Julgo agora que o pagamento a 90 dias nunca foi o principal objectivo.
Se o MS está disposto a negociar atingiu-se um objectivo muito mais importante do que prazo de pagamento alargado. Não esquecer que o pagamento a 90 dias era apenas o "balão de oxigénio". O que se pretende são medidas estruturais específicas apresentadas nas reuniões com a direcção. Vamos agora ver se são efectivamente alcançadas.
É fácil, Azrael, se as propostas implicam maior despesa pública ou para os doentes a resposta é não. Se as propostas contribuem para uma redistribuiição de lucros entre as farmácias, talvez (não estou é a ver os grandes dispostos a abdicar do seu quinhão).
Toda a estratégia da ANF foi, quanto a mim errada. Esta forma de pôr o poder político entre a espada e a parede deu frutos enquanto havia dinheiro e, portanto, os governantes quando eram entalados preferiam sempre ceder. Foi assim que a ANF construiu muito do que tem hoje. No entanto, essa forma de fazer política está esgotada. Não há dinheiro para pagar essas cedências. A ANF só o percebeu agora, depois deste triste espectáculo, com a carta do ministro. A carta não traz qualquer compromisso claro nem nela o ministro se compromete com o que quer que seja. No entanto, os últimos parágrafos são claros e resumem-se assim: "ponham-se finos, senão faço-vos a folha!". Vá lá, a ANF percebeu a mensagem.
O dr. cordeiro está preso na armadilha. Daqui para frente o estrebuchar só vai apertar o garrote. Não há dinheiro. É aguentar, custe o que custar. As pequenas farmácias agora dependem da boa ventade e ajuda das autarquas. (Lisboa deu o mote isentando de alguns impostos)
A quem devia fazer a folha e não faz era à corja das farmácias dos hospitais, essa grande medida da dupla de malfeitores Socas/CC, que "ganharam" os concursos com valores impossíveis de serem cumpridos. Estava previsto no plano mafioso a alteração posterior da legislação por forma a tornar estas farmácias "economicamente sustentáveis". Tal só não aconteceu porque, no dia decisivo o Cordeiro não deixou, convocou a Imprensa e vai de chamar mentiroso, aldrabão e traidor ao Socas, que lá foi obrigado a recuar. Note-se que o gabinete de advogados ao qual a dupla Socas/CC encomendou a legislação para o "concurso" é o mesmo da Sociedade "vencedora" dos ditos. Nesta altura os calotes já vão em milhões e não se vê o MS a ordenar uma auditoria a sério, cujo resultado só pode ser mandar para os calabouços mandantes e capangas. Está à espera de quê ?
Julgo agora que o pagamento a 90 dias nunca foi o principal objectivo.
ResponderEliminarSe o MS está disposto a negociar atingiu-se um objectivo muito mais importante do que prazo de pagamento alargado. Não esquecer que o pagamento a 90 dias era apenas o "balão de oxigénio". O que se pretende são medidas estruturais específicas apresentadas nas reuniões com a direcção. Vamos agora ver se são efectivamente alcançadas.
É fácil, Azrael, se as propostas implicam maior despesa pública ou para os doentes a resposta é não. Se as propostas contribuem para uma redistribuiição de lucros entre as farmácias, talvez (não estou é a ver os grandes dispostos a abdicar do seu quinhão).
ResponderEliminarEm todas as propostas houve o cuidado de, precisamente, não aumentar a despesa nem ao utente nem ao estado.
ResponderEliminarToda a estratégia da ANF foi, quanto a mim errada. Esta forma de pôr o poder político entre a espada e a parede deu frutos enquanto havia dinheiro e, portanto, os governantes quando eram entalados preferiam sempre ceder. Foi assim que a ANF construiu muito do que tem hoje.
ResponderEliminarNo entanto, essa forma de fazer política está esgotada. Não há dinheiro para pagar essas cedências. A ANF só o percebeu agora, depois deste triste espectáculo, com a carta do ministro. A carta não traz qualquer compromisso claro nem nela o ministro se compromete com o que quer que seja. No entanto, os últimos parágrafos são claros e resumem-se assim: "ponham-se finos, senão faço-vos a folha!".
Vá lá, a ANF percebeu a mensagem.
Se assim é, porque é que ficou decidida nova suspensão de pagamentos caso não fossem tomadas medidas pelo MS até 15 de Dezembro?
ResponderEliminarNão se pode perder a cara assim tão facilmente... Este recuo deve ter custado bastante a assumir para alguém como o Cordeiro.
ResponderEliminarO dr. cordeiro está preso na armadilha.
ResponderEliminarDaqui para frente o estrebuchar só vai apertar o garrote.
Não há dinheiro. É aguentar, custe o que custar.
As pequenas farmácias agora dependem da boa ventade e ajuda das autarquas. (Lisboa deu o mote isentando de alguns impostos)
A quem devia fazer a folha e não faz era à corja das farmácias dos hospitais, essa grande medida da dupla de malfeitores Socas/CC, que "ganharam" os concursos com valores impossíveis de serem cumpridos.
ResponderEliminarEstava previsto no plano mafioso a alteração posterior da legislação por forma a tornar estas farmácias "economicamente sustentáveis".
Tal só não aconteceu porque, no dia decisivo o Cordeiro não deixou, convocou a Imprensa e vai de chamar mentiroso, aldrabão e traidor ao Socas, que lá foi obrigado a recuar.
Note-se que o gabinete de advogados ao qual a dupla Socas/CC encomendou a legislação para o "concurso" é o mesmo da Sociedade "vencedora" dos ditos.
Nesta altura os calotes já vão em milhões e não se vê o MS a ordenar uma auditoria a sério, cujo resultado só pode ser mandar para os calabouços mandantes e capangas.
Está à espera de quê ?
Mirone
Vai trabalhar malandro!
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