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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

Desde 2003


quinta-feira, 31 de agosto de 2006


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Os Espanhóis receberam esta "cartinha" em Julho. Nós, com certeza, também recebemos uma parecida. O Governo não diz nada a ninguém e faz de conta que é um feroz combatente de lóbis...

Peliteiro,   às  23:14
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Jantar de Blogues de Vila do Conde e Póvoa de Varzim

Domingo, 3 de Setembro às 20h. Lá estarei. Aos interessados: Informações e Inscrições.
Valerá a pena pedir patrocínio às respectivas Câmaras?
Valerá a pena contratar uns seguranças?

Peliteiro,   às  14:10
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quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Estatuto do medicamento 


Foi hoje publicado em Diário da República o Estatuto do medicamento.

Ena!

Uma boa compilação de legislação dispersa. Quanto ao resto, não me entusiasma; nada de muito significativo, nem para mim, nem para V. Exas..

Afinal, este Governo, no que toca a medicamentos - e não só, ao que dizem - propagandeia muito, mas faz pouco.

Veja-se a Central de Compras dos Hospitais de Lisboa, que trará poupanças, estimadas, de 222 milhões. Surpreendentmente exclui compras de medicamentos! Porque será?

Peliteiro,   às  23:15
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Boas 


ANF vai ter 50% do capital da rede de farmácias da JM na Polónia


«A Jerónimo Martins avançou com a constituição da empresa que vai gerir a sua rede de farmácias na Polónia, uma companhia que já está autorizada a exercer actividade e que é participada em 50% pela Associação Nacional de Farmácias. Nas próximas semanas abrem duas farmácias piloto em Varsóvia e outras duas em Lodz.»

Boas notícias para a economia Portuguesa.

Vá, entretenham-se a dizer mal do "lóbi".
Mas não se esqueçam de admitir - pode ser no fim - se não escreverem apago o comentário - que a ANF é uma organização ímpar em Portugal, que leva uns largos pontos de avanço em relação à medíocre média Nacional.

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Peliteiro,   às  23:04
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terça-feira, 29 de agosto de 2006

Watergate: A doença a que a Imprensa poveira está imune 




Desconheço se, na Imprensa poveira, há jornalistas. Dos verdadeiros. Dos que possuem carteira profissional. E que se regem pelos «dez mandamentos» do respectivo Código Deontológico. Relatar a verdade. Combater a censura. Lutar contra quaisquer restrições ao direito de informar. Utilizar meios leais para obter informações. Promover a pronta rectificação das informações e recusar actos que violentem a sua consciência. Usar como critério fundamental a identificação das fontes. Salvaguardar a presunção da inocência dos arguidos. Rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas. Respeitar a privacidade dos cidadãos, excepto quando estiver em causa o interesse público. Recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência. Dos que foram formatados para mostrarem curiosidade por tudo o que os rodeia. Na procura da Verdade. Para além dos discursos oficiais. Para além de todas as evidências formais. Dos que revolvem todos os factos que lhes surgem à frente. Em busca da Notícia. Dos que procuram fontes de informação credíveis. E diversificadas. Para assim melhor poderem filtrar a realidade. Dos que rememoram o código de conduta antes de escreverem. Dos que almejam noticiar o que mais ninguém sabe. A Informação. E que vivem com a balança ao lado da caneta. Para assim melhor poderem pesar a importância do que noticiam. Dos que não se relacionam com o Poder. Com quaisquer poderes. Para assim melhor poderem preservar o seu próprio. O Segundo Poder. Local. Enfim, dos que anseiam copiar o Washington Post. E um dia apresentarem aos leitores o seu próprio Watergate.

Dos que não confundem a importância de noticiar quaisquer concursos de francesinhas, sardinhadas, roteiros folclóricos e torneios de futsal, com a premência em interrogar o permanente black-out que a maioria faz à oposição. Dos que ignoram a investigação da eminência de um caso grave de saúde pública, preferindo publicar, parágrafo por parágrafo, a versão oficial saída no boletim camarário. Dos que prefeririam invadir laboratórios à procura de respostas que tardam e não colocar em manchete opiniões de concessionários de barracas. Dos que não admitiriam passar pela vergonha de ver a verdade escancarada nos blogs locais. Dos que certamente se demitiriam se se vissem substituídos pelos seus leitores.

Desconheço, então, se existem verdadeiros jornalistas na Imprensa poveira. O que não tenho dúvidas é de que não existe, neles, qualquer lampejo de quererem, alguma vez, imitar Bob Woodward ou Carl Bernstein.



«Considera o que se diz e não te preocupes de saber quem o disse» (Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, Capítulo 5, nº1)

Marx,   às  17:54
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segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Dúvidas 

Ao fim do dia fiz uma bicicletada na minha velha ye-ye e fui assaltado por duas questões que tenho a certeza terão respostas simples, mas que não consegui alcançar:

1- Se uma marginal marítima é traçada a uma altitude zero, mais ou menos constante, porque é tão acentuado o declive quando se vem de Vila do Conde até à Póvoa?

2- Se os Hospitais Públicos (ou SA, ou EPE) são fontes de despesa tão grande e descontrolada, porque serão tão disputados os concursos para construção e gestão de Hospitais Privados (ou PPP)?

Peliteiro,   às  23:06
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0,50 ou 0,57 ? 

Talvez sirva de ajuda, ao Governo e à DGV, esta fórmula:
!CA! >= !Erro! + !Incerteza!.
Até um caloiro sabe isto...

Peliteiro,   às  23:02
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À morte ninguém escapa, nem o rei, nem o Bispo, nem o Papa...

Morreu hoje María Esther de Capovilla, com 116 anos, o ser humano mais velho do mundo. Quando nasceu ninguém preveria que as novas chegassem do Equador a Portugal em breves momentos e que a sua fotografia pudesse ser vista em simultâneo em quase todo o mundo através deste popular blogue.

Brevemente muitas pessoas poderão durar 116 e mais anos. Talvez 500, diz-se. Eu, talvez um pouco menos, por causa dos tantos factores de risco; contento-me com 250!

