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Impressões de um Boticário de Província

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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Não matarás 

Sou a favor da autoridade do Estado e de uma Polícia forte.
Mas sou contra a pena de morte, sobretudo quando não há juízes nem julgamento.

Passados alguns dias sobre o sequestro do BES, estranho a ausência de debate, de forte controvérsia - de algum gáudio popular até - relativamente ao trágico desfecho do caso, decidido por um polícia.

Talvez seja por estarmos em Agosto. Ou, como diria o outro, porque o mundo está perigoso.

Peliteiro,   às  23:32

Comentários:

 

Também sou contra a pena de morte, aplicada seja por quem for.

No entanto as pessoas morrem na mesma, inocentes são mortos frequentemente à mercê de criminosos como esses dois ou de outros que nunca são descobertos.

Prefiro, e acho que muita gente concordará comigo, ter a certeza que dois inocentes vivem mesmo correndo o risco de que os dois criminosos que os ameaçam morram.

Não se trata de vingança ou de justiça (não houve julgamento), trata-se de uma avaliação de riscos.

4 vidas em jogo. A prevalência de 2 delas ameaçam seriamente as outras duas.

Estou certo de que seria bem mais grave se o desfecho fosse com a morte de dois reféns por a policia não ter actuado.

 

 

 

Acho que não se trata da execução pena de morte.
Pelo que vi e pelo que parece (nem sempre o que parece é), e mediante o risco que corriam os reféns a solução escolhida pelas forças de segurança foi acertada. Não podemos nunca esquecer que dois inocentes (que estavam pacificamente a executar o seu trabalho tinham armas apontadas à cabeça.)
Foi um desfecho trágico, a morte para quem quer que seja é sempre trágica. Concordo que não é um motivo para nos orgulhar, mas para sermos justos como cidadãos devemos ser solidários com as forças polícias, que tem por principal função garantir a segurança. Acho que muitas pessoas aplaudiram o desfecho porque sentiram-se mais seguras com a demonstração de força da polícia, numa altura que os níveis de criminalidade violenta em portugal continuam a subir.
concordo tambem que é muito importante debater esrtes assuntos. Não podemos lavar as mãos. Quem disparou a arma fatal foi o estado portugues, isto é, quem representa a autoridade de um conjunto de cidadãos.

Rui Amaral
# por Anonymous Anónimo : terça-feira, agosto 12, 2008

 

 

 

Independentemente das diferentes opiniões julgo que o assunto merece discussão e que poderes em demasia não sejam dados à polícia.
# por Blogger Mário de Sá Peliteiro : terça-feira, agosto 12, 2008

 

 

 

Imagine se fosse na dependência bancária onde trabalha a sua mulher...
# por Anonymous Anónimo : terça-feira, agosto 12, 2008

 

 

 

Concordo que o assunto pode ser discutido e não devem ser dados poderes em demasia à policia.

No entanto o que eu não gostava de ver era a comunicação social a tornar isto num circo em que, numa espécie de reality show, enquanto entrevistam a chorosa família das vítimas (a perda das quais eu lamento), tentam mostrar que os criminosos afinal eram "boa gente" e que os agentes da polícia são monstros insensíveis.

É verão, estamos na época baixa da comunicação social e por vezes surgem destas coisas, em prol das audiências...
# por Anonymous Filipe : terça-feira, agosto 12, 2008

 

 

 

Subscrevo integralmente o comentário de Rui Amaral.
# por Blogger Manuel CD Figueiredo : terça-feira, agosto 12, 2008

 

 

 

Um assalto com refens, de arma apontada à cabeça, não é um assalto vulgar. Acho que a policia agiu bem. Muito bem até.
Estranho é o tempo de antena que as tv´s estão a dar à família do coitadinho do brasileiro, que é tão bom rapaz....., que até nem tinha cadastro, que ajudava a família, enfim, o tal que tinha 50.000€ em nota em casa, e que 2 meses depois de chegar do Brasil já tinha ganho para comprar um carro...!
Contra pilantras destes, não há nunca força desnecessária!
# por Anonymous paulo : quarta-feira, agosto 13, 2008

 

 

 

Se a minha mulher (mesmo não trabalhando numa agência bancária) fosse sequestrada, se a minha filha fosse violada, se o meu filho fosse assassinado, se o meu pai fosse insultado e se eu matasse a cada vez, se cada um de nós fizesse justiça pelas próprias mãos, então isto não um Estado de direito, seria pior que o velho FarWest.


