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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

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sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Forcados profissionais 

testando o video blogger

video

Peliteiro,   às  17:51
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Iníqua mas inócua 

Saiu, enfim, o Decreto-Lei do regime jurídico das Farmácias.

Logo que possível efectuarei uma análise detalhada. Da leitura na diagonal da redacção definitiva mantém-se a impressão inicial: uma legislação iníqua nas intenções (elimina a indissociabilidade da direcção técnica da propriedade da Farmácia, abrindo a possibilidade a alguns poucos muito endinheirados virem a ser proprietários) mas relativamente inócua nos seus efeitos previsíveis (não abrem mais Farmácias e a liberdade de instalação aplica-se, quanto muito, apenas às transferências).
No fundo, à moda do actual Governo, parece que muda tudo mas pouco ou nada muda.

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Peliteiro,   às  11:07
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sábado, 25 de agosto de 2007

Stress de Verão 

Já deviam ter classificado esta patologia, o stress de Verão. Tantas coisas boas para fazer, tantas solicitações, encontros, actividades...
O tempo não chega para tudo - que desespero!
Faço isto, perco aquilo; se vou ali, não vou acolá; se estou com este, desencontro-me daquele. Tinha planeado fazer exercício; ler; dormir; etc; praia; montanha; caminhadas; vela; restaurantes; escrever; noitadas; estar com os filhos, com os pais, com os irmãos e sobrinhos; pintar; nadar; festas...
Isto tudo é muito mais complicado que a rotina casa/trabalho do Inverno - não sei se aguento até ao fim das férias.


Peliteiro,   às  21:55
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Apito encarnado 

Benfica, com novo treinador, empata em casa com equipa vinda da 2º divisão

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Peliteiro,   às  21:41
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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Incompetência? 

Arrumando velharias, papeladas, encontro a decisão de não oposição do conselho da autoridade da concorrência a uma operação de concentração de empresas da área da saúde. Não interessa agora a operação em si, ou sequer as empresas intervenientes, mas apenas esta frase do rodapé da página 19:
«segundo a notificante, quanto às actividades de análises clínicas, o seu exercício é regulado pelo Decreto-Lei n.° 217/99, de 15 de Junho, alterado pelo Decreto-Lei n.° 111/2004, de 12 de Maio, que estabelece o regime jurídico do licenciamento e da fiscalização dos laboratórios privados que prossigam actividades de diagnóstico, de monitorização terapêutica e de prevenção no domínio da patologia humana. Com efeito, o funcionamento de qualquer laboratório depende da obtenção de uma licença, a conceder por despacho do Ministro da Saúde... Os critérios de acesso estabelecidos na lei são objectivos não havendo qualquer obstáculo à obtenção de uma licença».

Ora como toda a gente sabe - menos, ao que parece, a AdC - e aqui foi muitas vezes escrito há limitações fortes à entrada no mercado das análises clínicas: a contratação de convenções. Não haverá obstáculos à obtenção de uma licença, mas de que serve essa licença sem convenções com o SNS, a ADSE, a ACS, etc, etc.
Prova disto é que não abrem laboratórios de análises clínicas há anos (não terão este simples dado objectivo?) e que a JM Saúde se deu ao incómodo de comprar uma série de empresas que se dedicam à "essencialmente, recolha de análises clínicas"*

Quem escreveu o documento, ou desconhece por completo este mercado ou... enfim. E isto é que interessa agora, como é possível uma autoridade autorizar ou não autorizar no que respeita àquilo que não conhece?

____
* Esta descrição de actividade encerra uma ilegalidade que o redactor nem sequer se apercebeu: ninguém está licenciado para "essencialmente, recolha de análises clínicas". A candonga de sangue e outras amostras biológicas é proibida, o que se licencia são laboratórios de análises clínicas.

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Peliteiro,   às  01:03
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quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Poveirinhos pela Graça de Deus 

«Consta que, navegando El-rei D. Luís a bordo do seu iate, encontrou no mar alto uma lancha poveira que pescava por perto. Impressionado pela estranheza dos trajes e tipos fisionómicos dos seus tripulantes, chamou-os à fala e perguntou-lhes se eram portugueses ou espanhóis.

Nem espanhóis, nem portugueses... responderam os pescadores indignados - sêmos poveirinhos pela Graça de Deus.»



Gosto muito desta história - aliás conhecia uma versão menos bonita: nem sêmos espanhóis, nem sêmos portugueses, sêmos da Póvoa, &%º$#*ª#% ! - e que, actual, serve para demonstrar a muita boa gente, incluindo ao "nosso" prémio Nobel, o que pensa o povo do Iberismo e doutras ideias mais ou menos etnocêntricas.
Gostei muito da leitura do livro de José de Azevedo, o "Poveirinhos pela Graça de Deus", que relata muito bem o ambiente do "Reino da Póvoa" e das suas gentes, em especial a gente da pescaria.
Recomendo portanto a leitura, incluindo aos mais novos.

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Peliteiro,   às  23:24
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novos tempos 

Surpreendente a facilidade com que comprei um antibiótico sem receita médica numa Farmácia desconhecida.
No mostruário central expõem-se embalagens de Viagra.

