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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

Desde 2003


sexta-feira, 29 de junho de 2007

A maldição da Ordem dos Economistas 

De repente um pensamento gelou-me!

Foi na Ordem dos Economistas que Mário Lino proferiu as afirmações sobre a margem Sul e o deserto; foi na Ordem dos Economistas que Correia de Campos aconselhou o colega Paulo Duarte a dar os desperdícios de medicamentos aos pobres da ANF.

A Ordem dos Economistas em Lisboa tem sido fecunda em disparates.

Amanhã vou dar uma palestra na Ordem dos Economistas em Lisboa sobre Qualidade nos Laboratórios Clínicos.

Que trenguices direi eu? Que sarilhos arranjarei? Agora sim, fiquei nervoso.

Peliteiro,   às  18:59
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O negócio dos pequenos almoços 

Dantes os doentes quando tinham que fazer análises clínicas iam a um laboratório de análises clínicas. Esse laboratório existia, nele trabalhavam analistas clínicos fisicamente presentes para falar com os doentes e colaborar com os seus médicos.

Agora já quase não há laboratórios, há postos de colheita de amostras.
Há postos, aliás, em todo o lado. Nascem como cogumelos, explorando a mão-de-obra barata dos técnicos de análises e enfermeiros desempregados, supostamente aproveitando as economias de escala proporcionadas por uma rede alargada de clientes.
Agora as analises clínicas são efectuadas longe, eventualmente em Badajoz como os partos, sem os doentes saberem por quem.
Agora os donos dos laboratórios podem ser fundos de venture capital ou podem estar nas Ilhas Caimão.
Agora 20% do valor comparticipado pelo Estado «será por serviços nunca prestados, ou seja, por uma actividade fictícia».
Agora os laboratórios captam doentes, em nome da concorrência, oferecendo-lhe pequenos almoços.

Um pequeno almoço nunca é de graça.

Eu sei escolher um laboratório de análises clínicas para mim e para a minha família.
E o caro leitor quando faz análises, paga o pequeno almoço ou paga as análises?...

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Peliteiro,   às  14:38
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Estudos incómodos 

«Certamente, essa associação, a ANF, tem pobres inscritos da 5ª feira ou da 6ª feira. Talvez pudesse facultar esses produtos farmacêuticos para serem utilizados.»

Esta frase de Correia de Campos demonstra o deturpado conceito que tem da utilização dos medicamentos - qualquer droga para qualquer doença - mas, sobretudo, demonstra muito bem a pouca consideração que lhe merecem os mais pobres.

A consideração de Correia de Campos vai toda para os ricos e poderosos - senão divulgava e actuava em relação aos estudos, já antigos, na gaveta, que revelam:

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Peliteiro,   às  01:38
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Tremo 

Ministro demite directora por causa de cartaz jocoso

Se Correia de Campos demite por causa de um cartaz jocoso imagino o que me faria a mim.
Tremo de medo.

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Peliteiro,   às  01:29
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quinta-feira, 28 de junho de 2007

S. Pedro Pescador 

S. Pedro 2007 Póvoa de Varzim

Detesto as festividades urbanas pelo solstício do Verão, com empurrões e marteladas, mas reconheço que o S. Pedro Poveiro ainda mantém um ambiente genuinamente popular, com as rusgas e as fogueiras, e as sardinhas - assadas ou o arroz delas - são um motivo mais que suficiente para recomendar uma visita logo à noite à Póvoa de Varzim.




S. Pedro és meu eleito,
entre os Santos Populares,
porque me tiras do peito,
as penas e os pesares.

Marcha da Matriz de F.Regufe

Peliteiro,   às  00:40
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quarta-feira, 27 de junho de 2007

Debaixo do tapete 

Pedro Guimarães Póvoa de Varzim


O ano passado Elisa Ferreira explicou muito bem (usou até o exemplo da retirada de mercado de lotes não-conformes pela rigorosa indústria farmacêutica) como se deveria agir em situações como as que se viviam na Póvoa, cidade que se quer turística, a viver um problema crónico de contaminação grave das águas das suas praias: assumir e solucionar rapidamente, melhorando.

Os políticos Poveiros não ouviram nem aprenderam. São fraquitos, pois já se sabe...

