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Impressões de um Boticário de Província

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Lá em baixo, no Piso -1 

Muitas vezes, nos hospitais, para os administradores hospitalares e outros profissionais de saúde, a farmácia hospitalar é o lugar no Piso -1 onde trabalham umas senhoras simpáticas que gerem o stock dos medicamentos e que nos arranjam umas aspirinas quando temos dores de cabeça. Não interessa que passe muito disto. Pois bem, valia a pena pensar nisto:

10% de erros em hospitais são com medicamentos

Peliteiro,   às  19:54

Comentários:

 

Eu não acho que seja bem essa a realidade da farmácia hospitalar em Portugal actualmente. Sou aluno do 5º ano de Farmácia e encontro-me a estagiar nesse momento em Farmácia do Hospital de Chaves. Um centro Hospitalar como muitos outros que existem no nosso pais e a verdade é que as senhoras simpáticas só não podem fazer mais porque não as deixem fazer, nem existe uma alternativa que possa mudar isso na carreira pouco aliciante do farmacêutico hospitalar actualmente. Pergunto ao Sr. Boticário, com grande respeito enquanto colega, o porque dos 10% de erros em hospitais com medicamentos? Quando não existem nem recursos nem sistema informático e de gestão que permitem reduzir esses erros. A unidose é a solução se a deixarem ser, é necessário impor-se numa sociedade muito influenciada pelo respeito aos senhores médicos. São esse tipo de comentários que levam muitos colegas meus da FFUC a desistirem de estagiar em Farmácia hospitalar e de sequer em sonhar numa melhoria dessa carreira do farmaceutico.

 

 

 

O que leva os seus colegas da FFUC a não estagiar em FH não são os comentários do dr peliteiro, são sim os aumentos absurdos de vagas e a falta de qualidade formativa, que diminui a oferta percentual nos hospitais e obriga a muitos (talvez quase todos) a estagiar somente em farmácia comunitária.
Nos hospitais por onde andei (CHLO) a intervenção farmacêutica no ambito clínico é uma realidade. Aqui o ambiente entre a maioria dos profissionais de saúde é boa. Acompanhamento de visitas médicas ocorrem sempre que elas existem. Médicos e enfermeiros vão aos SF, farmaceuticos vão aos serviços clínicos. Intervenção no plano farmacoterapêutico do doente também occore com frequência. Há N protocolos estabelecidos (ferro, cinéticas etc.) Estamos ainda assim a anos-luz da realidade da maioria dos países anglo-saxonicos e acredito que muitos hospitais portugueses estejam ainda mais longe.
# por Anonymous Anónimo : quinta-feira, junho 24, 2010

 

 

 

Só por precipitação de análise alguém pode associar um comentário(neste caso do autor do blog) sobre a falta de condições nas farmácias hospitalares à eventual desmotivação de estagiar nestes locais e melhorar a respectiva carreira. Pelo contrário, são estas análises críticas que levam à melhoria das condições das farmácias e dos farmacêuticos hospitalares, como também são alguns acidentes que chamam a atenção para a sua importância. É pena que não se façam análises custo/benefício como nalguns Estados dos EUA, para facilmente se concluir que a farmácia hospitalar é de importância crucial na organização hospitalar.

A apatia, o comodismo e a ausência de crítica nunca melhoraram o que quer que fosse.
# por Anonymous Carlos F : quinta-feira, junho 24, 2010

 

 

 

Acho giras estas discussões corporativistas, ao bom estilo salazarento. Talvez por isso vocês não tenham chegado (ainda) às conclusões que o povo não profissional de saúde já chegou há muito tempo.

Retirado da Euronews:

A pandemia de Gripe A nunca existiu, esta é a conclusão do relatório aprovado ontem pela Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa que acusa a Organização Mundial de Saúde de ter sobrestimado o vírus H1N1. A investigação chefiada pelo deputado britânico Paul Flynn denuncia o desperdício de fundos públicos na compra de vacinas e as ligações entre os peritos da OMS e os laboratórios farmacêuticos. Um relatório publicado também ontem pelo British Medical Journal revela que as recomendações da OMS teriam sido redigidas por peritos contratados como consultores por vários laboratórios.

Como? A pandemia da Gripe A nunca exisitiu? As recomendações da OMS teriam sido redigidas por peritos contratados como consultores por vários laboratórios? Ai blogosfera, pensas tu que és um espaço de liberdade!

Pedro Faria
# por Anonymous Anónimo : sexta-feira, junho 25, 2010

 

 

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