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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

Desde 2003


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Infelizmente nunca me engano 

A Ministra bem prometeu em 2008, os autarcas indígenas rejubilaram, os jornais fizeram capas (eu, pela primeira vez na vida apareço numa capa de jornal, nesta abaixo), mas eu nunca acreditei: «não há muito a escrever, é fake, 2014 nunca, nem pensar».
Pois bem, adivinha-se já que eu tinha razão, como quase sempre aliás: «A ministra da Saúde, Ana Jorge, diz que o futuro hospital que vai servir a Póvoa de Varzim e Vila do Conde "é necessário", mas a sua construção está dependente da "oportunidade financeira".»


Peliteiro,   às  14:10
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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Onde anda a ASAE? 

Andava com uma tosse terrível que não passava. Começava a ficar preocupado - então com a sua profissão -, tinha medo que fosse tuberculose.
A caminho de Lisboa resolveu evitar a má comida, e caríssima, das estações de serviço saindo da autoestrada tentado por um arroz de tomate de um restaurante afamado.
Serviram um arroz de tomate, bom, de um tacho que rodava pelas mesas e deixaram acompanhamentos vários. Tossiu muito. Repetiu o arroz e provou vários dos acepipes. Continuou a tossir. Os panados, os bolinhos de bacalhau e até os filetes de pescada que sobraram foram para outra mesa, saciar quem agora tinha mais fome. Tossiu e saiu.
Agora não consegue deixar de pensar nas micobactérias que lá teria deixado, transportadas de mesa em mesa, até ao hospedeiro final.
Fazia falta uma inspecção rigorosa de segurança alimentar.

Peliteiro,   às  22:01
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O buracão 

A direcção das farmácias tem vindo a ser abandonado pelos farmacêuticos e a ser ocupada por toda a sorte de "investidores"; por outro lado, o regime jurídico da farmácia tem assistido a vários ziguezagues e remendos avulsos, sem que ninguém fiscalize nada. Portanto, não será generalizado mas devem ser crescentes situações como estas:

«- Uma grande fraude que se está a passar nas farmácias.
- Ai sim? Ora conte lá isso...
- O senhor jornalista lembra-se de quando ia aviar remédios à farmácia e lhe cortavam um bocadinho da embalagem e a colavam na receita, que depois era enviada para o Ministério da Saúde, para reembolso às farmácias?
- Lembro, perfeitamente... Mas isso já não existe, não é verdade?
- É... Agora é tudo com código de barras. E é aí que está o problema... É aí que está a fraude. Deixe-me explicar: como o senhor sabe, há muita gente que não avia toda a receita. Ou porque não tem dinheiro, ou porque não quer tomar um dos medicamentos que o médico lhe prescreveu e não lhe diz para deixar de o receitar. Ora, em algumas farmácias - ao que parece, muitas - o que está a acontecer é que os medicamentos não aviados são na mesma processados como se o doente os tivesse levantado. É só passar o código de barras e já está. O Estado paga.
- Mas o doente não tem que assinar a receita em como levou os medicamentos? - Perguntei.
- Tem. Mas assina sempre, quer os levante, quer não. Ou então não tem comparticipação... Teria que ir ao médico pedir nova receita...
- Continue, continue - Convidei
- Esta trafulhice acontece, também, com as substituições. Como também saberá, os medicamentos que os médicos prescrevem são muitas vezes substituídos nas farmácias. Normalmente, com a desculpa de que "não há... Mas temos aqui um igualzinho, e ainda por cima mais barato". Pois bem: o doente assina a receita em como leva o medicamento prescrito, e sai porta fora com um equivalente, mais baratinho. Ora, como não é suposto substituírem-se medicamentos nas farmácias, pelo menos quando o médico tranca as receitas, o que acontece é que no processamento da venda, simula-se a saída do medicamento prescrito. É só passar o código de barras e já está. E o Estado paga pelo mais caro...
Como o leitor certamente compreenderá, não tomei de imediato a denúncia como boa. Até porque a coisa me parecia simples de mais. Diria mesmo, demasiado simples para que ninguém tivesse pensado nela. Ninguém do Estado, claro está, que no universo da vigarice há sempre gente atenta à mais precária das possibilidades. Telefonei a alguns farmacêuticos amigos a questionar...
- E isso é possível, assim, de forma tão simples, perguntei.
- É!... Sem funfuns nem gaitinhas. É só passar o código de barras e já está, responderam-me do outro lado da linha.
- E ninguém confere? - Insisti.
- Mas conferir o quê? - Só se forem ter com o doente a confirmar se ele aviou toda a receita e que medicamentos lhe deram. De outro modo, não têm como descobrir a marosca. E ó Miguel, no estado a que as coisas chegaram, com muita malta à rasca por causa das descidas administrativas dos preços dos medicamentos... Não me admiraria nada se viessem a descobrir que a fraude era em grande escala...
E pronto... Aqui fica a denúncia, tal qual ma passaram...
Se for verdade... Acho que é desta que o Carmo e a Trindade caem mesmo!
»
Miguel Múrias Mauritti mmauritti@vfbm.com - Jornal Médico de Família