Como se pode ler no Ninho de dúvidas, o Portal Municipal que prometia monitorização apertada à qualidade das águas balneares, aos primeiros maus resultados reagiu da forma mais atávica: eliminou o serviço de consulta online! Não destoa também, Pedro Guimarães, líder do CDS local, que afirma: «O facto de trazer esse assunto de forma recorrente à ribalta acaba por prejudicar a imagem da Póvoa de Varzim enquanto destino balnear, junto de possíveis turistas».

Esconder o lixo debaixo do tapete nunca é a melhor opção porque a verdade - sobretudo a verdade mais inconveniente - é como o azeite...
Alguém é capaz de lhes explicar isto?

Senão, daqui a pouco, ainda dizem que a culpa é do mensageiro, ou seja "dos blogues".

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Peliteiro,   às  14:17
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És acelera? 


Speeding. No one thinks big of you

Peliteiro,   às  14:14
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terça-feira, 26 de junho de 2007

Novas oportunidades 

"O grande repórter premiado que veio da aldeia" é manchete na capa do PÚBLICO de hoje e título para um texto de duas páginas no P2. É o tipo de assunto, jornais e jornalistas, que naturalmente passaria na diagonal. Fui lendo, lendo, e acabei por ler até ao fim.
Nunca tinha ouvido falar de Jacinto Godinho. À medida que fui lendo, e talvez por isso tenha lido tudo, fui encontrando algumas afinidades com a personagem, genéricas claro, afinidades geracionais e sociais sobretudo.

Para quem nasceu nos anos 60, como eu e o tal Jacinto, as regras eram simples no que respeita a mobilidade social: estudar, ser bom aluno, significava obter a oportunidade de sair da aldeia onde se nasceu e abandonar o modo de vida predestinado.
Esta geração representa uma viragem no papel que representa a escola enquanto alavanca para um mundo de novas oportunidades ao alcance de quase todos. Uma geração privilegiada portanto, pois nas gerações anteriores o acesso aos níveis superiores de formação estavam limitados aos mais ricos e nas gerações posteriores estudar deixa, progressivamente, de significar um passaporte para uma vida diferente e, por outro lado, estudar em boas escolas e em bons cursos fica, novamente, limitado aos mais ricos.

Sendo assim pode-se dizer que o acesso generalizado ao ensino de qualidade, base fundamental para a evolução de qualquer sociedade, teve o seu apogeu antes do 25 de Abril. Novas oportunidades para todos - já não há.

Peliteiro,   às  23:31
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Estreptococos e coliformes fecais 

Já não há salmonelas nas praias da Póvoa de Varzim. Ufa!! Agora só há estreptococos e coliformes fecais.


Praia da Lagoa na Póvoa de Varzim

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Peliteiro,   às  23:27
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Desabafos 

Desabafos do lado de lá, do lado dos doentes, por Tonitosa:

Se tivessem que recorrer a um Serviço de Urgência como o do Hospital de S. João;
Se a doente que acompanhassem estivesse com claríssimas dificuldades respiratórias;
Se essa doente fôsse já seguida no hospital onde tem feito quimioterapia;
Se essa doente desse entrada no hospital e três horas depois ainda não tivesse sido observada;
Se se dirigissem ao serviço de informações e lhes dissessem que a entrada da doente tinha ocorrido apenas há meia hora;
Se contestada a situação vos informassem de que, afinal, a culpa era do sistema informático (que tinha estado em baixo) e não havia registo dos doentes;
Se a doente que acompanhásseis nem sequer pudesse ter o conforto da presença de um familiar junto de si, enquanto aguardava horas e horas para ser chamada;
Se nem uma garrafa de água pudessem fazer chegar à doente, sabendo que em casa era a àgua o seu pequeno conforto e permanente necessidade;
Se pretendessem falar com o Director do SU e vos dissessem que ele não estava;
Se fôsse apenas o "segurança" o vosso interlecutor nesta odisseia;
Se essa doente fosse chamada por duas vezes e por outras tantas vos dissessem que (não fora chamada) houve engano;
Se apenas mais de 4 horas e 30 m passadas a doente fôsse vista;
Se entretanto o médico que a observou se tivesse surpreendido por ela não ter sido considerada para a "zona" vermelha;
Se chegassem à conclusão de que nem triagem fizeram à chegada da doente;
Se após essas 4h e 30m horas a doente permanecesse mais 7 horas à espera de exames e conclusões médicas;
Se, enfim, nesse hospital não pudessem ir à casa de banho dada a sua imundice;
Se tudo isto, meus amigos, vos acontecesse.
Pergunto: com que estado de espírito estariam aqui a escrever este comentário?
Pois meus caros, foi isto que aconteceu este fim de semana com a minha familiar que já aqui referi noutros momentos (já lá vão mais de dois anos) e com o filho e a minha mulher que a acompanharam.
E só Deus sabe aquilo que ainda irá acontecer.
Malditos políticos; malditos gestores; maldito SNS; maldito hospital; maldito segurança; malditos, malditos, malditos...
Que Deus dê aos responsáveis por tudo isto EM DOBRO o sofrimento da pessoa a quem me refiro.
E anda o Senhor Ministro da Saúde a querer convencer-nos de que "isto está melhor"!...
Diabo que os carregue
!


