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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Estado providência? 

Salva-vidas chegou uma hora depois
«Tivemos de nos desenrascar sozinhos, se não tínhamos morrido afogados»


Os pescadores eram poveiros, mas, mesmo assim, se isto não fosse à entrada do porto de pesca, se fosse em alto-mar e com mar bravo, os pobres morriam sem socorro. Se o Estado não serve para este tipo de coisas, para que é que serve?

Peliteiro,   às  08:21

Comentários:

 

Tenho grande respeito por quem trabalha. Mas também tenho grane respeito por quem, trabalhando, em terra ou no mar, respeita normas minimas de segurança e se previne com meios de socorro.
O que se passa com os pescadores, uma actividade de risco, passa-se com outro tipo de actividades. E a sua segurança passa por, primeiro, exigirem segurança a eles mesmos, e aos que dirigem o trabalho, aos mestres e patrões. Se de todas as vezes que um camionista tem um acidente se fizesse uma campanha de choradinho, isto não era um país, era um delta maior que o Amazonas.
Acabem com o folclore dos helicópteros, as conversas de que o Estado é o culpado, o Governo um cofre aberto, e os desgraçados dos pescadores gente miserável. Falemos claro. Pescar não é uma actividade económica, privada, concorrencial?
O que se passou agora, mais não foi que o uso das novas tecnologias, isto é. Ligaram o piloto automático, e foram dormir. O pior foi quando acordaram. Os de Leiria, tiveram azar, acordaram mais tarde.
Haja paciência par aturar os coros.


pobeirinho sem ser pela graça de deus

 

 

 

Às reivindicações dos pescadores o senhor comentador chama de "coros" pois vamos ver a coisa por outro lado... os senhores do salvamento que pagamos todos com os nossos impostos se calhar também ligam o piloto automático e vão dormir... pudera se eles pegam às 9 e saem às 17H... até eu... mas a actividade pesqueira desenvolve-se sobretudo durante a madrugada até às primeiras horas da tarde...

E agora em que é que ficamos? São coros? Quando um camionista tem um acidente tem uma assistência em regra pronta e eficaz... não há comparação possível... E morrer a 50m da praia, ficando horas à espera de salvamento, também é coro? Mas nas suas palavras é uma actividade privada e concorrencial por isso vale tudo...

Vê-se mesmo que não sabe do que fala...
# por Blogger #CEFAS# : quinta-feira, junho 19, 2008

 

 

 

«Pescar não é uma actividade económica, privada, concorrencial?»

Caro Pobeirinho, mesmo eu que tenho umas "tendências" liberais, não posso concordar consigo.

Porque o Estado, mesmo para um liberal, tem que desempenhar determinadas funções, mínimas que sejam, de interesse comum, público, e que justificam o pagamento de impostos pelos cidadãos.
O socorro a acidentados, a náufragos por exemplo, é uma das funções que - em todo o mundo, independentemente do regime ser de pendor mais ou menos liberal - é um dos atributos do Estado.
Se no furacão Katrina o Estado não interviesse (ainda que suscitando muitas queixas) quantas mais vítimas se teriam registado (ninguém é mais liberal que os Americanos). Se, em trabalho, tiver um acidente a conduzir um automóvel não será dever do Estado socorrê-lo? Se uns mineiros ficarem presos na profundidade de uma mina não deve ser o Estado a resgatá-los, ainda que gastando uma fortuna? etc.etc..


Repito: Se o Estado não serve para este tipo de coisas, então para que é que serve?
# por Blogger Mário de Sá Peliteiro : quinta-feira, junho 19, 2008

 

 

 

Meu caro Amigo Mário. Começando pelo fim, sem demagogia, partidarite ou populismo, o Estado que temos em Portugal, é o Estado que os portugueses querem. Isto é: um Estado que alimenta quem não tem escrúpulos, que lhes rouba o dinheiro, dá cabo da paciência e complica a vida. Mas um Estado que está à medida do que os portugueses Votam, elegem, acarinham. Sabe também como eu, que nestas últimas duas décadas, o regime não é nada, ou melhor, é pior que o que de pior se possa pensar sobre capitalismo selvagem. Que liberal, qual carapuça. Para se liberal, era preciso que os tais 'coros' fossem honestos, gente respeitável, investissem o 'seu' dinheiro, e 'governassem' o seu dinheiro. Investir, só com apoios, com subsídios, sacando o dinheiro de todos nós, e pedindo ajudas porque faz Sol, Chuva, Frio ou antes pelo contrário, isso não é Investimento, não Iniciativa Privada, não é Liberalismo Económico, não é Nada. É a Selva.
O que se passa com os pescadores é mais uma das fraudes em que vive o país. Por interesse dos mesmos, dos que querem os seus votos, dos que se governam à sua custa. Se aqui na vizinha Espanha, a actividade piscatória permite que exista um salário base para quem pesca, e só depois veja o seu pecúlio aumentado com um prémio por captura, porque raio aqui os miseráveis têm de continuar a viver da contingência, e do que resta do roubo que são as vendas do pescado apanhado?
Quanto ao dormir até o barco bater, se existem dúvidas, é porque as autoridades têm sido benevolentes nos inquéritos. Não levantam ondas, e disfarçam os horários de funcionário malga de alpaca que são praticados pelos homens dos salva-vidas. A Póvoa de à muito que só tem três funcionários no activo do Socorros a Naufragos. É público, do conhecimento dos pescadores, dos autarcas, das autoridades. Onde estão as 'vozes' a pedirem solução. São aqui, neste serviço, ao pé da porta, que está o primeiro passo a dar. Quem botar figura, pedem hélis. Tenham juízo.
O Estado, aqui, não somos nós. São eles. Se Isto fosse possível como estado. Ainda que sem graça.
Voltando ao principio:- sem demagogia, partidarite ou populismo, o Estado que temos em Portugal, é o Estado que os portugueses querem.
Eu pago a minha conta, só que não me calo.


pobeirinho sem ser pela graça de deus
# por Anonymous Anónimo : sexta-feira, junho 20, 2008

 

 

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