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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ouve-se que o nosso Governo também pondera "nacionalizar":

Sanidad planea una reforma del sistema farmacéutico valenciano que supondría que los hospitales y los centros de salud dispensaran directamente las medicinas más recetadas por el sistema público de salud.

20 comentários:

  1. Pois, se as farmácias lá fazem greve...

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  2. E se resultar? E se o Estado efectivamente poupar nos custos associados aos medicamentos, mesmo gastando uns milhões a contratar farmacêuticos? E se esses farmacêuticos puderem desenvolver melhores programas de gestão de terapêutica e doença do que nas boticas de bairro? Poderá ser mau para as farmácias, mas será assim tão mau para os farmacêuticos?

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  4. Ainda bem que há pessoas sensatas como o GreenMan.

    Sim à nacionalização, ao acto farmacêutico a sério.

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  5. E se? E se? E se não gerar poupança como a generalidade de tudo aquilo em que o estado mete o bedelho?

    Azar, não é?

    As experiências comunistas que já conhecemos não serviram de nada. Faça-se de novo por favor que eu também quero ser funcionário público.

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  6. A apologia do caloteiro.
    Se não paga a quem deve também não é capaz de prestar serviços com qualidade.
    Quando for grande também quero ser funcionário público. É o grande objectivo da minha vida.
    Lenine, Staline, Cunhal, Companheiro Vasco, voltem por favor, estão perdoados.

    BlueMan

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  7. "E se não gerar poupança como a generalidade de tudo aquilo em que o estado mete o bedelho" - Generalidades baseadas em dogmas ideológicos. E eu que pensava que já tinhamos ultrapassado a fase de insistir na mentira para ver se se torna verdade...

    No que toca a saúde, veja lá bem quais são os países que gastam mais em saúde e qual o seu mix publico/privado versus resultados em saúde, e qual o papel que o farmacêutico desempenha nos sistemas de saúde desses países. Depois, quando a realidade o desmentir, pode continuar a repetir o seu mantra à vontade, mas respeite quem prefere evidências a dogmas.
    "eu também quero ser funcionário público" - caso não tenha reparado, mais de 85% das receitas das farmácias vêm das comparticipações do estado. Só lhe falta um bocadinho para ser funcionário publico...

    Mas o ponto principal em discussão no post é um modelo alternativo de organizar os cuidados de saúde, e mais especificamente, os cuidados farmacêuticos. Como cientista que sou, experimentar não me incomoda. Acho que experimentar para ver quais as mais valias, quais os impactos positivos e negativos deveria ser a regra na definição de políticas de saúde, em vez de termos cada grupo profissional a definir o que quer fazer, segundo o que mais convém àqueles que têm o poder dentro de cada profissão (todas, sem excepção). Quanto aos farmacêuticos, se nos quisermos fechar nas boticas, num ultrapassado papel de vendedor, e não assumirmos o nosso papel de profissional de saúde na comunidade, seja na farmácia ou nas USFs (pague o Estado directa ou indirectamente), seremos cada vez mais irrelevantes na equipa de saúde.

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  8. E blá e blá e blá...
    A Grécia vai sar do euro e pelo menos Portugal e Espanha acompanham a derrocada.
    Depois sim, é baralhar e dar de novo a miséria da um país pobre.

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  9. "mais de 85% das receitas das farmácias vêm das comparticipações do estado"
    Não sei em que farmácias já andou, mas deve ficar a saber que, na generalidade das farmácias, esse valor anda nos 35% da receitas totais das farmácias.

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  10. Ok, erro meu.
    Os 85% é a contribuição para as receitas da farmácias que vêm dos medicamentos receitados. Desta receita total, o estado tem sido responsável por cerca de 70% do valor (aproximadamente). Logo as receitas provenientes do estado têm um peso aproximado de 60% nas receitas totais da farmácia média. Ou não?

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  11. E 85 é um valor de há vários anos atrás. Hoje está mais próximo de 75 devido à diminuição dos preços dos medicamentos.

    Também nada tenho contra a experimentação desde que não seja em mim e que não hajam interesses ocultos envolvidos, como julgo que pensa a generalidade dos cientistas.

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  12. De facto os 85% constam do ultimo relatório da estatística do medicamento do INFARMED, de 2010. O problema da diminuição dos preços, é que diminui o valor total dessa receita, mas em proporção continuará a ser a mesma ou muito semelhante. O que é problemático, porque em tempos de crise, as receitas que não provêem dos medicamentos comparticipados também diminuem. Aliás, parece-me que o luto das farmácias deve ter origem neste problema.

