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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

Desde 2003


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Façam rodar a tômbola! 

Agora o INFARMED ver-se-à obrigado a não mais procrastinar e a fazer rodar a tômbola:
«Implementar efectivamente a legislação existente que regula a actividade das farmácias [T4-2011
com pelo menos mais 300 novas Farmácias.

Peliteiro,   às  23:26
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dia negro para as Farmácias e... os doentes 

Já se sabia que hoje seria um dia negro para as Farmácias:

«O Conselho de Ministros aprovou hoje um decreto-lei, com o novo regime de preços dos medicamentos comparticipados e não comparticipados;
O novo regime prevê a redução das margens das farmácias e dos grossistas e estabelece uma “margem fixa regressiva;
O diploma altera os países que servem de referência à fixação dos preços, implicando uma baixa generalizada;
A direção da ANF está demissionária.»

Embora ninguém o diga, é sobretudo um dia negro para os doentes: será comum não encontrarem na farmácia o medicamento que precisam, será comum não serem atendidos por pessoal qualificado, será comum não serem atendidos com o vagar e a atenção necessária às coisas importantes, sem explicações, educações ou informações, mas com intenções, será comum não ser possível ceder medicamentos a crédito aos mais necessitados, será comum que a farmácia e os farmacêuticos do costume, de há anos, não existam mais, será comum a venda indiscriminada de medicamentos sem receita médica, da prática de actos quasi-médicos, de fraudes e ilegalidades várias, será normal a farmácia deixar de ser um espaço especializado em medicamentos e passar a ocupar-se de produtos mais comerciais, mais lucrativos.

Peliteiro,   às  21:50
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Amanhã será um dia negro para as Farmácias 

É o que se diz.

Peliteiro,   às  14:26
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Isto está mesmo mau! 

Dois bancos deixam de pagar a convencionados do SNS

Peliteiro,   às  14:24
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Um exemplo de proposta de valor 

Em tempos escrevi que «Portugal tem meios técnicos e humanos (os farmacêuticos portugueses são dos melhores do mundo) para assumir um lugar principal no mercado Farmacêutico Internacional». Carlos, no Balanced scorecard, sublinha um exemplo:


"Uma "multinacional" 100% portuguesa":

«"Onde a Lusomedicamenta "se destaca em termos de exportação" é no fabrico para terceiros, adianta a administradora. Dos 50 milhões de euros de facturação consolidada atingidos em 2010, 75% foi proveniente da exportação. Para 2011 a previsão é a de aumentar a facturação.

Entre os clientes contam-se a grande maioria dos "tubarões" mundiais do mundo farmacêutico, que Joaquina Couto prefere "não citar", mas que facilmente se identificam no "site" oficial da empresa.

Para "capturar" esse "peixe graúdo" a empresa conta como principal arma com o facto de fornecer um serviço completo, ou "chave-na-mão". "Dentro do processo do medicamento nós fazemos toda a gestão", avança Joaquina Couto."

Os tubarões, enfeitiçados pela eficiência, amedrontados pela derrocada do modelo de negócio assente nos blockbusters, concentram-se cada vez mais na produção das grandes séries em poucas unidades produtivas de grande dimensão.

Assim, quando têm de produzir pequenas séries, quando têm de fazer produções rápidas, isso fica-lhes muito caro e provoca disrupções no planeamento.

A proposta de valor da Lusomedicamenta passa por:

  • produção de pequenas séries;
  • tempo curto desde a encomenda até à entrega;
  • o cliente não tem de empatar dinheiro em stocks para minimizar as disrupções na sua produção;
  • o cliente não perde dinheiro a interromper as suas longas séries de produção;
  • o cliente não falha com os seus clientes;
  • a segurança na produção - garantida por certificações e validações internacionais;
  • flexibilidade e rapidez.

Muito mais do que simplesmente fazer um preço para compensar os custos e ter uma recompensa discreta.

