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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

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terça-feira, 1 de abril de 2014

Em breve a liberalização da abertura de farmácias 

Fontes seguras garantem-me que está para muito breve a liberalização da abertura de farmácias, condicionada apenas a "requisitos de infraestruturas e competência". Isto com o argumentário do "estímulo à economia e à concorrência" e para fazer face às falhas "de cobertura farmacêutica resultantes de falências, transferências e assimetrias demográficas". Legislação a publicar antes do início da campanha para as eleições europeias.

Peliteiro,   às  00:56

Comentários:

 

Viva o dia 1 de Abril!!
Quase acreditei!

 

 

 

Pelo que me tenho apercebido, não tem nada a haver com o dia 1 de Abril. É uma realidade muito próxima..

# por Blogger José Nicolau : terça-feira, abril 01, 2014

 

 

 

Finalmente, uma farmácia para cada farmacêutico!
# por Blogger Azrael : terça-feira, abril 01, 2014

 

 

 

"Finalmente, uma farmácia para cada farmacêutico!"

Por decreto, "á la Portuguaise" :)
# por Blogger Buiça : terça-feira, abril 01, 2014

 

 

 

Ahaha também quase acreditei que os enfermeiros iam passar receitas ... espera ...
# por Anonymous Anónimo : terça-feira, abril 01, 2014

 

 

 

Uma coisa é mais que certa:

"Requisitos de infraestruturas e competência" é coisa que não falta aos Chanos, Belmiros e quejandos.
Serão estes os grandes salvadores da Pátria...

Xanfrado
# por Anonymous Xanfrado : terça-feira, abril 01, 2014

 

 

 

Uma farmácia para cada farmacêutico iria durar pouco. passávamos a ter muitas farmácias e equipas muito pequenas em cada farmácia.

Mas não era pior que o que temos agora, certamente...



# por Anonymous Anónimo : quarta-feira, abril 02, 2014

 

 

 

Certamente... que não era pior para a APED.
# por Blogger Azrael : quarta-feira, abril 02, 2014

 

 

 

Então Dr peliteiro, vamos dispensar medicação e fazer análises receitada por enfermeiros?
# por Anonymous Anónimo : quarta-feira, abril 02, 2014

 

 

 

«Mas não era pior que o que temos agora, certamente...»

O que importa é o doente. E eu tenho a certeza que era pior para o doente.
# por Blogger Peliteiro : quarta-feira, abril 02, 2014

 

 

 

«Então Dr peliteiro, vamos dispensar medicação e fazer análises receitada por enfermeiros?»

Nem vale a pena perder tempo com esse assunto: isso nunca vai acontecer.
# por Blogger Peliteiro : quarta-feira, abril 02, 2014

 

 

 

Então Dr. Peliteiro, finalmente a tão aclamada e esperada liberalização de abertura de farmácias? Já era sem tempo.
# por Anonymous Anónimo : quarta-feira, abril 02, 2014

 

 

 

«Então Dr. Peliteiro, finalmente a tão aclamada e esperada liberalização de abertura de farmácias? Já era sem tempo.»

Espero que não aconteça e com os desastrosos resultados da semi-liberalização da propriedade com certeza não acontecerá.
# por Blogger Peliteiro : quarta-feira, abril 02, 2014

 

 

 

Então qual a solução? O endividamento por parte das farmácias é astronómico (ainda hoje vi uma que ascendia a 20 milhões de dívida, sim 20 milhões de euros), não têm medicamentos, todos os dias são pedidas insolvências, os grossistas não sabem o que fazer com tantos alvarás penhorados..
Os desastrosos resultados como diz, não o são devido à liberalização da propriedade, mas sim às transações de alvarás perfeitamente irresponsáveis e inflaccionadas. Liberalizando ajudava não só a "limpar" o que está feito, como a dar opurtunidade a novos "players".
# por Anonymous Anónimo : quarta-feira, abril 02, 2014

 

 

 

Lembra-se do negócio das minhocas? Em Portugal funciona tudo assim, se as minhocas parece que dão dinheiro todos passam a criar minhocas, nas varandas, nos sótãos, até de baixo da cama.
Se me lê, tenho defendido aqui mais farmácias, mais concorrência, mais novos agentes no mercado, mas de uma forma controlada, regulada, sem solavancos, obviamente sem liberalização. A saúde, e a farmácia em particular, não pode ser conduzida aos ziguezagues, porque os erros têm um impacto terrível nas pessoas (estamos a assistir agora ao impacto de muitos erros de Correia de Campos...).
# por Blogger Peliteiro : quarta-feira, abril 02, 2014

 

 

 

Dr peliteiro:

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/governo-quer-estudar-possibilidade-de-enfermeiros-receitarem-remedios-1630369

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/enfermeiros_a_renovar_receitas_medicas_governo_quer_troika_exige.html

