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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Mais uma lei estúpida? 

Novas regras das convenções levantam dúvidas a clínicas privadas
 
Ainda não tive tempo de ler a legislação, ainda não falei com calma com ninguém, mas suspeito, suspeito muito, que este novo processo de contratualização dos laboratórios com o Estado pode ter efeitos completamente contrários àquilo que supostamente se pretenderá, livre instalação, novos prestadores, concorrência e consequente descida de preço do serviço.
Quando os decisores políticos são ignorantes e teimosos o efeito paradoxal está sempre presente - espero que não seja o caso. Darei notícias em breve.

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Peliteiro,   às  23:21
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Destruir as convenções? 

Por uma vez concordo com o Bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva:

«Destruir as convenções?
A nova proposta legislativa para o regime das Convenções terá consequências catastróficas

O setor privado convencionado da Saúde emprega 50 000 pessoas e é essencial. Coloca quase toda a população a menos de meia hora dos exames complementares de diagnóstico e terapêutica e dá resposta a 18 milhões de requisições e produz mais de 100 milhões de atos por ano.
Nos últimos dois anos, a despesa pública com este setor diminuiu quase 30%, pelo que não se compreende que se queira esmagá-lo!
A nova proposta legislativa para o regime das Convenções, com concursos ao menor preço e contratos por períodos de apenas três anos, terá consequências catastróficas. Além de impedir qualquer perspetiva de investimento, mataria sucessivamente os prestadores de proximidade que não conseguissem ganhar um concurso, levando a uma concentração progressiva em poucos gigantescos prestadores, que cartelizariam o setor, matariam a concorrência, capturariam o Estado e afastariam os recursos das populações.
Em defesa dos doentes, esperamos do Ministério da Saúde alterações sensatas à proposta de Lei

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Peliteiro,   às  08:47
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quinta-feira, 13 de junho de 2013

O Estado paga serviços de saúde a piratas 

No fundo é o que se conclui desta notícia, «ERS deteta unidades convencionadas com SNS sem licença», baseado em mais um - provavelmente inconsequente - Relatório da ERS, que uma vez mais aborda a questão do absurdo das convenções em saúde, limitador da livre prestação de serviços e facilitador para interesses obscuros.

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Peliteiro,   às  22:05
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Concurso vai baixar preços dos exames médicos 

«O Ministério da Saúde quer abrir concursos regionais para que as empresas compitam e baixem os preços em áreas como as análises clínicas, exames de cardiologia ou otorrino, os meios complementares de diagnóstico e terapêutica. Uma "revolução", em que os hospitais públicos podem entrar, que pode baixar os preços em 10% a 20%, bem como as taxas moderadoras associadas, além de trazer mais escolha em regiões onde a oferta é escassa. Os prestadores temem o efeito contrário, admitindo problemas de acesso em localidades menos povoadas


No tempo de Correia de Campos todos os dias apareciam notícias nos jornais deste tipo, com frases parecidas com "O Ministério da Saúde quer", que sistematicamente não davam em nada. Perante tal frenesim estéril deixei de comentar intenções. Paulo Macedo é muito mais consistente e portanto alguns comentários:

1- Se os critérios de selecção não tiverem em conta critérios de qualidade - actualmente o pão nosso de cada dia na saúde - e uma forte fiscalização este concurso é um convite à fraude (pelo menos nas análises clínicas, que conheço melhor, será muito difícil descer os preços em 10 a 20%!) e muitos exames nunca serão feitos... mas terão resultados!

2- Querendo, os hospitais públicos "limpam" qualquer concurso, seja ele qual for. Contabilidade de custos é uma disciplina difícil na função pública (por exemplo, ainda hoje não sabemos os custos da aventura da ULS de Matosinhos na eliminação por decreto da concorrência nas análises clínicas no concelho); custo indirecto é um conceito alienígena e muitas facturas perdem-se nos extensos corredores...

3- Se a vergonha das convenções - congeladas há anos, com as ARS, a ADSE e outros subsistemas do Estado com práticas suspeitas, muito suspeitas, contrariando a própria legislação, impedindo a entrada de novos prestadores e a livre concorrência - for exterminada e se for incrementada a concorrência, então poderá haver alguma vantagem para os doentes e para o financiador.

