<$BlogRSDUrl$> Impressões de um Boticário de Província
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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

Desde 2003


sexta-feira, 28 de abril de 2006

Nanocontos 

Xénon - Rádio

Quase sempre chegava a casa quando já era noite.

Era vendedor e do seu trabalho dependia a família, os quatro filhos e, julgava ele, os colegas da pequena empresa, que esperavam ansiosamente pelas encomendas que ia conquistando.
Geralmente regressava a casa pela auto-estrada, trocando cada minuto de descanso na companhia dos seus por uns quilómetros à hora a mais conseguidos pelo seu pequeno comercial de dois lugares.
Àquela hora, nas mesmas auto-estradas, circulavam também muitos bólides de grande cilindrada, conduzidos, com certeza, por administradores e gestores de grandes empresas, muitas mulheres, cada vez mais mulheres, elegantes, falando compulsivamente ao telemóvel - ou sozinhas, quem sabe. Peixe graúdo em carros grandes e potentes, luzidios, bonitos.
Distinguia-os a léguas pelos faróis de xénon. Era precisamente isso que mais os distinguia e que mais lhes invejava: os faróis de xénon. Toda a arraia-miúda, num gesto respeitoso ou, sei lá, medroso se desviava rapidamente para a direita, para os deixar passar; e eles passavam, como balas, a alta velocidade, em trajectórias perfeitas nunca incomodadas pelas pequenas latas como a dele.

Um dia resolveu-se; se não tinha como conduzir uma dessas grandes máquinas, podia perfeitamente passar a ser um deles através de um pequeno artifício: mandou instalar faróis de xénon na sua carrinha! Agora seria também um rei das estradas e as noites seriam imensamente maiores.

Assim foi. Durante uns tempos. Entretanto mudou a hora, hora de Verão, e os reis da estrada já não usavam faróis, nem de xénon nem de espécie alguma.

Acabou por trocar o kit de iluminação por um rádio com leitor de CDs - ia aproveitar o tempo perdido na condução para fazer um curso de Inglês, talvez para o ano já fosse um vendedor de sucesso de uma multinacional e talvez, quem sabe, viesse a conduzir um daqueles carrões.

Peliteiro,   às  23:44
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Peliteiro,   às  22:58
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Peliteiro,   às  14:24
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quinta-feira, 27 de abril de 2006

Reformas 

Passamos a vida a discutir as mesmas coisas; entretanto o país não avança, melhor, afunda-se!
Uma medida verdadeiramente reestruturante, simples, justa, que "salvaria" a Segurança Social e diminuiria o desemprego:

Não é permitido acumular rendimentos de reformas e de trabalho.

Peliteiro,   às  23:34
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quarta-feira, 26 de abril de 2006

Nanocontos 

Desamor à primeira vista


Ela caminhou, lentamente, com um andar felino, e sentou-se mesmo no banco à sua frente.

Era linda, de feições suaves e correctíssimas, tez clara, cabelos cor de mel ligeiramente ondulados, algo rebeldes, lábios sensuais e bem desenhados, olhos escuros, grandes, expressivos. Vestia de uma forma simples e não se pintava. Parecia simples transformá-la numa estrela da moda, era fácil imaginá-la desfilando nas passerelles ou posando numa sessão fotográfica.
A sua presença, tão perto, perturbou-o. A leitura complicou-se; mesmo usando o dedo como marcador lia muitas vezes a mesma linha, e o texto perdia assim todo o sentido. Ela não parecia ignorá-lo, fitava-o por breves instantes e, rapidamente, desviava o olhar para a paisagem que desfilava, lá fora, apressadamente.
Estava agora decidido a abordá-la, a "meter conversa", não podia deixar escapar a oportunidade de travar conhecimento com esta mulher magnífica, belíssima; a viagem era longa e apenas esperava a melhor oportunidade - o livro entretanto ficara esquecido.
Ela estaria cansada, talvez de um longo dia de trabalho, talvez de um fim-de-semana cansativo, e a sua postura era agora de relaxamento, olhos semicerrados, lábios entreabertos, respiração pausada, irradiando serenidade.
Complicava-se a abordagem, mas aumentava o prazer pela sua presença, pela companhia, próxima, lânguida, vulnerável.
Adormeceu, com certeza; a cabeça oscilava ao sabor do movimento da carruagem.
Foi então que um som medonho, vulgar, horrendo se fez sentir com estrondo. Era um ronco horrível, arrastado. Ela ressonava como um taberneiro. Sentimentos confusos contagiaram-no, uma espécie de repulsa, uma desilusão profunda.

