Ainda não haverá tempo suficiente para tirar conclusões consistentes mas, sinceramente, a ser verdade, não tenho uma boa explicação para o insucesso da promissora medida da prescrição por DCI.
Boicotes?
Ainda é cedo para tirar conclusões definitivas. Receitas renováveis com prescrições de Abril e Maio ainda andam a circular. No entanto, a insuficiente prescrição é conhecida de todos. O que pode ter havido simultaneamente, é pouca substituição devido à situação económica já debatida. Agora o choradinho das marcas e dos séniores polimedicados por parte da OM já satura! Há clínicos que mudam a marca de genérico destes doentes em consultas consecutivas. Já para não falar naqueles que mudam consoante soprou o vento nesse dia lá no centro de saúde... toda a gente sabe que esta situação é pouco sustentável para as farmácias. A opção por concurso público para todas as DCIs parece ser a mais viável.
Segundo dados hmR, e ao contrário do que diz a OM, a a quota de genéricos no mercado de medicamentos, em volume,em Setembro de 2012 é de 26,3% e não 25. Em maio, por exemplo, era 24,8.
Greenman, julgo que esse concurso público apesar de fazer sentido dificilmente irá para a frente pois mudará as regras a meio do jogo para os laboratórios que já investiram muito dinheiro para terem a AIM.
O que seria de esperar quando na farmácia é ao sabor do vento. Quando o doente traz genéricos na receita mas torce o nariz ao genérico é "leve o de marca, olhe que isto é como um Mercedes e um Fiat". E quantas farmácias é que se preocupam em dizer ao doente que há alternativas genéricas? QUANTAS?! Que santinhos do pau oco.
É rara a receita que vem só com a DCI, apesar das receitas já não poderem ser trancadas e de interpretar a receita como sendo por DCI mesmo que seja feita referência a laboratório ou nome comercial (excepto nas três excepções que permitem ao médico impedir).
Mas se vem Esomperazol 40mg x 56 [Nexium] é como eu disse no comentário anterior... Quantas farmácias vão dar o genérico? O utente assina o direito de opção e está a andar.
Sr. Presidente da direcção da ANF/ Associados da ANF
É com muita tristeza que redijo esta carta, mas após ter recebido no passado dia 17/10/2012 a vossa comunicação, vários sentimentos senti: raiva, traição, engano, manipulação, entre outros que não interessam de momento descrever.
A direcção da ANF, nomeadamente o seu presidente, continua(m) a ser coerentes com o seu desempenho de sempre, e passo a descrever de forma semelhante à utilizada pela direcção ( mais parece uma comunicação dos regimes caídos há um bom par de anos), com frases avulso e "bombásticas", mas não sendo mais do que todos nós sabemos e sofremos:
1) Usam (em sentido perjurativo)as farmácias associadas! 2) Raramente as ouvem, e só se lembram delas quando muito necessitam. 3) A ANF continua a parecer um feudo pertencente a alguns associados, que continua a usufruir do esforço, trabalho e desempenho de todos os associados. 4) Organizaram no passado sábado, dia 13/10/2012 uma Assembleia Magna, seguida de desfile até ao Ministério da Saúde, com discursos inflamados e colegas desesperados, com as " fardas" da ANF e o depósito das chaves de algumas farmácias numa acção de marketing "ANFesco" ( bem mais do que protesto). 5) Continuam a omitir a real situação de quem querem verdadeiramente "salvar a pele", a própria ANF e as empresas em dificuldades geridas na sua maioria por elementos indicados pela Associação, que adquiriram sem consulta esmagadora dos associados, e que permitiram prejuizos de exploração de vários milhões de euros. 6) Questionado por mim, na reunião de círculo do passado dia 1/10/2012 e por outros colegas, já na Assembleia Magna de 13/10/2012, quanto ao cancelamento do adiantamento das facturas do SNS (actualmente de 20 dias) foi por todos os responsáveis da ANF, rejeitada essa hipótese de cancelamento. Ora, 4 dias depois, aí está! Voltámos à situação, que relembro os mais desatentos, de há uns anos atrás, em que recebiamos 40 dias após a emissão das respectivas facturas. 7) Nas conclusões da Assembleia Magna, nem uma palavra relativamente ao cancelamento do adiantamento do pagamento das facturas. ...
8) Pressão sobre os armazenistas/indústria farmacêutica para os pagamentos a 90 dias? Com que argumento? Então recebemos a 40 dias, porquê pagarmos a 90 dias? Pressão já todos ( ou quase todos) fazem. Talvez a direcção da ANF não saiba, mas os acordos particulares farmácia/ armazenista para as melhores condições ( ou as melhores possíveis) são o quê? Não são forma de pressão? Quem tem acordos feitos, com que "cara" vai agora dizer que só lhes vai pagar com mais 20/30 dias? E os amazenistas, que vivem tão mal ou pior que nós, como irão aguentar? 9) Estas medidas, na minha opinião, de pagar mais tarde, mas também de receber mais tarde escondem o quê? Sejam claros! 10) A direcção da ANF, pelo menos que se tivesse sabido ou ouvido, nada disse, nas conclusões da Assembleia Magna, quanto à redução das margens comerciais regressivas, impostas pelo Estado, (medida à qual chamo roubo). Isso, é o que eu chamo de " silêncio ensurdecedor"! Passo a explicar sucintamente, porque eu também não entendo, nem ninguém me explicou para eu entender ( sou farmacêutico, não gestor, esses estão todos na Marechal Saldanha): que o Estado determine o preço final dos medicamentos sujeitos a receita médica, poupando, ainda " dou de barato", mas que imponha margens a uma cadeia de privados ( Indústria/armazenistas/farmácias), isso eu já não entendo! A ANF disse sobre isto nas suas conclusões? Nada! 11) Que a ANF esteja, tal como todos nós, em sérias dificuldades, acredito, talvez possa questionar porquê, mas cá estamos todos para tentar encontrar ( ou não) melhores soluções, mas sempre com verdade, frontalidade e clareza, que são predicados que pelos vistos não são usados na Rua acima mencionada.
