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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Eu avisei!

Galo de Barcelos na Farmácia Lamela«Farmácias usam crise para vender medicamentos sem receita.
Antibióticos e antidepressivos dispensados com facilidade - Responsáveis acusam patrões de exigirem lucros.

"Não tenho dúvidas de que hoje é mais fácil conseguir medicamentos sem receita. O diretor técnico pode alertar o proprietário para a prática ilegal mas ele também pode responder "então vá para casa"; e todos os dias temos pessoas que foram despedidas", denuncia o presidente do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos Henrique Reguengo.» in Expresso

Como esperado, em sequência de decisões políticas insensatas e populistas, a degradação da qualidade de serviços nas farmácias e o prejuízo dos doentes está aí. E não se ficará por aqui!
Repito, passados 5 anos, dêem-me uma única vantagem trazida pelo novo regime de liberalização da propriedade farmácia. Uma!

10 comentários:

  1. Nenhuma vantagem. Acho que muita gente ainda vai amargar com a liberaliação da propriedade...pois quando acontecer a liberalização da abertura, há menos obstáculos para os grandes grupos económicos se instalarem.

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  2. Atirar areia para os olhos não vale... Mas o colega Peliteiro acha que as pessoas andam a dormir? Então a venda de medicamentos sem receita não é um "problema" que já vem de trás? Exemplo: as benzodiazepinas para a Dª Belmira dormir, já lá vão 20 anos que as compra sem receita; O brufen, Voltaren, Ben-u-ron que sempre se venderam sem receita por serem muito mais acessiveis do que as alternativas de venda livre; O antibiotico que se vende, porque já se sabe que será o que é receitado quando for ao médico por causa daquela dor de gargante; o anti-hipertensor, a estatina, o anti-diabético que por serem "crónicos" se dispensam com aquela originalidade da "venda suspensa"; and so on... Dizer que esta situação é culpa da liberalização da propriedade não é sério, e serve apenas para fazer o jogo da ANF... em vez de andarem a chorar e a fazerem-se de virgens ofendidas e de sibilas esclerosadas, que tal aproveitar esta oportunidade para forçar a implementação de uma lista de medicamentos de prescrição farmacêutica (que creio o colega Peliteiro também advoga)? Já se percebeu que a nova geração de farmacêuticos está capacitada para isso e muito mais, cabe à Ordem elaborar a melhor estratégia para que essa lista seja uma realidade. E ajudava que fosse um pouco mais séria e profissional que aquela lista de "orientações terapeuticas"...

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  3. Caro Green,
    «Então a venda de medicamentos sem receita não é um "problema" que já vem de trás?» - É. Mas o texto do Expresso, as suas entrevistas e eu próprio sublinham o extremar do fenómeno.

    «lista de medicamentos de prescrição farmacêutica (que creio o colega Peliteiro também advoga)?» Concordo sim e concordo que a "nova geração de farmacêuticos" e sobretudo a menos nova, a minha por exemplo, é capaz de desempenhar facilmente esse papel, tendo competências mais que suficientes.

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  4. Curioso que a única recusa foi por um farmacêutico jovem... Será que os mais experientes já estão corrompidos?


    A ANF mais uma vez a não desiludir:

    "A direção da ANF reconhece que "o predomínio da visão comercial sobre a visão profissional da farmácia - com a abertura da propriedade a não farmacêuticos - pode ter consequências para a saúde dos portugueses"".

    AHAHAHAHAHAHAHAHAAH
    AHAHAHAHAHAHAHAHAHA
    AHAHAHAHAHAHAHAHAH

    Será a mesma ANF que anda a aconselhar as farmácias a despedir farmacêuticos e contratar os seus auxiliarea XPTO?


    Este tipo de situações vai acabar com a entrada dos grandes grupos. Que estão mais vulneráveis à fiscalização e consequente multa!

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  5. Este seu post, Peliteiro, é uma piada (de mau gosto), certo? Não me venha agora interpretar o papel da virgem ofendida. Muito antes da liberalização da propriedade já a visão comercial das farmácias existia e já se dispensavam benzodiazepinas e antibióticos ao sabor dos ventos. NÃO É NOVIDADE! Agora apenas o fazem ainda mais descaradamente. Tenha dó!

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  6. Com as margens de lucro esmagadas ninguém se dá ao luxo de perder uma venda e seja o que deus quizer.

    Contudo sempre houve farmácias que nos bons tempos e sem necessidade seguiam sempre a cartilha de que "farmácia boa é a que não levanta problemas ao cliente."

    Como se resolverá este eterno problema não sei.

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  7. "O extremar do fenómeno" - não sei onde no texto do expresso fica claro que as embalagens vendidads foram em farmácias cujo proprietário é não farmacêutico. O tal extremar estará mais relacionado com o fazer dinheiro rápido, seja o proprietário farmacêutico ou não. Será que com a desmaterialização da receita isto vai acabar?

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  8. "«Então a venda de medicamentos sem receita não é um "problema" que já vem de trás?» - É. Mas o texto do Expresso, as suas entrevistas e eu próprio sublinham o extremar do fenómeno."



    Ouça, esse tipo de discurso é para constituir lobby e convencer a opinião pública...

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  9. Causa e efeito, meus caros.
    Todos os agentes entrevistados concordam com o "extremar" do fenómeno, em tendência de crescimento. O que é que muda nos últimos anos e pode ser a causa: crise e propriedade. Qual das duas tem mais impacto? Não sabemos (temos que pedir ao Pita Barros para fazer um estudo), mas sabemos que as duas são causas óbvias e concorrentes.

    A propósito, mantenho o desafio: uma - uma! - vantagem da semiliberalização da propriedade?

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  10. Mas, dr. Peliteiro, não pertence à àrea liberal do PSD?

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