Peliteiro,   às  23:21
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domingo, 24 de junho de 2007

Estudo sociológico 

Durante um ano, desde o último solstício de Verão, efectuei um estudo relativo à felicidade aparente das pessoas.
O estudo foi efectuado durante as minhas caminhadas pela marginal em dias de fim-de-semana, feriados ou férias e quando o tráfego automóvel é de tal modo lento que possibilita uma análise do estado de felicidade dos passageiros.
Em 162 dias foram avaliados 9221 indivíduos transportados em 3425 automóveis.
Os indivíduos foram classificados quanto ao estado de felicidade que demonstravam em 5 categorias: eufórico; feliz; assim-assim; "de trombas"; desgraçado.

O estado anímico dos indivíduos foi relacionado com outras características observadas, objectivas e subjectivas. Em regra os resultados não são surpreendentes e correspondem ao esperado. Os níveis de felicidade são maiores nos dias de sol dos que nos de céu encoberto, maiores no Verão que no Inverno, maiores quando ela usa um decote generoso, etc., etc..

Mas há um resultado absolutamente inesperado e que por ter uma prevalência elevada pode ser facilmente confirmado por qualquer um dos leitores: Quanto mais fraco é o carro mais felizes são os passageiros.

Será uma má notícia para as grandes marcas do mercado automóvel mas geralmente as grandes máquinas transportam gente com um ar muito triste, lembro-me bem dos últimos carros que observei, um Mercedes S320 de Maio de 2007, o condutor aos berros, a mulher de fácies lívida e uma adolescente, feia, a choramingar; atrás um Fiat Uno de 88 com dois jovens casais de operários - uma festa.

Peliteiro,   às  23:54
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O Sócrates? 

Zapatero e Sarkozy

Peliteiro,   às  23:48
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sexta-feira, 22 de junho de 2007

Trixis 

Trixis, triciclos que são táxis, começarão a circular na Póvoa de Varzim já no início de Julho, aproveitando a planura da cidade e considerando a necessidade de implementar medidas que respeitem princípios de mobilidade sustentável.

Trixis é uma empresa com capital municipal e privado (meu e de Renato Pereira).
Saiba mais.

Trixis

Peliteiro,   às  14:25
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Política de Saúde 

Hoje às 21:30, na sede do PSD de Vila do Conde, conferência sobre "Política de Saúde" com Prof.º Rui Nunes e Prof.ª Guilhermina Rego.

Peliteiro,   às  13:52
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Referendo? 

tratado constitucional da UE
«O novo tratado destinado a substituir a chamada Constituição Europeia não deverá representar um recuo das políticas essenciais da União Europeia, como por exemplo a concorrência

Peliteiro,   às  13:42
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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Se é diabético... 

... beba um aperitivozinho

Pode ser um vinho branco seco ou um verde no Verão, um Porto ou um Moscatel, e deve beber apenas um copito. Depois, à refeição, mais dois copitos, agora de tinto (também por causa dos antioxidantes).

É verdade, um estudo publicado hoje afirma «alcoholic beverage consumption lowers postprandial glycemia by 16–37%
* O estudo foi efectuado em jovens saudáveis.

Peliteiro,   às  23:52
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E os ladrõeens? 