12) Querem reduzir custos? Quem não quer! Ora cá vai uma dica: reduzam nos consultores/funcionários ( e respectivos agregados) principescamente pagos por todos nós. ( É que o vulgar associado, como eu, não conhece, nem sabe o valor desses ordenados). 13) Querem reduzir as dificuldades das farmácias! Ora cá vão mais umas dicas: em vez de procurarem este tipo de pressão que irão colocar os associados ainda mais vulneráveis, e os nossos parceiros Armazenistas ainda em mais dificuldades, em vez de oferecerem um "rebuçado" com a questão da redução do preço dos seguros praticados com a intermediação da ANF ( quer dizer que durante anos os associados pagaram a mais a redução agora alcançada), reduzam a quota variável, diminuam custos com os serviços prestados pelas empresas pertencentes ao grupo ( quem tiver dúvidas faça uma pesquisa de mercado dos últimos anos). 14) Quota variável de 1.5%? - É bom que se saiba que o paradigma mudou, a direcção sabe-o, e os associados têm de saber! Há um par de anos, a direcção da ANF batia à porta do Ministério da Saúde, e era rapidamente ( ou imediatamente? ) recebida pelo Sr. Ministro da Saúde. Agora? Não! Talvez venha a ser recebida alguns dias depois, por um qualquer Sr. Secretário de Estado! A correr bem! E o estado, ao qual o Sr. Secretário pertence, paga as factura no dia em que a ANF irá passar a pagar à farmácia por intermédio da Finanfarma, mas sem 1.5% de quota ( e sei do que falo!). Que a ANF ( ou a Finanfarma), retenha valor pelo adiantamento, ainda entendo ( custos de financiamento), mas que sem o adiantamento fique com 1.5%, aí já não compreendo. É que parte do paradigma também vem daqui. Há alguns anos, o 1.5%, seria para saldar a gestão corrente da ANF, para incrementar capitais próprios, para fábricas de produção de genéricos, para a central de compras, etc,etc, mas então e agora? Acho que já não dá para nada! É que os valores das facturas baixaram abruptamente ( como todos nós o sentimos na pele), já não chega para o custo do factoring? E vêm dizer-nos para nós fazermos pressão? Não brinquem connosco! Já nem o " banco dos pontos" chega? 15) É que até alguns anos, muitos ( ou quase todos) se queixavam dos famigerados 1.5%, mas esse valor, que na altura era como um "encolher de ombros" ( um mal necessário) agora faz-nos muita falta, mesmo muita!
Finalizo, dizendo-vos: A ANF é dos associados, de todos. Daqueles que "batem com a mão no peito" nas reuniões e assembleias, e também dos que contestam as decisões, e que têm opinião e caminhos divergentes. Também é minha! Sejam sinceros, ponham as " cartas em cima da mesa"! Sejam verdadeiros! Não nos usem! Não façam de nós "pastilha elástica"! Não nos lubridiem mais!
Farmacêutico (o crónico, não o que postou o testamento), você conhece o conceito de margem? Então percebe facilmente que, apesar de os genéricos serem mais baratos para o utente e para o estado, são também mais rentáveis para a farmácia na esmagadora maioria dos casos graças às melhores condições comerciais que oferecem.
Sendo assim, porque razão acredita que as farmácias preferem dispensar os medicamentos de marca? Mudou de opinião? Afinal as farmácias não são os antros sedentos de lucro que até agora descrevia? Ou simplesmente, mais uma vez, fala (inventa) acerca do que não percebe numa forma desesperada de tentar enganar quem o lê?
A polícia da gramática não está a punir a dislexia, fruto das austeridades...
Quanto ao concurso mudar as regras a meio do jogo... mas não é isso que tem acontecido sempre?! Não tem havido problema em mudar as regras a meio do jogo para prejudicar as farmácias. Haja coragem para afrontar a industria farmacêutica! Esta medida é uma boa medida, tendente a racionalizar (toma lá, novilingua!) o consumo de medicamentos mais caros, logo deveria ser para avançar e ontem já era tarde. Igualmente, obrigar à diminuição dos preços dos medicamentos de uso hospitalar é uma necessidade que peca já por tardia, bem demonstrada no estudo recente do Pita Barros. Só que é muito dificil, sabemos bem. Assim que se ameaçam com diminuições de preços, logo a industria ameaça com quebras de fornecimento, co-adjuvada pelo lobby dos utentes representados nas diversas associações, que "involutariamente" acabam por fazer o jogo da industria.
Finalmente alguém que fala verdade e escreve um "testamento" segundo o Azrael...
Então Azrael responde lá e se tiveres coragem dá a cara como o Senhor da Farmácia Confiança fez, para sabermos quem és tu e quais os teus verdadeiros interesses...
És um dos que são "principescamente pagos por todos nós." segundo o Farmacêutico???
"5) Continuam a omitir a real situação de quem querem verdadeiramente "salvar a pele", a própria ANF e as empresas em dificuldades geridas na sua maioria por elementos indicados pela Associação, que adquiriram sem consulta esmagadora dos associados, e que permitiram prejuizos de exploração de vários milhões de euros."
Que grandes gestores Azrael, com o dinheiro dos outros também eu brinco!!! LOL
Ainda bem que o último anónimo fala de dar a cara mas não se inibe de escrever como... anónimo.
Mas ainda bem que fala do "principescamente pagos por todos nós" um ponto que me dá vontade de rir pois evidência a falta de lógica que descrevo no parágrafo acima. O associado 8346 diz que é preciso baixar os ordenados principescos e os consultores mas depois logo a seguir diz que não sabe quanto eles ganham. É de facto fantástico.
Mas era muito fácil saber. Todos os associados, comuns ou não, têm acesso ao relatório de contas da ANF, onde se encontra a demonstração de resultados, onde por sua vez se pode encontrar o valor de gastos com o pessoal e perante o qual se pode facilmente concluir que qualquer poupança obtida por essa via é puro fogo de vista (uma dica, de 2010 para 2012 baixou mais de 2 milhões de € e foi cerca de 5% das vendas e serviços prestados).
Se calhar teria custado muito pouco ao associado 8346 informar-se antes de escrever o tal "testamento".
Se os salários são principescos ou não, não sei. Acredito que não sejam pois nas farmácias andam entre 10 e 20% da facturação.
"sou farmacêutico, não gestor, esses estão todos na Marechal Saldanha". Eu diria que, felizmente há muitos farmacêuticos que não estão na Marechal Saldanha que não menosprezam o seu importante papel de gestor. Da última vez que verifiquei as farmácias ainda eram empresas e as empresas precisam de pessoal com competências de gestão.
Ó Azrael, homem, pense!!! Acha que a farmácia ganha mais se vender um de marca a 25EUR PVA (margem 18,4% + 1,15EUR) ou um genérico a 6 EUR PVA (margem 25,7% + 0,11EUR)?!
Fantástico, fantástico é pegar num "testamento" com 15 items diferentes, muitos deles bastante pertinentes para observa de fora e até histórica e factualmente verdadeiros, pegar num dos menos importantes e a partir daí tentar descredibilizar toda a linha de argumentação sem refutar nada de substancial.Chama-se ruído de fundo e de facto, a ANF e o seu Presidente são peritos nisso. Só engana tolinhos desatentos que estejam do outro lado da barricada ou os limitados intelectualmente que estão do mesmo lado. Mesmo assim querer acreditar que que a renumeração dos "senadores" provêm exclusivamente da tesouraria da ANF é pueril. Esquecem-se é das as empresas parasitas e os jobs for the boys que se foram criando. Agora estão à rasca e berram muito . Os associados já são homenzinhos e portanto gostam de saber as estratégias da Associação à priori. Fazer jogo sujo instrumentalizando as Farmácias perante o caos que se irá gerar não é honesto para com os associados. Se a sua farmácia, ou aquela onde trabalha tem capacidade financeira para aguentar o embate (que acabará em derrota), óptimo para si. No entanto, o dever das farmácias é garantir a acessibilidade do medicamento às populações. Para isso foram "concessionados" os alvarás. Se não cumprirem, só estão a dar legitimidade ao Estado para "concessionar" a quem apresente melhores condições, seja por economias de escala, seja por capital passível de ser injectado no sector. Uma coisa é certa, se não houver lucro no sector, ninguém lá quer espetar dinheiro. Obviamente que não é esse o caso e por isso, o medo, o luto e o espernear moribundo. Todos sabem quem está à espreita e o que isso significa. Dizer adeus a uma riqueza intangível que é o trespasse. Muitos ainda a têm que pagar à banca ( comprada por valores inflacionados).
