Um dos argumentos principais para a limitação da concorrência por via legislativa no sector da farmácia - a limitação da abertura e propriedade de farmácias - é a frequente recusa de vendas pelo farmacêutico que está no balcão. Recusar vendas de medicamentos é uma actividade constante, difícil e, obviamente, mal remunerada. Não acontece só na farmácia, acontece também, por exemplo, na medicina transfusional, como bem explica o colégio de imunohemoterapia a propósito da subcontratação do serviço de sangue do Hospital de Loures:
«O exercício consistente e seguro da Medicina Transfusional, consubstancia-se numa actividade que muito dificilmente será compatível, com uma estruturação comercial de hemoterapia de componentes, nomeadamente quando geridas por sociedades com fins lucrativos, que pela sua natureza nesta área de serviços de saúde, as torna redutoras e éticamente frágeis, porque esse fim lucrativo dificilmente atenderá, por contraditório, ao principal critério de segurança e qualidade da transfusão de sangue, que é o da minimização do recurso à transfusão de componentes do sangue.»
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