"Metade da produção da Lusomedicamenta destina-se à exportação":

"“As perspectivas são modernamente optimistas, se pensarmos que, a nível das grandes multinacionais, muitas destas estão a desinvestir e a vender as suas unidades fabris. Para nós, que temos o reconhecimento internacional e a capacidade instalada para dar resposta aos níveis de exigência que o fabrico de medicamentos e respectiva logística exigem, é uma janela de oportunidade”, diz ao jornal."
»

Peliteiro,   às  14:22
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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Turismo na Póvoa carece de "reposicionamento" 

Foi apresentado um Plano Estratégico para o Turismo na Póvoa de Varzim, pago pela Câmara. A recomedação é óbvia, senso comum, qualquer um o conclui depois de um passeio junto ao mar em noite de Verão: o turismo na Póvoa carece de reposicionamento.
Mas se o diagnóstico é fácil já o remédio se afigura difícil. Como pode a Póvoa deixar de ser pasto para turismo de pé-descalço se a cidade apenas oferece ranchos folclóricos e gaitas dos Andes, praias sujas e águas contaminadas, carrinhos a pedal atropelando transeuntes, provas desportivas colapsando acessos e feiras de saldos em barracos nas zonas mais turísiticas da cidade? Como pode a Póvoa deixar de ser palco para vândalos e cachopas anafadas se os seus autarcas são uns pategos incorrigíveis?


Peliteiro,   às  22:50
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Lajes pharmacist saves 8-year-old Portuguese girl 

«Mr. McKendrick, a U.S. civilian pharmacist assigned to the 65th Medical Support Squadron, saved Marta from an untimely death after she fell about 20 feet. McKendrick, who had worked in an emergency room, had Emergency Management Training, and gone on many emergency runs when he was a volunteer with the fire department in Statham, Georgia, knew exactly what to do.»

Se fosse um farmacêutico português a criança provavelmente morreria, porque estes não têm grande formação em suporte de vida - e deviam!

Peliteiro,   às  22:11
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Saúde fora da lei 

A nova legislação farmacêutica - uma absurda correiadecampice - potenciou o aparecimento de uma infinidade de serviços prestados pelas farmácias. Hoje as farmácias são menos especializadas em medicamentos e mais em tudo e mais alguma coisa; são tendencialmente espaços de saúde, o que quer que isso seja.

Como em tudo o que é feito em cima do joelho surgem falhas importantes:
1- Se o director técnico de uma farmácia é o responsável técnico por todas as actividades que se desenvolvem na farmácia, que capacidade, que competência tem para se responsabilizar, para tutelar, médicos, enfermeiros, podologistas, nutricionistas, optometristas, técnicos de cardiopneumografia, neurofisiografia, audiometria, bruxos e trinta por uma linha?
2- Se as farmácias são reguladas pelo INFARMED e não pela ERS, ou seja, em termos práticos, se a ERS não entra nas farmácias, quem regula, quem controla, quem fiscaliza os serviços de saúde exercidos pelos mais variados profissionais de saúde e aparentados que pululam nas farmácias portuguesas?

Que responda quem saiba, de preferência antes que alguma desgraça caia nos jornais.


Peliteiro,   às  22:34
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Dia do Farmacêutico 

«E passando Jesus, viu um homem cego de nascença (...) cuspiu no chão e com a saliva fez lodo, e untou com lodo os olhos do cego.»

Peliteiro,   às  00:03
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Análises clínicas no café! 

Já tínhamos relatado um conceito de negócio fantástico, depilar as pilosidades axilares e enquanto isso, aproveitar, urinar e "tirar" o sangue para as análises, mas este é menos rebuscado mas mais popular: "tire" sangue e, ainda sentadinho, tome um café e um bagaço - aproveita para matar o bicho Helicobacter pylori - obviamente oferecido pelo laboratório, ou melhor dizendo pelo Estado, o tal de social.
Realmente, 5 anos de Governo socialista estouram com tudo.