Os meus sapatos preferidos têm cerca de 15 anos. Ando com eles, de Inverno e de Verão, quase todos os dias; com o tempo as suas formas foram-se adaptando, na perfeição, às dos meus pés; um dia destes não aguentará mais meias-solas. Em Portugal é que temos a mania do descartável, é velho compra-se outro; já em Inglaterra dá gosto ver aqueles autocarros da Arriva, velhinhos mas bem conservados, pintadinhos. O meu primeiro carro, uma carrinha, um Ford Fiesta de 2 lugares com grades (muito jeitosas para pendurar cruzetas e ganchos, que davam muita arrumação) foi um carro de guerra, um velho companheiro de quem me custou muito separar; parti duas vezes o motor, foi abalroado por um camião de frutas e estampou-se de frente contra um carvalho, entre outras muitas amolgadelas, de modo que andava um pouco de lado (na altura ainda não havia inspecções) e, sendo vermelho, desbotou até ao laranja; mas levou-me até à Jugoslávia sem vacilar; grandes farras! Também tenho uma Mont Blanc com 13 anos, que ofereci a mim mesmo quando fiz a especialidade, e um isqueiro com o meu nome gravado há 10, oferecido no meu aniversário pelos meus colaboradores mais directos da Cofanor. E tenho a Maria Luísa há 13 anos. Eu gosto das coisas velhinhas, quando gosto das coisas; das que não gosto perco-as.

Daqui a uns anos, com tantos velhinhos com mais de 100 anos, será que alguém ainda gostará deles? O mundo muda rapidamente...

Peliteiro,   às  22:45
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O Big Brother joga Futsal? 

Vi afixados na marginal cartazes a publicitar o «II Torneio de Futsal Engº Aires Pereira». Que é, pelos vistos, promovido pela «JuveNorte». A justificação para isto, segundo esta associação, é o «apoio particular» que o actual vice-presidente da CM lhes tem dado. No entanto, pedem à CM que lhes ceda o pavilhão municipal durante os dias do Torneio. Que ficará por 6.000 euros. Que saem dos cofres da CM. E que entrarão, seguramente, nas próximas facturas da nossa água.

Estranha-se aqui duas coisas. Pelo menos, para quem conseguir conter o riso. Primeiro, porque é que o homenageado não paga do seu bolso o aluguer à Varzim Lazer? Segundo, se é o Executivo quem paga, porque não ser também o homenageado? «II Torneio de Futsal Câmara Municipal da Póvoa de Varzim»? Ou «II Torneio de Futsal Varzim Lazer»?

Estamos todos habituados a estas excentricidades do chamado Poder Local. E também ao efeito repetição. Portanto, é conveniente que os munícipes se preparem para os próximos. «II Festival das Francesinhas Poveiras Dr. Afonso Oliveira», «VIII Correntes D'Escritas Dr. Luís Diamantino» e até para um eventual «I Simpósio Poveiro de Análises Clínicas Dr. Manuel Angélico».



«Considera o que se diz e não te preocupes de saber quem o disse» (Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, Capítulo 5, nº1)

Marx,   às  12:28
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domingo, 27 de agosto de 2006


«Quanto ao primeiro tópico, e tentando encurtar razões o Ministério da Saúde detectou deficiências na qualidade da água do mar impeditivas do seu uso em várias praias e determinou a correspondente interdição, decisão que indicia algo de grave. Para localidades que vivem do turismo balnear, operando em ramos de negócio onde a competição é feroz e se amealha para todo o ano nos meses de Verão, notícias como esta constituem uma machadada grave e podem ser fatais para a imagem de um turismo em que é essencial a qualidade, isto é, bom ambiente e saúde pública.

«Há produtos com características semelhantes, onde a confiança do consumidor é determinante. Recordemos as questões pontuais de qualidade ameaçadoras da imagem de marcas conhecidas de alimentos para bebés, produtos farmacêuticos ou águas minerais; detectado o problema, houve que definir as atitudes compatíveis com a salvaguarda do prestígio da "marca", a prioridade atribuída à saúde do consumidor e a reposição da confiança impedimento imediato do acesso ao produto defeituoso (retirando os respectivos lotes do mercado), reforço e publicitação das verificações realizadas e melhoria do controlo; tudo com a ideia subjacente de que, corrigidos os erros, o produto fornecido adquira uma fiabilidade acrescida.

Com as devidas adaptações, uma estratégia deste tipo poderia ter sido usada no caso vertente mas, não querendo fazer apreciações concretas, não foi infelizmente ao que assistimos. O "cliente da praia" foi confrontado com resultados contraditórios de análises, tentativas de desacreditação de responsáveis, acalorados debates na imprensa local e regional ou discussões sobre zonamentos, num processo em que escasseou a informação sobre qualidade da água que obrigatoriamente deveria ser disponibilizada aos utentes. Conclusão aumentou-se a dimensão mediática do problema e instalou-se a dúvida e o descrédito nos cidadãos. E se, havendo quem atribua o hastear da bandeira vermelha a motivos "políticos", alguns optaram pela "verdade" da bandeira verde ou pela resignação, outros pensaram que nada prova que não seja a bandeira verde a ter por detrás pressões locais para salvaguardar o negócio da estação, colocando em último lugar o interesse da sua saúde e da dos seus filhos; optarão, deste modo, por mudar de praia para não correr riscos numas férias curtas e em que o dinheiro não abunda, o oposto das intenções que justificavam a polémica.

Quanto ao segundo tópico, e independentemente de gestões pontuais, a verdade é que há uma questão estrutural de qualidade da água na zona de Vila do Conde/Póvoa de Varzim que não ficará resolvida enquanto o tratamento dos esgotos destas já grandes urbes não passar para a primeira linha da prioridade política. Bastará consultar o site do INAG-Instituto da Água para se perceber quanto o país tem requalificado as suas águas balneares em 2006, pouco mais de 2 em cada 100 praias não têm qualidade de água conforme para a prática balnear quando, em 1993, eram 42 em cada 100 as praias com água imprópria; e, neste registo de desconformidade, já não figuram praias da Região Centro nem do Alentejo, sendo mínimos os problemas ainda existentes no Algarve e na zona de Lisboa e Vale do Tejo; a persistente falta de qualidade concentra-se, pois, no Norte, sobretudo em praias das zonas de Matosinhos/Porto e Vila do Conde/Póvoa.

Volto ao âmago do tema em zonas cujo dinamismo económico depende do turismo de praia, tratar das componentes urbanísticas (com qualidade, reconheça-se!) e descurar a qualidade da água é "dar um tiro no pé", é minar as bases do futuro. Sem querer explorar aqui as causas da actual situação, a única estratégia inteligente, na linha de encontrar uma oportunidade em cada revés, é aproveitar a mediatização para lançar publicamente um novo objectivo do tipo: "uma bandeira azul para cada uma das praias problemáticas em 2010". E assim, se finalmente as prioridades se corrigirem, talvez ainda venhamos a bendizer as salmonelas de 2006!
»

Nota: Sublinhados meus.