Acrescem ainda os profissionais de Farmácia que começam a estar descontentes, maioritariamente jovens, sem emprego, ou em condições precárias, sem autonomia e independência para exercer a sua profissão livremente e com uma ordem profissional dominada pelos proprietários e com um sindicato com o colete de forças vestido, a desunião é uma mais que uma certeza. No tempo das "vacas gordas", o ordenado era bom, o patrão nunca estava e por isso fazia-se o que se queria e tinha-se status e dinheiro. Como eram em menor número e todos estavam felizes, os interesses da de proprietários eram iguais ou parecidos aos dos assalariados. Agora, que só uns comem (bastante menos é certo) e outros ficam com migalhas, o que acham que irá acontecer?
Este país é um colosso, está tudo grosso,está tudo grosso. Este país perdeu o tino, a armar ao fino, a armar ao fino. Isto é que vai uma crise, prá esquerda... Isto é que vai uma crise, prá direita...
Vocês continuam com argumentações comparando a ANF a alguma organização do género Bildeberg e por isso perdem com argumentos bacocos.
O "Farmacêutico" mais respeitável expôs o seu descontentamento e a sua opinião legítima.
Eu concordo com algumas partes e discordo de outras.
Acho bem que haja opiniões diferentes para que haja discussão, mas sempre com respeito mútuo.
Em relação às contas do outro Farmacêutico no Esomperazol , só lhe digo depende. Se você tem a certeza eu apenas lhe diria que eu não tenho tanta certeza do qual é mais vantajoso para a farmácia.
Caro farmacêutico, pensar é o que eu mais faço. E ao contrário de si que abomina a gestão, para mim a análise da margem dos produtos não se faz escolhendo um exemplo a dedo. Como sabe, a maior parte dos grupos homogéneos não se enquadram nesse exemplo.
Não sei o que é mais absurdo, o facto de acreditar que um exemplo tirado da cartola resume todos os grupos homogéneos ou se achar que as farmácias realmente só ganham 1,65€ em genéricos de 6 €. Se assim fosse de certeza que não ia haver dinheiro para salários.
Ignora a existência de descontos comerciais para além da margem legal?
Exacto, como sempre vocês estão é preocupados com a perfeição, à procura dos erros dos outros para serem mais felizes.
Fiz copy paste do seu erro, porque fiz copy paste da sua citação que depois apaguei e nem reparei, mas sinceramente não sei o que isto acrescenta à discussão.
Esteja descansado que não vou estar à procura dos seus erros de português.
Espectador, 15 pontos mas quantos deles factuais e quantos deles opiniões? Mas respeito a liberdade de opinião dos outros. Não me diga é que a tenho que aceitar porque é extensa ou "pertinente".
O que eu escrevi foram números a refutar factualmente algumas dessas opiniões. Parece-me legítimo, não?
A ANF está a desagregar-se, até os associados já dão a cara... A ANF já não oferece protecção a ninguém... Era um lóbi, ou melhor um corderi...LOL
O reinado está a acabar, a mudança está ao virar da esquina... A farmácia enquanto grande negócio, que levava a trespasses na ordem dos milhões acabou...
Finalmente as Farmácias vão ser livres, os usurários da ANF e da OF quando virem que já não dá os milhões a que estavam habituados, vão todos pular barco fora...
Que venham os Belmiros e afins, pagarem menos de 600 euros a farmacêuticos como fazem actualmente nas farmácias, duvido...
Escreveu números a refutar algumas opiniões? Só vi opinião com refutada com números e mal. Aliás, ao responder a um anónimo o próprio emitiu uma opinião.
Não faço confusões, a minha profissão não mo permite. Já na sua área, quer me parecer que há quem tenha feito algumas, quer financeiras quer de estratégia. Sei o que significa jobs for the boys e estou a afirmar. E há mais exemplos, em outras empresas ligadas ao sector, nomeadamente armazenistas e outras ligadas à própria ANF. Mas o nó da forca está bem apertado, mas ainda vai apertar mais.
De resto, muito do que foi escrito aqui e especialmente o patente na carta aberta do associado continua intocável. O resto são apenas soundbytes. O que fica é o desconforto público que começa a emergir no seio da associação. Já não é só a plebe oprimida. É também a burguesia que já não quer seguir o líder.
Os Belmiros já não querem? Priva com eles à mesa de jantar ou está a emitir opinião? É legítimo.
Mesmo assim, a julgar pelo funeral e pelo berreiro parece que há muitos que têm opinião diferente.
É a sua opinião. Respeito mas discordo por vários motivos que não vale a pena enunciar pois o seu resultado seria nulo, o farmacêutico e companhia aproveitariam a deixa para se queixarem de mais alguma coisa e no fim tudo não passava de opiniões. Vejamos o desfecho disto pois aí já teremos factos
Vem Belmiro. Contigo, apesar do baixo preço dos medicamentos e da baixa de rentabilidade tu és grande! Nós sabemos que quando vieres, o ordenado mínimo do farmacêutico vais ser 2.000€... Santa ignorância...
A margem é a diferença entre o preço a que vendo efectivamente e o preço a que compro efectivamente.
As contas que está a fazer, a partir do PVA são para calcular o preço máximo autorizado do medicamento, na prática, uma margem sobre o PVA que nem sequer se deveria chamar margem pois na verdade é um markup.
Como lhe disse, tem que entrar em linha de conta com as condições comerciais.
A margem da farmácia é calculada sobre o PVA e é mesma coisa que a diferença entre o preço a que vende efectivamente e o preço a que compra efectivamente.
Não é a mesma coisa porque o preço a que compra efetivamente genéricos é inferior a pvp (s/IVA) - MgF (Calculada de acordo com a fórmula da DGAE). A não ser que o farmacêutico não tenha competências de gestão e as compras sejam mal feitas.
Pode ser que finalmente comece a aprender alguma coisa
O Farmaceutico compra o que lhe apetece pq o patrão nele nao manda! e se ele quiser comprar 1 Ben-u-ron ao armazenista ele compra! Mesmo que tenha 500 no armazém comprados directamente ao laboratorio com desconto de mais 30% (financeiro), mas se ele quer compra 1!
O farmaceutico nunca ouviu falar de descontos comerciais. ele nao ouve os comerciais que vao a farmácia. ele sabe tudo menos isso pq ele é farmaceutico, nao merceeiro. nem faz ideia de onde vem o dinheiro para pagar o ordenado dele pq ele é farmaceutico e esta la para vender caixas, mas so do q ele acha que deve vender.
