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Impressões de um Boticário de Província

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terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Demagogia feita à maneira 

Como seria de prever a demagogia instala-se no debate dobre o aborto. Silva Garcia não escapa ao movimento e lá transcreve um caso relatado por Fernanda Câncio, "Morta pela boa lei", acrescentando «olhar para a vida, nua e crua, é o melhor a fazer quando se tem que preparar decisões sensíveis, certo de que toda a escolha implica uma renúncia e um risco».

Todos sabemos que casos como o referido, infelizmente, não serão eliminados, nem sequer substancialmente reduzidos, se o SIM vencer o referendo. O problema é bem mais profundo. Não se elimina a miséria humana por simples decreto.

Por oposição cito um exemplo actual, da «vida, nua e crua», da vizinha Espanha, apontada muitas vezes como referência nesta discussão: «La Policía Municipal de Bilbao ha detenido a un joven de 20 años que presuntamente intentó hacer abortar a su compañera embarazada de dos meses dándole puñetazos en el vientre».

Peliteiro,   às  13:09

Comentários:

 

Se o SIM ganhasse, cada aborto custaria € 700, tirados dos TEUS impostos.

E que tal se esse dinheiro fosse investido em políticas de apoio à natalidade, protecção à mãe, aumento do periodo de licença de maternidade, incentivo à natalidade... Já viram a nossa pirâmide demográfica?

 

 

 

A Lei já permite ABORTAR em 3 casos:

- risco de vida para a mãe
- má formação do feto
- violação

Para quê mudar a lei? Haverá algum caso, para além destes, que justifique MATAR um ser humano?

Vota NÃO.
# por Anonymous Anónimo : terça-feira, janeiro 30, 2007

 

 

 

Abençoada a minha mãe que não me matou...

e já agora, abençoada também a tua que não te matou. Se o tivesse feito, a esta hora não poderias estar a ler este comentário.
# por Anonymous Anónimo : terça-feira, janeiro 30, 2007

 

 

 

Para aqueles que chamam hipocritas aos defensores do NÃO, em primeiro lugar prestem homenagem á vossa mãe por poderem estar aqui a dar a vossa opinião. Em segundo lugar, quem será mais hipocrita, eu: que não tenho nada a ver com partidos ou religiões, tenho apenas a minha opinião como cidadão. Ou voçês: que de tão bem informados, saberão concerteza que a esmagadora maioria de casos de IVG, são feitos por meninas "bem" só porque estão grávidas e não queriam. Mas isto nunca vái acabar e vái continuar a ser clandestino, ou acham que estas meninas vão ao centro de saúde, para que toda a gente sáiba quem elas são?
Em casos de risco a lei já o permite. EU NUNCA PACTUAREI COM ISTO. SEREI HIPOCRITA POR ISSO?
# por Anonymous Anónimo : terça-feira, janeiro 30, 2007

 

 

 

Caro Jorge Peliteiro

A páginas tantas, no texto de Fernanda Câncio diz-se:

"...se Ana tivesse tido a ideia e a coragem de, com ou sem os pais, ir a um hospital às dez semanas de gravidez, um médico compassivo lhe tivesse resolvido "o problema", considerando que a gravidez numa menina de 14 anos pode constituir um grave risco para a saúde..."

No fundo a questão está em que, não bastando a dificuldade de confrontar os pais com problema ( o que, em si mesmo é sinal de que algo não está bem no seio da própria família...) a seguir coloca-se o espectro da humilhação pública e o temor da prisão...

Ao contrário, o saber-se que, num estabelecimento de saúde reconhecido legalmente,é possivel encontrar apoio e não recriminação, pode criar as condições, quiçá, para resolver a situação, não pelo aborto, mas pela assumpção da maternidade!

Neste sentido, a "Lei Boa" hoje em vigor, nem sequer permite conhecer quem precisa da ajuda que precisamos de dar a quem delanecessita, uma vez que ir hospital significa dar um passo para a prisão!

Por isso, desculpar-me-á, mas só uma leitura apressada do texto pode inspirar a ideia de demagogia.