... Pra cima de 10 bandidos! Sempre que ouço este anúncio dos "Gato Fedorento" lembro-me das eleições à Câmara de Lisboa. São 12, mais precisamente...

Peliteiro,   às  23:47
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FREETUBE 

Infelizmente ainda faltam os canais em Português, mas a televisão no PC é cada vez mais uma realidade: FREETUBE - sem subscrição, sem software ou hardware, é aceder e ver dezenas e dezenas de canais (incluindo canais para adultos, o que sendo de livre acesso é très dangereux pour les enfants...)

Peliteiro,   às  23:16
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Eleições na OF 


Realizam-se hoje, 21 de Junho, as eleições para Bastonário e para os Órgãos Sociais da Ordem dos Farmacêuticos.
Vá, votem.

Peliteiro,   às  00:10
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quarta-feira, 20 de junho de 2007

2.200 € 

Em Abril a televisão do Estado anunciava com garbo uma medida que - embora com alguns anos de atraso em relação ao que acontece "lá fora" - satisfazia o orgulho nacional: as nossas melhores unidades hoteleiras Algarvias já tinham desfibrilhadores!



Porém a realidade às vezes é cruel e nem sempre fica bem nas fotografias, especialmente se não estamos num lugar ao sol Algarvio:


«Uma mulher de 54 anos sofreu, ontem, uma paragem cardíaca em pleno Centro de Saúde de Viana do Castelo

Apesar das tentativas dos médicos daquela unidade, e perante a falta de um desfibrilhador, a reanimação foi conseguida apenas pelos elementos da viatura médica de emergência e reanimação do INEM chamados ao local

Contactado pelo DN, o director da Sub-Região de Saúde de Viana do Castelo admitiu que aquele Centro de Saúde , situado no centro da cidade, não dispõe de desfibrilhador por se encontrar próximo do hospital da cidade.
»


Como observa um ilustre cirurgião-blogador, um desfibrilhador custa 2.200€...

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Peliteiro,   às  23:34
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ponto de ordem 

Desculpe lá, mas tenho vindo a ler as suas opiniões e tenho umas questões para lhe fazer:

1) Acena várias vezes com a ameaça da monopolização da propriedade das farmácias por meia dúzia de multinacionais poderosas e com interesses meramente económicos. No entanto, a legislação irá prever que cada proprietário só poderá ser proprietário de, no máximo, 4 farmácias. Como explica isto?

2) Outros "negócios" altamente lucrativos, como as clínicas médicas privadas (provavelmente não tão lucrativos quanto as farmácias, mas na mesma "bons negócios"), têm a sua propriedade liberalizada e não exclusiva a médicos. No entanto, arrisco dizer que a maioria dos seus proprietários continuam a ser médicos e que, até agora, em tantos anos, ainda não há nenhuma rede multinacional à lá McDonald's da Medicina que se tenha "apropriado" das clínicas médicas. Como explica isto?

Agradeço os seus esclarecimentos.
Muito obrigado.


# por Antento : Qua Jun 20, 02:20:00 PM



Caro Antento, agradeço as suas questões a que vou tentar responder o mais clara e sucintamente possível.
Não se trata de matéria assim tão simples quanto parece numa primeira abordagem. Muito boa gente, muito bem pensante, disse já tremendas enormidades sobre o tema. Infelizmente alguns - menos, muito menos - continuam dizendo.
Saúde e dinheiro são dois bens pouco miscíveis e este meu texto procura ter o mesmo registo que o seu: falando de negócios.

Para facilitar o entendimento das minhas respostas, dois pontos de esclarecimento preliminares:
i Esta ligação que permite ler muito do já escrevi sobre o tema e
ii aquilo que eu considero ser o cerne, a alma, o âmago da problemática (tudo o resto é acessório, menor, irrisório) - O NÚMERO DE FARMÁCIAS

Passemos então às respostas concretas:

1) Não explico. Nunca disse isso. Não acontecerá. A não ser que a legislação tal como é conhecida dê lugar a algum "buraco legal" não haverá grandes cadeias de Farmácias.
O que ocorrerá - com mais ou menos testas-de-ferro - é a propriedade de umas quantas farmácias na mão de uma família ou grupo de pequenos empreiteiros, madeireiros ou picheleiros (sem ofensa para estes empresários, como exemplo apenas), na mão dos filhos dos actuais farmacêuticos proprietários armados em gestores, na mão de uns patos-bravos que pensam que encontraram a árvore das patacas e ficarão enterrados em consumições e dívidas ou outros cenários similares.
A meia dúzia de multinacionais poderosas a que se refere ocorreriam num cenário de liberalização de instalação que não acontecerá.