Concluindo, pode parecer simples mas não é um processo nada fácil e os resultados podem ser paradoxais.

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Peliteiro,   às  23:23
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Médicos e gestores sacaram milhares de euros 

«LabGuima e Deguima cobraram exames médicos não realizados e inflacionaram outros, tendo lesado o Estado em centenas de milhares de euros.»

Já escrevi sobre este caso pelo menos em 2007 e este caso remonta, pasme-se!, a 2003. E hoje, com um sistema de convenções impedindo a entrada de novos prestadores sem cunhas, sem qualquer fiscalização no terreno, a fraude já não será colossal?

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Peliteiro,   às  23:18
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ataque aos lóbis II 

Num relatório da Entidade reguladora da saúde de 2006 é possível ler que «cerca de 20% dos serviços de saúde convencionados são fraudulentos, são pagos pelo Estado mas nunca são realizados». Um quinto!
O Secretário de Estado Francisco Ramos, a propósito, disse: «Vamos abrir novas convenções dentro de meses, porque a situação actual é insustentável». E mais recentemente, em Março de 2008, a Ministra Ana Jorge disse: «As novas regras para as convenções estão em preparação».

Até hoje, o Governo Sócrates / Correia de Campos / Ana Jorge nada fez para acabar com esta situação de "fraude generalizada" e não abriu nem uma convenção (a não ser claro para uma ou outra excepção, para uma ou outra GEE - Grandes e Enormes empresas). Nem uma! Nem um novo laboratório de análises, nem uma nova clínica de radiologia e, claro, convenções traficadas por milhões de euros.
Como os pressupostos para a "fraude generalizada" se mantêm, e o Governo nada fez nem fará, é de supor que o cenário seja agora ainda mais grave.
Pilhagem é uma palavra que liga bem com SNS e com o Ministério da Saúde.

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Peliteiro,   às  00:11
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

São cada vez mais frequentes os grupos de Laboratórios 

As multinacionais dos reagentes, aqui, adaptando-se à evolução dos laboratórios de análises clínicas no sentido da devastação da rede de laboratórios nacionais proporcionada por uma política que limita a concorrência e favorece o desemprego e a concentração.

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Peliteiro,   às  10:37
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Análises da selva 

«Há falta de respeito total da parte do Estado, que nunca se portou como pessoa de bem em relação a nós.
Eu preocupava-me muito mais com aquilo que se passa nos
hospitais, que não estão, a maior parte deles, licenciados, nem cumprem as normas de licenciamento, nem estão certificados.»

Portugal, 2008.
Vejam, meus senhores, se isto é um país da Europa, um país sério, se a sua saúde e a dos seus filhos está em boas mãos. Isto é inacreditável!

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Peliteiro,   às  11:41
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Cartel? 

350 mil portugueses limitados a fazer análises em apenas dois grupos empresariais
Laboratórios de análises clínicas não cumprem requisitos de qualidade

«Um grau de concentração de concorrência que está a preocupar a Entidade Reguladora da Saúde». Está a preocupar. Só agora é que está a preocupar? Isto é um fenómeno que se regista há anos. Continuo a dizer: A ERS nem sabe quantos laboratórios de análises clínicas operam em Portugal - mas sabe que alguns poderão não «cumprir requisitos mínimos de qualidade. "Ninguém verifica".»
Ando há anos a denunciar aqui esta lamentável situação - que não acaba, nem se atenua sequer com este relatório.

Se está a preocupar a ERS, o Estado, presumo, porque não celebram convenções comigo, e com outros especialistas em análises clínicas, o SNS, a ADSE e os outros subsistemas? Porque não permitem a abertura de novos laboratórios?
Porque têm desprezado e abandonado completamente o sector e os seus profissionais?

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Peliteiro,   às  00:16
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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Ambiguidades, interpretações dúbias, contradições e confusões 



Quando as leis não são claras instala-se a ineficiência, a burocracia e a corrupção.

As convenções do Estado com prestadores de saúde privados estão bloqueadas há 10 anos, permitindo uma situação de "fraude generalizada", e estão em discussão há cerca de 2 anos.

