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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

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sábado, 17 de janeiro de 2015

O Estado não sabe a quantas anda 

Para justificar a "internalização" das análises clínicas nos laboratórios do Estado - um negócio das multinacionais que tenho vindo a retratar por aqui - usam o argumento do preço mais baixo conseguido no sector público em relação ao que pagam aos privados. Mesmo admitindo a improvável existência de empresas públicas bem geridas, honestamente geridas, de laboratórios públicos com níveis de serviço e atenção ao doente comparado ao oferecido pelos privados, mesmo assim, nunca saberíamos se é mais caro ou mais barato porque o Estado - com honrosas excepções certamente - não conhece custos indirectos e despreza os variáveis.
Um bom exemplo é esta simulação de factura de um hospital público, com um valor de 1,10 € para uma glucose realizada no laboratório* e com um valor de 4,00 € para uma glucose capilar**.


Concluindo, sendo bruto e politicamente incorrecto, como não pagam facturas e ordenados no fim do mês, não lhes custa nem sabem a quantas andam...



* Com equipamento - embora de grande produção - de centenas de milhares de euros, reagentes, calibradores, controlos internos e externos, pessoal qualificado em horário nocturno, formação, energia, água, manutenção, avarias, encomendas, stocks, etc.
** Uma tira para um doente custa nunca mais de 0,37 €, o point of care é oferecido e um enfermeiro demora mo máximo 2 minutos a executar o teste.

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Peliteiro,   às  18:48
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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Hospital Pedro Hispano poupa 4,4 milhões  

Lendo esta notícia entende-se que as análises feitas no Pedro Hispano não custam dinheiro e que a "capacidade instalada" é infinita. Lendo de outra perspectiva, ou a jornalista é trenga e não sabe nada de contabilidade analítica ou a notícia é intencional e tendenciosa:

«Em 2003, a unidade local de saúde de Matosinhos fez contas à vida. Gastava 5,5 milhões em exames fora, apesar da capacidade instalada. Decidiu fazê-los em casa. Em 2013 já só pagou 1,1 milhão a privados.»

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Peliteiro,   às  00:01
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terça-feira, 25 de março de 2014

Vem aí mais asneira da grossa 

Centros de saúde vão passar a fazer análises

O preconceito ideológico contra a iniciativa privada prevalece em Portugal, o prestador privado como o malandro que enriquece às custas do Estado financiador continua a imperar, mesmo num Governo dito ultraliberal. E as decisões políticas, independentemente da gravidade das suas más consequências, nunca são sujeitas a responsabilização e condenação.

«As poupanças ainda estão por estimar» diz o Secretário de Estado Leal da Costa. Muito embora já existam experiências com uma década, como na ULS de Matosinhos, as poupanças ainda estão por estimar. Assim como está por verificar se «a capacidade instalada do SNS, que é enorme» é realmente capaz de assegurar os serviços laboratoriais a toda a população e se realmente «as pessoas preferem fazer a colheita de sangue quando vão à consulta, logo no centro de saúde» (mesmo à tarde, sem jejum).

Eu não acredito em nenhum dos objectivos desta aventura, não acredito que o Estado poupe, bem pelo contrário, que o doente tenha melhor serviço ou queira deixar o seu laboratório de sempre. Mas estas questões não deviam ser questões de fé, deviam ser baseadas em factos, em números, que os há.
Porque quererá Leal da Costa nacionalizar as análises clínicas?

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Peliteiro,   às  23:02
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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Inimputabilidade do Estado 

«Os hospitais que integram o SNS devem publicitar e manter actualizados, com uma periodicidade trimestral, nos respectivos sítios da Internet, a informação relativa aos MCDT realizados e respectivos tempos de espera.»


Em sequência de uma guerra comercial entre multinacionais dos reagentes alguns hospitais têm vindo a nacionalizar localmente o sector das análises clínicas. Os peões dessa guerra chegam a afirmar com desplante e desprezo pela iniciativa privada e concorrência «não estarem "minimamente preocupados" com a contestação dos laboratórios privados».
Podiam era cumprir a lei, acima, e dizer-nos quanto custam ao erário estas aventuras erráticas e irresponsáveis. Nenhum hospital cumpre a lei porque não têm uma contabilidade de custos minimamente fiável e não fazem a mínima ideia dos prejuízos, directos e indirectos, causados ao país - deviam ser presos!

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Peliteiro,   às  15:03
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quarta-feira, 21 de março de 2012

Petição Liberdade na escolha do prestador de análises clínicas 

Leia e, se concordar, assine.

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Peliteiro,   às  13:22
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domingo, 18 de março de 2012

Processo de nacionalização em curso 

Unidade Local de Saúde do Nordeste Transmontano está a obrigar os utentes a realizarem análises clínicas nas unidades de saúde públicas, impedindo-os de recorrer aos privados que têm convenções com o SNS.

Continuo sem conseguir perceber qual o objectivo da nacionalização do sector das análises clínicas, por um Governo dito liberal, sem olhar a critérios de qualidade ou preço - ninguém faz a mínima ideia de quanto custa uma análise ao Estado, cujos laboratórios sobrevivem da "capacidade instalada" da dívida às multinacionais dos reagentes -, sem considerar o direito da livre escolha dos doentes e os benefícios da livre concorrência. Continuo sem perceber porque o fazem nas análises e não noutros sectores como a imagiologia, a farmácia ou o sangue. Para mim é mais que paradoxal, é estúpido!