Rapidamente arrumou as suas coisas e mudou de lugar, para bem longe!

Peliteiro,   às  22:46
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Campeonato Nacional de Surf Buondi 2006
Póvoa de Varzim, Portugal
28 - 30 Abril 2006

O Buondi Pro vai ter início já na próxima sexta-feira, dia 28 de Abril, e decorrerá até Domingo, na Póvoa de Varzim.

Peliteiro,   às  22:31
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Cidade do turismo... 


Copiado do Cá 70


Peliteiro,   às  22:27
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terça-feira, 25 de abril de 2006

Movimentações políticas no pós 25/4 

(persistem até hoje)

Peliteiro,   às  22:02
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Acabou o "O Vilacondense !"



O meu blogue preferido terminou. Companheiros de longa data, desde o tempo em que a blogosfera cabia num táxi, o "O Vilacondense" sempre foi uma leitura diária obrigatória, sendo portanto uma perda irreparável.
Conquistou um lugar de destaque a nível Nacional sem nunca abandonar os assuntos locais, conseguindo manter um equilíbrio notável entre a leitura agradável e apelativa e o tratamento de temas complexos e importantes. Com simplicidade, sem poses vaidosas ou arrogantes, inquestionavelmente uma referência inesquecível.

Porque na blogosfera também se fazem amizades, dois textos do amigo Dupont, de 2004, em memória dos bons velhos tempos:

A Polónia




A Polónia é um belo país à beira-mar plantado cuja capital é Varsóvia. Os seus habitantes, um bocado trengos, são os polacos. Viveram sob uma ditadura durante muitos anos, e talvez por isso tenham comportamentos muito peculiares.
Os
polacos são pessoas que não gostam de convidar os vizinhos para jantar, preferem viver no seu mundinho, acreditando em coisas que já ninguém acredita. São por isso muito fechados e pouco sociáveis, também por estarem cientes que as suas conversas não têm o nível das conversas dos outros. Mas eles, coitados, não têm culpa. O Pacto de Varsóvia e os tempos da ditadura comunista são álibis bastante fortes para os contrariarmos. Temos que os respeitar, não foram momentos fáceis. Devido à má governação do seu antigo regime, ainda há muitas coisas na Polónia em péssimo estado, que chegam a ter um cheiro defecante. O mar da Polónia, situado a norte, não é como o nosso, a água é gelada e não nos diz nada. Além disso os seus edifícios são demasiado altos e volumosos, feitos à pressa e com uma arquitectura horrível.
Mas também não podemos criticar este país por tudo e por nada, até há polacos com obras interessantes, como Karol Wojtila ou Chopin, mas todos eles só tiveram sucesso porque fugiram a sete pés da sua terra natal.
ABV - Associação de Blogues Vileiros

Dupond & Dupont
Eduardo A. Silva
João Paulo Menezes
Miguel Torres
siX




Trenguices



Na passada semana recebemos um convite para um churrasco no Gerês. Quem assinava era o "Trenguices", o nosso colega poveiro desta viagem blogosférica. O Dupond lamentou-se, pois já tinha um compromisso. Eu fiquei entusiasmado e tratei de convencer a família: "Vamos ao Gerês a uma festa onde só vai estar gente que eu nunca vi!", comuniquei desastradamente... A minha mulher olhou para mim com aquele ar que já lhe conheço: "Se eu disser que não, vou aturá-lo todo o fim de semana; se disser que sim, pactuo com mais uma loucura do meu marido"... Pressão aqui, pressão ali, chantagem emocional com as crianças("se a mamã aceitar vamos às montanhas, ver lobos, raposas e javalis!..."), até que veio um conformado "sim".
E lá fomos até Vilarinho de Perdizes, para me encontrar, finalmente, cara-a-cara, com o "
Trenguices". Ali chegados, mergulhamos numa festa que já decorria há algumas horas, quais ETs no meio de Times Square. Mas a simpatia do Mário, da família e dos amigos, superou tudo. E não o digo para agradar. É mesmo verdade! São todos simpaticíssimos. É claro que "o tipo que faz o Vilacondense" era olhado com certa curiosidade mas, rapidamente, o entrosamento foi total e pouco depois já toda a gente se tuteava. O cenário, como podem ver, era lindíssimo.


