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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O Inframed é tão incompetente!  

Seria de rir se o caso não fosse sério. O Infarmed debate-se há anos com a o problema da exportação de medicamentos que põe a causa o regular abastecimento farmacêutico. Enfim, mais uma Deliberação para ninguém cumprir...

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Peliteiro,   às  14:51
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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Reporte de faltas de medicamentos - A piada que faltava 

E não é que o Infarmed anda todo preocupado com as centenas (milhares) de emails que andam a receber a reportar falhas de medicamentos!?! Com umas novas funcionalidades que alguns sistemas informáticos de farmácias recentemente possibilitam, as farmácias passaram a poder reportar as falhas de medicamentos em cada encomenda com um simples clique... Claro que isto deve entupir os servidores do Infarmed... Solução?!: Emitir uma circular informativa com o seguinte:
Na sequência da receção de alguns contactos de farmácias reportando, de forma incompleta, as falhas de medicamentos, e conforme referido na Circular Informativa n.º 025/CD, de 14/02/2013, para que o Infarmed possa desencadear as medidas necessárias para minimizar o transtorno para os doentes, é fundamental que a informação das faltas nos seja transmitida de forma estruturada, para poder ser tratada informaticamente. Para tal, foi desenvolvida uma funcionalidade no Portal das Farmácias – Civifar através da qual as farmácias devem comunicar as falhas de abastecimento e respetiva reposição
Ora acontece que a referida aplicação funciona tendo que se introduzir uma referência de cada vez... num processo certamente pouco prático, pouco rápido e completamente desajustado da realidade. Das duas uma: ou no Infarmed acham que só há 2 ou 3 referências com problemas de abastecimento e que portanto o processo pouco prático é suficiente, ou acham que nas farmácias há tempo de sobra para fazer o trabalho do próprio Infarmed... Já dizia Peter que
Todo trabalho útil será feito por aqueles que ainda não alcançaram seu nível de incompetência
A cereja em cima do bolo, é a sugestão de ser a farmácia a reportar que uma falha deixou de o ser!!... Isto só em Portugal... É para rir??

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Farmacêutico de Serviço,   às  13:37
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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Infarmed, Cuckold 

«Numa inspeção a 24 estabelecimentos o Infarmed detetou 13 farmácias a fazerem distribuição por grosso de medicamentos para exportação ilegal.»
24/13
«havendo um conjunto pequeno de prevaricadores, como em qualquer setor de atividade».

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Peliteiro,   às  22:01
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domingo, 2 de junho de 2013

É a estupidez, estúpido! 

À primeira vista podemos pensar que é apenas da economia a culpa destes problemas - «Farmácias deixam esgotar medicamentos baratos para crianças» - mas não é só, é muito mais de uma legislação caótica e ignorante, iniciada pelo Ministro Correia de Campos - acompanhada e criticada neste blogue - e ainda não contrariada por este Governo nem pelo Infarmed que continuam a produzir pérolas de tipo Chavista como: «Laboratório militar disponível para produzir remédios para crianças».
Enfim...

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Peliteiro,   às  23:24
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Não passam dos cartões amarelos 

«Os titulares de uma autorização para o exercício da actividade de distribuição por grosso devem dispor permanentemente de medicamentos em quantidade e variedade suficientes para garantir o fornecimento adequado e contínuo do mercado geográfico relevante, de forma a garantir a satisfação das necessidades dos doentes...
Considerando-se como mercado geográfico relevante o mercado nacional, só após ficar garantido o fornecimento adequado e contínuo do mesmo deverão os titulares de uma autorização de exercício da actividade de distribuição por grosso fornecer outros mercados que não sejam o geograficamente relevante.
Assim sendo, o INFARMED I.P. alerta os titulares de autorizações para o exercício da actividade de distribuição por grosso de medicamentos para a necessidade de assegurar o cumprimento do acima exposto, sob pena de incorrerem na prática das infracções previstas e puníveis pelo Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto,cuja cominação poderá ir desde a admoestação à suspensão da autorização para o exercício da actividade de distribuição por grosso de medicamentos.»

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Peliteiro,   às  13:51
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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Ena, ena, gande descoberta! 

Deloitte: «Faltam medicamentos nas farmácias devido à exportação paralela»
Tinham-me perguntado e escusavam de ter pago uma fortuna à Deloitte...

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Peliteiro,   às  21:40
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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Que trengos! 

Não há produto mais regulado que um medicamento e não há melhor rastreabilidade que a do circuito do medicamento, tudo é informatizado e abundam os registos, à unidade. O fenómeno das misteriosas rupturas de stock de medicamentos no mercado nacional duram há anos e anos. Mesmo assim os Inspectores do Infarmed, numa operação relâmpago :) por todo o país, fiscalizaram a falta de medicamento para doença de Parkinson, o célebre Sinemet.
Já há resultados?
De rir...

