Comentário de José Andrade:
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O texto dá oportunidade a que relate um caso, um pouco quase idêntico (ver anterior «Quem nos acode?»), por mim presenciado, e protagonizado, na auto estrada A17, sentido Sul/Norte, a pouco mais de 1.500 metros da portagem de Mira.
O acidente, em que um dos automóveis envolvidos, tinha um casal, jovem, no interior, ficou atravessado na faixa de rodagem da AE, junto do separador central. Como o incidente foi 200/300 metros à minha frente, eu, e os três outros carros que me antecediam, paramos para prestar socorro. A minha filha, enquanto eu parava, foi logo ligando para o 112, pedindo ajuda. Tínhamos visto um casal paralisado, dentro do carro, e o carro virou um perigoso obstáculo. Obtida a ligação, foi eu que pedi ajuda à operadora, informando do que se passava, dizendo que além de me parecer que o casal estava preso, coisa que depois felizmente vi não sucedera, pelo menos estava em choque, e que o veículo, era um perigoso obstáculo, daí que também pedia a comparência urgente da Policia.
Para espanto meu, a senhora operadora, começou por querer saber a minha identificação, mais o meu numero de telefone, isto apesar de eu saber que o meu numero, que não é confidencial, estava de certeza já visível para ela no ecran do seu monitor. Depois quando disse que estava a cerca de 1.500 metros da Portagem de Mira, no sentido Sul /Norte, a senhora perguntou qual era a autoestrada. Como tinha entrado em Leiria, vindo de Fátima, disse que isso mesmo, e que portanto seria a A8. Resposta pronta da senhora, se é Mira, é a A17. Com esta conversa passaram-se mais de 10 minutos, daí dizer à senhora, que se ela sabia onde eu estava, qual a razão para demorar, ou perder tanto tempo em interrogatórios, até porque entretanto ia ouvindo gritos e travagens a fundo, de arrepiar o mais insensível dos mortais. Depois deste tempo todo, a senhora, com a maior das calmas diz-me, 'o senhor não quer ligar para a concessionária da autoestrada'? Aí, perdi a paciência e disse à senhora que fosse brincar para outro lado. Desliguei, mas entretanto, minha filha pelo seu telemóvel, voltou a ligar,e a pedir ajuda. Se a 1ª. foi o que foi, porque era hora de jantar, isto ocorreu por volta das 20h30, a segunda operadora ainda foi pior. Perante a impotência, pedi calma à minha filha, e pedi também que através do serviço de apoio da TMN obtivesse o número da Policia e dos Bombeiros mais próximos. Entretanto saí para prestar ajuda. Consegui tirar o casal do carro e instala-los longe dali. Foi colocar o triângulo a cerca de 100 metros, no eixo da via, avisando assim, com tempo e espaço, os Frângios que passando a via Verde, aproveitavam a recta para ganharem velocidades muito perto dos 200km.
O tempo ia passando, e eu, minha filha e os outros condutores que tinham connosco parado, fomos insistindo, tratando entretanto o condutor que tinha dado o toque, e que estava em estado de choque.
Resumindo, passados mais de 40 minutos, o inevitável sucedeu. Apesar de eu, prevendo, ter corrido ao longo da faixa de rodagem, assinalando com gestos o obstáculo, um Frângio, com uma carrinha nova, moderna, em velocidade que muito próxima dos 180/200Kms, rodando pela esquerda, nem deu pelo triângulo, bateu no carro acidentado, que fez de rampa, dentro três voltas, e não desfez o meu carro por milagre. Resultado. Mais 4 feridos, graves, e um monte de sucata a barrar a estrada. Do 112, nem sinal. A GNR, só pareceu quase 50 minutos depois, vinda de Aveiro, por intercepção do marido de uma senhora, médica, que dali pediu para casa ajuda.
Enfim, para que serve o INEM? O INEM, a Liga dos Bombeiros, e outras coisa que tais? Será que ainda existem dúvidas de que as 'feras' no 'circo' do que dizem ser a governação do país, não passam de 'perigosos animais de estimação'? É claro que ficando cada vez mais cara a ração que os sustenta.»
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Comentário do Pedro:
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É a última do Pirata-Mor Chefe da Ordem dos Comerciantes de Diagnósticos Portugueses, vulgarmente designada de Ordem dos Médicos, no Boletim Infarmed notícias nº35. Só para amostra ..."Fica-nos a dúvida se o enorme interesse da ANF na sua implementação não pressuporá, por óbvias justificações logísticas, o direito dos comerciantes de medicamentos a substituírem as prescrições médicas por produtos para eles mais apelativos economicamente."......
Ora bem só para começar. Mesmo que eu opte por produtos económicamente mais vantajosos, vulgo (5 +5 de bónus ), vou vender 10 na receitazinha do meu querido utente, logo mais 5 de ivazito a 6% mais o seu valor a contar para a margenzita, logo mais 42% de Irszito, que chatice usar os tais produtozitos que o Infarmed rigorasamente aprova. É substancialmente diferente da famosa aventurazita capitaneada pelo Chefe -Mor dos comerciantes de diagnósticos, que certamente passaram recibozito da viagem para o tal Ivazito e eIrsszito. Como Chefe-Mor do tal barco dos piratas também na viagemzita a Espanha não se esqueceu de apresentar a conta em duplicado.
Em jeito de conclusão, este Chefe-Mor dos Piratas é um poço de virtudes, nomeadamente fiscais. As tais de que prejurativamnete acusa os Farmacêuticos.»
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