Peliteiro,   às  01:02
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Farmácias vêem-se gregas 

«Grecia decide poner fin a situaciones de monopolio en algunos sectores, como los taxis, las farmacias, la abogacía o las notarías, y liberalizar el mercado laboral

Peliteiro,   às  23:39
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terça-feira, 20 de setembro de 2011

POC - despesa oculta 

Lendo um artigo onde se conclui que «Most non-insulin treated patients with type 2 diabetes do not require routine self-monitoring of blood glucose.» assaltou-me uma dúvida:

Quanto se gasta em Portugal, um país com intenções de redução de despesas com a saúde, em determinações por point of care (POC)?

A verdade é que, pensando bem, ninguém sabe! O Estado não faz a mínima ideia porque a própria classificação da despesa não é uniforme nas diferentes unidades de saúde. A glicémia primeiro, depois o INR, etc., e agora a HbA1c, fazem paulatinamente o seu caminho no sentido do despesismo sem critério e sem controlo...

Peliteiro,   às  13:58
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QS Top World University Rankings 2011 

Universidade de Coimbra considerada a melhor universidade portuguesa
«O “QS Top World University Rankings 2011” elegeu a Universidade de Coimbra como a melhor universidade portuguesa. A UC é a única instituição de ensino superior portuguesa a constar na lista das 400 melhores universidades do mundo.»

Peliteiro,   às  07:37
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Dominó farmacêutico? 

Carlos, no Balanced scorecard:
«E se isto "Remédios em risco nas unidades públicas" for o primeiro passo para isto "China and India Making Inroads in Biotech Drugs"?»

Peliteiro,   às  07:35
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meio apêndice 

Joaquim, no Portugal Contemporâneo:
«Será apendicite? Não será? Vamos tirar metade do apêndice.»

Peliteiro,   às  07:33
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Crónicas da Póvoa de Varzim 

Um novo blog surgiu na Póvoa de Varzim, supostamente ligado a alguém que é, como eu, militante do PSD. Embora discorde das políticas locais é sempre bem-vindo. Chama-se "Crónicas da Póvoa de Varzim" (oficial) e boa sorte é quanto desejo ao seu autor ou autores.

Peliteiro,   às  07:28
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domingo, 18 de setembro de 2011

Não sei se já sabe Dr. Macedo, 

mas uma boa parte dos problemas da saúde depende do Ministério...

da Educação!: Médias de Medicina voltam a subir

Peliteiro,   às  14:42
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Jardim 

Compreendo a indignação com o Alberto João. Não compreendo porque muita dessa indignação não é extensível a Sócrates; nem à grande maioria dos autarcas.
A desonestidade intelectual é omnipresente.

Peliteiro,   às  14:30
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sábado, 17 de setembro de 2011

La farmacia no es solo tienda 

«Los boticarios defienden su sistema ante las voces por la liberalización»
No El País de hoje, um extenso artigo sobre a farmácia espanhola, despesa farmacêutica e liberalização da abertura de farmácias.

Peliteiro,   às  18:42
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mercantilismo na saúde 2 

Em sequência dos descontos em cardiologia, é bom que o Dr. Paulo Macedo não acredite que as farmácias podem facilmente fazer descontos de 40%.


Os descontos nos medicamentos tomaram forma legal através de uma correiadecampice e são uma fonte de iniquidade, de desfavorecimento dos que mais precisam de um bem vital, como o é o medicamento, e são uma causa para a perda de qualidade de serviço (40%, 20% é muito!).

