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quinta-feira, 14 de junho de 2007

Biodiesel 

Há uns tempos atrás, com um amigo que tem experiência empresarial na área da engenharia e é um tipo informado - até lê este blogue - , ainda não se falava muito nestas coisas das energias alternativas, colocou-se a hipótese de criarmos uma pequena empresa de produção de biodiesel. Havia uns contactos no País Basco, uns amigos com know-how, outros com alguma massa, sabem como é aqueles projectos (eu ainda não desisti de vir a ter uma aquacultura).
Eu, incrédulo, pessimista, desiludido e derrotado da vida, vi logo o filme:


Num período de preços altos e escassez de combustíveis fosseis, num período em que se fala de energias alternativas e da excessiva dependência de Portugal relativamente ao petróleo, seria provável que numa qualquer busca no google se encontrassem fontes de informação encorajadoras para potenciais pequenos produtores de Biodiesel.

Mas não, nas páginas de Portugal do google.pt, a primeira frase em título que se pode ler é: «Quercus alerta para monópolio no biodiesel»! As restantes referências iniciais explicam o que é, para que serve, e nada de concreto.

Já nas páginas de Espanha do google.es, rapidamente se podem encontrar sítios onde encomendar unidades domésticas de produção, notícias de uma campanha de de recolha de óleos no domícílio, e até receitas caseiras!


Nunca se avançou com o projecto e - digo eu - felizmente, porque pelo menos não perdemos tempo nem dinheiro.

Hoje lêem-se no Diário Económico coisas como: «A atribuição de benefícios fiscais à produção de biodiesel está em tribunal», «as regras do concurso não foram respeitadas» «porque é que as empresas que nem têm onde construir uma fábrica têm 40 mil toneladas de quota?» «O Estado dá-se ao luxo de infringir a lei porque tem tribunais que não funcionam» «As leis são aplicadas de acordo com a capacidade de influência de cada candidato».

Pergunto eu, ignorante, se é estratégico o aumento da produção de biocombustíveis, se há compromissos com a União Europeia, se há metas a atingir, para que se fazem concursos limitadores? Não bastaria fixar os requisitos exigidos para a produção e - como está na moda dizer - deixar funcionar o mercado?

E já agora, uma dúvida relacionada: o petróleo enquanto recurso natural escasso e consequentemente caro enriqueceu até ao absurdo uma minoria mínima de sultões - quem são os xeques que estão a enriquecer com as eólicas, com aquelas ventoinhas mastodônticas que nos vão estragando a paisagem? Que ganho eu por ter uma minhoca-metálica-gigante à frente de casa a aproveitar a energia das marés e que mais dia menos dia vem naufragar na costa?
Quem são os vizires de Portugal?

Peliteiro,   às  23:57

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