    Quanto ao experimentar, dá-me a sensação que a sua abordagem do "experimenta nos outros, mas não em mim" (que me fez lembrar o dito popular "pimenta no cu dos outros, para mim é refresco"), é uma das causas de não haver o conhecimento necessário do mercado e do funcionamento das profissões de saúde em Portugal. O facto de se experimentar, não significa que se venha adoptar. Não há que ter medo. A generalidade dos cientistas experimenta sem medo de chegar a conclusões que não seriam propriamente as que esperava ou de afrontar/beneficiar interesses ocultos. Também nós temos de começar a ter essa atitude, na parte que nos toca: experimentar novas formas de trabalhar, na comunidade, em solo ou em equipas multiprofissionais, fazer estudos sólidos e apresentar os resultados. Não custa assim tanto, e creio que até seríamos mais respeitados por isso. Com a grande vantagem de termos evidência nacional do que funciona ou não funciona na vez de tentarmos definir políticas de saúde através dos amiguismos e compadrios clássicos, que outros usam para manipular os políticos e a opinião publica. Neste campo, estamos em clara desvantagem face aos médicos.

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  13. Resta saber se o estado consegue ser mais eficiente a distribuir medicamentos à população do que a actual rede de farmácias. Penso que não. Comparticipar é uma coisa, dispensar é outra. Mesmo que fosse 100% pago pelo estado, não têm a estrutura (as +2800 farmácias em Portugal) para garantir uma cobertura adequada).

    O que vai acontecer por cá é a legalização e formação de redes.
    É a única estratégia viável de saída para os actuais proprietários (associados da ANF); vender os alvarás à grande distribuição ou associarem-se a novas redes (num quasi-franchising).

    Como está é que não vai continuar a dar. Basta ver a farmácia do colombo que já fechou.

    Se houver uma liberalização total (abertura livre), será a desgraça financeira para muitos dos actuais proprietários.

    A direcção da ANF deveria, para bem dos associados, iniciar já negociações com o governo para permitir redes sem liberalização da abertura.

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  14. O valor dos MNSRM e dos restantes produtos de saúde não baixou. Logo a proporção não é a mesma. Está mais próxima de 75 - 25 como já disse.

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  15. GreenMan opina, questionando :

    "E se resultar? E se o Estado poupar nos custos..."
    Claro que poupa trabalho aos "aparelhos" das agências de empregos (há quem lhes chame partidos políticos).
    Sempre são mais uma caterva de "tachos", à mão de semear, administradores, directores, assessores, assessores dos assessores, mais as respectivas ninhadas, sobrinhadas, etc, etc...
    E pasto para "grupos de advogados" e para as "Consultoras amigas" (dos gajos da Distrital e dos ex- jotas) sacarem aos milhares em estudos disto e daquilo, "formação", "avaliação" e outras tretas do costume.
    As Tecnoformas S.A. desse mundo sabujo, meu Caro.
    E os doentes que não venham chatear... o que é preciso é sac(que)ar e engordar o "monstro".
    Tenha Juízo !...

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  16. Zé Pacato - se houver poupanças para os contribuintes, queria ver qual a posição do Paulinho dos submarinos sobre esta matéria. Tachos? Há assim tantos farmacêuticos inscritos nesses aparelhos partidários? Desconhecia essa realidade...

    Eu só lancei as questões, porque dogmas a mim não me assistem.
    Quanto à minha posição, também sou da opinião que desperdiçar a rede de farmácias instalada é absurdo. Mas estamos a chegar a uma situação em que é preciso assegurar por todas as vias necessárias o abastecimento à população de medicamentos essenciais. Mantenho que é preciso fazer mais, acrescentar valor à dispensa de medicamentos. Estas ideias de transferir alguns medicamentos para as USFs também têm origem na percepção de que "pouco mais se faz numa farmácia" do que vendas. È triste, mas foi esta imagem que conseguimos criar na generalidade da opinião publica.
    Igualmente importante para esta discussão: não deveríamos estar a defender a existência de um farmacêutico onde existam medicamentos a ser dispensados ao público, desde a USF à parafarmácia mais recondita? Não seria mais uma oportunidade para nos afirmarmos como especialistas do medicamento e da sua utilização? Ou isso não interessa nada, é mais importante defendermos certos negócios?

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  17. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  18. A situação actual é engraçada. Muito engraçada. Quando se vendiam alvarás por 5 milhões de euros, era tudo flores. As farmácias eram santuários de luxo. Merchandising. Design. Horários 24 horas. Orientação para o cliente. Afinal, e como já se via, o Estado é que pagava toda a luxúria.

    Venha a completa liberalização do sector. Negoceiem com o Estado, com a força do mercado, e não com a força do lobby partidário.

    Por falar em lobby partidário, onde está aquele Senhor que era sócio do Senhor Cordeiro, e que preferiu ir-se para ao pé da Dra. Beleza? Que saudades que deve haver do Senhor Freire!!!

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  19. Parece que na madeira era para haver dispensa dos medicamentos directamente pelos centros de saúde como retaliação do AJJ à greve das farmácias. Achava que assim se pouparia dinheiro.

    Até agora nem vê-los. I wonder why

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  20. As farmácias estão bem e recomendam-se.

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