Tanto dinheiro perdi de ganhar por causa das merdas da deontologia profissional.
Burro.

Peliteiro,   às  00:47
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terça-feira, 21 de agosto de 2007

Velharias 

Arrumando velharias.
Custa-me muito deitar ao lixo coisas velhas que vou guardando. Mas de vez em quando, tem de ser; não há espaço nem organização que resista a tamanho acervo.
Mesmo as que que resistem, são na maioria recordações inúteis, sem préstimo para ninguém a não ser para mim. Pergunto-me sempre, o que acontecerá a estas coisas quando os respectivos donos morrem, neste caso quando eu morrer.

Liceu de Famalicão

Peliteiro,   às  23:48
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domingo, 19 de agosto de 2007

Típico do Governo Sócrates 

Prometeram-nos um Verão quente e longo, com vagas de calor extremo.
Tem estado um Verão frio e chocho, com rabanadas de vento insuportáveis.

Peliteiro,   às  22:09
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Curiosidades históricas: cocaína e quinino 

Palmira F. da Silva, no DE RERUM NATURA:

A planta Erythroxylon coca tem origem na América do Sul, nas regiões altas dos Andes. A palavra «khoka», «a árvore», consta do léxico dos Aymara, uma etnia andina conquistada pelos Incas em data incerta.
Para os Incas, a coca era uma planta sagrada, um presente do Deus Sol (Inti), apresentada ao mundo por Manco Capac, o primeiro Inca, o Sapan Intiq Churin ou O Único Filho do Sol. Na realidade, existem evidências da utilização ritual da coca no que hoje é o Peru desde há mais de 4500 anos, nomeadamente em rituais funerários.
A coca integrava, para além da farmacopeia local, uma série de rituais religiosos e o seu uso era restrito aos sacerdotes e àqueles que o Inca a tal permitia, normalmente a elite. Os incas eram sepultados com uma provisão de folhas de coca, não se sabe se para abastecer os justos no paraíso inca, Hanan Pacha, ou os pecadores na sua versão do Inferno, Ukku Pacha.

Na farmacopeia inca figurava um medicamento feito com base na casca de um arbusto da família
Rubiaceae, que Lineu baptizou em 1742 de Cinchona. A descoberta ocidental das virtudes do quinino no tratamento da malária estão envoltas em lendas urbanas, e tanto quanto saiba foram descritas pela primeira vez pelo padre jesuíta Antonio de la Calancha, que escreveu na sua Crónica moralizada del orden de San Agustín en el Perú, de 1633:
«Uma árvore cresce, que eles chamam árvore da febre, na região de Loxa, cuja casca tem cor de canela. Quando transformada em pó, juntando-se uma quantidade equivalente ao peso de duas moedas de prata, e oferecida ao paciente como bebida, ela cura febre e ... tem curado miraculosamente em Lima.»
Os jesuítas foram assim os grandes divulgadores da casca peruana, conhecida na Europa como casca dos jesuítas, introduzida na Europa pelos bons ofícios do padre Bernabé de Cobo, que referi a propósito da sua inestimável obra sobre as plantas e animais do Novo Mundo (e não só), de que já mencionei a descrição do uso ritual do cacto São Pedro, huachuma ou wachuma.
Sebastiano Bado, na «
Anastasis Corticis Peructiae» de 1663, atribui o crédito pela divulgação da cinchona à esposa do vice-rei do Peru, Ana de Osório, condessa de Chinchón. Segundo Bado, depois de ser curada de malária por um remédio feito com pó da casca da árvore que hoje tem o seu nome - na grafia italiana de Bado -, Ana de Osório distribuiu o remédio milagroso, a que chamariam «pó da condessa», e teria ainda levado consigo uma grande quantidade da casca de cinchona ao regressar a Espanha. Esta atribuição é contestada desde a descoberta em 1930 de um diário do conde de Chinchón, escrito por Don Antonio Suardo, seu secretário. O diário relata que Ana de Osório, a primeira condessa de Chinchón, morreu pelo menos três anos antes de o seu marido ser indicado vice-rei do Peru por Filipe IV. A segunda condessa de Chinchón, Francisca Henríquez de Ribera, nunca sofreu de malária nem regressou a Espanha, tendo morrido em Cartagena.

Mas se há dúvidas a quem agradecer a divulgação da casca que permaneceu o medicamento de eleição no tratamento da malária até à II Guerra Mundial, não há dúvidas sobre as suas benesses, especialmente desde a descoberta em 1820 de um processo de extracção do fármaco pelos químicos franceses Pierre Pelletier e Joseph Caventou.

Em relação à coca, a situação inverte-se. Isto é, sabemos como foi divulgada a planta na Europa e não temos dúvidas sobre os malefícios acarretados pela utilização da cocaína extraída dessa planta.