O Mário, provocadoramente disfarçado de jamaicano, foi um anfitrião sem defeitos, que nos abriu a casa como se o conhecessemos desde sempre. Não vou aqui falar das suas superiores qualidades, pois todos nós já bem as conhecemos, mas não queria deixar de destacar uma que só "ao vivo" é possível apreciar: a sua capacidade para versejar. Treme Camões, chora Pessoa, muda de côr Cesário Verde, porque a musa, agora, ilumina o "Trenguices". Foi vê-lo cantar ao desafio, deitando por terra um experiente representante local, que não teve arte ou engenho para se aproximar das quadras de Mestre Peliteiro, enriquecidas com rimas inovadoras e contemporâneas. Afinal, quem mais conseguirá fazer rimar "Serra d'Agra" com "Viagra"?..
Já a noite caía, quando de lá saímos, com a certeza de que se tinha erguido uma nova amizade. Em Setembro, segundo nos disse, há mais. Faremos tudo para honrar o convite.
Dupont


Peliteiro,   às  01:12
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25 de Abril 

Curioso observar, nos depoimentos da época, como a maioria dos ideais e dos objectivos propostos falharam completamente.

Tenho muitas dúvidas que as vantagens da ocorrência do 25/4 se sobreponham às desvantagens.

Em sinal de respeito pelos mortos, desalojados e despojados havidos em sequência da revolução - sempre esquecidos nos registos oficiais - coloco o símbolo abaixo, porque a memória não deve ser parcial.

Peliteiro,   às  00:35
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segunda-feira, 24 de abril de 2006

Mortos que falam 

«Enquanto o último dos "corleoneses estiver livre, tudo continuará como antes», explicou a um magistrado Leoluca Bagarella, uma das vítimas mortais da guerra entre clãs.
Única, 22 de Abril

Peliteiro,   às  14:14
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5 milhões 

5 milhões de euros para o lixo:

O ministro revelou a possibilidade de avançar com um programa conjunto com o ministério da Ciência, através do qual serão admitidas candidaturas a projectos de investigação clínica que venham de universidades, hospitais ou centros de saúde.

«Para isso, dispomos de 2,5 milhões de euros da parte do Ministério da Saúde e possivelmente de outro tanto por parte do Ministério da Ciência. Estamos a preparar os termos de referência desse concurso para o lançarmos», acrescentou Correia de Campos.


Bem sei que é discutível, que é pessimista, o que eu penso. Mas uma dotação de 5 milhões de euros para projectos de investigação clínica em universidades, hospitais ou centros de saúde Portugueses só terão um resultado: 5 milhões para o lixo.
Na área de investigação em causa, com a nossa estrutura, organização, recursos e experiência os resultados serão nenhuns, quando comparados com as instituições de topo, públicas e privadas, que há muito se dedicam ao assunto.

Delírios... Entretanto, milhares de doentes cardio-vasculares nem um médico de família têm...

Peliteiro,   às  14:04
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domingo, 23 de abril de 2006

Campeões 


Peliteiro,   às  23:38
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sexta-feira, 21 de abril de 2006

Nova legislação para as farmácias no segundo semestre 

Segundo notícia do DE, o jornal preferido do Ministério da Saúde, «o governo prepara legislação que permite descontos, venda de medicamentos pela internet e alargamento do horário de funcionamento das farmácias» e «mudanças na regras geográficas e demográficas para abertura de novas farmácias».

Nada que não se soubesse. Já muito - demais - se falou sobre este assunto. Decisões definitivas e datas é que continuam a ser sucessivamente adiadas, desestabilizando o sector e consequentemente prejudicando os doentes.

O destaque que merece esta não notícia deve-se apenas ao facto de o acordo entre a ANF e o Ministério da Saúde terminar em Junho, o que pressupõe uma negociação em curso, com um limite temporal bem definido. Ora pode-se então presumir que o gabinete de Correia de Campos deixou transparecer este ligeiro levantar do véu apenas com uma intenção: pressionar a ANF na negociação dos pagamentos devidos pelo Estado.

Estamos então, perante uma vergonhosa mistura de interesses do Estado como cliente, e devedor crónico, com os interesses dos cidadãos e dos doentes no que respeita à qualidade da assistência medicamentosa; mistura de finanças do Estado e saúde da população.

Não é esta a postura que deve ter o Estado Português - não é digna nem séria!

Peliteiro,   às  20:04
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quinta-feira, 20 de abril de 2006

World Press Cartoon 2006 - Sintra 


(Clicar para ampliar)

Peliteiro,   às  23:14
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quarta-feira, 19 de abril de 2006

O sol quando nasce é para todos! 