2) Não concordo. Basta ler os jornais económicos para ver que a medicina privada está cada vez mais concentrada na mão de uns poucos grupos económicos; por enquanto todos nacionais mas logo veremos se assim continua. Ah, e as Misericórdias e o Monjardino. As pequenas clínicas de bairro a que penso que se refere são um negócio residual, progressivamente insignificante.

Espero ter esclarecido a minha posição e espero que continue a visitar este humilde e despretensioso blogue.

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Peliteiro,   às  23:23
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Wellcome Collection 

I can't help the way I feel, de John Isaacs na wellcome collection
De Londres, na pré-abertura da Wellcome Collection (abertura ao público é amanhã), envio uma recomendação de visita a todos os que se interessam por museus, arte e ciência.

Peliteiro,   às  14:27
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terça-feira, 19 de junho de 2007

Ovo de Colombo 

Silva Garcia no seu blogue CÁ 70 explica como nasceu a ideia para a proposta apresentada na reunião de ontem da Câmara Municipal e que parece um verdadeiro Ovo de Colombo.
De facto é desesperante saber que só em 2010 se resolverá a questão da qualidade das nossas águas balneares. Ligar as redes das freguesias de Aver-o-Mar, Navais, Aguçadoura e Estela à ETAR de Apúlia, sendo «solução técnica e financeiramente viável, e até exequível num curto prazo de tempo» é de facto uma ideia genial que pode trazer em tempo benefícios significativos.
As Salmonelas adoram ovos... Espero que esta medida seja viável e se concretize.

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Peliteiro,   às  23:54
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Estudo secreto 


Carlos Enes, da TVI, publica no seu blogue o relatório secreto sobre a sustentabilidade financeira do SNS.
(via Efervescente)
Correia de Campos tem dito que se trata de uma versão preliminar - veremos quantas vírgulas mudam quando e se deixar de ser secreto e preliminar.


Nesse relatório - secreto eventualmente porque revela algumas verdades inconvenientes - pode ler-se, entre outras coisas, que "há várias especialidades médicas que já estão maioritariamente privatizadas", que "os portugueses pagam directamente do seu bolso 22,5 % das despesas de saúde, mais do dobro dos franceses, holandeses e britânicos e que os medicamentos são o nosso maior problema porque, as «taxas de comparticipação do Estado são baixas» quando comparadas com as praticadas Europa, o que penaliza sobretudo os mais pobres".

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Peliteiro,   às  19:53
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Please don't go 

As ParaVazias têm a partir de hoje mais uma vantagem concedida pelo Governo.
Lê-se em todos os jornais digitais de hoje:

Medicamentos comparticipados à venda fora de farmácias

A Farmácia e os medicamentos são um excelente exemplo de como este Governo actua sobretudo com base na propaganda enganosa. Comparando o fulgor do anunciado com a modéstia do executado podemos extrapolar e afirmar que, assim como o poeta, Correia de Campos é um fingidor.

A verdade é que da leitura do Decreto-Lei n.º 238/2007 de 19 de Junho se constata que apenas os medicamentos não sujeitos a receita médica e, simultaneamente, comparticipados é que poderão ser vendidos nas ParaVazias. Ou seja, meia-dúzia de medicamentos sem qualquer impacto no volume de vendas.



Ainda, entre o absurdo arrazoado desta legislação se pode ler: «o cingir a comparticipação dos MNSRM às farmácias decorre da complexidade do sistema administrativo da comparticipação de medicamentos que impossibilita, para já, o seu alargamento».
Como quem diz aos donos das ParaVazias: é pá, aguentem lá mais um pouco os prejuízos, não fechem já o tasco que mais dia menos dia transformaremos a sua ParaVazia numa Farmácia à séria.

É claro que isso nunca vai acontecer. A vantagem concedida pelo Governo é apenas aparente. Quem tem uma ParaVazia e não se chama Belmiro ou Saleiro só tem que fechar o mais rapidamente possível as portas ou então equiparar as suas ambições empresariais às dos donos das milhares de ervanárias e chafaricas afins que por aí pululam.


