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Impressões de um Boticário de Província

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terça-feira, 16 de março de 2010

Biologie médicale - Le Portugal s'eloigne de l'esprit européen 

Tradicionalmente, o sector das análises clínicas em França, Espanha, Itália, Portugal e nos países onde estes tiveram influência, por exemplo, Marrocos, Argélia, Venezuela, Chile, Etiópia, Líbia, Brasil, Angola, assenta num sistema com bastantes semelhanças entre si, marcado por uma forte intervenção dos farmacêuticos (no início, a Farmácia desempenhou um papel importante no desenvolvimento da "arte" e muitos laboratórios nasceram como anexos de Farmácias) especialistas em análises clínicas.
Já não é a primeira vez que os franceses usam Portugal como exemplo a não seguir em matéria de evolução do sector das análises clínicas.
Agora, a propósito da inconcebível degeneração do sistema que este Governo está prestes a aprovar, eliminando a classe dos técnicos de análises, quadros médios, necessários, e equiparando-os a técnicos superiores de saúde, desnecessários, levou algumas proeminentes figuras do sector a enviar missivas à nossa Ministra da Saúde:


Jean-Pierre Molgatini, Presidente da "Confédération des Biologistes Europées":
« Madame la Ministre
Prenant connaissance des projets de réforme de la Biologie Médicale au Portugal, la Confédération des Biologistes Européens (CBE) que je préside, tient à réaffirmer fermement le caractère médical de notre profession de biologiste médical, directeur de laboratoire d'analyses de biologie clinique.
Ce rôle nécessite en effet une formation d'un minimum de neuf années, telle que définie et reconnue par l'European Community Confederation Clinical Chemistry and Laboratory Medicine (EC4LM) et les autorités européennes.
Tout autre professionnel (technicien ou autre) travaillant dans un laboratoire ne peut exercer que sous le contrôle direct du "Biologiste Médical", qu'il soit médecin ou pharmacien, ainsi que la France vient de le légiférer.
»

Simone Zérah, Présidente du comité « Profession » EFCC et Présidente de la commission du Registre EC4, cosignée par le Pr. Jean Gérard Gobert, Président de la Fédération nationale des Syndicats de Biologistes Hospitaliers et hospitalo-universitaires, le Pr. Jean-Luc Wautier, Président du Syndicat National des Médecins Biologistes des CHU, Thomas Nenninger, Président du syndicat des jeunes biologistes médicaux et par Jean Benoit, Président du Syndicat des Biologistes, Président de la fédération Euro Méditerranéenne des laboratoires de biologie, Vice-président de l’Union Nationale des Professions de Santé, dont voici des extraits :
«Aujourd’hui nous avons évolué vers une biologie purement analytique, plus coûteuse et de moindre efficacité pour les patients une biologie médicale qui s’attache à la pertinence des examens biologiques pratiqués, à la fiabilité de l’ensemble des phases de ces examens (pré-analytique, analytique et post-analytique) et à l’efficience de la discipline (notamment en maîtrisant les volumes de prescription).
La France a choisi des professionnels très qualifiés pour le rôle de Biologiste Médical: les médecins biologistes et les pharmaciens biologistes, titulaires d´un titre de Spécialiste en Biologie Médicale. (Ordonnance no 2010-49 du 13 janvier 2010) et l’analyse de biologie est devenue un examen de biologie médicale qui est un véritable acte médical.
Dans toute l´Europe, la différence entre techniciens et Spécialistes en Biologie Médicale est bien définie. Les laboratoires de biologie médicale, qu’ils soient privés ou publics, sont dirigés par un biologiste médical (biologiste-responsable). Le biologiste médical bénéficie des règles d’indépendance professionnelle reconnues au médecin et au pharmacien dans le code de déontologie qui leur est applicable.
Notre but est de défendre la qualité de notre profession en médecine de laboratoire et de répondre aux souhaits de la Directive Européenne sur les qualifications professionnelles :« …Il est indispensable pour les professionnels de pouvoir justifier d’un niveau de qualification suffisant, afin que le citoyen bénéficie d’une prestation de soins comparable quels que soient la nationalité du professionnel et le pays dans lequel il exerce.»

Lamentável.

Etiquetas:


Peliteiro,   às  07:36

Comentários:

 

Isto qq dia é a anarquia. Deixa de haver distinção. Farmacêuticos, técnicos de farmácia, técnicos de análises, "biofarmacêuticos" e outras invenções q tal... Sp no mm saco. E o problema é q, mm os farmacêuticos novos - alguns! - parece q têm gosto em rebaixar a classe a q pertencem. Talvez por não quererem passar por arrogantes junto de outras pessoas. Parvoíce. Há que defender a nossa formação, a nossa especificidade, a nossa história. Basta ver o modo exímio como os médicos o fazem e ninguém lhes toca. NA

 

 

 

"E o problema é q, mm os farmacêuticos novos - alguns! - parece q têm gosto em rebaixar a classe a q pertencem"

São quase todos NA, quase todos...