Santa ignorancia... Viu uma formula no outro dia para calculo da margem e ignora que há compras directas aos laboratorios. Acha q tudo se compra aos armazenistas (daí o PVA) mas o que interessa é o PVF (preço a que a farmacia compra)
Se por cada 7 Ben-U-Ron tenho 1 de bónus, gratuito, se comprar 100, tenho 14 de bónus com lucro 100%.
Ora: 14 x 2,25 (PVP s/IVA) = 31,50EUR de lucro.
Abatendo sobre o que paguei para comprar os 100 a preço de custo 1,80EUR é como se tivesse tido um desconto 17,5%.
Não sei se estou correcto, não sou merceeiro nem quero ser, não estudei para tal.
E sim, não suporto os "comerciais" (DIM) que vão à farmácia, metem-me nojo, repugnam-me, a falta de ética e o discurso economicista e do vender por vender agonia-me.
Se tiver em armazém não vou comprar ao armazenista coisa nenhuma, mas se não tiver, p.e., um Crestor e o utente precisar vou pedi-lo ao armazenista e quero que o patrão se **** se não gostar.
*Se comprar directamente ao lab. posso conseguir ainda melhores condições, dependendo da quantidade. Mas quero que isso se ****, não foi para isso que fui contratado.
"O mercado de genéricos, em volume, tem vindo a crescer sustentadamente, tendo atingido os 5,4 milhões de embalagens dispensadas em Setembro de 2012, o que representa um crescimento homólogo de 13,6% e que é de realçar, tendo em conta que o mercado de medicamentos no mesmo mês até apresenta uma quebra (-2,6%). O reflexo desse crescimento está patente na quota de genéricos no mercado de medicamentos (em volume) referente a Setembro que atingiu 26,3% (uma subida de quase 4 pontos percentuais vs homólogo). No mês de Maio, antes da entrada em vigor do novo regime de prescrição por DCI, a quota de genéricos era de 24,8%, o que significa, assim, uma subida de 1,5 pontos percentuais em apenas 4 meses. Por outro lado, a quota de genéricos no mercado de Grupos Homogéneos (GH) em Setembro atingiu 60,4% vs 56,3% no homólogo, uma subida de 4,1 pontos percentuais no espaço de um ano. Paralelamente, no mês de Maio 2012, a quota de genéricos em GH era 58,3%, o que significa uma subida de 2,1 pontos percentuais em apenas 4 meses. Em contrapartida, o preço médio dos medicamentos genéricos dispensados pelas farmácias continua em tendência decrescente. Com efeito, considerando um índice de base 100 do preço médio dos medicamentos genéricos fixado a Janeiro de 2011, verifica-se que este índice foi baixando ao longo do tempo, atingindo o mínimo de 56,1 em Setembro 2012. O resultado deste decréscimo está evidenciado na contínua redução do mercado, em valor, de medicamentos genéricos que, em Setembro de 2012, para um crescimento em embalagens de 13,6% apresenta uma quebra de 28,1% em valor (-13,3 milhões de euros). Por fim, é de sublinhar que o mercado e a despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos continuam em queda. Em Setembro, o mercado de medicamentos apresenta uma quebra de 17,1% vs homólogo, estimando-se igualmente uma quebra na despesa do SNS com medicamentos de 16%."
E os bónus hoje em dia mantêm-se ainda decisivos, principalmente na gama dos genéricos, apesar do enorme corte comparativamente à 2 ou 3 anos.
O que mais me intriga é que de todos os estudos e análises que efectuam ao sector, raramente consideram os bónus, que antes das margens decretadas pelo Estado fazem enorme diferença.
Não dando um exemplo em concreto, (pois as margens variam por escalões de preço com referência para os PVA), mas considerando uma utópica margem média, apesar de referencial e reduzida para a farmácia em 20% e para a distribuição em 10%, um simples desconto de 25% sob a forma de bónus, tem resultado na margem de lucro bruta total de 73,3% (bastante distante da margem bruta acumulada de 30% (20% da farmácia e 10% da distribuição)).
Por exemplo, um medicamento com o PVA sem IVA de 10€ terá um PVF sem IVA de 13€.
Se o PVA = 10€, mas recebe um bónus de 25%, fica com um custo verdadeiro de 7,5€, o que significa que 13€/7,5€ = 73,3% de margem total.
Acham pouco, quando todos se queixam que a margem tem reduzido e por exemplo as farmácias apenas recebem em média cerca de 20% e a distribuição apenas 10%?
Quero aqui deixar bem claro que este exemplo foi criado de forma simples e com a intenção de ajudar a clarificar e esclarecer melhor a influência dos descontos na compra e na aquisição ao laboratório.
Claro que muitas condições se colocam, nomeadamente a compra em quantidade e o pagamento a muito curto prazo ou pp, bem como a condição de compra de outros medicamentos em pacote, etc, etc, etc.
Gostava de ouvir as vossas opiniões e se necessário o direito ao contraditório.
O debate é sempre positivo se todos ficarmos melhor no final, partindo do conhecimento inicial.
Ainda é cedo para tirar conclusões definitivas. Receitas renováveis com prescrições de Abril e Maio ainda andam a circular. No entanto, a insuficiente prescrição é conhecida de todos. O que pode ter havido simultaneamente, é pouca substituição devido à situação económica já debatida.
ResponderEliminarAgora o choradinho das marcas e dos séniores polimedicados por parte da OM já satura! Há clínicos que mudam a marca de genérico destes doentes em consultas consecutivas. Já para não falar naqueles que mudam consoante soprou o vento nesse dia lá no centro de saúde... toda a gente sabe que esta situação é pouco sustentável para as farmácias. A opção por concurso público para todas as DCIs parece ser a mais viável.
Segundo dados hmR, e ao contrário do que diz a OM, a a quota de genéricos no mercado de medicamentos, em volume,em Setembro de 2012 é de 26,3% e não 25. Em maio, por exemplo, era 24,8.
ResponderEliminarGreenman, julgo que esse concurso público apesar de fazer sentido dificilmente irá para a frente pois mudará as regras a meio do jogo para os laboratórios que já investiram muito dinheiro para terem a AIM.
ResponderEliminarO que seria de esperar quando na farmácia é ao sabor do vento. Quando o doente traz genéricos na receita mas torce o nariz ao genérico é "leve o de marca, olhe que isto é como um Mercedes e um Fiat". E quantas farmácias é que se preocupam em dizer ao doente que há alternativas genéricas? QUANTAS?! Que santinhos do pau oco.
ResponderEliminarÉ rara a receita que vem só com a DCI, apesar das receitas já não poderem ser trancadas e de interpretar a receita como sendo por DCI mesmo que seja feita referência a laboratório ou nome comercial (excepto nas três excepções que permitem ao médico impedir).
ResponderEliminarMas se vem Esomperazol 40mg x 56 [Nexium] é como eu disse no comentário anterior... Quantas farmácias vão dar o genérico? O utente assina o direito de opção e está a andar.