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Peliteiro,   às  23:32
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blogomilionários 

Por curiosidade, via Expresso Economia (O Jorge Fiel endoidou? Esta semana escreve sobre os seus problemas de erecção / micção !!...), os blogues dos milionários:
Blog Maverick; Calacanis; Joi Ito; Jonathan's blog; Hot Points.

Peliteiro,   às  23:24
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sábado, 26 de agosto de 2006

«A Póvoa do Monte» 

Ouvi esta expressão, pela primeira vez, há cerca de dez anos atrás. Numa conversa com um empresário. A ideia com que fiquei foi a de que esta não seria, sequer, uma originalidade sua. Mas sim o que constava nos meandros do seu sector de actividade. O da construção civil e obras públicas. Depois dessa vez, voltei a ouvir esta expressão pronunciada da boca de várias outras pessoas. Agora já de outros sectores e interesses.

As notícias desta semana, a reboque do dossier salmonelas, fizeram recordar-me disto. Mais uma vez. E de como esta expressão ameaça institucionalizar-se. Se é que não se institucionalizou já. Sem que os munícipes tenham sido chamados a pronunciar-se sobre tal. Aparentemente.

Sabia-se já dos concursos de empreitadas municipais quase sempre ganhos por esta empresa. Tal como da gestão da exploração de activos propriedade da autarquia. Também da manutenção e renovação de tudo o que são equipamentos camarários. Até das suspeições de que algumas daquelas contratações por parte da CM têm vindo mesmo a jeito das suas competências, técnicas ou operacionais. Ou, quando estas não são reconhecidas, têm servido de balão-de-ensaio para competências que não tem. Ou para chegar a mercados onde ambiciona entrar. Como o da construção de parques subterrâneos, por exemplo.

Ora, o que o blog «Meninos Eu Vi» (*) relatou esta semana vai mais além. É, até, uma espécie de confirmação. Da certidão de nascimento. Ou, quiçá, de simples renovação do BI. Da tal «Póvoa do Monte». Também Adriano? De certeza, não mais, já, Varzim.

A história conta-se rapidamente. Uma empresa do Grupo Monte Adriano anda a pagar, ao laboratório que as faz, as análises sobre a qualidade das águas das praias que a Câmara Municipal tem publicado. E que andou todo o Verão a alardear serem «suas».

(O facto de não se entender porque é que a CM se mete num assunto da exclusiva competência da Delegada de Saúde local já nem sequer vem ao caso.)

Ora, quando uma empresa paga facturas, que não são suas, isto tem um significado. Forçosamente. Ou têm a mesma tesouraria ou trata-se de uma operação de favor. Com cobertura por cash-pooling? Em qualquer dos casos, a confirmação, talvez final, da fusão destas entidades?





(*) - Eis um espantoso exemplo do que pode ser a blogosfera. Pessoas como Pacheco Ferreira e, também, MJ Sá Peliteiro neste mesmo blog, acompanharam este assunto de inegável interesse para os munícipes e conseguiram obter a verdade que, geralmente, fica para lá de qualquer discurso institucional. A ambos, chapeau!

«Considera o que se diz e não te preocupes de saber quem o disse» (Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, Capítulo 5, nº1)

Marx,   às  19:38
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Começou o campeonato de futebol 


Peliteiro,   às  14:09
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Não está bem, a Saúde deste ministro 

Diz Sérgio Figueiredo, no Jornal de Negócios. A ler: «A política de saúde mudou uma vez mais em Portugal. Informalmente.».

Peliteiro,   às  14:01
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O Milagre da Sobreda 



Como Correia de Campos, com apenas 60 médicos nas USF, consegue médicos de família para todo Portugal. Fantástico!
No portal do cidadão, via médico explica.

Peliteiro,   às  10:53
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quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Grátis, mesmo mesmo grátis? 

Constituição da República Portuguesa:
O direito à protecção da saúde é realizado através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito.

Grátis ou de borla ?

Peliteiro,   às  00:35
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Deambulações 



A mania que os Portugueses têm de meter bandeirinhas nacionais em todo o lado por vezes torna-se inconveniente. O blogue do momento, na especialidade arrombamentos de fechaduras, embora escrito em Francês e editado em França, lá exibe a bandeirinha de Portugal...

Por falar em blogue do momento, para ter o PC sempre atafulhado de novo software, nada melhor que o nosso Peopleware. Visitar ainda o Gizmodo e, mudando de linha, finalizar no incrível concurso do mais pequeno animal fotografado na ponta do dedo.

Peliteiro,   às  00:24
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O povo é quem mais ordena !

Peliteiro,   às  00:17
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quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Campus Inoperandis 

Correia de Campos está obnubilado.
Ser ou estar como no Francês.

Os Enfermeiros, hoje, descerraram uma placa de identificação que transforma a Avenida João Crisóstomo em Avenida «Campus Inoperandis», numa alusão ao nome do ministro da pasta, chamando a atenção para a inoperância do Ministro da Saúde.
Uma homenagem acertada para o mestre da propaganda.

No entanto, se no que respeita a reformas o Ministro é Inoperandis, no que respeita a penalizar doentes, não há contemplações: sem aviso prévio, ADSE: exames e análises clínicas com aumentos até 4000%.

A propósito pergunto, para quando a uniformização de todos os sistemas, subsistemas e subsubsubsistemas de saúde?
Não é só por uma questão de injustiça, mas também de anarquia. Pelo mesmo exame, consoante o sistema em causa, os doentes ora pagam mais, ora pagam menos, os prestadores de serviço ora recebem mais, ora recebem menos, seja do doente, seja do sistema de saúde.

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Peliteiro,   às  14:21
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É verdade, é uma falha grave, nunca fui de férias aos Açores.

Peliteiro,   às  14:17
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Ainda as Salmonelas ... 

Isto é mesmo uma choldra. Incúrias antigas, resultados "oficiosos"; informações contraditórias; sobreposição de poderes e de autoridade; cartazes arrancados; bandeiras verdes misturadas com vermelhas; crianças aprendendo a desrespeitar regras; incompetência, infracção e impunidade total. Isto é mesmo um bordel.

Desculpem a insistência, mas este caso das Salmonelas, encerra tantos absurdos que, bem visto, é um retrato perfeito, em várias ângulos, de um país à deriva.

Resta-nos procurar as Salmonelas:

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Peliteiro,   às  00:12
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terça-feira, 22 de agosto de 2006

! 

Infarmed desaconselha a compra de fármacos pela internet.