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Peliteiro,   às  00:00
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mixórdia de leis 

É inevitável. A legislação portuguesa é sempre uma manta de retalhos que permite todo o tipo de maroscas e interpretações "a jeito". A legislação "genial" produzida por Correia de Campos em 2007 não é excepção e, como não podia deixar de ser, continua a verborreia legal: Decreto-Lei n.º 171/2012 que altera o regime jurídico farmacêutico e Decreto-Lei n.º 172/2012 que altera a regulação do horário de funcionamento das farmácias.
De destacar a possibilidade de diminuição dos padrões de qualidade dos serviços prestados nas farmácias que vendam pouco (art. 57.º-A), o sublinhar da proibição de exportar medicamentos (art.º 33) e de fazer recoveiragem (art.º 9 -4), o aumento dos inexplicáveis e absurdos postos farmacêuticos móveis (art.º 44), a exigência de um parecer - ó meu Deus! - da câmara municipal para transferências de farmácias (art.º 26) e qualquer coisa que não entendi sobre a abertura de farmácias a distância superior a 2 km (norma revogatória) e farmácias do sector social (art.º 59 -A); inevitavelmente, eventuais outras manigâncias ocultas estarão naturamente contempladas.
Inexplicavelmente, mantém-se os engraçados e enganadores princípio da liberdade de abertura de farmácias (art.º 3) e obrigatoriedade de implementação de um sistema de gestão da qualidade (art.º 13).

Enfim, isto deve depender dos ventos...

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Peliteiro,   às  13:14
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Note-se que isto dura há mais de 20 anos! 

«Mais de 30 farmácias e distribuidores foram alvo de contra-ordenações
Fontes do ministério e da indústria salientam que se trata do fenómeno de exportação para países que pagam melhor pelos medicamentos


Ler também: o Infarmed é tão incompetente!

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Peliteiro,   às  17:13
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Infarmed é tão incompetente! 

Bem sei que a grande maioria dos recursos humanos do Estado foram seleccionados com base no nepotismo e no tráfico de influências e que, consequentemente, o "aparelho" do Estado, e arredores, está irremediavelmente contaminado e dominado por corruptos e incompetentes, mas, mesmo assim, às vezes m'admiro, nem consigo acreditar, como se pode ser tão, mas tão, taralhouco. O Infarmed é pródigo em surpreender-me, mesmo quando julgo que nada mais me pode surpreender:
Em 2007 sai o "novo" regime farmacêutico, onde entre pérolas legislativas, se aborda a questão dos stocks mínimos nos distribuidores e nas farmácias, para fazer face à crónica situação de esgotado das denominadas embalagens "pequenas". Depois de longos três anos e tal de estudo do problema, lá sai uma Deliberação do Infarmed. Nem um mês depois lá sai um remendo e mais uma Deliberação que corrige a ainda nem aplicada deliberação anterior. Lida na diagonal, constata-se que se obrigam todos os distribuidores a terem permanentemente stock de todos os medicamentos para 1 mês. Impossível. Em tempos de just in time é perfeitamente irrealista obrigar os distribuidores a terem tamanho stock, nenhum distribuidor tem ou terá tal stock e por certo nem um distribuidor em Portugal cumprirá as deliberações do Infarmed! Ou seja: estaca zero.
Isto não é um país, é um manicómio...

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Peliteiro,   às  23:00
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Estavam à espera de quê? 

«Quase 500 medicamentos desapareceram temporária ou permanentemente do mercado português em 2010, alguns deles sem terem uma alternativa. As falhas sentem-se em áreas como o cancro, cardiologia ou nas doenças raras.»

O retalho farmacêutico é muito dinâmico, até exporta medicamentos. É o mercado a funcionar. Agora a indústria quer aumentos de preços mas a altura não é lá muito boa. São os sucessos da política do medicamento de Correia de Campos, enfim, a emergir.

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Peliteiro,   às  07:57
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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Ensaio sobre a cegueira 

Denunciaram hoje a falta de alguns medicamentos em Portugal porque as marcas preferem exportá-los devido ao maior lucro. O Infarmed apressou-se a garantir desconhecer a falta de fármacos por esse motivo e diz que se faltassem fármacos seriam emitidos avisos na Internet, sublinhando estar atenta ao mercado.

Trabalhei na distribuição farmacêutica entre 1994 e 1999 e já nessa altura se exportavam grandes remessas de medicamentos para mercados de todo o mundo. Eu próprio o fiz várias vezes (nunca colocando em causa o abastecimento aos doentes do Norte de Portugal). Negócios de milhões de euros (lembro-me de um, de antibióticos para a China, colossal, que não fizemos porque ficaríamos sem stocks durante meses).

Desde essa altura o Infarmed nunca teve conhecimento do fenómeno? São cegos e surdos? Ora, ora...

Em saúde não se pode deixar simplesmente o mercado funcionar. Estas exportações de medicamentos, se descontroladas, podem prejudicar seriamente os doentes. Faz-nos falta uma autoridade do medicamento.

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Peliteiro,   às  00:17
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