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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

Desde 2003


domingo, 6 de janeiro de 2019

APJF 

Há 30 anos fui um dos fundadores da Associação portuguesa dos jovens farmacêuticos.
Os nossos objectivos passavam pela valorização do papel do farmacêutico enquanto profissional de saúde, muito pela integração plena de jovens licenciados nas carreiras profissionais nas farmácias, nos hospitais, nas análises clínicas, na indústria farmacêuticas e outras.
Os cursos eram muito bons, teoricamente robustos, os licenciados saíam muito bem preparados mas o exercício profissional era decepcionante. Acreditávamos conseguir prestigiar a profissão e contribuir decisivamente para um país melhor.
Nessa altura havia poucos farmacêuticos a trabalhar efectivamente, a propriedade de farmácia estava muito nas mãos de comerciantes, a abertura de novas farmácias era impossível, o balcão das farmácias era ocupado principalmente por profissionais sem qualquer formação e na direcção técnica das farmácias usava-se muito a Dra. dona de casa que "dava o nome" e que aparecia uma vez por mês para assinar uns papéis. Nos outros sectores de actividade o panorama era equivalente.

O mundo e o país entretanto mudaram muito e a situação actual da profissão não se pode dissociar disso, mas tenho a sensação que a minha geração não contribuiu nada ou quase nada para a melhoria do papel do farmacêutico na sociedade dos nossos dias, consequentemente, nem para as condições de trabalho, remuneratórias e para o prestígio e reconhecimento social.
Há muitos farmacêuticos, demasiados, com qualificações heterogéneas.
A propriedade de farmácia permanece, cada vez mais, nas mãos de comerciantes, agora com a cobertura da lei, continua a ser impossível abrir novas farmácias, os farmacêuticos ocuparam o balcão das farmácias e as direcções técnicas são presenciais mas a autonomia técnica e científica é limitada e as funções são pouco valorizadas como se pode verificar pelos ordenados miseráveis e a precariedade laboral; as carreiras da função Pública só recentemente foram criadas mas por enquanto nada de novo trouxeram à realidade do exercício; continua a não haver directores técnicos farmacêuticos em laboratórios hospitalares e os farmacêuticos são relegados para segundo plano; nos laboratórios de análises clínicas de ambulatório quase já não há farmacêuticos com menos de 50 anos; não há praticamente indústria farmacêutica e onde há produção vêem-se muitos outros profissionais a competir com lugares de topo na hierarquia.

Enfim, os objectivos iniciais da APJF eram ambiciosos mas se fizermos uma leitura fria e desapaixonada foram rotundamente falhados e as expectativas, a possibilidade de realização profissional plena de um farmacêutico em 2019 é ainda menor que em 1988.
Pela minha parte, pelo meu contributo para a evolução da profissão, e pelos medíocres resultados obtidos peço desculpa aos actuais jovens Colegas.


Peliteiro,   às  20:04
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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Misericórdia da Póvoa de Varzim 

Como Irmão Honorário da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim (embora este título se deva unicamente ao reconhecimento do antigo Provedor Silva Pereira a uma actividade lobista que desenvolvi a favor dos doentes com paramiloidose) e, sobretudo, como cidadão só posso dizer sobre a reportagem do Sexta às 9:
"Tem de se apurar tudo, de alto a baixo, até ao fim, doa a quem doer; o que se exige neste caso é uma investigação total, integral, não deixando ninguém imune."


[De qualquer das maneiras, na reportagem da RTP o actual Provedor parece não ter a mínima sensibilidade e inteligência para gerir um instituição que presta cuidados a idosos e a doentes, não tem noções de segurança alimentar, ignora regras de higiene, de gestão do risco, de gestão da qualidade, de liderança e, enfim, de respeito pelos outros. Como é possível uma pessoa tão mal preparada gerir uma tão grande instituição.]