Nas farmácias a que costumo ir sempre me deram o genérico, mesmo quando eu ia à procura do medicamento de marca.
ResponderEliminarA direcção da ANF usa as farmácias associadas
ResponderEliminarSr. Presidente da direcção da ANF/ Associados da ANF
É com muita tristeza que redijo esta carta, mas após ter recebido no passado dia 17/10/2012 a vossa comunicação, vários sentimentos senti: raiva, traição, engano, manipulação, entre outros que não interessam de momento descrever.
A direcção da ANF, nomeadamente o seu presidente, continua(m) a ser coerentes com o seu desempenho de sempre, e passo a descrever de forma semelhante à utilizada pela direcção ( mais parece uma comunicação dos regimes caídos há um bom par de anos), com frases avulso e "bombásticas", mas não sendo mais do que todos nós sabemos e sofremos:
1) Usam (em sentido perjurativo)as farmácias associadas!
2) Raramente as ouvem, e só se lembram delas quando muito necessitam.
3) A ANF continua a parecer um feudo pertencente a alguns associados, que continua a usufruir do esforço, trabalho e desempenho de todos os associados.
4) Organizaram no passado sábado, dia 13/10/2012 uma Assembleia Magna, seguida de desfile até ao Ministério da Saúde, com discursos inflamados e colegas desesperados, com as " fardas" da ANF e o depósito das chaves de algumas farmácias numa acção de marketing "ANFesco" ( bem mais do que protesto).
5) Continuam a omitir a real situação de quem querem verdadeiramente "salvar a pele", a própria ANF e as empresas em dificuldades geridas na sua maioria por elementos indicados pela Associação, que adquiriram sem consulta esmagadora dos associados, e que permitiram prejuizos de exploração de vários milhões de euros.
6) Questionado por mim, na reunião de círculo do passado dia 1/10/2012 e por outros colegas, já na Assembleia Magna de 13/10/2012, quanto ao cancelamento do adiantamento das facturas do SNS (actualmente de 20 dias) foi por todos os responsáveis da ANF, rejeitada essa hipótese de cancelamento. Ora, 4 dias depois, aí está! Voltámos à situação, que relembro os mais desatentos, de há uns anos atrás, em que recebiamos 40 dias após a emissão das respectivas facturas.
7) Nas conclusões da Assembleia Magna, nem uma palavra relativamente ao cancelamento do adiantamento do pagamento das facturas.
...
8) Pressão sobre os armazenistas/indústria farmacêutica para os pagamentos a 90 dias? Com que argumento? Então recebemos a 40 dias, porquê pagarmos a 90 dias? Pressão já todos ( ou quase todos) fazem. Talvez a direcção da ANF não saiba, mas os acordos particulares farmácia/ armazenista para as melhores condições ( ou as melhores possíveis) são o quê? Não são forma de pressão? Quem tem acordos feitos, com que "cara" vai agora dizer que só lhes vai pagar com mais 20/30 dias? E os amazenistas, que vivem tão mal ou pior que nós, como irão aguentar?
ResponderEliminar9) Estas medidas, na minha opinião, de pagar mais tarde, mas também de receber mais tarde escondem o quê? Sejam claros!
10) A direcção da ANF, pelo menos que se tivesse sabido ou ouvido, nada disse, nas conclusões da Assembleia Magna, quanto à redução das margens comerciais regressivas, impostas pelo Estado, (medida à qual chamo roubo). Isso, é o que eu chamo de " silêncio ensurdecedor"! Passo a explicar sucintamente, porque eu também não entendo, nem ninguém me explicou para eu entender ( sou farmacêutico, não gestor, esses estão todos na Marechal Saldanha): que o Estado determine o preço final dos medicamentos sujeitos a receita médica, poupando, ainda " dou de barato", mas que imponha margens a uma cadeia de privados ( Indústria/armazenistas/farmácias), isso eu já não entendo! A ANF disse sobre isto nas suas conclusões? Nada!
11) Que a ANF esteja, tal como todos nós, em sérias dificuldades, acredito, talvez possa questionar porquê, mas cá estamos todos para tentar encontrar ( ou não) melhores soluções, mas sempre com verdade, frontalidade e clareza, que são predicados que pelos vistos não são usados na Rua acima mencionada.
12) Querem reduzir custos? Quem não quer! Ora cá vai uma dica: reduzam nos consultores/funcionários ( e respectivos agregados) principescamente pagos por todos nós. ( É que o vulgar associado, como eu, não conhece, nem sabe o valor desses ordenados).
ResponderEliminar13) Querem reduzir as dificuldades das farmácias! Ora cá vão mais umas dicas: em vez de procurarem este tipo de pressão que irão colocar os associados ainda mais vulneráveis, e os nossos parceiros Armazenistas ainda em mais dificuldades, em vez de oferecerem um "rebuçado" com a questão da redução do preço dos seguros praticados com a intermediação da ANF ( quer dizer que durante anos os associados pagaram a mais a redução agora alcançada), reduzam a quota variável, diminuam custos com os serviços prestados pelas empresas pertencentes ao grupo ( quem tiver dúvidas faça uma pesquisa de mercado dos últimos anos).
14) Quota variável de 1.5%? - É bom que se saiba que o paradigma mudou, a direcção sabe-o, e os associados têm de saber! Há um par de anos, a direcção da ANF batia à porta do Ministério da Saúde, e era rapidamente ( ou imediatamente? ) recebida pelo Sr. Ministro da Saúde. Agora? Não! Talvez venha a ser recebida alguns dias depois, por um qualquer Sr. Secretário de Estado! A correr bem! E o estado, ao qual o Sr. Secretário pertence, paga as factura no dia em que a ANF irá passar a pagar à farmácia por intermédio da Finanfarma, mas sem 1.5% de quota ( e sei do que falo!). Que a ANF ( ou a Finanfarma), retenha valor pelo adiantamento, ainda entendo ( custos de financiamento), mas que sem o adiantamento fique com 1.5%, aí já não compreendo. É que parte do paradigma também vem daqui. Há alguns anos, o 1.5%, seria para saldar a gestão corrente da ANF, para incrementar capitais próprios, para fábricas de produção de genéricos, para a central de compras, etc,etc, mas então e agora? Acho que já não dá para nada! É que os valores das facturas baixaram abruptamente ( como todos nós o sentimos na pele), já não chega para o custo do factoring? E vêm dizer-nos para nós fazermos pressão? Não brinquem connosco! Já nem o " banco dos pontos" chega?
15) É que até alguns anos, muitos ( ou quase todos) se queixavam dos famigerados 1.5%, mas esse valor, que na altura era como um "encolher de ombros" ( um mal necessário) agora faz-nos muita falta, mesmo muita!
Finalizo, dizendo-vos:
A ANF é dos associados, de todos. Daqueles que "batem com a mão no peito" nas reuniões e assembleias, e também dos que contestam as decisões, e que têm opinião e caminhos divergentes. Também é minha! Sejam sinceros, ponham as " cartas em cima da mesa"! Sejam verdadeiros! Não nos usem! Não façam de nós "pastilha elástica"! Não nos lubridiem mais!
