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domingo, 25 de março de 2012

O prazer de fugir aos impostos

Inspirado por uma reportagem na televisão decidi, num dia da semana passada, vir de Coimbra até casa, não pela costumeira autoestrada mas pela antiga estrada número 1, sem portagens. De início foi agradável rever localidades onde já não passava há séculos mas que calcorreei tantas vezes nos meus tempos de estudante, muitas vezes à boleia. Depois cansei-me de rotundas, semáforos, limites de velocidade, camiões e aselhas e, enfim, senti-me como um pássaro libertado da gaiola quando em Grijó entrei no percurso habitual e pude finalmente acelerar.
Demorei duas horas e pouco quando costumo demorar uma e pouco, uma hora a mais portanto. Poupei 6,90 € em portagens e cerca de 2 € em combustível. Nove euros à hora nos dias que correm não é mau...

Mas o que me deixou mesmo satisfeito foi saber que nove dos meus euros não foram parar aos cofres do Estado e de empresas próximas do Estado - Evitar pagar impostos ao monstro é das coisas que actualmente mais gozo me dá.

13 comentários:

  1. Ó Dr.Peliteiro, há aí qualquer coisa que me escapa...

    -oliveira-

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  2. Não estás sozinho Camarada... Só uso as antigas scuts portajadas em caso de extrema necessidade...normalmente por falta de tempo útil e urg~encia em chegar ao destino...creio que todos o fazem...até os camiões de mercadoriaS E DA DISTRIBUIÇÃO...ESTE ÚLTIMOS DEVIAM SER PROIBIDOS DE circular nas estadas nacionais pois esburacam-nas todas...

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  3. «P.J. descobre esquema para ludibriar SNS, farmácias e médicos»
    Isto é roubo! Mas cuidado, de tanto querer fugir aos impostos,não entremos em tentações menos legais.
    Evitemos pagar ao mostro mas não incitemos, para bem de todos, a atitudes menos próprias. E perigosas!

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  4. Fugir aos impostos ilegalmente, não é o mesmo que evitar utilizar um serviço taxado pelo Estado.
    O pagamento de impostos em paises desenvolvidos(onde não constam ditaduras, como é obvio) é um ato de cidadania indiscutivel, mas a aplicação dos impostos é escrutinada à priori. Nesta democracia cubanizada, só sabemos para onde vão os nossos impostos, depois de serem gastos por 2 excelsos engenheiros(Guterres/Socrates) e tambem pelo "grande estadista" A.J.Jardim, vidé autoestradas sem viaturas(A13, p.ex.), tuneis desnecessarios(Madeira e Marao), aeroportos sem passageiros(Ex. Beja), estadios de futebol sem utilização(ex.Algarve), admissoes, reformas e ordenados escandalosos(ex. empresas públicas ou privadas com o acionista estado).
    Perante esta incompetencia e esbanjamento de dinheiros publicos, existe algum portugues no pleno gozo das suas faculdades mentais, que tenha prazer em pagar impostos?
    Genericamente, foi a isto que o Jorge se referiu, como é obvio. Estamos a falar de gente civilizada.
    (Aliás, já defendi a suspensão por 1 mês do pagamento de impostos(IRC/TSU) ao estado por parte dos empresários, que tem sido castigados com uma legislação severa no pagamento de impostos e na vigente legislação laboral mais protecionista da OCDE).

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  5. Concordo com o Carlos F.
    Só não percebo a selectividade dos nomes... Então o sr. Cavaco não tem responsabilidade nenhuma? Tem, bastante até.

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  6. Pois sim, Dr. Peliteiro, mas cansou-se de rotundas,limites de velocidade,camiõese, aselhas,fumarada e 1 hora a mais. (e tempo é dinheiro)
    Fez o gosto ao dedo mas chatiçes assim por 8 euros, foi fraca satisfação.Um técnico superior ganha mais numa hora e nas calmas. (penso eu )

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  7. «Estamos a falar de gente civilizada.»

    Obrigado Carlos F. Quando vamos ao nosso peixe-galo grelhado?
    Abraço

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  8. «Um técnico superior ganha mais numa hora e nas calmas.»

    Não me agrada nada a classificação de técnico superior. Gosto mais de farmacêutico.

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  9. Pronto. Peço desculpa.
    Mas fico na minha.É maçada a mais.
    Eu uso outro sistema; há compras a 23% de IVA que deixaram de me fazer falta...

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  10. Caro Jorge,
    por acaso hoje também me veio à lembrança o bom peixe da Póvoa. Vamos marcar isso antes da Queima.
    Até lá.

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  11. Os senhores donos de farmácias continuam a fazer de tudo: testas de ferro, propriedade de até 30 farmácias, mega-fraude... Não admira que tantos tenham "enriquecido".

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  12. Os senhores donos de farmácias não farmacêuticos, note-se.

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