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Peliteiro,   às  20:20
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Chamar pai a outro 

Helena Matos, no Blasfémias:

 «Não há uma semana em que não nos caiam em cima as exigências de António Arnaut para lhe sustentarmos um alegado filho, a saber o SNS. Esta telha do “pai do SNS” é das coisas mais deprimentes deste país. Se António Arnaut é pai do SNS sustente-o e trate dele que é o que os pais fazem pelos filhos. Agora esta paternidade que remonta a 1978 é de facto espantosa. António Arnaut foi ministro dos Assuntos Sociais do II Governo Constitucional que tomou posse a 23 de Janeiro de 1978 e cessou funções a 29 de Agosto de 1978. Ou seja foi ministro sete meses!!!! Se cada ministro andasse para aí armado em pai de tudo o que legislou em escassos meses de governo não aguentávamos com tanto filho! Esta desmesura maçónica de transformar cada pequeno gesto num acto nunca visto nem igualado é tão trágica quanto ridícula mas rende muito em termos de propaganda.»

Peliteiro,   às  19:56
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Óbvio 

Arquivado processo disciplinar no caso da cegueira no Hospital Santa Maria

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Peliteiro,   às  23:55
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Mercantilismo na saúde 

Dirão os mais liberais que é o mercado a funcionar e os consumidores a beneficiar, mas fazer promoções de electrocardiogramas, análises clínicas e relatórios de cardiologistas junto com esfregonas, pizzas e depilações às virilhas não me parece muito salubre. Não acredito que o doente fique a ganhar.
E fica a saber o nosso Ministro Paulo Macedo, e a troika, que há margem para cortes nesses exames médicos na ordem dos 74%...


Disclaimer: este texto não se refere a nenhuma empresa em particular (o autor tem mais que fazer).

Peliteiro,   às  13:58
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terça-feira, 13 de setembro de 2011

O futuro é já ali 

Prescription drug vending machine at south suburban hospital

Realmente não é só pelas condicionantes económicas que a profissão farmacêutica está em convulsão constante. Esta solução, das máquinas automáticas de venda de medicamentos, não é necessariamente uma ameaça para os farmacêuticos nem, com certeza, dispensa a sua intervenção e controlo. O futuro é já ali e temos que nos adaptar.

Peliteiro,   às  14:31
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Los boticarios también lloran 

A capa da Interviú desta semana é interessante, muito interessante:

«En España hay más de 21.300 farmacias. Sus dueños rechazan la imagen de ricos y se quejan de que la bajada del precio de los medicamentos y el impago de las administraciones les está asfixiando. También se lamentan los 45.000 licenciados sin farmacia que claman porque se liberalice el sector. »

Peliteiro,   às  22:16
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Tralha para a rua 

Como é costume, um novo Governo implica sempre um grande número de nomeações; estamos nessa fase. Espero que, sobretudo, estejamos em fase de grande número de demissões, é preciso fazer uma grande purga de toda a tralha socialista, incompetente e sabotadora, que ocupa o aparelho do Estado.

O Ministro da Saúde anda mal assessorado no que respeita a medicamentos; nota-se no tom socialista das decisões anunciadas ou quase anunciadas. Se o Presidente do Infarmed tivesse outros atributos para além de ser grande amigo da alegrista Ana Jorge talvez as políticas e a comunicação das políticas fossem  mais eficazes.

Peliteiro,   às  00:03
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domingo, 11 de setembro de 2011

Falhas "não admissíveis" no Hospital de Braga 

O Expresso dedica quase uma página ao tema «Falhas "não admissíveis" no Hospital de Braga» e apresenta algumas não conformidades de um relatório de auditoria realizado logo após a abertura do hospital. O Estado é lesto a exigir e a criticar, não há dúvida, mas convém que se diga que as falhas apontadas não são nada inesperadas num bom - num bom! - hospital público.
Bem prega Frei Tomás...

PS: Gostei particularmente do "Produtos perigosos -éter - fora do prazo".

Peliteiro,   às  23:41
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¿Por qué no te callas? 

Eu gostaria de acabar com os postais centrados no Dr. José Manuel Silva, ilustre Bastonário da Ordem dos Médicos, instituição representativa de uma classe que muito respeito e admiro, mas, caramba, não pode estar constantemente a dizer coisas, como dizê-lo, engraçadas como esta, esta, esta ou agora esta:

«É absolutamente falacioso e demagógico falar em hospitais empresas em falência técnica.
O único acionista dos hospitais é o Estado e quem paga aos hospitais é o Estado, pelo que se decidir pagar um pouco mais por cada ato praticado estes deixam de estar em falência, se decidir pagar um pouco menos todos os hospitais entram em falência.»

