultados. A impunidade é completa...

Disclaimer: Do talão da imagem, não sei qual o laboratório em causa, não conheço a clínica nem o hipermercado; o único elemento retirado da imagem é o desconto de 20% em análises clínicas devido a compras efectuadas na loja.

Peliteiro,   às  00:19
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Ninguém é condenado em Portugal 

Portugal foi dos primeiros países a abolir a pena de morte. Portugal é o primeiro país a abolir as condenações.

Peliteiro,   às  00:05
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O charro do SNS 

Henrique Raposo, no Expresso:

Portugal está cercado por um espesso nevoeiro populista. E esta neblina demagógica costuma ser descrita por um eufemismo mui simpático: 'a gratuitidade da saúde'. Sucede que a santidade da 'saúde grátis' está a afundar o país. Nós não vivemos no país das maravilhas do dr. António Arnaut. Nós vivemos na realidade. E na realidade, essa galdéria reacionária, não há médicos grátis. Quando recusa qualquer mudança no statu quo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o dr. Arnaut está a incorrer no populismo mais rasteirinho. Aliás, quando diz que as mudanças propostas pelo PSD são um regresso ao Estado Novo, o populismo medicinal do dr. Arnaut alcança mesmo a medalha de ouro da demagogia socialista.


Enquanto berra contra o neoliberalismo, que afinal é regresso ao fascismo, o dr. Arnaut evita o confronto com a realidade. Eu, como sou um pouco mais novo, não me posso dar a esse luxo. Tenho mesmo de olhar para a aspereza dos factos: perante a evolução da medicina e ante o aumento da esperança média de vida, o atual SNS é insustentável. Isto é uma questão de facto. Não é uma questão de opinião. Os custos da saúde já ultrapassam os 10% do PIB. Ora, este número conduz-me às perguntas que causam brotoeja no ouvidinho do dr. Arnaut: o SNS já consome todo o nosso IRS? Se nada for feito, o SNS vai consumir o IRS e o IRC em 2020? Ou seja, a minha geração vai ser atirada para as galés do SNS? Eu e os meus filhos estamos destinados a ser os remadores do dr. Arnaut? O nosso futuro é a escravatura fiscal?


Não há como fugir ao assunto: os portugueses têm de pagar mais pelos serviços de saúde prestados pelo Estado. Contra esta conta mui simples (não é física quântica), o dr. Arnaut responde com um mui progressista "estou indignado". O dr. Arnaut julga que a indignação é um argumento. Lamento, mas V. Exa. tem de fazer melhor. E eu, alma piedosa, estou disposto a ajudá-lo. Até porque não é muito difícil encontrar argumentos racionais para a sua causa. Quando se cruza a realidade económica e demográfica com a sua inflexibilidade ideológica, quer-me parecer que V.Exa. só tem duas propostas para apresentar: ou começamos a comer velhinhas ao pequeno-almoço, ou colocamos o Estado no negócio do narcotráfico. A segunda opção parece-me mais realista, e gastronomicamente mais aceitável. Porque o tráfico, meu caro amigo, é a único negócio capaz de alimentar as necessidades hiperbólicas do SNS, tal como ele está. Eis, portanto, a solução para o socialismo do século XXI: o Estado social através do narco-estado. Nesta utopia narcotizada, os hospitais seriam sustentados pela cocaína elitista, e os centros de saúde seriam alimentados pelo charro pensativo. 'Fuma um charro e salva o SNS', eis o slogan para o seu socialismo, caro dr. Arnaut.

Peliteiro,   às  00:02
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quinta-feira, 29 de julho de 2010

O velho 

«É uma infelicidade que existam tão poucos intervalos entre o tempo em que somos demasiado novos e o tempo em que somos demasiado velhos»

Peliteiro,   às  00:15
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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Recipe Box and Co. 

Quem disse que comida saudável não é saborosa nem fácil de confeccionar? O novo blogue da Filipa, Recipe Box and Co., ensina-nos como:

What if ?

Gosto muito, muito mesmo, de Atum. Seja fresco ou em conserva, é sempre uma das minha opções quando penso em preparar uma refeição rápida. Além de todas as qualidades nutricionais que se lhe podem atribuir, o Atum é acima de tudo prático e versátil - adjectivos que para quem não tem muito tempo, ou simplesmente não tem muita paciência, são essenciais!