O modelo de convenções para prestação de serviços de saúde aos beneficiários do SNS está em discussão pública até 6 de Junho.
O início do anteprojecto de legislação para o sector das convenções está bonito, refere os «princípios da complementaridade, da liberdade de escolha, da transparência, da igualdade e da concorrência, a efectiva prestação de serviços de saúde, por entidades públicas e privadas», e define, muito bem, como «objectivo central deste novo modelo de convenções colocar todos os prestadores perante regras e mecanismos de aplicação que garantam um ambiente de actividade transparente e com adequado funcionamento das regras de mercado».
Depois, a partir do Artigo 6.º, quando se deixam as "filosofias" e se passa o concreto é o costume: ambiguidades, interpretações dúbias, contradições e confusões, ninguém entende com clareza o que se quer e a quem se quer.

Os jornais, também como costume, dão um anteprojecto como um acontecimento, não percebem nada e "engolem" tudo.

Ou muito me engano - o que infelizmente não é costume - ou a fraude generalizada prosseguirá e o sector permanecerá instável, viscoso, pouco transparente e à mercê de rapaces vários que tanto investem em saúde como em lupanares.

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Peliteiro,   às  14:02
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sexta-feira, 2 de maio de 2008

A fraude consentida 

Incrível é escrever aqui várias vezes, desde 2006, que no sector das análises clínicas a fraude é generalizada e nunca ninguém - IGAS, PJ, ASAE, sei lá - me ter pedido explicações.

Bem sei que isto não é jornal da noite da RTP, mas ontem tive 300 visitas, o mês passado 9.000, sendo muitas delas provenientes de IPs do Ministério da Saúde. Bem sei que isto é um pasquim, mas quem de direito também não lerá os jornais, nem sequer os relatórios da ERS???

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Peliteiro,   às  13:20
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quinta-feira, 1 de maio de 2008

Al-Qaeda, Medellin e o seu sangue aos trambolhões 

É possível que as análises clínicas que o leitor fez o mês passado fossem executadas num laboratório com capital dos terroristas da Alcaida ou do cartel de droga de Medelhim? Em Portugal é!
É possível que o sangue que colheu num laboratório do Porto vá, aos trambolhões, ser analisado em Lisboa, em Barcelona, em sabe-se lá onde, em nenhures? Em Portugal é!

Hospitais podem anular convenções com privados
Decisão judicial permite aos hospitais públicos prestar serviços contratados com os laboratórios

O que o Supremo Tribunal Administrativo sentenciou é que, por exemplo, o Hospital de Famalicão, quando quiser, pode anular as convenções que o SNS tem com os laboratórios de análises - e por extensão, presumo, com outros fornecedores de meios complementares de diagnóstico - que lá prestam serviços há anos e, limitando a livre escolha dos doentes, obrigá-los a fazer as suas análises nos serviços do Hospital. Claro que não discuto as decisões de um Supremo Tribunal e claro que tudo isto é legal - mas a mim, como o devido respeito, parece-me que é imoral. Imoral porque não se respeita o trabalho desenvolvido durante anos pelos prestadores de saúde privados em prol da saúde das populações; porque milhares de trabalhadores, qualificados, em todo o país passam a estar na iminência de cair no desemprego; porque nada garante - nem é provável - que o Estado preste serviços de igual qualidade e de igual custo.

Isto é mais um factor de instabilidade - um enorme e insustentável factor de instabilidade! - para quem pretende investir no sector, um sector onde, como se sabe, a fraude é generalizada.

Com estas condições, com este Governo, quem arrisca, quem investe em Portugal em laboratórios de análises? Fundos de investimento, private equity, offshores das Ilhas Caimão, rapaces vários que tanto investem em saúde como em lupanares.

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Peliteiro,   às  23:35
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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Ladrão que rouba a ladrão 

O gabinete da ministra Ana Jorge garantiu que «as novas regras para as convenções estão em preparação, devendo ser postas à discussão pública ainda este MARÇO».

Março já se foi e nada!

Siga AQUI este verdadeiro escândalo na Saúde, com início em Outubro de 2006!!!
Um sector onde há fraude num quinto dos serviços convencionados, pagos por todos nós, e onde o Estado nada faz - consente!
Será porque ladrão que rouba a ladrão tem 100 anos de perdão?