Angela Merkel


Peliteiro,   às  23:14
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Choque tecnológico 

Sinulator


Como o nível hoje está mesmo baixo, apresento as últimas novidades do mundo tecnológico, aplicado às relações humanas. Visitem a página do engenho à distância, o Sinulator, e observem os últimos progressos do mundo dos jogos verdadeiramente interactivos, o Virtually Jenna.
No futuro será assim? Que choque.

Peliteiro,   às  22:58
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Um país melhor... 

Esta é mesmo má, muito má mesma, devia ter vergonha de escrever despautérios destes, mas não resisti, até abandonei a minha leitura mais cedo para me agarrar ao teclado. Ocorreu-me ao ver o telejornal quando sequenciaram duas notícias, a inauguração do casino de Lisboa e a do jantar dos pioneiros do PS. Aqui vai:
Se metessem uma bomba bem potente em cada um dos eventos, este país ficaria bem melhor.

Podia ser simplesmente uma bomba paralisante de muito longa duração, ou um raio tele-transportador que levasse aquela tralha toda para bem longe...

Peliteiro,   às  22:36
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terça-feira, 18 de abril de 2006

Só os burros não mudam... 

Todos nós mudamos de opinião, de discurso. Uns mudam mais que os outros. Uns são autênticos cata-ventos; como os políticos!

A Saúde não é um mercado económico, mas um quase-mercado em que a concorrência pode gerar uma situação adversa. Disse Correia de Campos. Quem te viu e quem te vê...

Peliteiro,   às  23:53
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Jantar do curso 82-88, Sábado, 6 de Maio, às 20:00H.
Inscrições em peliteiro@gmail.com

Peliteiro,   às  23:34
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segunda-feira, 17 de abril de 2006

Boa vida 

Abençoados estes fins-de-semana prolongados de Primavera. Este ano é uma boa colheita.

Como bem se nota no primeiro parágrafo, não tenho nada para dizer. Não que escreva por escrever; isso é o pior que pode fazer um carolas da blogosfera, isso e ter-se em grande consideração como escrevinhador - são sentenças de morte certa para qualquer blogue. Não tenho nada de especial para dizer, nem eu, nem quase ninguém. O país pára nestas alturas, ou quase pára (reparei que mesmo os blogues ateístas, na Páscoa, guardam feriado; curioso).
Estes feriados trazem um prejuízo quase tão grande para a economia como a alta do petróleo. Mas sabem bem. A economia não tem cura e entretanto, enquanto que o pau vai, vamos gozando como pudermos; é aproveitar...
A seguir vem o 25 de Abril mai-la ponte, depois 1 de Maio, depois Queima em Coimbra. Lá para meados de Maio o país reabre a 100%. Este blogue também.

Peliteiro,   às  23:30
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sábado, 15 de abril de 2006

Boa Páscoa 


Peliteiro,   às  16:00
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terça-feira, 11 de abril de 2006

80 anos ! 


Hugh Hefner celebrou os seus 80 anos. Na companhia das três mulheres com quem vive (foto acima) festejou, à grande, com uma festa "em lingerie", na companhia de muitas famosas(os).
Deve ser um bom utente da Farmácia lá do bairro...

Peliteiro,   às  23:48
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Novo curso de Ciências Farmacêuticas 

Universidade da Beira Interior aposta na área da Saúde

Mais um!
Este país tem uma fixação por medicamentos e afins.
Cursos na área da Farmácia, universitários e politécnicos - excepcionalmente, hoje estive de acordo com Vital Moreira, vindo ao caso citar o fenómeno que denominou como a "universitarização" do ensino politécnico e pela "politecnização" das universidades -, surgem como cogumelos; a discussão da política do medicamento e das Farmácias foi tema nobre de discussão - ainda que muito mal discutido - no último ano; Farmácias, parafarmácias, ervanárias, e outras para-lojas brotam pelas cidades e pelas aldeias.

Estaremos todos muito doentes? Com certeza que sim - da cabeça!

Peliteiro,   às  23:36
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segunda-feira, 10 de abril de 2006

Ignaz Semmelweis 

Por volta de 1846, 1847, Ignaz Semmelweis, um jovem médico Húngaro, obstetra num Hospital de Viena, deparou-se com um problema importante e intrigante. No seu Hospital havia duas alas de obstetrícia, usando os mesmos materiais e métodos; numa delas, mais vocacionada para o ensino, registavam-se taxas de mortalidade neonatal por febre puerperal de cerca de 13% - na outra apenas de 2%.
Taxas tão elevadas - mesmo para a época - concorriam para o descrédito da instituição e provocavam o pânico entre as parturientes que - como é compreensível, zelando pela sua própria vida - preferiam ter os seus filhos em casa, sob os cuidados de parteiras ou doulas (como acontecerá, ao que dizem, em S.Tirso).

