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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

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quinta-feira, 26 de março de 2009

Que monda! 

Com o fim da Qimonda duas conclusões principais se podem obter:
  1. A política adoptada por este governo, a política do big is beautiful, do apoio aos grandes projectos de investimento, à instalação das grandes empresas multinacionais, à procura de um crescimento rápido do P.I.B., é um rotundo fracasso, não favorece uma economia sustentada nem emprego estável.
  2. A influência do Estado e dos políticos no indomável fluxo do capital é diminuta, quase nula a médio prazo. Ridículas as prestações de homenzinhos insignificantes como Sócrates, Pino ou Mário Almeida na tentativa de condicionar as incontroláveis convulsões em tempo de crise da indústria mundial dos semicondutores. A monda das empresas que não são competitivas mas são mantidas artificialmente, à custa de benesses com origem nos impostos, ainda mal começou - mas tudo indica que vai ser uma grande monda!

Peliteiro,   às  23:59

Comentários:

 

FACHO! CAPITALISTA!

 

 

 

È o que dá acreditar em engenheiros, contabilistas e economistas....

.. acredito mais depressa (fosga-se...) em empresárias de 35 anos candidatas a presidentes de junta pelo PS...eh! eh! ( Alexandra não leves a mal .. não me conheces mas eu sou contra as quotas...)
# por Blogger IN VERITAS : sexta-feira, março 27, 2009

 

 

 

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
# por Anonymous Anónimo : sexta-feira, março 27, 2009

 

 

 

Tem sido um mal português (deste e doutros governos) dar de mão beijada ricas prendas à estranja: a troco de investimentos(?), enormes benefícios fiscais e a garantia(?!) dos empregos - a nossa peculiar forma de crescimento económico -, instalam cá as suas tendas. Passado pouco tempo, os "grandes investidores" piram-se sem dizer "água vai" e ficamos a ver navios. E como Portugal não tem peso para fazer valer os seus direitos, afundamo-nos cada vez mais, enquanto uns tantos pensam que a festa ainda dura.
A Quimonda é só mais um exemplo. E que triste exemplo!
# por Blogger Manuel CD Figueiredo : sexta-feira, março 27, 2009

 

 

 

É triste mas é verdade. A «estratégia do beduíno» (jargão comummente usado por economistas para caracterizar este «modus operandi») continua a fazer vítimas. Nós demos tudo e quase não exigimos nada!

Agora vamos agarrar-nos a quê?

A globalização é isto mesmo...
# por Blogger rouxinol de Bernardim : sábado, março 28, 2009

 

 

 

"É uma fábrica alemã, com um investimento alemão, as principais decisões têm de ser alemãs", frisou José Sócrates, em declarações à agência Lusa. Esqueceu-se de dizer que o governo português investiu 100 milhões. E que os trabalhadores esforçaram-se doze horas por dia para tentar salvar a empresa. Obrigados a isso por chantagem.

Mas há outra questão, mais funda: enquanto o dr. Peliteiro acusa o actual governo, o comandante Figueiredo afirma que este é um mal português (deste e doutros governos). Discussão partidária, portanto. Só que a questão é nacional porque acreditamos que Portugal funciona enquanto país e que os líderes eleitos (de forma simples chamemos-lhe o Bloco Central) defendem o interesse nacional, o que para mim não é líquido. Mas também tanto faz.

Nesta crise de meninos mimados, em que as decisões (ou não-decisões) estão nas mãos dos mesmos que a provocaram (repararam que nenhum foi responsabilizado?), nenhum político ousa enfrentar a sua causa mais profunda. Parafraseando um liberal, Henrique Raposo (nascido em 1979), o problema está no modo de vida assente no crédito ao preço da uva mijona. Entendamo-nos: o nível de vida das pessoas subiu, não à custa de melhores salários, mas de maior endividamento. Esta táctica aplica-se às empresas, aos bancos e ao Estado. Culpados? Nós, obviamente, os que vamos votar. Acreditamos, em esmagadora maioria, que este é o caminho certo, por não existirem alternativas (como diz Pacheco Pereira) além de, por outro lado e principalmente, os nossos principais aliados serem os precursores deste tipo de sistema. Já não há crédito, logo instituições como a Quimonda já não têm hipóteses, nem suportadas pelo Estado. Por exemplo, a Bial não tem o mesmo tipo de estratégia suicida e vai sobreviver à crise. Entretanto, destruiu-se a agricultura e as pescas, as florestas estão ao abandono, não temos autonomia alimentar, entregou-se a Galp a privados (logo, já não é portuguesa e duvido que defenda o interesse nacional); a polícia não tem meios nem há novas admissões, as escolas não têm aquecimento nem tomadas para ligar o Magalhães à electricidade. Tudo porque não havia dinheiro, lembram-se?