Peliteiro,   às  10:29
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Completa deriva do governo vai custar muito cara 

É pena que o Prof.º Batel Marques tenha andado tão calado nos últimos tempos; faz muita falta uma voz sábia e corajosa:

«No 28º Encontro Nacional de Clínica Geral, será Batel Marques a moderar a mesa sobre Prescrição do medicamento: prioridades e desafios, ao lado de Miguel Melo, Vaz Carneiro e Armando Brito Sá. Entre outros, os conferencistas irão debater temas tão sensíveis como a prescrição por DCI em ambulatório. Com Batel Marques a defender que, neste campo, "não há discussão possível", a polémica está servida: "Vivi no Reino Unido e trabalhei, durante algum tempo, nos Estados Unidos. São dois sistemas de saúde completamente diferentes. Curiosamente, o único que têm em comum é a prescrição por DCI... aquilo que Portugal contesta!".
Sem papas na língua, o catedrático de Coimbra e ex-responsável da Direcção de Economia do Medicamento e Produtos de Saúde do Infarmed, critica o facto de não existir no nosso país um "centro de decisão estratégica do medicamento". Estas questões são decididas, ora pela Assembleia da República, ora pelo Governo, através do Ministério da Saúde ou da Economia. "Toda a gente decide...", num sector estratégico para o país.
O resultado é que, nos últimos dez anos, "fomos queimando muitas oportunidades", embrenhados em guerras entre os profissionais de saúde, "alimentadas artificialmente" e sem paralelo "em nenhum país civilizado".
Não existe um contrato social entre as profissões da saúde nem, de resto, nos outros quadrantes da sociedade. A defesa do Estado Social e do SNS, por parte do Governo, acontece porque "parece bem". Todavia, analisando dois indicadores importantes - o número de cidadãos sem médico de família atribuído e a repartição dos encargos em medicamentos entre o SNS e os utentes (que passou de 69/31 em 2001 para 60/40 em 2010) - a conclusão é que "se houve um governo à direita, depois do 25 de Abril, é o do Engº Sócrates!".»

Peliteiro,   às  21:09
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Paracetamol e ibuprofeno avulso nas farmácias 

A Ministra da Saúde espanhola Leire Pajín - de sublinhar que é socióloga e usa pulseira Power Balance! - anunciou hoje que as Farmácias poderão vender a partir de Abril paracetamol e ibuprofeno em monodose, ou seja venda avulso, comprimido a comprimido.
Eu ainda sou do tempo em que se compravam cigarros "Três Vintes" avulso - «Os cigarros 20-20-20 fazem a delícia do fumador». Tempos de miséria.
Os Governos de uma certa esquerda, como o de Zapatero e de Sócrates, adoram medidas populistas, dirigidas à compreensão de taxistas e donas de casa e às manchetes de pasquins sensacionalistas. Mas só fazem asneira; asneira e da grossa.
Vender medicamentos ao comprimido é um retrocesso, é inseguro, é sujo, é caro, é sujeito a contrafacção, não permite a rastreabilidade, dificulta a farmacovigilância, o controlo do prazo de validade, a informação escrita em bula, a identificação inequívoca do medicamento e, muito importante, não fomenta o uso racional do medicamento nem limita a apetência para a automedicação. O que pode aparentemente contribuir para a economia do doente e do país facilmente se prova ser uma medida que de económica pouco tem.
É com indícios de desgoverno como este que se percebe o abismo para onde caminham os países da península ibérica.

Peliteiro,   às  14:16
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Infarmed é tão incompetente! 