«A Internet é o canal de distribuição mais vulnerável à contrafacção, avisa o Infarmed, que, desta forma, desaconselha a compra de remédios por esta via.
Os medicamentos são uma das grandes ameaças à saúde pública mundial. Parece um paradoxo, mas em causa estão as falsificações que, nalguns países, oscilam entre um e os 50 por cento do mercado farmacêutico, segundo uma investigação hoje divulgada pela revista britânica The Lancet. Na União Europeia (UE) foram identificados 170 medicamentos que foram alvo de contrafacção através de canais ilegais de distribuição, nos últimos cinco anos, segundo o Infarmed.»

O Governo está a preparar uma nova legislação que vai permitir às farmácias venderem medicamentos sujeitos a receita médica através da Internet.

Peliteiro,   às  14:32
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segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Ainda as Salmonelas ... 

Apenas uma informação: O laboratório onde foram efectuadas as análises a pedido da Câmara da Póvoa, não é acreditado para pesquisa de Salmonelas, como se pode ler, aliás, no rodapé do boletim de análises.

Nota: Este facto é apenas uma informação, nada mais que uma informação, e que não se diga que eu teci comentários sobre a qualidade e a idoneidade do laboratório.

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Peliteiro,   às  14:06
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domingo, 20 de agosto de 2006

Isto só visto 



Peliteiro,   às  23:54
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Corporate Governance, Sound Bytes, Barrigas-de-Aluguer & Salmonelas 

O Corporate Governance, ou governação societária, é um sistema que visa a melhoria da gestão das empresas. Latu sensu, das organizações. Assenta em diversas práticas, que ilustram regras e procedimentos de gestão, visando tornar mais transparente e, portanto, mais eficiente, todo o processo empresarial de tomada de decisão. Parte do princípio de que uma cultura de boas práticas reforça a fiabilidade das organizações. Dos seus modelos de gestão e, fundamentalmente, da informação que prestam. A todos os interessados. Accionistas, fornecedores, clientes e empregados.

Parte-se, assim, do princípio que este «manual de boas práticas» visa tornar as sociedades (mais) transparentes. Socialmente (mais) responsáveis. A sua prática, continuada, gera (mais) valor acrescentado nas empresas e contribuiu para a (maior) competitividade e transparência dos mercados. A inobservância de tudo isto levou, nos últimos anos, muita gente à ruína. Desde logo, os muitos milhares de pequenos accionistas que confiaram na informação difundida por organizações até aí muito louváveis. Da francesa Vivendi-Universal, até às norte-americanas Enron, Worldcom e Tyco.

Em termos muito simples, um bom sistema de Corporate Governance deverá assentar nos seguintes quatro pilares. 1) Equidade: tratamento equitativo e igualdade de oportunidades para accionistas e investidores; 2) Transparência: permanente divulgação de informação financeira, operacional e relativa à estrutura proprietária; 3) Avaliação: monitorização e acompanhamento da acção dos órgãos de gestão; 4) Responsabilidade Social: respeito pela legislação aplicável e auto-regulação através das melhores práticas na orientação para os accionistas.

Há, como sempre nestas coisas, quem tenha as suas reservas e contraponha que isto é utilizado pelas empresas e outras organizações como um mero exercício de cosmética. O que não haverá dúvida, creio, é de que a sua implementação é um desafio à qualidade moral dos executivos. Para que tornem verdadeiramente efectivas estas práticas no universo das organizações que comandam.

Creio que esta é uma «doutrina» que estará nos antípodas das preocupações de qualquer «organização» autárquica em Portugal. E não devia. Há aqui conceitos que assentam como uma luva nas obrigações que qualquer município deveria mostrar perante a comunidade que representa. Como o da Responsabilidade Social. O assumir de que é nos munícipes que os executivos camarários encontram a razão para a sua existência. Tal como a legitimidade para exercerem o seu poder. E tudo isto sai reforçado se pensarmos que os munícipes são, simultaneamente, «accionistas» e «clientes» das «organizações» camarárias.

Proponho, num mero exercício de Verão, uma breve comparação dos procedimentos autárquicos à luz das «boas práticas» do Corporate Governance. Para isso, tomo a liberdade de tomar como exemplo alguns dos «procedimentos» do actual executivo poveiro. Os dados aqui expostos são os que têm sido noticiados na imprensa.

1) Equidade de tratamento na vereação e igualdade de oportunidades entre os munícipes. Aos três vereadores da oposição não foram atribuídos quaisquer pelouros. Ou seja, uma parte significativa dos munícipes (33%) não está representada no executivo camarário. O relacionamento entre executivo e oposição é, cada vez mais, de quase terrorismo. E não apenas verbal. Há agendamento de propostas, pela oposição, que são retiradas pelo presidente do executivo. Há um excesso de livre arbítrio, com a complacência do Estatuto da Oposição. Que é inócuo. Quanto a igualdade de oportunidades, estamos conversados. Há um rol de decisões acumuladas nada transparentes. A mais recente foi a dos familiares que monopolizaram a entrada nos quadros da câmara. E cuja jurisprudência deu direito, já, a repetição na junta de freguesia da Estela. O que mais espanta nisto tudo é que ninguém considera ter de se explicar aos munícipes.

2) Transparência na divulgação da informação financeira e operacional. Também não será aqui que o actual executivo camarário tem a sua «boa» prática. Concedo até que, internamente, alguém faça contas, mas elas não são, quase nunca, divulgadas. A grande maioria das decisões divulgadas não tem um conteúdo financeiro. Uma questão premente na actualidade. Alguém mediu o custo de oportunidade do novo parque da Avª Mouzinho quando comparado, por exemplo, com o do imprescindível e tantas vezes anunciado exutor submarino? A mesma questão serve para a anunciada renovação da Praça do Almada. Se há estudos precisos, façam o favor de os divulgar. Acreditem que os munícipes sabem um pouco mais do que deitar uns papelinhos, de tempos a tempos, nas urnas!