Enquanto que dois quase-assassinos (dois amadores, pobre-coitados, pilha-galinhas com quem a polícia não conseguiu "negociar") foram abatidos, sem julgamento, por decisão de um polícia, pedófilos exibem-se em revistas cor-de-rosa (porque não castrá-los preventivamente?), e o multi-assassino da praia de Osso da Baleia passeia-se pelas ruas de Leiria (porque não linchá-lo preventivamente?),etc.,etc.. Paradoxal não?
# por Blogger Mário de Sá Peliteiro : quarta-feira, agosto 13, 2008

 

 

 

Concordo com a questão de fazer justiça pelas próprias mãos. No entanto não foi isso que aconteceu. A autoridade foi exercida por aqueles que a devem exercer.

A promoção nas revistas cor de rosa não deve demorar muito a chegar ao brasileiro que sobreviveu e à sua familia também.

Mas especulações à parte, um assassino andar à solta ou um assassino ter uma arma apontada à cabeça de um inocente não é a mesma coisa.

E, apesar de não conhecer os casos, tal não é preciso para saber que a justiça funciona mal em portugal.

O que se passou não tem nada a ver com justiça, foi intervenção policial. Está a comparar coisas diferentes.
# por Anonymous Filipe : quarta-feira, agosto 13, 2008

 

 

 

Concordo integralmente com o comentário do Filipe, ninguém fez justiça pelas próprias mãos, o que na minha opinião esteve muito mal foi o facto de os meios de comunicação social terem feito os directos e tornado tudo isto numa cena horripilante, em muitos países ditos civilizados, situações destas acontecem, no entanto não se vêm as televisões a prestar um serviço destes. Atenção... violência gratuita prestaram os indivíduos que entraram no banco, quem lá estava, estava sossegadamente a fazer o seu trabalho ou a tratar dos seus assuntos. Se os reféns fossem mortos, o que diriam?? Temos força policial que não vale nada, não actua, etc, etc... e
# por Anonymous Anónimo : quarta-feira, agosto 13, 2008

 

 

 

Em relação aos pedófilos que se pavoneiam nas revistas cor-de-rosa e os que se pavoneiam na rua misturados comigo, consigo e com todos os cidadãos, sim... sou a favor da castração preventiva ou química, ou como lhe queira chamar.
# por Anonymous Anónimo : quarta-feira, agosto 13, 2008

 

 

 

Estes ultimos, deviam era ser enrabados por um canastrão, antes da castração....
# por Anonymous Anónimo : quinta-feira, agosto 14, 2008

 

 

 

No Diário Económico de 13/08/08:

Também o modo como colectivamente aceitamos a morte como desenlace de um assalto a um banco coloca em causa um importante património civilizacional. Uma das fronteiras entre barbárie e civilização é precisamente aquela que concede uma superioridade absoluta ao valor da vida humana, em qualquer circunstância. Se cedemos neste princípio, podemos estar irremediavelmente a trocar uma sociedade decente, baseada no humanismo e na liberdade, por uma ilusão de segurança assente no livre-arbítrio e numa espiral de violência. A aceitação tácita da bondade do desfecho do assalto ao BES só pode ser vista como um sinal de retrocesso nos padrões morais da nossa vida colectiva.

Mas se a intervenção policial levanta questões morais importantes sobre o papel da justiça nas sociedades democráticas e sobre o modo como, nestas, o Estado exerce o monopólio da violência legítima, a forma como os meios de comunicação lidaram com o sequestro coloca outras questões, igualmente fundamentais.
# por Anonymous Pedro Adão e Silva : sexta-feira, agosto 15, 2008

 

 

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