Peliteiro,   às  23:26
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O socialismo está vivo 

«Estado vai deixar de comparticipar pílulas e três vacinas vendidas nas farmácias. Distribuição continuará a ser gratuita nos centros de saúde.»

Dizia há dias o Prof. Amílcar Falcão, num inteligente texto, «A política do medicamento em Portugal», que «quando se delineia uma política, deve saber-se o que se quer, o que não se quer, o que se quer mas não se pode ter, e o que se pode ter mas não se quer». Ora eu não consigo entender o que preside a decisões como a de distribuir determinados medicamentos apenas nos Centros de Saúde e gratuitamente. Porquê estes e não outros? Que critérios? Porquê gratuitamente? Pretende-se poupar por via da difícil acessibilidade, da incompetente e suspeita gestão de stocks?
Num governo de direita, chamado de liberal, não seria de supor o contrário, acabar com a distribuição gratuita através dos ineficientes circuitos do medicamento dos centros de saúde e passar a fazê-lo, a custos controlados, através da mais competente rede de distribuição que são as farmácias portuguesas?

Espera-se do Ministério da Saúde «algo com sentido, algo com princípio, meio e fim, com objectivos bem definidos, independente dos ilegítimos interesses, enfim, uma política do medicamento» e não medidas desconexas e avulsas - oferecendo boa oportunidade de algazarra aos rottweilers de Sócrates -, e espero eu que não se propaguem decisões como esta, ou como a de nacionalizar as análises clínicas, perdendo todos nós em qualidade de serviço e em despesa pública.

Peliteiro,   às  14:56
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Ou há moralidade ou comem todos... 

Os médicos dos Centros de Saúde estão impedidos de prescrever meios complementares de diagnóstico pedidos por médicos privados.
O Bastonário da Ordem dos Médicos diz, no entanto, que o despacho é irrelevante, porque não há legislação.

Já agora, e medicamentos pedidos por médicos privados podem transcrever? Ou a indústria farmacêutica não deixa fazer Despachos?

Peliteiro,   às  14:21
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A desbunda no SNS tem os dias contados 

Eu não seria tão optimista como António Ribeiro Ferreira, director do jornal i, não diria tanto, que tem os dias contados, mas tenho esperanças que vá diminuindo. O artigo «A desbunda no SNS tem os dias contados»:

«O Serviço Nacional de Saúde foi um dos temas sempre presentes na campanha eleitoral. Como é sabido, a esquerda, do PS ao Bloco, tem por hábito fazer umas homilias apaixonadas sobre o SNS e renegar todos os que questionam seja o que for desta vaca sagrada do regime. O SNS tem pais e tudo, só falta mesmo arranjar a mãe que o pariu e o amamentou estes anos todos. Também não é preciso. Basta ver os números para se perceber que o monstro também chegou à saúde, com todos os vícios de quem gasta o que não tem e sempre que precisa de mais dinheiro vai aos bolsos seja de quem for para suportar a despesa. Em última análise, quando tal já não é possível, pregam-se calotes, que a lei não castiga pela simples razão de que ninguém toca no monstro, que faz as leis e, como não tem nada de parvo, não costuma arranjar lenha para se queimar. Chegados a este ponto, a desbunda é total e quem ouve a verdade sobre o SNS precisa de ir a correr arranjar um médico qualquer para lhe receitar um remediozinho para as úlceras. Já se sabe que a esquerda é demagógica em relação a muitas matérias. Em relação ao SNS ultrapassa todas as marcas da manipulação e das mentiras que atira para cima dos cidadão menos informados. Veja-se o recente caso dos transplantes. Bastou o ministro dizer que ia reduzir para metade os incentivos aos médicos para a esquerda rasgar as vestes na praça pública, dois responsáveis baterem com a porta e muita gente lamentar por antecipação a morte de pessoas às mãos de um homem gelado que só pensa em números e em cortes no sagrado SNS. Afinal, almas sofridas da esquerda, Paulo Macedo apenas anunciou o corte de 50% dos incentivos pagos aos médicos. Não decretou a redução dos transplantes. E os dois centros de transplantes do país já anunciaram que não vão diminuir a sua actividade. Os médicos, sim, vêem os incentivos cortados. Mas como são pessoas inteligentes, que põem a vida humana acima das muitas moedas que recebem a mais para fazer transplantes, podem ficar sossegadinhas e dormir em paz. Mas antes de apagar a luz talvez fosse bom perceberem que um terço dos hospitais-empresas estão em falência técnica, tiveram um défice de 222 milhões em 2010, que este ano vai chegar aos 300 milhões. Mais. Os calotes destas unidades do SNS chegam aos 3 mil milhões e a vossa vaca sagrada, que heresia, ainda não conseguiu arranjar médico de família para mais de 1,7 milhões de pessoas. O tal serviço universal de saúde tendencialmente gratuito, que tanto adoram, ao ponto de morrerem por esta singela linha na Constituição, está longe de ser a tal sétima maravilha. E se está bem cotado a nível mundial, o que é uma verdade, também deve essa qualidade ao sector privado. Sim, mais de 42% dos serviços prestados pelo SNS são, afinal, da responsabilidade do sector privado. É por isso que Paulo Macedo, um renegado herege para a esquerda demagógica e as suas almas sofridas, diz sempre que é ministro, não do SNS, mas sim do sistema de saúde. Vá lá. Atirem-se ao rio, gritem por um novo 25 de Abril na saúde, façam o que quiserem, mas habituem-se. A desbunda no SNS está a acabar. »

Peliteiro,   às  14:07
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Incentivos ou sinecuras? 

«Todos os centros de transplantes dizem que a redução de incentivos não porá em causa a actividade, ao mesmo tempo que dizem que será drástica e exigente, mas não porá em causa a actividade de transplantes.
Havia incentivos aos profissionais que participavam do ato, outros que revertiam a favor do hospital e não eram passados aos profissionais .»


Ainda que mal pergunte, se os incentivos não são incentivos, são o quê?

Convinha esclarecer este assunto, com total transparência, porque é matéria sensível e importante.

Peliteiro,   às  14:04
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Obrigado Correia de Campos 

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Peliteiro,   às  13:46
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Obrigado Correia de Campos 

Um terço dos hospitais EPE em falência técnica

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Peliteiro,   às  13:44
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

11/9 - AéroPóvoa 2011 

«Domingo, 11 de Setembro, realiza-se o Aéro-Póvoa 2011, na Pista de Ultraleves em Laúndos, Póvoa de Varzim. Do programa fazem parte voos de ultraleves, auto-giros, acrobacias, pára-quedismo, aeromodelismo e baptismos de voo.»

Já é assustador ver uma escola de pilotagem junto à principal estrada de acesso à Póvoa e ver constantes acrobacias e voos rasantes sobre praias com milhares de veraneantes, agora fazê-lo no dia 11 de Setembro é particularmente tenebroso. Fujamos pois!

Peliteiro,   às  12:34
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Inquisição alimentar 

Bastonário dos Médicos defende criação de imposto sobre a fast-food
E quem decide a partir de quantas calorias o imposto se aplica, que quantidade de açucares, de gorduras, saturadas ou insaturadas? Não se pode também arranjar um imposto sobre desportos perigosos para a saúde? E uma multa para quem dormir menos de 4 horas? Uma taxa para o stress?
Bom era se o Senhor Bastonário tivesse ideias para cortar na despesa!...