E do liberalismo puro e duro, passa-se num ápice, para um regime (e prestem muita atenção) de injecção de dinheiro em tudo o que mexe, sem critério e sem objectividade. A AIG está à rasca? Os administradores levaram à falência este colosso? Não faz mal, o governo americano socorre-os. Destruíram milhares de postos de trabalho? No problem. Pega-se na soma colossal que lhes é oferecida e atribuem-se prémios de gestão de igual valor. Em Portugal, os empresários e banqueiros malfeitores da nossa economia queixam-se da crise (por eles provocada); não há azar, o governo despeja-lhes em cima o TGV, aeroportos e auto-estradas (e não há razões para pensar que se fosse Manuela Ferreira Leite a decidir, decidiria de forma diferente; ver o comportamento político da senhora quando foi ministra das Finanças sobre o TGV); ou ajudas de milhões ao sr. Amorim, para a cortiça, ou à Mota-Engil, com adjudicações de obras, porque não dizê-lo, absolutamente criminosas para as gerações futuras. Na Póvoa, faz-se o mesmo com as empresas da terra: veja-se o caso da Avenida Mouzinho ou dos mamarrachos na praia.

Somos o país da Europa com maior índice de metro quadrado de grandes superfícies (centros comerciais) por metro quadrado; Lisboa é a cidade europeia com mais auto-estradas. E Portugal é o menos europeu em termos políticos. Em Portugal, só funcionam dois partidos no poder (como na Grécia); na Europa, o multi-partidarismo é o normal, enquanto cá funciona o Bloco Central. Teria que dar mau resultado.

Ora esta incapacidade de encaixar o futuro (prestem atenção às não-decisões do G20 no próximo 2 de Abril, a última hipótese de resolver esta crise sem ser à pancada) é o primeiro degrau para derivas autoritárias. O fascismo e comunismo não são criações de homens maus; quem pensa isso, não percebe nada de história. Nasceram do coração de milhões de pessoas normais que não suportaram a angústia da crise e da incerteza no futuro e que reagem como o primeiro comentador anónimo.

Mais do que querer fazer crer que o responsável é o actual governo (que, no entanto, tem praticado péssimas políticas económicas numa conjuntura super-favorável de maioria absoluta) deveríamos reflectir no nosso modelo de desenvolvimento que está esgotado. E que é defendido pelo PS e pelo PSD. Entretanto, nas próximas eleições europeias o BE e o PCP vão facilmente chegar aos 25% de votos juntos. O que deveria merecer muita atenção. E se optarmos (ou o presidente Cavaco Silva optar) por um Bloco Central após o resultado de maioria relativa do PS nas legislativas (quando a crise estiver incontrolável nos EUA e Inglaterra - consta-se que na Suiça também), para combater a radicalização do debate político e o regresso da política à rua, aí as coisas vão piorar.

O modelo esgotou, está na hora dos seus apoiantes o assumirem. Não chega atirar as culpas para uma parte do problema, ou seja para o PS, quando se avista uma crise de civilização. E quando a bomba rebentar (porque ainda não rebentou na sua plenitude, só lá para o Verão), aconselhava uma espécie de governo de salvação nacional (que também incluísse ministros comunistas e radicais de esquerda), para acabar com os paraísos fiscais portugueses e a corrupção.

Senão, há que escolher dois caminhos: apoiamos novas formas de fascismo ou novas formas de comunismo. E teria alguma curiosidade para ver qual seria a vossa escolha.

Atentamente, Pedro Faria
# por Anonymous Anónimo : sábado, março 28, 2009

 

 

 

Pedro Faria, o modelo esgotou?
Tem a certeza?
Tem a certeza de que alguma coisa mudará?
Eu não teria...
# por Blogger Mário de Sá Peliteiro : domingo, março 29, 2009

 

 

 

Mais apoios... e assim vão as "Qimondas" deste mundo levando a vida...

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1371606&idCanal=57
# por Anonymous Anónimo : segunda-feira, março 30, 2009

 

 

 

Bom, certeza, certeza, não tenho. Limito-me a ler os indícios e a tentar adivinhar o futuro, com base no passado histórico. Não sou só eu, como é lógico. Por exemplo, Pacheco Pereira, no "Público" de sábado ou domingo, já não sei bem, avisa que em 2014, Portugal entra em insolvência. Faltam 5/6 anos. Se isso acontecer, o que acha que sucede em Portugal? PF
# por Anonymous Anónimo : segunda-feira, março 30, 2009

 

 

 

Pois Portugal até pode falir mas isso não significa que o modelo em que vivemos tenha acabado. Pelo contrário, pode significar que o modelo está mais "puro" e verdadeiro, que não há artificialismos na protecção dos mais incompetentes e fracos. Falir é natural em qualquer sistema capitalista.
# por Blogger Mário de Sá Peliteiro : segunda-feira, março 30, 2009

 

 

 

Meu caro, uma coisa são empresas; outra são estados. De qualquer forma, espero não acertar nas minhas previsões e espero que a razão esteja do seu lado qd. fala num modelo mais puro. É uma possibilidade (e temos que lutar por ela) mas é sinal que ainda acredita na bondade da espécie humana. PF
# por Anonymous Anónimo : segunda-feira, março 30, 2009

 

 

 

Peliteiro, és de facto uma mente brilhante... De incompetente e fraco nao tens nada...
# por Anonymous Anónimo : terça-feira, março 31, 2009

 

 

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