Esta nova geração de farmacêuticos vai travar das maiores batalhas que a profissão já travou, isto é, se mudarem radicalmente, porque a serem como são, vão ser vencidos sem disparar uma bala.
Pena que os velhos já não tenham forças para lutar.
# por Anonymous Anónimo : terça-feira, março 16, 2010

 

 

 

Não é bem assim... Olhem para o renascer da Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos. A profissão farmacêutica há de prevalecer sobre as adversidades! Mas é preciso passar mais das palavras às acções. Ordem dos Farmacêuticos, Sindicato dos Farmacêuticos, associações de estudantes de Ciências Farmacêuticas e restantes associações profissionais - a actuação tem de ser convergente e sinérgica.

PS: quando alguém pertencente a uma geração anterior de farmacêuticos, docente, cria a seu bel-prazer dois cursos, numa faculdade de Farmácia, que visam formar concorrentes directos de farmacêuticos (sem os quais uma faculdade de Farmácia não faria sentido existir) e enconstar o MI em Ciências Farmacêuticas a apenas duas saídas profissionais e a duas áreas de actividade, se calhar é melhor não falar apenas nos "farmacêuticos novos".
# por Anonymous Anónimo : terça-feira, março 16, 2010

 

 

 

O que se passa na FFUC é uma verdadeira vergonha.

Não venham falar dos novos farmacêuticos, pois somos nós que estamos a levar com todas as mudanças. Os colegas com mais experiência, que quando se formaram tinham uma vasto campo para explorar, sem concorrência, não tiveram dificuldades em assumir posições de relevo actualmente. Que dirá alguem que se forme hoje?
# por Anonymous Anónimo : quinta-feira, março 18, 2010

 

 

 

Ciencias Biomédicas
Ciências da Saúde
Farmácia Biomédica
Ciências Bionalíticas
e agora...

...Química Medicinal.

Universidade de Coimbra prepara 1ª licenciatura em Química Medicinal
22 | 03 | 2010 13.29H

A Universidade de Coimbra pretende abrir no próximo ano letivo “a primeira licenciatura em Química Medicinal em Portugal, orientada para a descoberta de novos medicamentos", disse hoje à Lusa fonte da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC).
Destak/Lusa | destak@destak.pt

A nova licenciatura será anunciada durante a Feira da Ciência e Tecnologia, que arranca hoje e se prolonga até quarta feira, na alta universitária.

Com um número clausus de 30 alunos, a licenciatura associa três Faculdades: Ciência e Tecnologia (área de Química), Medicina e Farmácia, o que acontece pela primeira vez em Portugal, segundo o coordenador, Luís Arnaut.

“Estamos numa altura em que começa a haver dificuldades em criar novos medicamentos, mas as doenças continuam. Esta licenciatura surge, por isso, numa boa altura”, declarou Luís Arnaut à Lusa.

O catedrático de Química afirmou que os medicamentos genéricos têm vantagem sobre os outros, de marca, mas apenas ao nível do preço.

“Temos de ter melhores medicamentos para aumentar a qualidade de vida das pessoas e esses não são os genéricos, mas sim os medicamentos inovadores, proprietários (de marca)”, considerou.

Na opinião do especialista, Portugal tem desenvolvido uma indústria farmacêutica “essencialmente de genéricos” e o objetivo é caminhar para “medicamentos melhores do que os existentes”.

A licenciatura em Química Medicinal permitirá, sublinhou, “dotar a indústria farmacêutica portuguesa de recursos humanos para que possa passar para um processo mais inventivo, do patamar dos genéricos para o patamar dos proprietários”.

O objetivo é iniciar a formação de cientistas capazes de concetualizar, sintetizar e otimizar novas moléculas com efeitos terapêuticos acrescidos, que venham a ser parte dos medicamentos do futuro.

A Universidade espera ver em breve aprovada a nova licenciatura pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.

Luís Arnaut destaca a interdisciplinaridade do curso - que, “pela primeira vez em Portugal, junta várias faculdades” - e o “corpo docente altamente qualificado” que é proposto.

Entre o corpo docente figuram o diretor da Faculdade de Farmácia e o presidente do Conselho de Administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra, o geneticista Fernando Regateiro.

A Química Medicinal é uma formação emergente na Europa e o curso alia as ciências exatas aos conhecimentos das ciências da vida e da saúde.

Quando vai acabar esta palhaçada que reina no circo que dá pelo nome de FFUC, e tem como principal, um tal Farmacêutico, de seu nome A. Falcão?

Um estudante de CF.
# por Anonymous Semiputo FFUL : terça-feira, março 23, 2010

 

 

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