Desta vez venho falar de uma sanduíche. Já posso imaginar algumas experessões de desilusão e outras de espanto. Mas atenção: fast food não é sinónimo de junk food! Não vamos generalizar a conotação negativa da fast food a todas as sanduiches, por favor! Esta é uma das minhas sanduiches preferidas! Considero-a uma combinação perfeita da salada niçoise e da típica sanduíche de Atum. Para lhe dar um toque mais sazonal, adicionei feijão verde.

Seja porque estão com pressa, seja porque querem comer alguma coisa fora de horas, ou simplesmente porque estão sem muita paciência para cozinhar, espero que não se deixem impressionar pela invulgaridade dos ingredientes e experimentem esta combinação! E se.....

SANDUÍCHE DE ATUM NIÇOISE
(adaptado da TUNA NIÇOISE SANDWICH da Martha Stewart)
Tempo de preparação: 10 minutos;
Serve: 1 ou 2 pessoas, dependendo do apetite!

  • 1 "cacete" de pão rústico;
  • 75 gr de feijão verde;
  • 1/2 cebola vermelha cortada em fatias finas;
  • 1 mão-cheia de folhas de manjericão;
  • 1 colher de sopa de azeite;
  • 1/2 colher de sopa de sumo de limão;
  • 1 colher de chá de mostarda de Dijon, se não gostar use mostarda normal;
  • 1 ovo, biológico de preferência;
  • 1 filete de Atum em conserva;
  • 1/2 filete de anchova;
  • 1 colher de sopa de pasta de azeitona preta;

Modo de preparação:
  1. Numa panela com água a ferver e sal coza o feijão verde arranjado e o ovo, durante cerca de 10 minutos. Geralmente, 10 minutos é o temo suficiente para deixar o feijão verde cozido e estaladiço,sem ficar mole;
  2. Entretanto, corte o pão em duas metades e retire o miolo. Barre uma das metade com a pasta de azeitona preta e por cima coloque as folhas de manjericão, pressionando;
  3. Numa taça misture o azeite, o sumo de limão, a mostarda e o filete de anchova, desfazendo-o com um garfo;
  4. Com 1/2 deste molho tempere a cebola e o feijão verde, e com a outra metade o filete de Atum;
  5. Corte o ovo e rodelas e coloque-o em cima da camada de folhas de manjericão, seguido do filete de Atum e ,finalmente, dos legumes temperados. Termine com a outra metade do pão e pressione ligeiramente; Pode fazer de um dia para o outro guardando no frigorífico envolvido em película aderente;
  6. E se experimenta-se esta versão?
Nota: O Atum é fonte de proteínas de primeira qualidade, de gordura insaturada e com alta concentração de ómega 3.

Peliteiro,   às  23:55
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Arqueologia da crise 

Andar pelas estradas minhotas é imergir num cenário de desolação e derrota.
O que farão agora as milhares de pessoas que ainda há poucos anos trabalhavam nestas fábricas?
Ainda votarão em Sócrates?


Peliteiro,   às  00:52
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domingo, 25 de julho de 2010

Tourada 

Tal como o ano passado, algumas, não muitas porque foi à noite, fotografias da excelente Corrida TV Norte na monumental praça de touros da Póvoa de Varzim:


Peliteiro,   às  16:35
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terça-feira, 20 de julho de 2010

Razões atendíveis 

Hoje foi notícia do dia uma proposta de revisão constitucional apresentada pelo PSD. Um dos pontos que resultou mais polémico - destaque para o sempiterno "pai" do SNS - foi a remoção do consagrado como saúde "tendencialmente gratuita".
Ora, é bem sabido que a saúde dos portugueses não é tendencialmente gratuita! A saúde é tendencialmente mais cara, como atestado pelo sucesso dos seguros de saúde e da saúde privada e como prometido por um SNS descontrolado, consumindo já mais de 10% do PIB.
Portanto, pode concluir-se que a verdade não é razão atendível para mudar a Constituição da República Portuguesa, tendencialmente um dogma de fé imutável.

Peliteiro,   às  23:52
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domingo, 18 de julho de 2010

Heroísmos 

Eu temo muito o mar, o mar enorme,
Solene, enraivecido, turbulento,
Erguido em vagalhões, rugindo ao vento;
O mar sublime, o mar que nunca dorme.

Eu temo o largo mar rebelde, informe,
De vítimas famélico, sedento,
E creio ouvir em cada seu lamento
Os ruídos dum túmulo disforme.