Saudações farmacêuticas,
Farmácia Confiança
Luis Miguel Narciso Silva Cardoso
Associado 8346
Não fui eu que publiquei os 3 últimos comentários acima.
ResponderEliminarNós sabemos , não tens nível para reflexões .
ResponderEliminarO mundo não gira à tua volta
Ninguém vai dizer nada acerca do "lubridiem"? Onde anda a polícia da gramática e da ortografia?
ResponderEliminarFarmacêutico (o crónico, não o que postou o testamento), você conhece o conceito de margem? Então percebe facilmente que, apesar de os genéricos serem mais baratos para o utente e para o estado, são também mais rentáveis para a farmácia na esmagadora maioria dos casos graças às melhores condições comerciais que oferecem.
ResponderEliminarSendo assim, porque razão acredita que as farmácias preferem dispensar os medicamentos de marca? Mudou de opinião? Afinal as farmácias não são os antros sedentos de lucro que até agora descrevia? Ou simplesmente, mais uma vez, fala (inventa) acerca do que não percebe numa forma desesperada de tentar enganar quem o lê?
A polícia da gramática não está a punir a dislexia, fruto das austeridades...
ResponderEliminarQuanto ao concurso mudar as regras a meio do jogo... mas não é isso que tem acontecido sempre?! Não tem havido problema em mudar as regras a meio do jogo para prejudicar as farmácias. Haja coragem para afrontar a industria farmacêutica! Esta medida é uma boa medida, tendente a racionalizar (toma lá, novilingua!) o consumo de medicamentos mais caros, logo deveria ser para avançar e ontem já era tarde. Igualmente, obrigar à diminuição dos preços dos medicamentos de uso hospitalar é uma necessidade que peca já por tardia, bem demonstrada no estudo recente do Pita Barros. Só que é muito dificil, sabemos bem. Assim que se ameaçam com diminuições de preços, logo a industria ameaça com quebras de fornecimento, co-adjuvada pelo lobby dos utentes representados nas diversas associações, que "involutariamente" acabam por fazer o jogo da industria.
"A direcção da ANF usa as farmácias associadas"
ResponderEliminarFinalmente alguém que fala verdade e escreve um "testamento" segundo o Azrael...
Então Azrael responde lá e se tiveres coragem dá a cara como o Senhor da Farmácia Confiança fez, para sabermos quem és tu e quais os teus verdadeiros interesses...
És um dos que são "principescamente pagos por todos nós." segundo o Farmacêutico???
"5) Continuam a omitir a real situação de quem querem verdadeiramente "salvar a pele", a própria ANF e as empresas em dificuldades geridas na sua maioria por elementos indicados pela Associação, que adquiriram sem consulta esmagadora dos associados, e que permitiram prejuizos de exploração de vários milhões de euros."
ResponderEliminarQue grandes gestores Azrael, com o dinheiro dos outros também eu brinco!!! LOL
Ainda bem que o último anónimo fala de dar a cara mas não se inibe de escrever como... anónimo.
ResponderEliminarMas ainda bem que fala do "principescamente pagos por todos nós" um ponto que me dá vontade de rir pois evidência a falta de lógica que descrevo no parágrafo acima. O associado 8346 diz que é preciso baixar os ordenados principescos e os consultores mas depois logo a seguir diz que não sabe quanto eles ganham. É de facto fantástico.
Mas era muito fácil saber. Todos os associados, comuns ou não, têm acesso ao relatório de contas da ANF, onde se encontra a demonstração de resultados, onde por sua vez se pode encontrar o valor de gastos com o pessoal e perante o qual se pode facilmente concluir que qualquer poupança obtida por essa via é puro fogo de vista (uma dica, de 2010 para 2012 baixou mais de 2 milhões de € e foi cerca de 5% das vendas e serviços prestados).
Se calhar teria custado muito pouco ao associado 8346 informar-se antes de escrever o tal "testamento".
Se os salários são principescos ou não, não sei. Acredito que não sejam pois nas farmácias andam entre 10 e 20% da facturação.
"sou farmacêutico, não gestor, esses estão todos na Marechal Saldanha". Eu diria que, felizmente há muitos farmacêuticos que não estão na Marechal Saldanha que não menosprezam o seu importante papel de gestor. Da última vez que verifiquei as farmácias ainda eram empresas e as empresas precisam de pessoal com competências de gestão.
ResponderEliminarÓ Azrael, homem, pense!!! Acha que a farmácia ganha mais se vender um de marca a 25EUR PVA (margem 18,4% + 1,15EUR) ou um genérico a 6 EUR PVA (margem 25,7% + 0,11EUR)?!
ResponderEliminarMarca: 5,75EUR
Genérico: 1,65EUR
Será que sabe fazer contas?!
Fantástico, fantástico é pegar num "testamento" com 15 items diferentes, muitos deles bastante pertinentes para observa de fora e até histórica e factualmente verdadeiros, pegar num dos menos importantes e a partir daí tentar descredibilizar toda a linha de argumentação sem refutar nada de substancial.Chama-se ruído de fundo e de facto, a ANF e o seu Presidente são peritos nisso. Só engana tolinhos desatentos que estejam do outro lado da barricada ou os limitados intelectualmente que estão do mesmo lado. Mesmo assim querer acreditar que que a renumeração dos "senadores" provêm exclusivamente da tesouraria da ANF é pueril. Esquecem-se é das as empresas parasitas e os jobs for the boys que se foram criando. Agora estão à rasca e berram muito . Os associados já são homenzinhos e portanto gostam de saber as estratégias da Associação à priori. Fazer jogo sujo instrumentalizando as Farmácias perante o caos que se irá gerar não é honesto para com os associados.
ResponderEliminarSe a sua farmácia, ou aquela onde trabalha tem capacidade financeira para aguentar o embate (que acabará em derrota), óptimo para si. No entanto, o dever das farmácias é garantir a acessibilidade do medicamento às populações. Para isso foram "concessionados" os alvarás. Se não cumprirem, só estão a dar legitimidade ao Estado para "concessionar" a quem apresente melhores condições, seja por economias de escala, seja por capital passível de ser injectado no sector. Uma coisa é certa, se não houver lucro no sector, ninguém lá quer espetar dinheiro. Obviamente que não é esse o caso e por isso, o medo, o luto e o espernear moribundo. Todos sabem quem está à espreita e o que isso significa. Dizer adeus a uma riqueza intangível que é o trespasse. Muitos ainda a têm que pagar à banca ( comprada por valores inflacionados).
Acrescem ainda os profissionais de Farmácia que começam a estar descontentes, maioritariamente jovens, sem emprego, ou em condições precárias, sem autonomia e independência para exercer a sua profissão livremente e com uma ordem profissional dominada pelos proprietários e com um sindicato com o colete de forças vestido, a desunião é uma mais que uma certeza. No tempo das "vacas gordas", o ordenado era bom, o patrão nunca estava e por isso fazia-se o que se queria e tinha-se status e dinheiro. Como eram em menor número e todos estavam felizes, os interesses da de proprietários eram iguais ou parecidos aos dos assalariados. Agora, que só uns comem (bastante menos é certo) e outros ficam com migalhas, o que acham que irá acontecer?