3) Avaliação e policiamento da acção dos órgãos de gestão. Haverá, concerteza, controlos a cargo do Estado Central. Que é assumido necessitarem de clara modernização, de pessoal e de meios. Terão de ser, desejavelmente, mais céleres e, logo, mais eficientes. A prática tem mostrado que a relação dos serviços camarários com outros organismos de controlo é conflituosa. Os municípios estão cada vez mais irmanados das mesmas práticas. Prova de que a diversidade política autárquica se esbateu. Já ninguém se lembra, agora, de quem «inventou» as empresas municipais. Sabe-se é que passaram a proliferar pelo País. Tal como as rotundas. Numa mostra de que as autarquias se constituíram num dos maiores lobbies da política em Portugal. Em termos de controlo interno, duvida-se naturalmente da liberdade e da independência de qualquer serviço camarário para actuar. Não conheço nenhum caso de denúncia por esta via. Há uma excessiva promiscuidade entre a vereação em exercício e os funcionários municipais. Passou a copiar-se o «modelo» do que ocorre no Poder Central. Onde são tomados lugares de administração no Estado logo após passagem pelo Governo. Cada vez mais uma espécie de barriga-de-aluguer para o funcionalismo público de alta gama.

4) Responsabilidade Social e respeito pela Lei e pelos interesses dos munícipes. A legislação que habita os gabinetes camarários é um pântano que alimenta todo o tipo de burocratas. Como sempre, com interpretações muito pouco consensuais. Há quem diga que é isso mesmo a burocracia. Já no que tem a ver com a orientação da acção para o munícipe, depende do que mais interessa a cada momento. Apenas dois exemplos recentes. 1º) Perante a evidência da existência de salmonelas no mar da Póvoa do Turismo, decidiu-se «não alarmar» os banhistas. E divulgar umas análises negativas «da câmara municipal». Que ninguém percebe porque são feitas. Quando, afinal, a competência é da Delegação de Saúde. Caso para os concessionários da praia passarem também a fazer as suas? No futuro, cada banhista com o seu kit pessoal? Já para não falar do espectáculo-gaffe que foi a conferência de imprensa da CM para justificar a origem da coisa. A atirar as culpas para o vizinho pela ausência da ETAR que ambos prometem há anos. 2º) Servem-se animações nocturnas no centro da Póvoa do Lazer, com aparente excesso de sound-bytes à mistura. Os moradores das redondezas protestam junto da CM. Desconhece-se se na qualidade de promotora do evento ou na de zeladora da Lei do Ruído. Aparece o vice-presidente do executivo a convidar os munícipes a saírem das fronteiras da cidade. Ora isto faz lembrar o que nalguns políticos sul-americanos se chama «justicialismo».

Em conclusão, muito caminho haverá ainda a percorrer para que o Corporate Governance se transforme numa verdadeira cartilha de boas práticas do poder autárquico em Portugal. Muito embora faça parte do Programa Eleitoral do XVII Governo Constitucional. O que não haverá dúvidas é de que a apregoada legitimidade eleitoral dos executivos autárquicos tem servido de capa de misericórdia a muito desvario por esse País fora. As cartilhas, por enquanto, são outras. Qualquer que seja a cor que tragam nas capas.



«Considera o que se diz e não te preocupes de saber quem o disse» (Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, Capítulo 5, nº1)

Marx,   às  16:57
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sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Ainda as Salmonelas na Póvoa 


Lê-se num comunicado no Portal Municipal:

Análises negativas à existência de salmonelas nas praias da Póvoa
Editado em 2006-08-18 12:29

Já há resultados das análises mais recentes realizadas à água das praias da Póvoa e revelam, novamente, a inexistência de salmonelas nas praias da Lagoa, Lada e Redonda/ Leixão.
...
...
Mas lê-se também no fim, mesmo no fim, mesmo mesmo no fim:

Os resultados das análises encomendadas pela autarquia são agora revelados, continuando-se a aguardar pelos que serão apresentados pela Delegação de Saúde.


Entratanto no INAG / SNIRH mantém-se a indicação de interdição. Incompetência ou má-fé?

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Peliteiro,   às  21:02
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É natural não faz mal 


Um rapaz de 15 anos morreu quarta-feira no Funchal, Madeira, depois de beber, com outros três jovens, um chá de Beladona ou "erva do diabo", uma planta tóxica com efeitos alucinogénicos espalhada pelos jardins da Região.

«Conhecem-se casos de crianças e até de adultos envenenados depois de terem comido bagas de Atropa belladona, seduzidas pelo seu aspecto tentador e sabor adocicado, não desagradável: 3 a 6 destes frutos podem já provocar a morte; a dose mortal situa-se entre 1 a 6 centigramas de atropina ou hiosciamina.» Farmacognosia - Prof. Aloísio F. Costa.

Peliteiro,   às  16:18
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Fidelidade ? 






Será precipitado avaliar uma sociedade através de umas leituras esparsas e de uma viagem de 15 dias.

Perdoem-me, então, mas maldito seja o regime que condena uma boa parte do seu povo a uma vida de mendicidade e prostituição.

Um dia, talvez, a história me absolverá...




Peliteiro,   às  13:26
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O homem de cinquenta anos



Do berço ao esquife
distam cinquenta anos,
depois começa a morte.
Tornamo-nos imbecis, embrutecemos,
tornamo-nos labregos, desleixamo-nos
e os cabelos vão para o diabo.
Também os dentes damos por perdidos
e em vez de, em deleite,
apertarmos uma moça contra o peito,
lemos um livro de Goethe.

Mas uma vez mais, antes do fim,
quero ter uma dessas pequenas
de olhos claros e caracóis encrespados,
tomá-la nas minhas mãos,
beijar-lhe boca, seios e face,
despir-lhe saia e calcinhas.
E depois, em nome de Deus,
a morte pode levar-me. Ámen.

Hermann Hesse


Peliteiro,   às  01:28
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quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Portugal de ontem e de hoje 

1968 / 2005

Licenciou-se em Direito com 21 anos, doutorou-se aos 25 e foi catedrático aos 27.

É (?) bacharel em Engenharia Civil aos ? anos e pós-graduado em Engenharia Sanitária (!).

Peliteiro,   às  15:10
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quarta-feira, 16 de agosto de 2006

A cidade verde daltónica 

Ultimamente tenho passeado muito pela alameda da Avª Mouzinho de Albuquerque. Preparando a despedida, agora que os choupos têm morte anunciada.

Aquela estreita alameda faz parte da minha memória. De estudante, entre a escola e o Diana-Bar. Também dos passeios de mão dada com a namorada. E ainda de empurrar os carrinhos das minhas crianças. Agora, já maiores, continuam a gostar de se passear por ali. Sempre sob as copas, cada vez menos guedelhudas, dos choupos. Sinal de que algo passou para as novas gerações. Daí ser tão difícil explicar-lhes porque é que aquele pequeno espaço do nosso mundo vai desaparecer.

