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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

de pé

Vale a pena ler o exercício de vate do Pedro Arroja:

«O regime de vida que temos vai-se desmoronar, na economia, na política, na justiça, nas instituições da vida social. O meu propósito neste post é o de inquirir o que é que ficará de pé, e a partir do qual nós vamos ter de reconstruir tudo de novo.
De uma maneira geral, ficará de pé tudo aquilo que é tradição portuguesa, o resto são escombros. Naturalmente, mesmo as tradições que ficarão de pé ficarão bastante combalidas.
  • Justiça. Ficará de pé a Polícia Judiciária. O resto será feito em escombros, a começar pelo ministério público e a corporação da advocacia.
  • Educação. Continuaremos a ter uma boa educação aos níveis primário e secundário. Já as universidades, serão parcialmente feitas em escombros, especialmente as privadas.
  • Saúde. Temos também uma boa tradição neste sector. Muita coisa vai ser demolida, mas os portugueses podem contar que nos tempos que estão para vir, ninguém morrerá ou sofrerá indevidamente por falta de cuidados de saúde. (para desgosto do Joaquim, estou convencido que a ADSE será extinta).
  • Economia informal. Já está de novo em crescimento, e representará outra vez a maneira tradicional de muitos portugueses conseguirem sobreviver, já que a economia formal, com o desemprego a subir em flecha, é cada vez mais escombros.
  • Fiscalidade. O actual sistema fiscal vai ruir, especialmente na parte que diz respeito aos impostos directos. Ficam os impostos indirectos como receita fiscal quase única do Estado.
  • Administração Pública. O número de empregados do Estado vai diminuir drasticamente. Porém, nós temos uma tradição de administração pública e nenhum serviço que o Estado fornece à população, daqueles que tradicionalmente são os mais importantes, deixará de continuar a ser fornecido.
  • Instituições Políticas. Vai ser o descalabro, a primeira a ser visada é o Parlamento e a Democracia sairá enormemente chamuscada para as próximas décadas.
  • Emigração. Esta é uma tradição nacional. Vai continuar a aumentar especialmente para o Brasil e África.
  • União Europeia. Esta não é nenhuma tradição nacional. Cada vez que nos envolvemos com os países do norte da Europa viemos de lá sem fazenda e frequentemente sem vida (a frase não é minha). Os laços com a União Europeia sairão drasticamente enfraquecidos.
  • Comunidade. Sairá reforçado o sentimento de comunidade entre os portugueses. Religião: Os portugueses voltarão outra vez a ser mais católicos.
  • Segurança Social. Os subsídios de desemprego vão diminuir drasticamente, bem como o período em que eles são pagos, e o mesmo acontecerá com outros subsídios de natureza social, alguns serão mesmo extintos. Quanto a pensões de reforma da Segurança Social, prepare-se para o pior.
  • Outras instituições. Instituições como a ASAE, as fundações que dependem do Estado, os Observatórios disto e daquilo, tudo isso será prontamente extinto.
  • Empresas e bancos. A empresa familiar e a pequena sociedade por quotas ganharão de novo importância, em prejuízo das grandes empresas e das sociedades anónimas, que, em parte, já estão a ser feitas em escombros. O mesmo com a banca, os grandes bancos estão a ser feitos em escombros, e ressurgirá uma banca pequena e de proximidade, altamente pessoalizada.»

2 comentários:

  1. Até parece que é bruxo!

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  2. Essas previsões todas estão perto da verdade. Infelizmente, porque o tuga é preconceituoso e vingativo, e vai voltar a estados de espírito do nível do Estado Novo.
    Quanto a aumentar o número de católicos, espero bem que não, grande número de crentes é uma prova de podridão social, a religião é o ópio do povo.

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