Note-se que na altura a microbiologia não existia e os micróbios ou gérmenes, os humores, estavam mais relacionados com a filosofia e a religião do que propriamente com a medicina e a ciência, tal como hoje a vemos.

Semmelweis abordou a questão de várias perspectivas e formulou várias hipóteses - nenhuma delas conclusiva. Decidiu então trocar o pessoal, os da 1ª ala passariam a trabalhar na 2ª e vice-versa. A situação inverteu-se, as febres altas das parturientes acompanharam os estudantes e a morte passou a manifestar-se na 2ª ala.
Explicações é que não se encontravam, a análise das causas não produzia resultados já que os estudantes não podiam ser os culpados, pois não tinham intervenção significativa no acto de parir.

Foi então, por acaso, como muitas vezes - diz a lenda - acontece em ciência, que um episódio trágico se revelou, o Eureka da questão: um amigo de Semmelweis, anatomo-patologista do Hospital, durante uma autópsia fere-se na mão e em poucas horas á assumido por febres altas e morre.
Um quadro clínico em tudo parecido com o das parturientes! A causa podia ser a mesma!
Observando bem percebeu que os estudantes, no fim das aulas de anatomia, lavavam as mãos sumariamente, limpavam as mãos a umas toalhas comuns pestilentas e seguiam para a ala de obstetrícia, tocando com as mãos contaminadas, várias vezes, vários, na mesma mulher.
[Felizmente na época não era a pouca vergonha dos nossos dias, senão as febres seriam comuns também entre as namoradas desses estudantes.]

Estava descoberta a higiene e a importância da lavagem das mãos na limitação das infecções nosocomiais!

Ora isto foi há mais de 200 anos!
Entretanto, eu chamei a atenção para o problema há mais de um ano, sublinhando que um bom Hospital não se avalia apenas pelo bonito que se vê, e Correia de Campos também, o ano passado, quando «deu um "puxão de orelhas" aos médicos e outros profissionais do hospital de São João afirmando que «muitas mãos não são lavadas» quando passam de um doente para o outro, o que resulta na enorme taxa de infecções que se registam naquele hospital».

Ninguém nos ouviu!
Caros colegas profissionais de Saúde, obriguem os vossos directores ou patrões a disponibilizar condições necessárias para atender aos apelos da OMS, Clean Care is Safer Care, e sigam as suas guidelines relativas à lavagem das mãos.

Peliteiro,   às  23:49
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BCP 0; BPI 2

Este blogue, habitualmente ao lado dos vencedores, apoia o

Peliteiro,   às  22:55
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domingo, 9 de abril de 2006

Lições da História 

A visita a Angola de Sócrates foi um sucesso. Não é ironia, é a sério.
Concordo com estas iniciativas governativas e, como já disse em tempos, se fosse mais novo não hesitaria e saía deste país sem perspectivas, deste coio.
Sócrates tem noção do beco sem saída em que nos encontramos e portanto, bem, procura soluções para o país fora do país. Concretamente para o desemprego; nunca conseguiremos reduzir o meio milhão de desempregados - muito menos em 150.000 - que temos hoje, logo o caminho é o de sempre: a emigração.

Os Portugueses é que poderão não estar muito interessados em reiniciar nova vida em África. A memória dos "retornados" está ainda bem fresca - e dizem-nos sempre para ouvir as lições da história...

Peliteiro,   às  23:57
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História do Coio 

Rosa Casaco é um assassino e portanto não merece consideração (embora outros - de esquerda, claro - tivessem cometido crimes hediondos, estando agora completamente reabilitados, entrando-nos frequentemente em casa através do ecrã, editando livros da moda e não livros malditos como o será o "Memórias do meu tempo".)

Mas afirma umas coisas curiosas, umas "verdades": «Como é possível que um desses criminosos - que vendeu a sua Pátria, traindo-a - chegasse a ser Presidente da República, eleito pelo povo, e outros que atingiram altos cargos no poder...», «O Portugal de hoje é um coio de ladrões, de corruptos e incompetentes».

Peliteiro,   às  23:36
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Vitória vitória acabou-se a história 

Embora com algum atraso, não podia deixar de festejar aqui, também, a vitória do FCP no campeonato.
Acabei por não ver o jogo, nem no estádio nem na TV, mas o que interessa é que mais um campeonato já cá canta. Para o ano ganhamos tudo!