Please don't goParafarmácias
Don't go away. You've got to stayParafarmácias
Don't, don't go awayParafarmácias
Pick your head up, don't frownParafarmácias
We can survive somehowParafarmácias
Oh, please don't go awayParafarmácias
So please stay, and please knowParafarmácias
That my love is no jokeParafarmácias
And I'm strong and I hope that some day we'll grow oldParafarmácias
Please don't go, don't go awayParafarmácias
Please don't go, don't go away

Peliteiro,   às  14:27
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Como uma forca 

Como uma força, com uma força
Como uma força que ninguem pode parar
Portugal, Portugal
Come on
Portugal, Portugal

Badajoz: 260 portuguesas realizaram partos no último ano

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Peliteiro,   às  14:21
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segunda-feira, 18 de junho de 2007

Sem assunto 

A verdade é que não há grandes temas para blogar. Desde que Correia de Campos foi vexado pela ANF e se calou, este blogue nunca mais foi o mesmo.

Peliteiro,   às  23:17
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domingo, 17 de junho de 2007

Livre opinião 

Todo este processo da construção do novo aeroporto principal Português é muito estranho.
Agora, parece que Sócrates decidiu quem seriam os promotores de um estudo que contraria uma decisão do seu próprio programa de Governo mas que, por outro lado, favorece a campanha eleitoral de Lisboa. Também é estranho.

Mas mais estranhas e surpreendentes são estas afirmações (bem como o facto de elas não produzirem estranheza generalizada):

Os investidores aceitavam pagar um estudo «sobre um novo aeroporto mas não queriam publicidade. Com medo de retaliações por parte do Governo. Muitos deles trabalham com o Governo, têm contratos, concessões, concursos, etc.... Não queriam atritos. [FvZeller]»


Ficámos então a saber que criar atritos com o Governo é um factor de exclusão nas negociações com o Governo, este Governo, que retalia e prejudica quem tem opinião discordante.
O contrário também deve ser válido, e sendo assim, ser aliado do Governo será critério fundamental para fechar negócios e fazer dinheiro com o Governo, este Governo, que prefere e favorece quem tem opinião discordante.

São princípios pouco democráticos não vos parece?

Peliteiro,   às  23:31
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sábado, 16 de junho de 2007

Nem é homem nem é nada 

«Apesar de ter sido confrontado com vários insultos e acusações como "mentiroso", José Sócrates considerou que quem o abordou dirigiu-se a ele de forma «cordial e civilizada».

Aos políticos cabe responder com fair-play e "ouvir com um sorriso porque (este tipo de situações) faz parte da festa da democracia", disse José Sócrates, que negou qualquer intenção do Governo de reduzir os serviços clínicos da unidade de saúde.
»


Peliteiro,   às  19:22
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Maré baixa 

Macedo Vieira no PÚBLICO

Peliteiro,   às  10:59
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sexta-feira, 15 de junho de 2007

Humor negro 


Ouvi hoje Correia de Campos dizer, a propósito da morte da mulher de Vendas Novas, qualquer coisa como:

"Se a falecida tivesse ido ao SAP ainda podia ser pior".

Uma gaffe, compreende-se, estava nervoso, não tem relevância.
O que se compreende menos é como a TVI destacou a gaffe e a RTP a cortou cirurgicamente! Com Pina Moura, daqui a pouco a TVI também cortará estas gaffes e ficará tão mansa como manso está agora o Saude SA.

Peliteiro,   às  00:34
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quinta-feira, 14 de junho de 2007

Biodiesel 

Há uns tempos atrás, com um amigo que tem experiência empresarial na área da engenharia e é um tipo informado - até lê este blogue - , ainda não se falava muito nestas coisas das energias alternativas, colocou-se a hipótese de criarmos uma pequena empresa de produção de biodiesel. Havia uns contactos no País Basco, uns amigos com know-how, outros com alguma massa, sabem como é aqueles projectos (eu ainda não desisti de vir a ter uma aquacultura).
Eu, incrédulo, pessimista, desiludido e derrotado da vida, vi logo o filme:


Num período de preços altos e escassez de combustíveis fosseis, num período em que se fala de energias alternativas e da excessiva dependência de Portugal relativamente ao petróleo, seria provável que numa qualquer busca no google se encontrassem fontes de informação encorajadoras para potenciais pequenos produtores de Biodiesel.