Um abraço

J.J.
# por Blogger CÁ 70 : terça-feira, janeiro 30, 2007

 

 

 

o que os adeptos do sim fazem é apresentar um sem número de não razões para assim pretenderem justificar o que não tem justificação...Começa logo na Primeira palavra invocada INTERRUPÇÂO...O Interruptor e o interrompido..

neste caso O Interrompido é a criança em pot~encia ou o feto, ou o germem da vida.. a interruptor é aquele queactua de modo a interromper, neste caso a "abortadeira",ou o médico..a Interrompenda é a mãe que já o não é...Pas tudo isto é falácia.. pois não se interrompe nada destroi-se pura e simplesmente.. se apergunta em questãp fosse emvez das palavras Interrupção voluntária da gravidez (IVG)fossem as Palavras DESTRUIÇÂO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ (DVG)..por certo ainda seria mais retumbante a vitória do Não..

O que está em causa neste referendo não é só isso.. é tambemalibertinagem de quererem admitirem os casamentos homossexuais( com as inerentes implicações no direito sucessório sendo o outro (ou a Outra)o Herdeiro por excelência, deserdando assim os Irmãos, primos e sobrinhos..,Eh!eh!... e a permissão de adopção destes tal como na "Prevertida" Espanha..
# por Blogger UNIVERSALEX : terça-feira, janeiro 30, 2007

 

 

 

Os casos da vida não são demagogia, nem eu pretendi instrumentalizar demgogicamente o caso descrito.
Admito que uma leitura apressada possa percepcionar tal intenção, mas, por ter sido superficial não alcançou o sentido das coisas.
Tentarei ser mais claro.
Casos como o apontado acontecerão sempre, uma vez que, quando tratamos de questões que se geram no interior e no íntimo de cada um e estão dependentes da sua forma unipessoal de tratar os assuntos próprios,é óbvio que, sobre eles não poderemos ter qualquer precepção ou acção.
Mas, uma coisa é certa e evidente: se o HOSPITAL - estabelecimento de sáude legalmenbte autorizado - deixar de ser visto como um passo célere para a PRISÃO, se, desse modo for resolvido o medo, ele passa a ser um destino procurado por quem precisa de ajuda. Nessa altura , talvez hajam mulheres (jovens e adultas) que a ele recorram para confirmar a IVG. Com a diferença de que o farão depois de abertas as portas e um abraço de compreensão e aconselhamento, fazendo-o de forma informada, com responsabildade e segurança e evitando complicações futuras.
Mas, eu tenho a convicção que,nas novas condições, é muito mais provável que um maior número de mulheres acabe por encontar aí o ombro amigo que as ajudará no melhor dos sentidos, a superar o seu drama e a fazer dele uma oportunidade feliz de maternidade!

Alguém duvida que, em muitas famílias não existe espaço de diálogo e compreensão, ambientes de tal modo inibidores que bloqueiam os filhos em situação de crise e os empurram tantas vezes para caminhos e soluções ínvias?
As jovens que, por algum motivo, tenham medo de partilhar com os pais uma gravidez indesejada, não precisarão de passar o que Ana fez. Nesse Hospital mais humanista que queremos construir mudando a lei actual, poderão encontrar a ajuda necessária para estabelecer com esses pais a ponte de que doutro modo não se seria capaz de construir sozinha!

Só podemos ajudar conhecendo as pessoas, sabendo quem são, onde estão e qual a circunstância de cada uma. Num Hospital amigo e não delator isso acontecerá, certamente, muito mais facilmente e mais vezes!

J.J.Silva Garcia
# por Blogger CÁ 70 : quarta-feira, janeiro 31, 2007

 

 

 

Li esse texto de Fernanda Câncio, certas passagens por várias vezes, para ter a certeza do que lá estava: a rapariga de 14 anos não morreu por ter tentado abortar com Citotec; morreu porque se SUICIDOU com Citotec. Tomou 64 comprimidos, não 4 nem 6. Era, provavelmente, o que tinha mais à mão no momento; foi, provavelmente, porque estava desacompanhada, era ainda uma criança, não via resultados imediatos dos primeiros comprimidos. Matou-se. Uma desgraça.
Portanto, a fábula de F.C. é pura demagogia, sim. Tudo serve aos histéricos e, principalmente, às esquizofrénicas "pró-aborto". A morte, qualquer morte, por mais horrível que seja, e quanto mais horrível melhor, serve como simples arma de arremesso a esta gente sem escrúpulos, mentirosa e trapaceira.
# por Anonymous Dodo : quarta-feira, janeiro 31, 2007

 

 

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