Alguém me diz que os choupos também se chamam álamos. Não sabia. Tenho o grande defeito de ser um perfeito ignorante em botânica. Uma espécie de daltónico do verde. O que lamento. Não reconhecer as árvores, ou as flores, pelos nomes. Habituado aos clássicos, que ocupavam meio livro com descrições de folhagens, sorvia apenas o romântico dos nomes. Tenho desde aí adiada, talvez para a reforma, melhor investigação. Adernos, rododendros, tuias, lodãos, liquidambares, ciprestes, pitosporos, sequóias, aroeiras, buganvílias, tojos, troviscos...

Dizem que a morte dos choupos é culpa das próprias raízes. O executivo camarário, que agora decretou o abate, acusa-as de provocarem ondulações ao pavimento. Consta que inúmeras pessoas, mais idosas, lá têm perdido o equilíbrio. Que as senhoras lá deixam os tacões. E que também a bicharada, que ocupa as copas, faz tiro ao alvo nos transeuntes. Até os cães são lembrados, mais a sua conhecida inclinação em alçar troncos. Quiçá, alguém dirá que também porque os choupos não fazem compras. Nem utilizam o Multibanco. Tudo razões para decretar a pena capital sobre a única alameda da cidade.

Tenho tido dificuldade em me conformar. Sempre gostei de passear ali. Mais do que em qualquer outra rua ou passeio na Póvoa. Por ser um nicho de espaço vivo no meio da cidade. De uma cidade avara de jardins, árvores, plantas. De uma cidade feita de pedra. Uma redoma de casas e ruas depositada em cima do asfalto. Que em cada «renovação» urbanística troca, sempre, qualquer vestígio de verde pelo betão.

Daqui a uns meses, haverá ali um parque de estacionamento subterrâneo. A alameda será trocada por um qualquer novo pavimento. Já não, seguramente, ondulado. E terá, concerteza, uma calçada «moderna». Plantada a régua e esquadro. Quanto às árvores, serão concerteza substituídas pelos vasos que os, certamente numerosos, comerciantes da avenida porão à porta. Para receber bem os, certamente ainda mais numerosos, clientes que passarão pela avenida. A contemplar as montras. Sem perdas de equilíbrio. Com todos os tacões. Com os cães atrelados nos vasos. E passará a haver mais Multibancos na avenida.

Ninguém me diz se esta decisão está correcta. Quem a decidiu. Quem terá feito, concerteza, a análise destes dois investimentos. O anterior e o novo. O da alameda e o do parque subterrâneo. Só peço que me divulguem, munícipe anónimo, as contas que fizeram. Isto é, o Business Plan deste novo investimento, dito «estruturante». Que evidencie a bonomia do projecto e, logo, da decisão tomada. Que me permitam comparar as respectivas TIR e VAL. Para, depois, poder esclarecer os choupos da alameda ...



«Considera o que se diz e não te preocupes de saber quem o disse» (Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, Capítulo 5, nº1)

Marx,   às  11:10
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Impressões de um Boticário de Província

& Cia. Lda.


Depois de mais de três anos de escrita solitária, o Boticário de Província convida alguns amigos a revelar as suas impressões sobre o mundo, participando na construção deste blogue, de modo a torná-lo mais rico e mais plural.

Esperemos que esta evolução seja do agrado de todos aqueles que me nos visitam.


Peliteiro,   às  00:49
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sábado, 12 de agosto de 2006

Incompetência ou má-fé? 

A praia da Lagoa, na Póvoa de Varzim, está interdita. Nada que surpreenda; a praia da Lagoa - a minha praia há mais de 30 anos - há anos que está visivelmente muito suja, nem sendo necessários indicadores de contaminação fecal bacteriológicos para se concluir dos maus tratos a que tem sido sujeita, seja na água, seja no areal.


O que surpreende é a cadeia de acontecimentos associados à interdição:


Em meados de Julho o INAG detecta a presença de Salmonela na praia da Lagoa.

No dia 28 de Julho a Delegação de Saúde terá interdito esta praia, bem como outras duas praias da Póvoa.

As praias continuam repletas de banhistas e os boletins de análise expostos pelos concessionários exibem a bandeira verde e a classificação de água BOA.

O caso surge nos jornais nacionais a 8 de Agosto.

Na imprensa local a 9 de Agosto pode ler-se: «a água já terá boa qualidade garantiu a Câmara Municipal».

As praias continuam repletas de banhistas e os boletins de análise expostos pelos concessionários exibem a bandeira verde e a classificação de água BOA.

O Delegado Regional de Saúde, sabendo da presença de colónias de Salmonella em análises efectuadas em 1 de Agosto (?), interdita as praias da Zona Urbana Norte a 11 de Agosto (10 dias !).

Hoje, finalmente, 12 de Agosto, pelas 9:45, são afixados cartazes de interdição da prática balnear e são hasteadas bandeiras vermelhas na praia.





Entretanto fizemos uma reportagem:


- Se eu quiser tomar banho alguém me pode proibir?
- Cabo do Mar: Claro!
- É obrigação do nadador-salvador impedir-me de tomar banho?
- Cabo do Mar: Sim.

- Se eu quiser tomar banho é sua obrigação impedir-me?
- Nadador-salvador I: Não, não é minha obrigação.
- Nadador-salvador II: Não.
- Então posso?
- Nadador-salvador I: Podes, a minha obrigação é apenas avisar-te que não deves.
- Nadador-salvador II: Pá, não deves!


[Entrevista e fotos de Miguel Sampaio Peliteiro]

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Peliteiro,   às  10:27
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quinta-feira, 10 de agosto de 2006

04# 

«São dez quilómetros de marginal desde a foz do rio Ave, em Vila do Conde, às praias e à animação da Póvoa de Varzim. Os carros não têm pressa e as pessoas encontram ali espaço para passear, a pé, de bicicleta, de patins em linha, e olhar o mar.

Se bem que, de vez em quando, há algo que atrai os seus olhares para o outro lado da estrada.»

Espreitemos então, O Guia da Boa Vida.

Peliteiro,   às  16:21
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Coisas que todos sabem, 

excepto o nossso Ministro da Saúde






Agora imaginemos que este estudo - Advice concerning the sale of paracetamol is being contravened, according to a snapshot study from one London hospital. - era feito em Portugal...

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Peliteiro,   às  16:03
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quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Inside Trading 








«Sobre a empresa Mardebeiriz, nunca fui sócio-gerente.»

José Macedo Vieira; Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, em entrevista ao jornal "O Comércio da Póvoa de Varzim", edição de 3 de Agosto de 2006

Sobre a mentira nem vale a pena comentar, é a política Portuguesa, com certeza...