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Peliteiro,   às  00:18
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segunda-feira, 10 de março de 2008

Fraude generalizada 

As convenções do SNS com prestadores privados estão fechadas desde 1998, permitindo desequilíbrios (epíteto simpático) importantes.
Este Governo prometeu alterar a situação em Novembro de 2006, depois em Julho de 2007, finalmente reconheceu que não o fazia por falta de dinheiro em Janeiro deste ano.
Um protótipo de reforma à XVII Governo, que neste blogue pode ser seguido AQUI.

«Esta semana, ao ser questionado pelo Expresso, o gabinete da ministra Ana Jorge garantiu que, afinal, "as novas regras para as convenções estão em preparação , devendo ser postas à discussão pública ainda este mês".»

Santa paciência, onde estará a dificuldade?
Talvez em fazer parecer que se garante livre concorrência e de facto permitir apenas o estabelecimento a "grupos" influentes.

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Peliteiro,   às  00:07
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Eis a evidência 

Saúde atrasa novos contratos com privados por falta de dinheiro

Controlo da despesa da Saúde para garantir o cumprimento do orçamento. Foi esta a única razão que ditou o adiamento da abertura de novas convenções.
O atraso prejudica os doentes, critica o presidente da Entidade Reguladora da Saúde.


Quando o Ministério da Saúde vem aos jornais dizer que não se move por critérios economicistas e que quer mais e melhor saúde para os portugueses todos sabemos que isso é uma tremenda mentira, todos sabemos que o Contabilista Ministro da Saúde tem como único objectivo racionar despesas - sem diminuir proveitos para as clientelas, claro - à custa dos doentes do SNS.

Quando se fala de «fraude generalizada, serviços pagos mas nunca prestados, actividade fictícia, Misericórdias como barrigas de aluguer», etc. etc., quando há relatórios e recomendações da Entidade Reguladora da Saúde no sentido de alterar esta situação escandalosa, quando o próprio Secretário de Estado diz em Novembro de 2006 (!!!) que «vamos abrir novas convenções dentro de meses, porque a situação actual é insustentável» e depois em Julho de 2007 (!!!) «as convenções estão fechados desde 1998. Estes concursos vão reabrir até ao final do ano», vem agora saber-se que esta importante reforma está adiada sine die... por falta de dinheiro!

Preferem ser defraudados e mal servidos a iniciar um processo de melhoria e racionalização com eventual - eventual! - acréscimo de despesa.

«Se tivessem sido celebradas novas convenções haveria maior oferta de cuidados de saúde comparticipados pelo Estado, o que levaria a mais procura e, logo a mais despesa pública» - esta é a verdade!
E esta verdade explica também porque não abre nem uma farmácia mas abrem parafarmácias, porque fecham maternidades, SAPs e urgências públicas e abrem clínicas e hospitais privados: afugentar despesa pública em saúde.

Isto nem é um problema político é um problema de carácter. Deviam ser julgados por isto.

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Peliteiro,   às  23:56
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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Fusão dá origem ao maior grupo de análises clínicas na Europa 

«A união da empresa General Lab e da francesa Labco vai dar origem ao maior grupo de laboratórios de análises clínicas na Europa.
Em Portugal, a General Lab detém seis laboratórios e factura 3,5 milhões de euros.
»


O que dirá disto a Autoridade da Concorrência? E o Ministério da Saúde? E a Entidade Reguladora da Saúde?

Noto que estas questões se relacionam com as etiquetas "O absurdo das convenções" e "O lóbi da diálise".
Recordo que estas questões também se relacionam com declarações oficiais incumpridas:
«Vamos abrir novas convenções dentro de meses, porque a situação actual é insustentável», disse Francisco Ramos em 16/11/2006.
«As convenções estão fechados desde 1998. Estes concursos vão reabrir até ao final do ano», garante o Ministério da Saúde em 19/7/2007.

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Peliteiro,   às  14:10
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domingo, 7 de outubro de 2007

Depilação a laser e análises clínicas 

Encontrei numa rua da Póvoa de Varzim a combinação perfeita: depilação a laser e análises clínicas!