Mas não, nas páginas de Portugal do google.pt, a primeira frase em título que se pode ler é: «Quercus alerta para monópolio no biodiesel»! As restantes referências iniciais explicam o que é, para que serve, e nada de concreto.

Já nas páginas de Espanha do google.es, rapidamente se podem encontrar sítios onde encomendar unidades domésticas de produção, notícias de uma campanha de de recolha de óleos no domícílio, e até receitas caseiras!


Nunca se avançou com o projecto e - digo eu - felizmente, porque pelo menos não perdemos tempo nem dinheiro.

Hoje lêem-se no Diário Económico coisas como: «A atribuição de benefícios fiscais à produção de biodiesel está em tribunal», «as regras do concurso não foram respeitadas» «porque é que as empresas que nem têm onde construir uma fábrica têm 40 mil toneladas de quota?» «O Estado dá-se ao luxo de infringir a lei porque tem tribunais que não funcionam» «As leis são aplicadas de acordo com a capacidade de influência de cada candidato».

Pergunto eu, ignorante, se é estratégico o aumento da produção de biocombustíveis, se há compromissos com a União Europeia, se há metas a atingir, para que se fazem concursos limitadores? Não bastaria fixar os requisitos exigidos para a produção e - como está na moda dizer - deixar funcionar o mercado?

E já agora, uma dúvida relacionada: o petróleo enquanto recurso natural escasso e consequentemente caro enriqueceu até ao absurdo uma minoria mínima de sultões - quem são os xeques que estão a enriquecer com as eólicas, com aquelas ventoinhas mastodônticas que nos vão estragando a paisagem? Que ganho eu por ter uma minhoca-metálica-gigante à frente de casa a aproveitar a energia das marés e que mais dia menos dia vem naufragar na costa?
Quem são os vizires de Portugal?

Peliteiro,   às  23:57
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Camuflados 

A propósito de eu ter dito que os avisos de interdição da praia por contaminação por salmonelas estavam perfeitamente "camuflados" e que apenas olhos muito sagazes os conseguiam descortinar foi-me enviado um correio com a fotografia abaixo e explicado que «A CCDR-N em conjunto com a Capitania e a Delegação Concelhia de Saúde procederam à colocação dos cartazes de interdição, no dia 1 de Junho de 2007. Os cartazes foram colocados em todos os concessionários, no total aproximadamente de 20. Ainda foi afixado um documento ao lado do cartaz de interdição, com informação ao público, prestada pela Delegada Regional de Saúde do Norte. A Capitania mandou no mesmo dia içar a bandeira vermelha.»

Fiquei satisfeito com a mensagem. Uns camuflaram outros não, enfim, mas o que importa - o que me importa a mim quando vocifero contra os moinhos de vento deste mundo - é que os problemas se resolvam, se não repitam, que os prevaricadores saibam que não vale tudo, que a impunidade não é total e que com os pequenos contributos de cada um de nós o mundo vai melhorando.

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Peliteiro,   às  23:11
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quarta-feira, 13 de junho de 2007

Chuva em Junho? 

Aquecimento global?


Peliteiro,   às  23:45
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terça-feira, 12 de junho de 2007

Itália 

Tempos conturbados se vivem em Itália.
Pretende-se que os medicamentos não comparticipados mesmo que sujeitos a receita médica saiam das Farmácias.
O lema parece ser: limitam-se os pontos de venda apenas quando implica despesa para o Estado. Economicismo hipócrita.
Não se abrem Farmácias mas antes ParaFarmácias - sai mais barato e os doentes que se tramem. Lá como cá:
«È indegno di un Paese civile e democratico che, proprio mentre sono aperti più tavoli di confronto tra Governo e operatori del settore (sulla spesa farmaceutica, sull’assetto del servizio farmaceutico e sul ruolo delle farmacie), con un colpo di mano della maggioranza alla Camera venga approvato un emendamento che, se confermato dal Senato, demolirebbe il servizio farmaceutico.»