Interessa-me mais a licitude de um Presidente de Câmara como sócio, gerente, de uma empresa cujo objecto é a compra e venda de imóveis.
Será lícito que um Autarca negoceie em imóveis? Não terá, pela natureza das funções públicas que desempenha, acesso a informação privilegiada que poderá usar em proveito próprio? Não poderá a sua acção política (PDMs, traçados de estradas...) ser influenciada pela motivação do enriquecimento indevido?

Alguém me esclareça...





Documento copiado do CÁ 70

Peliteiro,   às  15:54
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segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Impressões 

Fotografia de Pedro Biscaia
Impressões não tenho; ou tenho poucas.
Tenho apenas a impressão que a água hoje está mais quente; que engordei uns bons gramas; que hoje é Sábado, quando é Segunda; que de tão moreno me possa crescer carapinha; que é bom acordar sem despertador; que o tempo agora passa mais rápido...

As férias são assim como um regresso à juventude, ou melhor, ao jardim original repleto de Evas e maçãs, mas onde poucas coisas interessam, só o básico e a preguiça.
De modo que se não há impressões não há escrita, desculpem-me os poucos leitores, resistentes à grande vaga do nada que atravessamos.

Não há escrita mas há leitura; fui à Feira do Livro da Póvoa - uns caixotes implantados na área turística mais nobre da cidade, desfeiando-a sobremaneira, mas enfim, talvez valha a pena - e comprei uma série de pechinchas para ler e reler em Agosto:


A Colmeia; CJ Cela
A Cruz de S. André; CJ Cela
Novelas do Minho; CC Branco
Fogo Pálido; V Nabokov
Hotel Savoy; J Roth
Elogio da velhice; H Hesse
As viagens de Gulliver; J Swift
Os Lusíadas; LV Camões
A mãe; M Gorki
Mme. Bovary; G Flaubert
Comédias; W Shakespeare
Contos; O Wilde
Contos; E Queiróz
O sangue dos outros; S Beauvoir
O Inverno do nosso descontentamento; J Steinbeck

Peliteiro,   às  16:04
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Silly season 

O Sr. Correia de Campos, afirmou em entrevista ao Jornal de Notícias deste domingo que: «nunca vou a um SAP, nem nunca irei!»; diz que vai antes à urgência do hospital.
Questionado sobre o que faria se tivesse um problema de saúde durante a noite, respondeu: «Vou directo à urgência do hospital ou a uma urgência qualificada como tal. Nunca vou a SAP, nem nunca irei!» e explica porquê: «Porque não têm condições de qualidade. Têm um médico e um enfermeiro e conferem uma falsa sensação de segurança. Nenhum deles devia funcionar assim!».

Nota: Correia de Campos é Ministro da Saúde desde Março de 2005.
Foi Ministro da Saúde do XIV Governo Constitucional e Secretário de Estado da Saúde do V Governo Constitucional.


Nota: M. Rebelo de Sousa diz, no Expresso desta semana: Correia de Campos sabe tudo o que há para saber na Saúde, mas é muito lento nas reformas. A idade não ajuda.

Peliteiro,   às  14:14
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quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Hospitais travam compra de medicamentos novos 

Para cumprir défice, hospitais deixam de encomendar remédios mais inovadores.
No hospital de São João, no Porto, a "suspensão" começou em Maio e vai durar até Outubro.


Os maiores hospitais portugueses estão a travar a entrada de novos medicamentos para reduzirem a despesa e cumprirem o Orçamento do Estado para 2006, que limita estes gastos a um crescimento de 4%. No hospital de São João, há uma directiva interna que "suspende" a entrada de novos medicamentos. Os administradores hospitalares garantem que havia desperdícios e que o adequado tratamento dos doentes não está em causa.

A notícia não refere o mais importante: convinha saber se estes "cortes" são criteriosos ou se são cegos.
A despesa com medicamentos nos Hospitais é um monstro que ninguém controla e que, por isso, tem crescido a um ritmo avassalador, insustentável, muitas vezes à custa de "inovações" caras sem qualquer valor terapêutico acrescentado.
Portanto, se a suspensão de entrada de novos medicamentos nos Hospitais obedece a critérios científicos bem definidos pode dizer-se que é uma boa medida, que é um bom princípio, que não prejudica a saúde dos doentes; mas se esta suspensão é cega, se é susceptível de prejudicar doentes, especialmente aqueles com patologias mais graves, então bem se pode dizer que Correia de Campos é cada vez mais o Ministro da Não Saúde.

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Peliteiro,   às  15:13
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Estou estou? 

O botão do R/C do elevador do meu prédio está mais gasto que todos os outros. Isso não quer dizer que todos os meus vizinhos, e os cá de casa também, apenas desçamos de elevador e sempre subamos pelas escadas, lenta e esforçadamente. Do mesmo modo, amigo Besugo, não podemos afirmar que um homem é desta ou daquela bitola, que é um anjo de voo rasteiro ou de voo elevado, apenas porque ele o parece, na sua voz ou no seu porte. Um homem é um homem, desde que nasce até que morre e quando chega a hora final, todas as virtudes e todos os pecados pesam, sejam os da juventude, sejam os da velhice. Não sei se o Besugo passaria a "Baixa" de Alegre, nem sei se sua ou a minha reforma é mais ou menos merecida que a dele; se soubesse já o tinha dito, conhecemo-nos há muito, daqui, e sabe bem que não guardo reservas nos meus comentários. Por isso lhe perguntei, estimado especialista em Manuel Alegre; li-o com atenção e se o meu amigo diz que essas notícias servem para ?substituir os incêndios nas páginas dos matutinos, dos vespertinos e dos restantes papéis que diariamente se imprimem para embrulhar besugos?, eu acredito.

Quando saio da praia, volta e meia dou uns saltinhos, pareço um maluquinho eu sei, para que as areias grossas da praia da Póvoa, quais passageiros furtivos, caiam todas antes de chegar a casa. Debalde. Mal entro em casa ouço-as caindo no soalho, num atroada, como se se rissem de mim as velhacas. Por muito que queiramos, por vezes não é fácil livrar-nos de passageiros indesejáveis, de intrusos chatos que estragam o ramalhete. Bem pode dizer que eu tenho levado no lombo como um General no Saúde SA. É verdade. Quando lá cheguei pela primeira vez, há muito muito tempo, os Farmacêuticos eram como anti-Cristos, uns renegados, os culpados de todos os males do nosso sistema de saúde. Lá e em todo o lado. Foi mais ou menos por alturas do pico da campanha deste Governo em que se prometia a salvação pelo martírio dos Farmacêuticos. As coisas foram mudando, pára por lá rapaziada com muito valor e conhecimento; continuo a levar no lombo mas mais devagarinho, com mais suavidade, e as minhas impertinências são agora mais manhosas, como no trecho que leu, onde o objectivo era demonstrar que muitos médicos prescrevem sem saber bem o quê nem para quê e sem querer saber quem paga nem quanto.