Bem sei que a grande maioria dos recursos humanos do Estado foram seleccionados com base no nepotismo e no tráfico de influências e que, consequentemente, o "aparelho" do Estado, e arredores, está irremediavelmente contaminado e dominado por corruptos e incompetentes, mas, mesmo assim, às vezes m'admiro, nem consigo acreditar, como se pode ser tão, mas tão, taralhouco. O Infarmed é pródigo em surpreender-me, mesmo quando julgo que nada mais me pode surpreender:
Em 2007 sai o "novo" regime farmacêutico, onde entre pérolas legislativas, se aborda a questão dos stocks mínimos nos distribuidores e nas farmácias, para fazer face à crónica situação de esgotado das denominadas embalagens "pequenas". Depois de longos três anos e tal de estudo do problema, lá sai uma Deliberação do Infarmed. Nem um mês depois lá sai um remendo e mais uma Deliberação que corrige a ainda nem aplicada deliberação anterior. Lida na diagonal, constata-se que se obrigam todos os distribuidores a terem permanentemente stock de todos os medicamentos para 1 mês. Impossível. Em tempos de just in time é perfeitamente irrealista obrigar os distribuidores a terem tamanho stock, nenhum distribuidor tem ou terá tal stock e por certo nem um distribuidor em Portugal cumprirá as deliberações do Infarmed! Ou seja: estaca zero.
Isto não é um país, é um manicómio...

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Peliteiro,   às  23:00
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Raramente me engano 

«O Presidente da República devolveu ao Governo, sem promulgação, o diploma sobre prescrição de medicamentos que prevê a obrigatoriedade de indicação do nome genérico e, também, a obrigatoriedade da prescrição electrónica.»
«Cavaco Silva vetou hoje pela primeira vez um diploma do Governo desde que assumiu as funções de chefe de Estado em 2006.»

Gostaria que Cavaco Silva, uma vez, tivesse opinião formada e irreversível sobre um tema. Mas não, é a primeira vez que veta um diploma deste Governo - assunto de vida ou morte, deve ser! - mas mesmo assim quer ficar de bem com Deus e o diabo e empurra com a barriga, esperando por uma próxima mais serena:

«Considera o Presidente da República que os utentes do Serviço Nacional de Saúde, e os cidadãos em geral, beneficiarão de uma reponderação do novo regime de prescrição de medicamentos que, tendo em conta as contribuições do Governo e da Assembleia da República, assegure que as mudanças se traduzam em clareza de procedimentos para os médicos, para os farmacêuticos e, sobretudo, em segurança para os doentes que precisem de medicação e possam obtê-la nas condições que lhes sejam mais favoráveis

Eu tinha avisado, por diversas vezes, que a prescrição por DCI não dava em nada... Infelizmente, raramente me engano.

Peliteiro,   às  14:35
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Lições do Sócrates 

O Governo egípcio anunciou hoje um aumento de 15 por cento nos salários na função pública e no Exército.
Mais tarde pagam.



A woman sterilizes scissors as a doctor treats a wounded person in a Cairo mosque on Sunday. BigPicture; Khalil Hamra / AP

Peliteiro,   às  23:27
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Homeopatético 

A homeopatia é uma treta sem base científica.
No Sábado um grupo de valentes submeteu-se a uma overdose de "medicamentos" homeopáticos. Já teria morrido algum? Uma diarreia sequer?

Peliteiro,   às  10:54
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Um Estado acomunistado 

O que este Governo está a querer fazer às escolas privadas demonstra bem que em certa medida ainda vivemos num Estado acomunistado, que não gosta de concorrência nem aceita bem o sucesso que vem do mérito*, que não respeita o investimento nem assume compromissos de confiança, um Estado que em vez de subsidiar os alunos subsidia as escolas (e, claro, os interesses associados).

Notas: i) Os meus filhos frequentam escolas públicas, as melhores da região. ii) O mérito* às vezes, mal, é notas mais altas.

Peliteiro,   às  22:41
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A saque 

Insustentabilidade financeira do sistema de saúde é um dos problemas que persistem.

Isto diz um estudo da Deloitte. Que aponta caminhos: «é “imprescindível” a reorganização e regulação do sistema de saúde, “em que a redefinição de papéis e funções entre as instituições do sector com vista à eliminação de duplicações traria ganhos óbvios”. A “continuação da reorganização da oferta de cuidados, na maior alocação de recursos financeiros para a prevenção e para os cuidados de saúde primários” e a “revisão do modelo de financiamento das instituições”, são outras das sugestões do estudo para melhorar o sector da Saúde

Tudo muito bem, tudo muito certo, mas a Deloitte esquece-se de um factor importante: a roubalheira! O SNS como todos sabem está a saque, há muitos anos que se rouba descaradamente sobre as mais variadas formas. Por exemplo, ao que parece:

Um Centro de Saúde tem 60 % da despesa que gere centrada em 5 medicamentos.

Peliteiro,   às  14:18
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