Peliteiro,   às  23:19
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MEMaI 

O Médico explicador, velho companheiro da blogosfera, anda meio apagadote. Vou lá provocá-lo.

Peliteiro,   às  23:12
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Correia de Campos coveiro do SNS

Peliteiro,   às  22:58
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e dura, dura... 

Se quisermos um exemplo da lentidão do Estado, nada melhor que acompanhar o processo da liberalização da propriedade de Farmácia.
Anunciada pelo Ing.º Sócrates em Maio de 2006, foi publicada hoje a autorização que ainda concede ao Governo mais 6 meses para aprovar o novo regime jurídico das Farmácias.
A legislação sairá antes da minha reforma?

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Peliteiro,   às  13:18
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Roselyne Bachelot-Narquin 

Roselyne Bachelot-Narquin
Roselyne Bachelot-Narquin a recém nomeada Ministra da saúde, da juventude e dos desportos da República Francesa é Farmacêutica.

Por cá já tivemos uma Ministra da Saúde "sombra", do PSD, a Dra. Clara Carneiro; mas dificilmente um Farmacêutico chegará a Ministro - desagradaria aos lóbis dominantes... Há poucos políticos em Portugal com a coragem de Sarkozy.
Fonte: Efervescente

Peliteiro,   às  00:17
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segunda-feira, 11 de junho de 2007

Miséria 

Berços precisam-se no Hospital
Falta de segurança nos berços do Centro Hospital de Póvoa de Varzim

Há falta de segurança nos berços do centro hospitalar de Póvoa de Varzim

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Peliteiro,   às  23:46
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Incompetência ou má-fé ? 


Afinal as águas das praias da Póvoa já têm qualidade para a prática balnear. Dizem as autoridades que quando a época balnear fecha em "Interdito", no ano seguinte abrem também em "Interdito". Não me parece que seja esta a melhor metodologia, no entanto desconheço as razões do Legislador.

Mas não saberiam já disto as autoridades municipais, as marítimas e as de saúde? Porque não esclareceram a população em devido tempo, evitando assim toda a espécie de mal-entendidos? Incompetência? Ou má fé?

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Peliteiro,   às  13:12
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terça-feira, 5 de junho de 2007

Incompetência ou má-fé ? 

No Sábado, no fim do almoço, fui para a praia ler o jornal.
Ninguém me disse nada, ninguém me avisou, mas a prática balnear estava interdita.
Saúde pública? Quem quer saber?...

Os avisos públicos supostamente servem para anunciar algo de importante e devem estar bem visíveis.
Vejam, na foto (clicar para ampliar), como se comunica aos veraneantes que a praia está imprópria para as actividades aquáticas: o aviso está perfeitamente "camuflado", de modo a que apenas olhos muito sagazes o conseguem descortinar.

Antes da abertura da época balnear, os jornais e rádios locais tiveram o cuidado de perguntar às autoridades competentes sobre o problema da contaminação das águas da Póvoa. Que estava tudo bem.
Já o ano passado, sobre este assunto, surge neste blogue o título: incompetência ou má-fé ? A pergunta mantém-se. A irresponsabilidade também!

Passem bem, vou para uma praia mais limpa e, já agora, mais quente.
Até jáa.

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Peliteiro,   às  23:29
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segunda-feira, 4 de junho de 2007

Praia interdita - Salmonelas ! 

Salmonelas Póvoa de Varzim 2007

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Peliteiro,   às  00:07
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sexta-feira, 1 de junho de 2007

Miséria 

Berços precisam-se no hospital

«A Liga dos Amigos do Hospital (da Póvoa de Varzim) arrancou com uma campanha de solidariedade que visa a recolha de verbas para comprar 23 berços para a unidade de saúde local. (...) A unidade de Obstetrícia e Neonatologia precisa de 23 berços para "equipar todas as camas das mães". É que os que existem naquela unidade, explicou o Padre Fonte, "estão desadequados, degradados e são em números insuficiente". Além disso, "não oferecem a necessária segurança e conforto às mães e ao bebés".»

Ao que chegamos! Os berços para os nossos recém-nascidos "estão desadequados, degradados e são em números insuficiente", "não oferecem a necessária segurança e conforto às mães e ao bebés".
Afinal o que faz o Estado ao dinheiro dos nossos impostos???

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Peliteiro,   às  00:09
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