Se o governo quer, porque é que nunca vai acontecer? É que vai mesmo, e a OM não tem qualquer poder para o impedir.
# por Anonymous Anónimo : quarta-feira, abril 02, 2014

 

 

 

"estamos a assistir agora ao impacto de muitos erros de Correia de Campos..."
Não estaremos antes a receber o impacto de anos e anos de erros e arrogância de João Cordeiro?? É que conseguiu um culminar de poder com o seu "Lobby", e agora houve o reverso da medalha. Aliás o compromisso com a saúde, foi negociado com Correia de Campos e João Cordeiro em segredo, não se lembra? Com a agravante que, quando viu as coisas quentes foi o primeiro a fugir(simulando uma candidatura ganhadora a Cascais), mas é sempre assim com os ratos não é? Toda uma classe a venerá-lo, vergonhoso para os farmacêuticos, agora até um prémio a ANF insttuiu com o nome do dito.
# por Anonymous Anónimo : quarta-feira, abril 02, 2014

 

 

 

"Se o governo quer beu beu beu..."

Como dizia o outro, não é para quem quer, é para quem pode.

Já agora, se vem no jornal é porque vai acontecer.

A temática da liberalização da abertura de farmácias deve ser o tema mais discutido nos comentários deste blog.

Sobre as entradas dos novos players, eles já entraram há bastante tempo, mais informações no post "os investidores".

O compromisso com a saúde foi negociado por João Cordeiro com José Sócrates e não com Correia de Campos.

Desde 2005 que as coisas andam quentes. Saiu da ANF em 2013. Portanto foi o primeiro a fugir... passados 8 anos?

De facto foi mesmo um grande líder merecedor de um prémio com o seu nome. É que mesmo agora, já afastado, continua a despoletar os mais hilariantes e absurdos ódios e a fazer espumar gente como o anónimo ali de cima.
# por Blogger Azrael : quarta-feira, abril 02, 2014

 

 

 

«Não estaremos antes a receber o impacto de anos e anos de erros e arrogância de João Cordeiro??»
Não. Com toda a certeza não. Se não fosse João Cordeiro o sector da farmácia já tinha estourado aí em 1985.

«Quando viu as coisas quentes foi o primeiro a fugir»
Como diz o colega Azraele, «saiu da ANF em 2013». Eu saí em 2005. Mal se soube que Correia de Campos seria o próximo Ministro da Saúde, aí por 2003, podia-se adivinhar com precisão a borrasca.

«agora até um prémio a ANF insttuiu com o nome do dito»

Os farmacêuticos donos de farmácia deviam fazer-lhe uma estátua. Eu, que já não tenho nada a ver com farmácias, mesmo assim, agradecido, contribuía.

PS- O actual Presidente da ANF, Dr. Paulo Duarte, embora com estilo diferente tem feito um excelente trabalho. É muito bom.
# por Blogger Peliteiro : quarta-feira, abril 02, 2014

 

 

 

«A temática da liberalização da abertura de farmácias deve ser o tema mais discutido nos comentários deste blog.»
Azrael, só não percebo é como não há ninguém, nem uma só pessoa, que se atreva a defender a liberalização da abertura de farmácias sem ser no anonimato. Nem uma! Isso é inquietante.
# por Blogger Peliteiro : quarta-feira, abril 02, 2014

 

 

 

Pois de facto... Mas isso é agora pois há uns anos atrás conheci muitas.

Aliás vi com os meus olhos uma professora da faculdade e a quase totalidade da sua turma defender com unhas e dentes a liberalização de abertura de farmácias pois cada um tinha o direito de poder abrir a sua botica e, harmoniosamente, diferenciar-se pela "qualidade do serviço" que, na sua ideia, parecia ter a ver com o grau de fraternidade e entusiasmo com que cada um daria o "bom dia, passa bem?" aos seus clientes. Uma espécie de free for all farmacêutico em que o mais simpático sobrevivia. Sim, a simpatia era o diferenciador que era defendido pela maioria.

Eu e mais um ou dois colegas dissemos que era muito bonito que pudesse ser assim, mas infelizmente a realidade não se compadecia com a sua imaginação: a liberalização nunca seria para permitir que mais farmacêuticos fossem proprietários de farmácias, mas sim o contrário. Estalou o verniz e toda a sala se insurgiu perante a nossa visão que diziam ser retrógrada, salazarista e outras tantas cobras e lagartos, como seu fossemos nós mesmos a personificação de todas essas ideias negativas sobre as farmácias em Portugal.

Volvidos alguns anos parece que, infelizmente, eu tinha razão: até então só farmacêuticos podiam concorrer à abertura ou compra de farmácias, agora concorrem em igualdade de circunstâncias de qualquer pedreiro.
# por Blogger Azrael : sexta-feira, abril 04, 2014

 

 

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