Fotografia, gentileza do Footbicancas


Peliteiro,   às  23:31
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sexta-feira, 7 de abril de 2006

Dia Mundial da Saúde 


Health workers - the people who provide health care to those who need it - are the heart of health systems. But around the world, the health workforce is in crisis - a crisis to which no country is entirely immune. The results are evident: clinics with no health workers, hospitals that cannot recruit or keep key staff.

Porquê? Porque faltam tantos profissionais de Saúde? Em Portugal não é por falta de recursos económicos, gastaram-se nas últimas décadas fortunas com a educação. Então porquê, a quem interessa este desiquílibrio tão acentuado entre a oferta e a procura?
A resposta só pode ser uma: interessa aos próprios profissionais de saúde e interessa aos governos, coniventes, a quem interessa, por algumas formas, limitar o acesso aos cuidados de Saúde.

Peliteiro,   às  23:33
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Bíblias 

Num fórum de Farmácias do ORKUT pediam-se os 3 livros fundamentais do Farmacêutico. Indiquei 3+1, criei uma alínea para análises clínicas e outra para qualidade.

Farmácia:

1- Martindale: The Complete Drug Reference

2- Goodman & Gilman's The Pharmacological Basis of Therapeutics

3- Textbook Of Medical Physiology - Guyton

4- Harrison's Principles of Internal Medicine


Análises Clínicas:

1- Henry's Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods

2- Bailey & Scott's Diagnostic Microbiology

3- Douglas Atlas of Clinical Hematology (livro+CD)


Qualidade:

Farmácia - ISO 9001:2000 for Small Business: Implementing Process-Approach Quality Management; Gaal

Laboratório - Practical Guide to Accreditation in Laboratory Medicine; ISO 15189; Burnett



Já agora pedia a opinião dos colegas que por aqui passem.

Peliteiro,   às  23:19
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Urgente ! 

Desgraça! Falharam-me os bilhetes para amanhã, para a festa da vitória do campeonato.
Alguém me arranja 2 bilhetes?

Peliteiro,   às  14:23
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quinta-feira, 6 de abril de 2006

Fisco lança ofensiva sobre as farmácias 

Este título, do Jornal de Negócios teve repercussão imediata em vários jornais e televisões.
«De acordo com um documento interno das Finanças, a que o Jornal de Negócios teve acesso, as farmácias incluem-se na "Prioridade 1", que engloba os sujeitos passivos com maior risco de incumprimento.»

Ora o principal cliente das Farmácias é o próprio Estado, como bem se sabe, através da comparticipação dos medicamentos; por outro lado os clientes-doentes raramente se esquecem de pedir factura, válida como dedução de IRS; ainda a Farmácia, que eu saiba, são a única actividade obrigada a imprimir facturas em duplicado, uma para o cliente, outra - em papel contínuo - para o fisco. Os principais fornecedores são grandes companhias farmacêuticas multinacionais, cotadas em bolsa, com sistemas de controlo de gestão eficientes e cuja imagem nunca poderia ser toldada por pequenas negociatas de fuga ao fisco num país mínimo.

Com base nestes factos pode-se concluir que a margem de "fuga" não será assim tanta que justifique a inclusão na dita "prioridade 1" das Finanças. De imediato me lembro de tantas outras actividades onde é muito mais fácil, provável e evidente a evasão fiscal.

Porque têm os jornais acesso a documentos internos das Finanças e porque indiciam apenas as Farmácias como pertencendo ao grupo da "prioridade 1"?

Peliteiro,   às  22:42
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Realmente temos sítios esplêndidos para uma escapadinha.
Vamos de férias para o outro lado do mundo e não aproveitamos aquilo que temos.
Este blogue, em conjunto com Mourinho, apoia a campanha do ITP.

Peliteiro,   às  22:33
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quarta-feira, 5 de abril de 2006

... tudo perde! 


Peliteiro,   às  23:45
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Este é o tema da nova campanha publicitária da PIRELLI, assente na realização de curtas-metragens em que contracenam figuras conceituadas do mundo do espectáculo. O primeiro dos filmes, The Call, conta com a colaboração de muito pneu gasto, claro, e das estrelas John Malkovich - o exorcista - e Naomi Campbell - o demónio.
«A potência sem controlo não é nada»

É uma tentativa de deslocar a publicidade, ainda mais, para o lado do cinema e de o trazer até nossas casas através da www, gratuitamente.
A estratégia da da PIRELLI explora assim tendências que podem desagradar a muitos, que podem originar campanhas de sensibilização, legislação e processos judiciais mas que estão irremediavelmente votadas ao fracasso; o público quer ver no conforto da sua casa bons filmes - quem diz bons filmes diz boa música - gravados a partir do seu PC, sem ter que pagar muito - de preferência nada, mesmo que para isso seja preciso ver mais pneus em derrapagem do que seria suposto normal.