Nunca tal associação me tinha passado pela cabeça, mas o conceito é genial e merece ser adaptado: logo pela manhã pode depilar as pilosidades axilares e enquanto isso, aproveita, urina e "tira" o sangue para as análises. Depois mandam tudo para o laboratório, que não é ali com certeza.
Este mundo moderno da saúde não pára de me surpreender.

(Clicar na foto para a aumentar)

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Peliteiro,   às  22:11
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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Incompetência? 

Arrumando velharias, papeladas, encontro a decisão de não oposição do conselho da autoridade da concorrência a uma operação de concentração de empresas da área da saúde. Não interessa agora a operação em si, ou sequer as empresas intervenientes, mas apenas esta frase do rodapé da página 19:
«segundo a notificante, quanto às actividades de análises clínicas, o seu exercício é regulado pelo Decreto-Lei n.° 217/99, de 15 de Junho, alterado pelo Decreto-Lei n.° 111/2004, de 12 de Maio, que estabelece o regime jurídico do licenciamento e da fiscalização dos laboratórios privados que prossigam actividades de diagnóstico, de monitorização terapêutica e de prevenção no domínio da patologia humana. Com efeito, o funcionamento de qualquer laboratório depende da obtenção de uma licença, a conceder por despacho do Ministro da Saúde... Os critérios de acesso estabelecidos na lei são objectivos não havendo qualquer obstáculo à obtenção de uma licença».

Ora como toda a gente sabe - menos, ao que parece, a AdC - e aqui foi muitas vezes escrito há limitações fortes à entrada no mercado das análises clínicas: a contratação de convenções. Não haverá obstáculos à obtenção de uma licença, mas de que serve essa licença sem convenções com o SNS, a ADSE, a ACS, etc, etc.
Prova disto é que não abrem laboratórios de análises clínicas há anos (não terão este simples dado objectivo?) e que a JM Saúde se deu ao incómodo de comprar uma série de empresas que se dedicam à "essencialmente, recolha de análises clínicas"*

Quem escreveu o documento, ou desconhece por completo este mercado ou... enfim. E isto é que interessa agora, como é possível uma autoridade autorizar ou não autorizar no que respeita àquilo que não conhece?

____
* Esta descrição de actividade encerra uma ilegalidade que o redactor nem sequer se apercebeu: ninguém está licenciado para "essencialmente, recolha de análises clínicas". A candonga de sangue e outras amostras biológicas é proibida, o que se licencia são laboratórios de análises clínicas.

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Peliteiro,   às  01:03
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sexta-feira, 20 de julho de 2007

Fraudes eNORmes ! 

Ontem os jornais andaram entretidos com uma fraude enorme numa Farmácia, uma fraude gigantesca, uma fraude normal, uma fraudezita vá, que num SNS gastador e sem controlo uma burla de 1 milhão de euros é pouco mais que nada, e afinal - vergonha para o Estado - o que valeu foi o detector.

Irrelevante portanto, acontece, não se espera que os Farmacêuticos sejam todos gente séria. Nem escrevi sobre isso.
Agora relevante, inconcebível, inacreditável é o que vem hoje no PÚBLICO:

BURLA COM ANÁLISES
Processo em Guimarães arrasta-se desde 2003

Em Guimarães, a Polícia Judiciária investiga há mais de 4 anos uma avultada fraude ao SNS, ligada a laboratórios de análises e outros meios complementares de diagnóstico, cujos proprietários, técnicos e médicos têm continuado no normal exercício das suas actividades, precisamente aquelas que utilizaram para desenvolver as alegadas práticas fraudulentas...

O Estado tem vindo a reduzir os preços pagos pelos serviços de saúde prestados pelas entidades privadas convencionadas.
Para quem "inventa" esses serviços não há problema, a margem de lucro é sempre de 100%.

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Peliteiro,   às  19:57
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quinta-feira, 19 de julho de 2007

Política e (é?) mentira 

«Vamos abrir novas convenções dentro de meses, porque a situação actual é insustentável», disse Francisco Ramos em 16/11/2006.

«As convenções estão fechados desde 1998. Estes concursos vão reabrir até ao final do ano», garante o Ministério da Saúde em 19/7/2007.

Porque adia sucessivamente o Governo um problema que contribui para a fraude generalizada numa importante área da saúde?

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Peliteiro,   às  13:52
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