Esta campanha, faz todo o sentido fazer-se em latitudes onde ainda se discute se o medicamento é ou não um bem de consumo igual a todos os outros. Parece-me por isso sintomatico que os participantes habituais deste bloque debitem muita banalidade quando se trata de assuntos relacionados com a propriedade da farmácia e se silenciem quando tratamos de coisas mais sérias, como sejam, a dispensa competente e ética dos Medicamentos.
Ninguém fala porque deve haver consenso nesta matéria. Já quanto à liberalização, não há consenso. Não vale é dizer que por causa desta, os medicamentos vão passar a ser olhados como produtos de consumo iguais aos outros. Actualmente isso já acontece, e já acontecia antes da liberalização, não dá para dourar esta pílula.
A sociedade em que vivemos tornou o medicamento num bem de consumo como os outros. Vivemos na era da medicalização da sociedade, basta ver as sucessivas edições do DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) para ter uma percepção da evolução deste problema. A ideia que existe é que tudo se trata com um comprimido, uns pós ou mesmo homeopatetices. Temos todos culpa no cartório, da indústria e seu marketing à farmácia e seus aconselhamentos de produtos para todas as situações e mais algumas. Temos ainda muito trabalho pela frente, nas farmácias e nas comunidades, para conseguirmos travar este processo.
Esta campanha, faz todo o sentido fazer-se em latitudes onde ainda se discute se o medicamento é ou não um bem de consumo igual a todos os outros.
ResponderEliminarParece-me por isso sintomatico que os participantes habituais deste bloque debitem muita banalidade quando se trata de assuntos relacionados com a propriedade da farmácia e se silenciem quando tratamos de coisas mais sérias, como sejam, a dispensa competente e ética dos Medicamentos.
Ninguém fala porque deve haver consenso nesta matéria. Já quanto à liberalização, não há consenso. Não vale é dizer que por causa desta, os medicamentos vão passar a ser olhados como produtos de consumo iguais aos outros. Actualmente isso já acontece, e já acontecia antes da liberalização, não dá para dourar esta pílula.
ResponderEliminarA sociedade em que vivemos tornou o medicamento num bem de consumo como os outros. Vivemos na era da medicalização da sociedade, basta ver as sucessivas edições do DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) para ter uma percepção da evolução deste problema.
A ideia que existe é que tudo se trata com um comprimido, uns pós ou mesmo homeopatetices. Temos todos culpa no cartório, da indústria e seu marketing à farmácia e seus aconselhamentos de produtos para todas as situações e mais algumas. Temos ainda muito trabalho pela frente, nas farmácias e nas comunidades, para conseguirmos travar este processo.