Etiquetas:


Peliteiro,   às  23:24
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Metro 

Hoje experimentei o novo Metro (se é que se pode chamar assim àquele comboio fininho).
Há anos que suplico por um transporte público capaz de ser alternativa para as deslocações de carro até ao Porto.
Do ponto de vista económico compensa, equivale, mais ou menos, ao preço do arrendamento da garagem. Do ponto de vista da tranquilidade também, adeus trânsito, condutores tresloucados, bichas, semáforos, bem vinda a leitura, as paisagens, os encontros (encontrei duas pessoas conhecidas, uma delas um amigo dos tempos de Coimbra, que não via há quase 20 anos!).
O pior é o tempo. Uma hora e meia de casa ao trabalho! Incluindo mais de meia hora de caminhada - logo hoje que chovia - o que no entanto pode ser encarado como tempo de exercício físico. Mas é muito tempo...
Vou experimentar mais uma ou duas vezes até optar por abandonar, ou não, a garagem.

Entretanto subscrevo a opinião do Póvoa 2010 (que simpaticamente colocou a primeira estação mesmo junto à minha porta), a linha não pode ficar apenas a sudeste da cidade, deve prolongar-se a noroeste, servindo um grande número de moradores, potenciais utentes, e muitos desportistas e turistas.


Peliteiro,   às  23:14
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FCB 3; SLB 0


Peliteiro,   às  00:12
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terça-feira, 4 de abril de 2006

Matosinhos: utentes passam a fazer análises no centro de saúde 

Com o objectivo de melhorar a acessibilidade a este meio complementar de diagnóstico, a Unidade Local de Saúde de Matosinhos decidiu alargar a estes utentes os serviços prestados pelas duas unidades de colheita existentes e que funcionam em ligação com o laboratório de análises clínicas do Hospital Pedro Hispano.
Com esta medida, pretende-se dar continuidade ao processo de internalização iniciado em 2003 e concentrar no laboratório do Hospital Pedro Hispano toda a actividade de análises clínicas prescritas nos centros de saúde.


Muito bem. Falta dizer que a liberdade de escolha do doente, ao que sei, não existe; falta dizer se a opção do Ministério da Saúde rentabiliza o laboratório do Hospital ou se as despesas com exames laboratoriais explodiram (julgo que ninguém sabe bem).

Entretanto imagine-se a reacção dos laboratórios privados de todo o país; não conhecendo orientações, intenções ou planos do Ministério, não sabendo se esta "experiência" é para prosseguir, para generalizar ou se inesperadamente, inexplicavelmente, abortará daqui a uns meses. Dada a instabilidade das políticas da Saúde a reacção é óbvia, parece-me a mim: não investir, não inovar, não formar, não empregar e esperar que este Ministro seja rapidamente remodelado.

Peliteiro,   às  23:53
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Lab tests online 

Quer saber tanto de análises clínicas como eu? Bom, tanto como eu não diria, vá lá não abusem, mas se tiverem dúvidas sobre análises consultem o Lab tests online.
Descobri-o agora e, numa primeira abordagem, parece ter fácil consulta e algum rigor científico.

Peliteiro,   às  22:42
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Gripe das aves: Mais de 1.500 animais suspeitos recolhidos em Março 

1.623 animais mortos, a grande maioria aves, mas também outros predadores como gatos, suspeitos de terem morrido devido a gripe das aves foram recolhidos em Março pelo SEPNA - Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR.
As aves que estão em contacto com zonas de aves selvagens ou migradoras são a principal preocupação do SEPNA, pois têm maior probabilidade de poderem ter sido infectadas pelo vírus da gripe aviária. Desde Janeiro, o Ministério da Agricultura já realizou 2.164 análises a aves e o resultado foi negativo em todas.


Como previ, a ave da foto selvagem abaixo continua, desde sexta-feira, em plena rua. Enviei agora uma notificação ao SEPNA; amanhã dou notícias, mas aposto na manutenção da ave até ela se desintegrar putrificada...