Peliteiro,   às  15:23
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Local American Working Group 

Diplomats advise drug company executives on best way to lobby Portugal government
2009-10-22
«This cable reports on a meeting between U.S. and European diplomats and executives from 13 pharmaceutical companies»

Peliteiro,   às  15:01
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Falinhas mansas 

Ordem dos Médicos e DGS assinam protocolo com orientações para prescrição de medicamentos.
Os médicos podem, no entanto, ignorar esas orientações.

Falinhas mansas era no tempo da Ministra Ana Jorge, e deu no que deu.

Peliteiro,   às  11:56
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Qual é a lógica disto? 


Também aliviaria o trabalho dos centros de saúde, onde estão os tais médicos estrangeiros indiferenciados de que tanto discorda.
Estão a contratar-se médicos que não têm a mesma competência para acompanhar doentes que um especialista em medicina geral e familiar.
E há alternativa?
A maioria dos especialistas portugueses reformados voltavam se lhes pagassem o mesmo que aos médicos estrangeiros indiferenciados: 2500 por mês em vez de 1500. Numa semana todos os portugueses teriam médico de família. Infelizmente, o governo anterior optou por uma medida populista que não resolveu o problema.
Não? Esses médicos estão a trabalhar, estão a ver doentes.
Nem todos. Soube que um colega colombiano, que já chumbou duas vezes no exame de comunicação, está a receber vencimento, sem trabalhar.
E, em vez de importar médicos, por que razão não se pagou aos reformados?
A justificação que me deram é absurda e é por isso que este país está na bancarrota. Que seria dar aos médicos um direito que não é dado aos outros funcionários públicos: de voltar a trabalhar para o Estado depois da reforma.
Entrevista do bastonário da ordem dos médicos no Expresso de sábado.


Henrique Raposo, no Clube das Repúblicas mortas, constatando que é perfeitamente possível enganar todos durante tanto tempo.

Peliteiro,   às  09:30
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sábado, 3 de setembro de 2011

O Capuchinho vermelho e a Branca de neve 

José Manuel Silva, Bastonário da Ordem dos Médicos, fantasioso, numa entrevista ao Expresso:
«Portugal é dos países europeus onde se gasta menos em medicamentos per capita. O ministro informou que esta despesa nos hospitais aumentou , mas não disse quais foram as causas: se os doentes no ambulatório não estão a ser bem tratados porque não têm dinheiro para comprar medicamentos, descompensam e acorrem às urgências hospitalares para serem tratados onde não têm de pagar os medicamentos.»

Peliteiro,   às  14:05
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Coincidências 

Five patients blinded by Avastin injections - Los Angeles

Recorde-se que os cegos do S.ª Maria teriam sido tratados com o mesmo Avastin. E se afinal não houve troca nenhuma?

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Peliteiro,   às  12:39
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Muy Malo 

Maló falha pagamento dos salários de Agosto
Maló corta salários, atrasa pagamentos e acumula cheques pré-datados

Há pouco tempo o Dr. Paulo Maló, sobranceiro, deu uma entrevista (não encontro o link) onde se indignava por não haver liberalização da abertura de Farmácias em Portugal, um privilégio inexplicável, e onde explorava as virtudes da livre concorrência, para a Maló Clinic um motor de desenvolvimento e expansão.
Pois é, uma das razões para a maior parte dos países do mundo não permitir a liberalização da abertura de farmácias é evitar que títulos como estes não impeçam a acessibilidade ininterrupta das populações aos serviços insubstituíveis e de primeira necessidade prestados pela farmácias e, também, evitar que patos bravos esvoacem muito numa área tão sensível como é a da Farmácia.
Chapéus há muitos.


Peliteiro,   às  12:10
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Poupar nos rendimentos 

Famílias dos dois últimos escalões do IRS perdem direito a deduzir gastos em saúde, casa e escola

Realmente trabalhar está a ficar cada vez mais caro; depenicam-nos insuportavelmente. Há que procurar actividades não tributadas, "poupar" nos rendimentos. Que tal as minhas beterrabas?



Peliteiro,   às  01:01
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