Haja bom senso.
Cumprimentos
Lembram-se da saudosa Ivone Silva?
ResponderEliminarEste país é um colosso,
está tudo grosso,está tudo grosso.
Este país perdeu o tino,
a armar ao fino, a armar ao fino.
Isto é que vai uma crise,
prá esquerda...
Isto é que vai uma crise,
prá direita...
Aos anos que isto foi e cada vez mais certo.
Leitor esporádico
Vocês continuam com argumentações comparando a ANF a alguma organização do género Bildeberg e por isso perdem com argumentos bacocos.
ResponderEliminarO "Farmacêutico" mais respeitável expôs o seu descontentamento e a sua opinião legítima.
Eu concordo com algumas partes e discordo de outras.
Acho bem que haja opiniões diferentes para que haja discussão, mas sempre com respeito mútuo.
Em relação às contas do outro Farmacêutico no Esomperazol , só lhe digo depende. Se você tem a certeza eu apenas lhe diria que eu não tenho tanta certeza do qual é mais vantajoso para a farmácia.
Esomeprazol, who cares. Não sabe o que é um "type error" pelos vistos.
ResponderEliminarCaro farmacêutico, pensar é o que eu mais faço. E ao contrário de si que abomina a gestão, para mim a análise da margem dos produtos não se faz escolhendo um exemplo a dedo. Como sabe, a maior parte dos grupos homogéneos não se enquadram nesse exemplo.
ResponderEliminarNão sei o que é mais absurdo, o facto de acreditar que um exemplo tirado da cartola resume todos os grupos homogéneos ou se achar que as farmácias realmente só ganham 1,65€ em genéricos de 6 €. Se assim fosse de certeza que não ia haver dinheiro para salários.
Ignora a existência de descontos comerciais para além da margem legal?
Mas já que gosta, vamos a contas:
Zithromax, 500 mg x 3 comp revest
Pcusto=4,77
PVP s/IVA= 6,12
Mg= 1,35
Azitromicina Almus MG, 500 mg x 3 comp revest
Pcusto=1,96
PVP s/IVA= 3,77
Mg= 1,81
Outro:
Ben-U-Ron, 1000 mg x 18 comp
Pcusto= 1,80
PVP s/IVA= 2,25
Mg=0,45
Paracetamol Pharmakern MG, 1000 mg x 18 comp
Pcusto=0,56
PVP s/IVA= 1,67
Mg=1,11 (só mais do dobro)
É preciso mais contas ou chega-lhe?
Exacto, como sempre vocês estão é preocupados com a perfeição, à procura dos erros dos outros para serem mais felizes.
ResponderEliminarFiz copy paste do seu erro, porque fiz copy paste da sua citação que depois apaguei e nem reparei, mas sinceramente não sei o que isto acrescenta à discussão.
Esteja descansado que não vou estar à procura dos seus erros de português.
Espectador, 15 pontos mas quantos deles factuais e quantos deles opiniões? Mas respeito a liberdade de opinião dos outros. Não me diga é que a tenho que aceitar porque é extensa ou "pertinente".
ResponderEliminarO que eu escrevi foram números a refutar factualmente algumas dessas opiniões. Parece-me legítimo, não?
A ANF está a desagregar-se, até os associados já dão a cara... A ANF já não oferece protecção a ninguém... Era um lóbi, ou melhor um corderi...LOL
ResponderEliminarO reinado está a acabar, a mudança está ao virar da esquina... A farmácia enquanto grande negócio, que levava a trespasses na ordem dos milhões acabou...
Jobs for the boys? lol Acho que está a confundir a ANF com um partido político, uma autarquia ou um ministério.
ResponderEliminarA liberalização está a chegar, agora é que vamos ver os gestores...
ResponderEliminarDê-lhe as boas vindas por mim então por favor.
ResponderEliminarFinalmente as Farmácias vão ser livres, os usurários da ANF e da OF quando virem que já não dá os milhões a que estavam habituados, vão todos pular barco fora...
ResponderEliminarQue venham os Belmiros e afins, pagarem menos de 600 euros a farmacêuticos como fazem actualmente nas farmácias, duvido...
Se "já não dá os milhões" então "os belmiros e afins" também já não querem
ResponderEliminarIsso é o que vamos ver... Mas parece que eles estão à espreita...
ResponderEliminarEscreveu números a refutar algumas opiniões? Só vi opinião com refutada com números e mal. Aliás, ao responder a um anónimo o próprio emitiu uma opinião.
ResponderEliminarNão faço confusões, a minha profissão não mo permite. Já na sua área, quer me parecer que há quem tenha feito algumas, quer financeiras quer de estratégia. Sei o que significa jobs for the boys e estou a afirmar. E há mais exemplos, em outras empresas ligadas ao sector, nomeadamente armazenistas e outras ligadas à própria ANF. Mas o nó da forca está bem apertado, mas ainda vai apertar mais.
De resto, muito do que foi escrito aqui e especialmente o patente na carta aberta do associado continua intocável. O resto são apenas soundbytes. O que fica é o desconforto público que começa a emergir no seio da associação. Já não é só a plebe oprimida. É também a burguesia que já não quer seguir o líder.
Os Belmiros já não querem? Priva com eles à mesa de jantar ou está a emitir opinião? É legítimo.
Mesmo assim, a julgar pelo funeral e pelo berreiro parece que há muitos que têm opinião diferente.
Cumprimentos
Se ler o que escrevi repara que foi "Se já não dá os milhões então os belmiros não querem". Se querem é porque se calhar ainda dá alguns milhões.
ResponderEliminarÉ a sua opinião. Respeito mas discordo por vários motivos que não vale a pena enunciar pois o seu resultado seria nulo, o farmacêutico e companhia aproveitariam a deixa para se queixarem de mais alguma coisa e no fim tudo não passava de opiniões. Vejamos o desfecho disto pois aí já teremos factos
ResponderEliminarVem Belmiro. Contigo, apesar do baixo preço dos medicamentos e da baixa de rentabilidade tu és grande! Nós sabemos que quando vieres, o ordenado mínimo do farmacêutico vais ser 2.000€...
ResponderEliminarSanta ignorância...
Azrael, tem que calcula a margem da farmácia sobre o PVA, não sobre o preço de custo ou PVP...
ResponderEliminarA margem é a diferença entre o preço a que vendo efectivamente e o preço a que compro efectivamente.
ResponderEliminarAs contas que está a fazer, a partir do PVA são para calcular o preço máximo autorizado do medicamento, na prática, uma margem sobre o PVA que nem sequer se deveria chamar margem pois na verdade é um markup.
Como lhe disse, tem que entrar em linha de conta com as condições comerciais.
O Azrael é que é o comerciante, não sou eu. Mas tem razão, parece-me.