Peliteiro,   às  22:39
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Os pequenos canalhas 

Através do Câmara Corporativa fui parar ao Jornal de Negócios, à leitura de um texto de Mário Negreiros intitulado "Os senhores das alcunhas". Vale a pena ler; alguns excertos:

«A Internet é reveladora de muitas coisas, e nem todas são bonitas. Revela grandes canalhas (pedofilia, racismo, terrorismo, etc). Também revela pequenos canalhas. E é dos pequenos que me ocupo hoje.
Refiro-me aos que, escondidos sob alcunhas, enchem o espaço cibernáutico de uma agressividade que não pode deixar de ter algo de patológico.
Praticamente todos os fóruns de discussão na internet em que caí na asneira de entrar eram dominados por esses pequenos canalhas, cuja característica mais evidente é um apreço pelas próprias opiniões tão grande quanto o desapreço por quaisquer outras opiniões.
Os pequenos canalhas são chatos mas, individualmente, inofensivos (mas atenção, porque nada impede que um pequeno canalha seja também um grande canalha). O mal que os pequenos canalhas fazem está na quantidade: são muitos. Infestam.»

Peliteiro,   às  22:32
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segunda-feira, 3 de abril de 2006

Top Topless Beaches 2006 

A primeira noite de Primavera não se coaduna com leituras muito profundas. Ainfa fui à Forbes ver como anda o mundo dos verdadeiramente ricos (não estes pacóvios nacionais que ganharam umas massas numas negociatas efémeras), dei uma vista de olhos na recente lista das 2.000 maiores empresas Europeias (curiosamente não consta nenhuma Farmácia Portuguesa, ao contrário do que seria previsível, ouvidos os pequeno-nacionais-invejosos), mas o que realmente me despertou atenção foi a Top Topless Beaches 2006. Isto sim, um assunto compatível com esta magnífica noite.

A propósito, estreou o blogue Os prazeres do diabo, do presumo Vilacondense FVaz; muito interessante (não tanto como as praias, claro).

Peliteiro,   às  23:53
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Farmacêuticos militares 



A primeira noite de Primavera não se coaduna com escritos muito profundos. Ao ver a famosa fotografia de Joe Rosenthal, talvez a mais famosa imagem de guerra, apeteceu-me apenas prestar homenagem aos Farmacêuticos que foram militares (eu incluído), intrépidos (eu não incluído), como é o caso de John H. Bradley (o último, com um cantil aberto) um dos seis militares que ergueram a bandeira Americana no monte Suribachi, durante a batalha de Iwo Jima.
O resto da epopeia dispenso-me de contar, vejam o novo filme de Clint Eastwwod "Flags of Our Fathers".


Peliteiro,   às  23:41
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domingo, 2 de abril de 2006

Gripe aviária na Póvoa 



Por todo o mundo, hoje em dia, encontrar uma ave morta desencadeia atitudes alarmistas e telefonemas desesperados para as autoridades sanitárias.
Em Portugal não - a não ser no dia a seguir a uma reportagem sensacionalista da TVI; essas coisas, doenças esquisitas, só acontecem aos outros.

Bem sei que morrem aves todos os dias, que nas nossas praias se encontram sempre aves mortas. O que não me parece bem é os serviços de limpeza da praia deixarem o resultado dos seus trabalhos, na rua, ao sol, durante todo o fim de semana - e sabe-se lá até quando -, especialmente numa zona, dita turística, com bares e restaurantes, passagem de milhares de pessoas.

Que os funcionários da Câmara não conheçam o H5N1 até se compreende, agora que não conheçam um termo também começado por H, higiene, isso é que não!

( clique na foto para aumentar )

Peliteiro,   às  23:25
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É a cultura estúpido ! 

«Em 2005, o Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa) custou ao Estado 4.681.823 euros, tendo obrido um retorno de apenas 143 mil euros.
Num total de 212 iniciativas, o D. Maria só conseguiu 35.759 espectadores, dos quais 14.107 foram convidados e 12.214 correspondem ao público das duas peças infantis.
Em média cada espectador custou ao Estado 123 euros

Devemos rir ou chorar?

Peliteiro,   às  23:13
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sábado, 1 de abril de 2006

Casino de Lisboa 



A ler o artigo da Única sobre o negócio do jogo Chinês. A ler com atenção, sobretudo os pequenos detalhes...

Peliteiro,   às  11:00
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FIM 

Este blogue, para vosso sossego e meu descanso, acaba aqui.
Hasta la vista!...

Não se livram de mim tão facilmente...

Peliteiro,   às  00:20
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