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Peliteiro,   às  12:55
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

100 mil podem ficar sem análises 

«As clínicas privadas podem começar a negar análises aos doentes com problemas de coagulação se o Ministério da Saúde não renegociar o acordo em vigor (1,80 € pela análise e ajuste da medicação). Em risco está o acompanhamento da maioria dos 100 mil doentes cujo sangue tem de ser avaliado pelo menos uma vez por mês.
Já havia laboratórios a recusar utentes do SNS. Teme-se que sejam cada vez mais.» Expresso


A acção do Estado deixa-me, pela sua irracionalidade, frequentemente perplexo!

Nem vou aqui discutir a lógica de pagar 1,80 € pela monitorização de hipocoagulados, doentes em estreita margem terapêutica e onde o erro pode ser letal: agulha, seringa, ou contentor de vácuo, algodão, álcool, penso, ordenado do administrativo e do técnico de análises, electricidade, renda e não sobra nenhum cêntimo além da colheita, já nem chega para fazer a análise, nem para o ajuste terapêutico, muito menos para educação dos doentes, conselhos sobre alimentação, medicação concomitante, colaboração com outros profissionais de saúde, etc., serviços assegurados por profissionais especializados - como eu! - supostamente bem pagos. Qualquer um vê que 1,80 € é um perfeito e grande disparate.

Interessa-me este disparate para avaliar um problema sobre o qual tenho também tentado encontrar, sem sucesso, uma racionalidade, um rumo e um objectivo: a nacionalização das análises clínicas - sem olhar a critérios de qualidade, sem considerar o direito da livre escolha dos doentes e os benefícios da livre concorrência - por parte de um Governo dito liberal. Dizem-nos que esse movimento - agora levado ao máximo expoente por um rapazolas Sócrates-like, Secretário Regional da Saúde dos Açores - tem como princípio aproveitar a "capacidade instalada" do sector público e o preço mais baixo.
A capacidade instalada é das multinacionais dos reagentes que colocam, em aguerrida concorrência,  equipamentos "contra-consumo" nos hospitais - os gestores públicos, ingénuos, ou talvez não, nem se apercebem desta particularidade. O preço baixo é duvidoso porque o Estado não sabe fazer contas, não tem contabilidade de custos minimamente capaz, como se vê por não conseguir fazer uma lista de preços lógica e coerente e, agora mais um dado, julga que se paga a monitorização de hipocoagulados com 1,80 €!

Quem paga isto tudo é o contribuinte e o doente, sobretudo o doente que, infelizmente, ninguém quer.

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Peliteiro,   às  23:13
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Isto é que é neoliberalismo? 

«É igualmente vedado às unidades convencionadas de hemodiálise, hospitais privados e médicos no exercício de medicina privada a utilização de requisições de prescrição de MCDT para as entidades com convenção com as Administrações Regionais de Saúde.»

Não entendo completamente o alcance do Despacho n.º 10430/2011 nem acredito que alguma vez seja plenamente cumprido, compreende-se que se queiram acabar com algumas negociatas, mas parece representar uma nacionalização socialista da prestação de serviços na área dos meios complementares de diagnóstico - em contradição com a intenção anunciada de complementar o serviço de saúde com um sistema público e privado - sem olhar a critérios de qualidade ou preço, sem considerar o direito da livre escolha dos doentes e os benefícios da livre concorrência.
Todo um sector privado de convencionados, com serviços prestados à saúde dos portugueses durante décadas, pode ser devastado irreversivelmente.
É difícil abandonarmos a concepção socialista do Estado, é difícil livrarmo-nos do monstro.

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Peliteiro,   às  12:12
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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Nacionalizar nunca é boa prática 

Governo Regional da Madeira poupará este ano um milhão nas análises clínicas

Na Madeira descobriram agora a "capacidade instalada" do laboratório de análises clínicas (deve chamar-se de patologia clínica) do Estado. No Continente já tinham descoberto o conceito há uns anos, na unidade local de saúde de Matosinhos. Por acaso, em nome da transparência e da responsabilização, deveria ser feito um balanço do resultado dessa fantástica decisão que aproveitaria a "capacidade instalada": 1) quantos funcionários contrataram, quantos farmacêuticos e médicos tinham e agora têm, quantos gastaram em equipamentos, e em obras, e em viaturas, conseguem contabilizar os custos indirectos? 2) quanto pagaram em subsídios de desemprego aos funcionários desempregados dos laboratórios privados, quanto perderam em receitas de IRC? 3) É verdade que agora há listas de espera e marcações para fazer análises (como acontecia há aí 20 anos nos laboratórios privados), quantas repetições de colheita, qual a satisfação dos doentes, que indicadores de qualidade?

Julgava que nacionalizar nunca é boa prática, mas nas análises clínicas, portanto, parece que acreditam que sim. Já agora, se são assim tão eficientes, 4) confessem lá quanto gastam em análises que não conseguem fazer por incapacidade técnica e pedem a laboratórios privados?

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Peliteiro,   às  19:51
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