Contudo, num barquinho transparente,
No seu dorso feroz vou blasonar,
Tufada a vela e n'água quase assente,

E ouvindo muito ao perto o seu bramar,
Eu rindo, sem cuidados, simplesmente,
Escarro, com desdém, no grande mar!
Cesário Verde

Peliteiro,   às  17:36
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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Insano 

«Desde o primeiro trimestre de 2010, multiplicam-se os sinais de recuperação económica.
Crescimento da economia, diminuição do desemprego registado: estes são sinais animadores.
Portugal alcançou a mais baixa taxa de pobreza de sempre.
A mesma preocupação de rigor financeiro, modernização organizativa e orientação para os resultados tem marcado a nossa política relativa ao SNS


Estou doido! A minha percepção da realidade é completamente diferente da do Sr. Primeiro-Ministro. Leio a sua intervenção no debate do Estado da Nação na Assembleia da República e só posso concluir que estou insano! Neste caso nem se pode dizer que ou eu ou ele, porque o Primeiro-Ministro tem milhares de pessoas que o apoiam, que acreditam nele, que votam nele. Estou, então, irremediavelmente maluquinho - e ainda bem, porque a realidade dele é muito melhor que a minha.

Peliteiro,   às  00:17
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Universidade de Coimbra 

Por altura de candidaturas ao ensino superior aqui fica a minha recomendação e várias razões para a escolha: o Lip Dub da Associação Académica de Coimbra e suas Secções. Porque numa universidade não se aprende apenas o que ensina nas faculdades.


Peliteiro,   às  22:32
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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Moody's, essa pitosga 

Moody’s revê em baixa rating de Portugal em dois níveis, de Aa2 para A1.

Se as medidas de reacção à crise forem tão ridículas e ineficazes em todos os sectores de actividade como o são no sector da saúde e se os resultados das reformas deste Governo forem um fracasso tão rotundo como o são na àrea do medicamento, então a Moody's é uma velha pitosga e ingénua que não consegue discernir a dimensão da mentira e da desgraça e apenas faz descer Portugal dois níveis no seu rating.

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Peliteiro,   às  00:12
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terça-feira, 13 de julho de 2010

Ataxia intencional 

Ensino superior: Há mais vagas, mas não nos cursos de Medicina

Se há bom exemplo da falta de planeamento e consequente desperdício de recursos materiais e humanos, se há bom exemplo de como interesses particulares dominam as políticas nacionais, esse exemplo é a gestão dos cursos do ensino superior público em Portugal.
Como é possível que durante décadas o Estado financie a formação de pessoas em áreas sem perspectivas de emprego? Como é possível que década após década o interesse de alguns (professores universitários, corporações como a médica) prevaleça tão escandalosamente sobre o interesses dos cidadãos?

Peliteiro,   às  00:10
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segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Espanha e as rectas 

Dois pontos bastam para definir uma recta infinita.

Se se lembram, logo no início do campeonato previ que a Espanha seria campeã do mundo de futebol.
Não é a primeira vez que tenho sucesso como vate. Só consegui ver dois jogos completos neste campeonato: o Brasil - Costa do Marfim e a a final de hoje. Não é preciso ver todos os jogos do campeonato, nem saber o nome de todos os jogadores para se entender o futebol. A clarividência necessária para vaticinar a vitória de Espanha passou por dois pontos fundamentais: i) uma equipa estável (vejam-se as fotos abaixo do Miguel com a dupla Casillas / Puyol, num estágio da selecção em 2004) com um treinador conservador, ii) equipa esta campeã da Europa e com jogadores experimentados num dos campeonatos mais competitivos do mundo, i) estabilidade e ii) valor.

Assim, justificando a diferença entre as minhas previsões e as do polvo Paul, explico também como sem evidências indiscutíveis ou raciocínios brilhantes e complexos chego à constante editorial deste blogue: os autarcas que nos são próximos são uns corruptos desavergonhados; o ministério da saúde está infestado de incompetentes, é dominado por interesses ilícitos e a Ministra da saúde é um mero verbo de encher; o Governo socialista está a atascar, a grande velocidade, o país e Sócrates se não fosse Primeiro-Ministro seria com certeza um sub-empreiteiro de cofragem ou parecido, com inibição de cheques e salários em atraso; em Portugal os políticos, esses seres desprezíveis, são maus, os empresários são maus, os trabalhadores são maus e os estudantes são maus - safa-se, grosso modo, o cozido à portuguesa e o queijo da serra - pelo que o futuro é sombrio!