ResponderEliminarPVP (s/ IVA) = PVA + MgA + MgF + feeF + Taxa INF
PVP (c/ IVA) = (PVA + MgA + MgF + feeF + Taxa INF) x 1,06
Façamos as contas para o Ben-U-Ron, 1000 mg x 18 comp que exemplificou.
PVP (s/ IVA) = PVA + MgA + MgF + feeF + Taxa INF
2,25 = PVA + 0,112PVA + 0,279PVA + 0,004PVP(s/ IVA) <=> 2,25 = 1,391PVA + 0,009 <=> PVA = (2,25 - 0,009)/1,391 <=> PVA = 1,61EUR
Então,
MgF = 0,279PVA = 0,279 x 1,61 = 0,45EUR
A margem da farmácia é calculada sobre o PVA e é mesma coisa que a diferença entre o preço a que vende efectivamente e o preço a que compra efectivamente.
Parece-lhe? Ainda com dúvidas lol
ResponderEliminarNão é a mesma coisa porque o preço a que compra efetivamente genéricos é inferior a pvp (s/IVA) - MgF (Calculada de acordo com a fórmula da DGAE). A não ser que o farmacêutico não tenha competências de gestão e as compras sejam mal feitas.
Pode ser que finalmente comece a aprender alguma coisa
O Farmaceutico compra o que lhe apetece pq o patrão nele nao manda! e se ele quiser comprar 1 Ben-u-ron ao armazenista ele compra! Mesmo que tenha 500 no armazém comprados directamente ao laboratorio com desconto de mais 30% (financeiro), mas se ele quer compra 1!
ResponderEliminarO farmaceutico nunca ouviu falar de descontos comerciais. ele nao ouve os comerciais que vao a farmácia. ele sabe tudo menos isso pq ele é farmaceutico, nao merceeiro. nem faz ideia de onde vem o dinheiro para pagar o ordenado dele pq ele é farmaceutico e esta la para vender caixas, mas so do q ele acha que deve vender.
ResponderEliminarSanta ignorancia... Viu uma formula no outro dia para calculo da margem e ignora que há compras directas aos laboratorios. Acha q tudo se compra aos armazenistas (daí o PVA) mas o que interessa é o PVF (preço a que a farmacia compra)
Se por cada 7 Ben-U-Ron tenho 1 de bónus, gratuito, se comprar 100, tenho 14 de bónus com lucro 100%.
ResponderEliminarOra: 14 x 2,25 (PVP s/IVA) = 31,50EUR de lucro.
Abatendo sobre o que paguei para comprar os 100 a preço de custo 1,80EUR é como se tivesse tido um desconto 17,5%.
Não sei se estou correcto, não sou merceeiro nem quero ser, não estudei para tal.
E sim, não suporto os "comerciais" (DIM) que vão à farmácia, metem-me nojo, repugnam-me, a falta de ética e o discurso economicista e do vender por vender agonia-me.
Se tiver em armazém não vou comprar ao armazenista coisa nenhuma, mas se não tiver, p.e., um Crestor e o utente precisar vou pedi-lo ao armazenista e quero que o patrão se **** se não gostar.
*Se comprar directamente ao lab. posso conseguir ainda melhores condições, dependendo da quantidade. Mas quero que isso se ****, não foi para isso que fui contratado.
ResponderEliminarAcho que ainda é isto que se discute aqui!!!
ResponderEliminar"O mercado de genéricos, em volume, tem vindo a crescer sustentadamente, tendo atingido os 5,4 milhões de embalagens dispensadas em Setembro de 2012, o que representa um crescimento homólogo de 13,6% e que é de realçar, tendo em conta que o mercado de medicamentos no mesmo mês até apresenta uma quebra (-2,6%). O reflexo desse crescimento está patente na quota de genéricos no mercado de medicamentos (em volume) referente a Setembro que atingiu 26,3% (uma subida de quase 4 pontos percentuais vs homólogo). No mês de Maio, antes da entrada em vigor do novo regime de prescrição por DCI, a quota de genéricos era de 24,8%, o que significa, assim, uma subida de 1,5 pontos percentuais em apenas 4 meses. Por outro lado, a quota de genéricos no mercado de Grupos Homogéneos (GH) em Setembro atingiu 60,4% vs 56,3% no homólogo, uma subida de 4,1 pontos percentuais no espaço de um ano. Paralelamente, no mês de Maio 2012, a quota de genéricos em GH era 58,3%, o que significa uma subida de 2,1 pontos percentuais em apenas 4 meses. Em contrapartida, o preço médio dos medicamentos genéricos dispensados pelas farmácias continua em tendência decrescente. Com efeito, considerando um índice de base 100 do preço médio dos medicamentos genéricos fixado a Janeiro de 2011, verifica-se que este índice foi baixando ao longo do tempo, atingindo o mínimo de 56,1 em Setembro 2012. O resultado deste decréscimo está evidenciado na contínua redução do mercado, em valor, de medicamentos genéricos que, em Setembro de 2012, para um crescimento em embalagens de 13,6% apresenta uma quebra de 28,1% em valor (-13,3 milhões de euros). Por fim, é de sublinhar que o mercado e a despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos continuam em queda. Em Setembro, o mercado de medicamentos apresenta uma quebra de 17,1% vs homólogo, estimando-se igualmente uma quebra na despesa do SNS com medicamentos de 16%."
confere com os meus números
ResponderEliminarE os bónus hoje em dia mantêm-se ainda decisivos, principalmente na gama dos genéricos, apesar do enorme corte comparativamente à 2 ou 3 anos.
ResponderEliminarO que mais me intriga é que de todos os estudos e análises que efectuam ao sector, raramente consideram os bónus, que antes das margens decretadas pelo Estado fazem enorme diferença.
Não dando um exemplo em concreto, (pois as margens variam por escalões de preço com referência para os PVA), mas considerando uma utópica margem média, apesar de referencial e reduzida para a farmácia em 20% e para a distribuição em 10%, um simples desconto de 25% sob a forma de bónus, tem resultado na margem de lucro bruta total de 73,3% (bastante distante da margem bruta acumulada de 30% (20% da farmácia e 10% da distribuição)).
Por exemplo, um medicamento com o PVA sem IVA de 10€ terá um PVF sem IVA de 13€.
Se o PVA = 10€, mas recebe um bónus de 25%, fica com um custo verdadeiro de 7,5€, o que significa que 13€/7,5€ = 73,3% de margem total.
Acham pouco, quando todos se queixam que a margem tem reduzido e por exemplo as farmácias apenas recebem em média cerca de 20% e a distribuição apenas 10%?
Quero aqui deixar bem claro que este exemplo foi criado de forma simples e com a intenção de ajudar a clarificar e esclarecer melhor a influência dos descontos na compra e na aquisição ao laboratório.
Claro que muitas condições se colocam, nomeadamente a compra em quantidade e o pagamento a muito curto prazo ou pp, bem como a condição de compra de outros medicamentos em pacote, etc, etc, etc.
Gostava de ouvir as vossas opiniões e se necessário o direito ao contraditório.
O debate é sempre positivo se todos ficarmos melhor no final, partindo do conhecimento inicial.
Muito obrigado.
Fernando meira