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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Tudo isto é triste 

Jovens farmacêuticos procuram reconhecimento além-fronteiras
«Em Portugal os utentes vêem muito o farmacêutico comunitário como um mero dispensador de medicamentos enquanto que em Inglaterra é reconhecido, tanto pelos utentes como especialmente pela classe médica

Peliteiro,   às  22:54

Comentários:

 

Prós e Contras: Estou abismado com o correia de campos.
Macio como veludo!
Ainda o vou ver com cartão do PSD...

O novo ministro da sáude agradou.

 

 

 

Que se passa com este tema nos jornais portugueses que já é o terceiro artigo que vejo especialmente dedicado a farmacêuticos?...

Emigração de farmacêuticos não é novidade. As empresas de recrutamento britânicas já vinham buscar farmacêuticos portugueses há mais de 4 anos...
A situação económica do país poderá ter vindo a proporcionar maior emigração, sim. Mas talvez se devesse perguntar porque é que há não sei quantos cursos de ciências farmacêuticas por Portugal fora e outros cursos de licenciatura relacionados, sabendo-se lá qual é o mercado português que absorva tanto farmacêutico?

(no artigo do DN que saiu na semana passada, o actual bastonário da OF referiu isto muito levemente, mas claro, de seguida caiu no silêncio e não houve pergunta pertinente do(a) jornalista para ajudar a concretizar essa opinião).

---

Convém sublinhar que a visão dos farmacêuticos pela sociedade britânica (seja pelo lado dos utentes ou pelo dos outros profissionais de saúde), deve-se em grande parte à força que é a ordem profissional no Reino Unido. Presta verdadeiro serviço de apoio profissional (com a sua grande quota de burocracia, claro), informativos, fáceis de contactar, e sobretudo, têm um papel preponderante na formação profissional contínua e no modo como incentivam o debate e a informação entre os membros.
# por Blogger Andie : terça-feira, dezembro 06, 2011

 

 

 

Os farmacêuticos portugueses encontram emprego nas grandes redes do estrangeiro, bem geridas e capitalizadas.
Aqui o modelo de pequenas farmácias individuais, muitas com gestão pouco profissional e com uma grande promiscuidade entre a gestão da farmácia e os assuntos familiares dos proprietários(e nepotismo) levam a situações de desmotivação por parte dos farmacêuticos que querem trabalhar bem.
# por Anonymous Anónimo : terça-feira, dezembro 06, 2011

 

 

 

Noticias dos pobres jovens farmacêuticos que não conseguem saída em Portugal...são para justificar a liberalização da abertura.
# por Anonymous Anónimo : terça-feira, dezembro 06, 2011

 

 

 

Tudo isto é fruto das décadas de asfixia do sector pela ANF e pelas respectivas Cordeirices. Durante décadas o modelo da Cordeirada transformou as farmácias em mercearias o farmacêutico em merceeiro-dispenseiro - e é assim que é visto, sobretudo pelas camadas mais jovens da população, que já não lhe reconhecem qualquer "arte". É evidente que o mercado liberalizado do Reino Unido ou dos EUA apresenta muito mais potencial e perspectivas de evolução ao farmacêutico. Não só porque os serviços farmacêuticos estão bem mais desenvolvidos como também a ascensão hierárquica é possível dada a organização, diferente, das cadeias de farmácia como por exemplo a Boots ou a Lloyds. Em Portugal ou os farmacêuticos acordam ou as condições laborais e de exercício livre da profissão se degradarão cada vez mais à mercê da Cordeirada.
# por Anonymous Estagiário : terça-feira, dezembro 06, 2011

 

 

 

A força que a OF não tem tido contribuiu de facto para a situação actual. Acho é que ainda não é tarde para mudar. Cabe à Ordem a iniciativa de elaborar uma estratégia para sair disto, e a meu ver, não passa por voltar à lei antiga de proteccionismo. É preciso deixar que o sector se reorganize, em volta de 3 ou 4 players, para que a preocupação do farmacêutico se centre no doente e não na gestão da farmácia. Talvez pensar em formas de auxilio financeiro às farmácias das zonas rurais (tal como no UK).
O processo de dispensa já está mais que ultrapassado como pináculo da actividade farmacêutica. Temos de seguir em força para os serviços farmacêuticos diferenciados, ou a profissão desaparecerá, com ou sem liberalização.
# por Blogger GreenMan : terça-feira, dezembro 06, 2011

 

 

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