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quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Parabéns para quem? 


Leio, no «Voz da Póvoa» de hoje, que o PS local conferenciou o primeiro ano deste seu mandato autárquico. Onde acusou o actual executivo maioritário do PSD de fazer «oposição à Oposição». (Repetindo, curiosamente, uma constatação que eu aqui fiz anteriormente.)

Exemplificam os socialistas com a falta de informação prestada pelo executivo. Como sobre os mais de 800 mil euros gastos pelos funcionários autárquicos, só em 2005, como horas extraordinárias. O presidente do executivo municipal defende-se do infundado desta acusação. Apetece acrescentar, à Macedo Vieira. Considerando que a satisfação das pretensões da oposição iria «perturbar o normal funcionamento da Câmara Municipal». O que quererá dizer, seguramente, que ele não tem esta informação. O que é grave. Não saber por que motivos os funcionários trabalham tantas horas a mais. As mesmas horas extras que ele agora quer evitar que se despendam a procurar as tais justificações que o PS requereu. E vai daí lançou outra pérola. «O PS não tem feito mais que pressionar quem cá trabalha». Ou seja, quem lá trabalha não está para justificar porque trabalha lá. Pelo que antevejo mais horas extraordinárias em 2006.

Queixa-se, também, a Oposição de ter visto reprovadas 73% das suas propostas pelo executivo camarário. Contra a sua aprovação de 96% das da maioria. Macedo Vieira, outra vez, contesta. O PS aprovou, mas, «sempre com reticências.» Estranhando que, passado um ano, o PS ainda não tenha percebido que perdera as eleições locais. E que o seu PSD venceu. Resultando isto numa tão curiosa quão insana definição de democracia. Porque ganhou, Macedo Vieira crê que os vencidos deveriam aprovar os seus projectos. Incondicionalmente.

Retenho uma anterior reflexão aqui, a propósito da ausência da noção de corporate governance na gestão autárquica. Onde tive ocasião de deixar algumas analogias com a prática pública poveira. Que, mais uma vez, estes remoques vêm comprovar. Tal qual o deficiente entendimento local da noção de democracia. Governar, com ou sem maioria, é uma responsabilidade. Perante os governados. Não é um privilégio. Derivando dessa responsabilidade uma obrigação de transparência. Perante todos os munícipes. Que não apenas os seus representantes, mesmo que minoritários. Não entender isto, é não respeitar o lugar que se ocupa. Mesmo que legitimamente sufragado para tal. Ou sobretudo por isso.




«Considera o que se diz e não te preocupes de saber quem o disse» (Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, Capítulo 5, nº1)

Marx,   às  18:04

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