Peliteiro,   às  01:22
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sábado, 10 de julho de 2010

Quiz 

Where am I?

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Peliteiro,   às  16:50
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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Agonia 

No Orçamento de Estado de 2010: «Os gastos com medicamentos em farmácias não deverão exceder a inflação para 2010 acrescida de um ponto percentual e as despesas com fármacos em hospitais não deverão ultrapassar os dois pontos acima da inflação
No PEC para a saúde:«Assegurar o cumprimento da meta orçamental de crescimento de apenas até 2,8% da despesa em farmácia hospitalar.»

No Portugal real, últimos dados: Crescimento de encargos com medicamentos em ambulatório no mês de Maio foi de 16,8% (valor acumulado em 2010 de 12,8%); Crescimento do consumo de medicamentos em meio hospitalar no mês de Maio foi de 8,0% (valor acumulado em 2010 de 7,0%).

Até quando esta deriva? Ninguém vê que o rei vai nu, que something is rotten in the state of Denmark?

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Peliteiro,   às  17:24
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Unidose para estúpidos 

A unidose tem feito toda uma carreira de sucesso nos Governos de Sócrates. Podem recordar aqui o curso e as peripécias da "emblemática" medida de Sócrates (por exemplo, a Ministra Ana Jorge no seu discurso de tomada de posse prometeu Unidose em Portugal para Julho de 2008...).

Sobre a legislação da unidose publicada a 1 de Julho de 2009 escrevi que tinha «quatro níveis de garantia de que nunca terá efeitos práticos: só a título experimental, só em Lisboa, só em farmácias aderentes, só com prescrição médica por DCI».
Assim foi, nem um comprimido!
Agora foi publicada nova legislação. Não li com atenção - nem vale a pena! - mas persistem três dos quatro níveis que garantem, outra vez, a nulidade dos efeitos práticos: só a título experimental, só em farmácias aderentes, só com prescrição médica por DCI.
Só podem estar a gozar!... Não é óbvio que estão a gozar?

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Peliteiro,   às  00:12
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As voltas que o mundo dá 

Hoje foram discutidos umas propostas do BE relativas à política do medicamento. Não pude acompanhar em pormenor e também não vale a pena perder muito tempo com isso; folclore; foi aprovado qualquer coisa relacionada a dispensa de medicamentos em cirurgia do ambulatório e apenas espero que não ponham a mulher da limpeza a dispensar medicamentos.

Só me despertou a atenção, foi um momento engraçado, aos 3' do filme abaixo, a Deputada farmacêutica a defender os médicos em oposição ao Deputado médico: «A prescrição é um acto médico! A responsabilidade é do médico!». Só foi pena o Deputado médico não ter defendido também os farmacêuticos...


Peliteiro,   às  00:03
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ana Jorge já tem a DGS, agora quer a PIDE 

Vem hoje a Sra. Ministra da Saúde dizer que as «Farmácias vão ser penalizadas se não tiverem os medicamentos mais baratos» apelando às reclamações dos doentes em caso de incumprimento.

Declarações lamentáveis. Em primeiro lugar porque dão a entender que algo de novo acontece, quando as Farmácias já são, ou podem ser, penalizadas se não tiverem os medicamentos mais baratos. Em segundo porque reconhecem a incapacidade - lembro que o Governo socialista perdura há anos - do Infarmed; incapacidade, inoperância, inacção, incompetência, tanta que se torna suspeita. Em terceiro porque apelam ao cidadão-espião, ao esbirro, porque estimulam a bufaria; o Ministério da Saúde já tem a DGS, agora quer uma PIDE. Em quarto, porque o capital mais importante das Farmácias é a confiança dos seus doentes - importante sobretudo quando se fala de cuidados de saúde primários (embora completamente sub-aproveitado por causa de jogos corporativos e de interesses), apenas para dar um exemplo mais imediato, na adesão à terapêutica - e esta confiança se vê abalada por uma autoridade nacional que lhes diz: cuidado que aqueles das Farmácias são uns vigaristas, que se puderem vos aplicam o método da empurroterapia e vos impingem os medicamentos mais caros.
Declarações lamentáveis para disfarçar a falta de coragem, a $eu-sei-bem-o-quê$, a incapacidade para impôr o modo mais óbvio e eficaz para reduzir a despesa com medicamentos: prescrição por DCI.

Peliteiro,   às  00:21
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