De futebol nem falo, a nossa perspectiva sobre o jogo futebol não é coincidente, além do mais o FCP será de novo campeão e árbitros e foras-de-jogo não são assunto que me mereçam grande interesse. Nas suas férias se vier pela Póvoa não se esqueça de apitar, a sua esplanada preferida está atafulhada com uns barracões brancos mas aqui mais a Norte está mais calmo e eu grelho um rodovalho como não há aí para Trás-os-Montes.

Peliteiro,   às  00:50
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quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Decidam-se pá 

Liberalização das farmácias avança em todos os hospitais

A liberalização da propriedade da farmácia vai começar nos hospitais públicos. Podem concorrer ao concurso público todas «as pessoas, singulares ou colectivas, que prencham os requisitos no programa de concurso, independentemente da qualidade de farmacêuticos».
Segundo adianta o Jornal de Negócios, a concessão da farmácia, sempre através de concurso público, «pode compreender a construção, remodelação ou adaptação do local disponibilizado pelo hospital, bem como o fornecimento, montagem e manutenção dos equipamentos ao funcionamento da farmácia».
Por sua vez, o vencedor do concurso público «deve constituir uma sociedade comercial, em prazo a definir no caderno de encargos e mantê-los durante o período de concessão».
Já o prazo de concessão da farmácia, que terá de funcionar 24 horas por dia, todos os dias do ano, «não pode ser inferior a cinco anos nem superior a 15 anos» e «é automaticamente prorrogado por períodos de dois anos, se o contrato não for denunciado por qualquer das partes com a antecedência mínima de um ano relativamente ao seu termo ou ao da prorrogação».
A sociedade comercial, por seu turno, «deve ter como objectivo social exclusivo a exploração da farmácia pela lei portuguesa e ter sede em Portugal».
Os farmacêuticos da zona de influência do hospital terão um tratamento preferencial. A começar desde logo pela publicitação do concurso público, o qual «é comunicada pelo hospital concedente às farmácias localizadas a menos de 500 metros, sem prejuízo da publicitação legalmente exigida».
As propostas podem ser apresentadas em agrupamento e o critério de adjudicação «é o valor mais elevado apresentado como parcela variável da renda» anual que o concessionário terá de pagar a título de remuneração da concessão.
De referir ainda que o valor da renda anual é constituído pelo somatório de duas parcelas: uma fixa e outra variável. A fixa será actualizável anualmente em função do índice de preços no consumidor, com exclusão da habitação, referente ao ano anterior. As propostas da parcela variável são apresentadas autonomamente e em carta fechada.


Avanços e recuos. Já não sabem por onde lhe hão-de pegar. Isto é para já ou daqui a um ano ainda estamos a falar no mesmo?

Peliteiro,   às  12:48
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terça-feira, 1 de agosto de 2006

Cuscos 

Oh... Que pena... Nenhum dos meus vizinhos consta da lista negra do ministério das Finanças. Que maçada, seria um bom tema para amanhã na praia, sabias que fulano de tal é um dos que deve ao fisco? No cabeleireiro também dará umas boas conversas...

O Sr. Joaquim da Farmácia também está contente, amanhã vai colocar na montra a lista dos caloteiros (O Estado no topo, claro); se o fisco o pode fazer porque não, também, o Sr. Joaquim?...

Abdol Hamed Unwarsa, o primeiro da lista é que deve estar satisfeito, amanhã, em Portugal, será um homem famoso, bastante mais que Abílio Marques Cardoso, o segundo; é o trilho da fama, inesperado, não pelos melhores motivos, mas fama é fama!

Uma medida ridícula, pidesca, previsivelmente com resultados nulos, brincadeiras de moçarada - este é um Governo de rapazolas, inconsequentes. Deviam divulgar era a lista dos maiores pagadores, esses heróis.

Peliteiro,   às  01:19
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Estado gasta cerca de 20 milhões de euros por dia em Saúde

Mais de um milhão de portugueses sem médico de família

Peliteiro,   às  01:17
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Tráfico de influências 

O processo contra o ex-ministro do Ambiente Luís Nobre Guedes relacionado com a construção de um empreendimento turístico em Benavente foi arquivado!

Peliteiro,   às  01:11
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A negociata do ensino 

ou como alunos e pais são escandalosamente enganados


Escandaloso. É assim que investigadores e profissionais de saúde consideram o aumento de 5% do número de vagas nos cursos de Tecnologias da Saúde no concurso de acesso ao Ensino Superior deste ano. Alegam que os estudantes e as suas famílias estão a ser enganados porque o número de cursos e alunos aumentou 238% e 471%, respectivamente, nos últimos nove anos.

Segundo as previsões, até 2010, cerca de 50% dos profissionais deverão estar no desemprego.

Numa análise por cursos, o estudo aponta, entre os maiores aumentos de alunos admitidos, os cursos de Anatomia Patológica (+ 890%), Farmácia (+687%), Análises Clínicas (+643%), Radiologia (615%), Terapia da Fala (+610%) e Cardiopneumologia (+461%).


É verdade, já hoje há técnicos licenciados a fazer de recepcionistas.
Nunca lhes dizem que os cursos em que ingressam embora proporcionem uma licenciatura são cursos de técnicos de saúde. Não lhes dizem, por exemplo, que licenciatura em Farmácia é diferente de Licenciatura em Ciências Farmacêuticas, que a licenciatura em Radiologia não é uma especialidade médica, que um licenciado em Análises Clínicas não é um Analista Clínico. A confusão é geral e propositada.
Faz pena como são enganados e como tão jovens sofrem uma desilusão tão profunda, que deixará marcas, de certeza, para toda a vida.
Há tempos conversei com uma licenciada em Análises Clínicas que me confessou só ter descoberto no fim do curso que nunca poderia dirigir tecnicamente um laboratório de análises; julgou que sendo licenciada poderia ascender a cargos de responsabilidade técnica; colocada num Hospital, faz serviço de preparadora em conjunto com colegas, mais velhas, com pouco mais que o 5º ano dos liceus. Uma tragédia pessoal, fomentada pelo Estado "protector".

Peliteiro,   às  01:03
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ARQUIVOS

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