Peliteiro,   às  22:05
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Twitter 


Peliteiro,   às  07:00
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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Coimbra cristalizada 

Pela centésima nonagésima segunda vez tentei comprar uma camisola da Académica em Coimbra. Debalde. Coimbra já me dá uma certa irritação de tão parada e pendurada na pasmaceira do funcionalismo Público. Nem um vislumbre de dinamismo económico, de sentido de negócio, de procura de oportunidades.
Milhares de antigos estudantes a abarrotar de massa - não é o meu caso, mas enfim -, Juízes, Médicos, Farmacêuticos, Professores, Engenheiros, Advogados, Economistas e não há quem se dedique a ir-lhes aos bolsos, ao mercado da saudade e dos amores qu' eu lá tive? Nem umas camisolitas de algodão?!...

Peliteiro,   às  21:15
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sábado, 12 de maio de 2018

Sócrates e as farmácias 

Ainda falta descobrir quanto e de quem Sócrates e seus sequazes receberam para chafurdar no regime jurídico das farmácias, afundando a qualidade do serviço.

Peliteiro,   às  20:22
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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Eleições no Varzim 

Quem quiser ver cenas com políticos locais, terrenos junto ao mar, dirigentes desportivos e um povo bovino é vir assistir às eleições do Varzim Sport Club.
Está lá tudo, à descarada. Só falta a polícia.

Peliteiro,   às  12:44
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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Pior Farmácia 

Governo mantém corte nas farmácias de serviço

Qualquer cidadão pode comparar os serviços farmacêuticos de que dispunha antes de Sócrates e Correia de Campos e agora. Dos medicamentos esgotados e do atendimento por catraios até à extinção da disponibilidade nocturna vai todo um processo de degradação do serviço às populações, sobretudo às que mais precisam. É triste.

Peliteiro,   às  21:53
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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Obrigado Passos Coelho! 

Um grande Estadista, que nos conduziu num momento muito difícil, após uma bancarrota, reformando o país para desafios futuros. Demonstra agora, com grande dignidade, não estar apegado ao poder, nem estar na política para se servir mas para servir. Tenho a esperança que em breve voltará, salvador.

Peliteiro,   às  23:33
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sábado, 23 de setembro de 2017

Revanchismo! 

Só pode ser bullying político, plantarem-me uma mega-carantonha do inginheiro mesmo em frente à janela. Acordar e levar logo com este patego é revanchismo do pior!




PS: Tenho reparado nos slogans que os candidatos usam por esse país fora e é desolador a pobreza das mensagens com que querem convencer o povo a dar-lhes o poder. "Somos todos poveiros", diz por exemplo esta ave de rapina - e daí? O que queres dizer com isto? Os outros não são também?... És ridículo, só podes ser.

Peliteiro,   às  12:21
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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Afinal, como se armazena um medicamento? 

Por mero acaso descobri há pouco tempo um dado curioso sobre uma questão supostamente básica: ao que parece ninguém sabe exactamente quais os limites máximos de temperatura e humidade relativa a que podem ser conservados os medicamentos nas farmácias e no circuito a montante do medicamento. O INFARMED obriga os directores técnicos a manter e a calibrar anualmente termohigrómetros e a analisar e justificar os desvios mas não diz, nem ninguém parece saber, de modo concreto e fundamentado em documentação oficial, quais são os limites aceitáveis. Desvios a quê, afinal?
Eu julgo saber, mas ando a tentar consolidar elementos o que não se tem revelado fácil (num grupo do facebook de farmacêuticos já me chamaram de tudo, o normal). Em breve exporei a minha convicção, mal tenha tempo ou novos factos.

Também julgo saber que se as regras fossem realmente para cumprir muitos estabelecimentos de saúde - indústria, armazenistas, transportadoras, farmácias, farmácias de hospitais públicos e privados, clínicas, etc., teriam que fazer avultadas obras ou mesmo encerrar. Um problema...

Peliteiro,   às  23:34
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