Depois de Francisco Pizarro ter conquistado para a coroa espanhola o império Inca em 1533 , os padres que o acompanharam consideraram que o uso ritualista e/ou medicinal da folha era a explicação do insucesso das campanhas de evangelização. Assim, em 1551, o Conselho Eclesiástico de Lima declarou ser a coca «uma planta enviada pelo demónio para destruir os nativos». Os eclesiásticos do Novo Mundo mudaram rapidamente de ideias sobre a demonização da coca, porque, como escreveu o bispo de Cuzco, Vicente Valverde, na «Carta del Obispo del Cuzco al Emperador sobre asuntos de su iglesia y otros de la Gobernación de aquel país, Cuzco 20 de marzo de 1539», «a coca vale nesta terra o peso do ouro». Segundo Valera, citado neste artigo de Ángel Muñoz García, o dízimo da coca tornou-se a principal fonte de rendimento da Igreja local, mais concretamente, «la mayor parte de la renta del Obispo y de los canónigos y de los demás ministros de la Iglesia Catedral del Cuzco es de los diezmos de las hojas de cuca».
Os espanhóis constataram que a produção dos escravos índios nas minas de ouro e pedras preciosas baixava sem o uso de coca. Em 1569, um édito de Felipe II de Espanha (e, infelizmente, I de Portugal), declarou o acto de mascar folhas de coca como um hábito essencial à saúde do índio e alargou a utilização de coca a toda a população.
Em finais do século XVI, Nicolas Monardes tentou introduzir a planta em solo europeu mas as virtudes da coca não foram reconhecidas como as do tabaco e, posteriormente, da batata. A coca manteve-se exclusiva na América do Sul durante muito tempo. Em 1750 foram enviadas com sucesso as primeiras plantas para a Europa pelo botânico Joseph Tussie e apenas um século depois, Paolo Mantegazza e Albert Niemann conseguiram extrair cocaína das folhas. Na mesma altura, o corso Angelo Mariani apresenta ao mundo o vinho com o seu nome, o primeiro de muitos vinhos de coca que os finais dos século XIX viram florescer.

Vin Mariani era um vinho tonificante comercializado a partir de 1863 por Angelo Mariani. O vinho era obtido por decocção de folhas de coca em vinho Bordeaux, ou seja, continha um razoável teor de cocaína, equivalente ao da sua rival sem álcool, a Coca-Cola. O vinho era muito apreciado pela elite europeia da época, por exemplo, os papas Leão XIII e Pio X eram ambos consumidores regulares do Vin Mariani. Leão XIII, que aparece neste poster promovendo a bebida, atribuiu-lhe mesmo uma medalha de ouro do Vaticano.
O sucesso da bebida, vendida como um tónico de qualidades terapêuticas, e um livro chamado «Uber coca» (sobre a cocaína) de um jovem médico do Vienna General Hospital, de sua graça Sigmund Freud, contribuiram de forma decisiva para a divulgação da nova droga.
No livro, publicado em 1884, Freud defendeu o uso terapêutico da cocaína para tudo e mais umas botas, como «estimulante, afrodisíaco, anestésico local, assim como indicado no tratamento de asma, doenças consumptivas, desordens digestivas, exaustão nervosa, histeria, sífilis e mesmo o mal-estar relacionado a altitudes». Freud utilizou cocaína para tratar a dependência de morfina do médico Ernest von Fleischl Marxow, morfinómano na sequência da amputação de uma perna. Os resultados do «tratamento» de Marxow assim como o exemplo de Karl Koller, que introduziu a cocaína como anestésico em cirugias oftálmicas no ano da publicação do «Uber coca» e a quem os efeitos da auto-experimentação propiciaram a alcunha Coca-Koller, fizeram Freud concluir que se calhar a «droga milagrosa» não o era de facto e em 1892, Freud publicou uma continuação de «Uber coca», agora muito crítica da utilização de cocaína.
Entretanto do outro lado do Atlântico, o uso anestésico de cocaína descrito por Koller era investigado por William Stewart Halsted, que viria a ser conhecido nos Estados Unidos como um dos pais da cirurgia moderna. John Styth Pemberton apresentou em 1886 apresentou um concorrente do Vin Mariani mais ao gosto dos princípios religiosos da sociedade americana do século XIX, a sua bebida com cocaína (cerca de 60 mg por garrafa de aproximadamente 240 ml) mas sem álcool, descrita como um tónico para o cérebro e nervos a que chamou Coca-Cola - e que deixou de ter cocaína em 1906. Nesta página do departamento de Psicologia da Universidade de Buffalo podem ver outras utilizações da cocaína em finais do século XIX, princípios do século XX. A utilização legal não terapêutica da cocaína e outras drogas terminou na Europa pelo tratado de Haia em 1912 e dois anos depois nos Estados Unidos pelo Harrison Act.

Mas não terminou a história da cocaína, embora o desenvolvimento de drogas de síntese, muita mais seguras e sem efeitos secundários que as tornem atractivas para utilização «recreativa», tenham tornado obsoleta a utilização terapêutica da cocaína. A cocaína é um alcalóide que actua principalmente a nível dos circuitos de «recompensa» do cérebro, aumentando por inibição da sua recaptação os níveis de dopamina e de outros neurotransmissores, como a norepinefrina e serotonina. A cocaína, tal como a heroína, actua ainda sobre o sistema natural de produção de opióides no corpo, por exemplo a dinorfina.
O consumo mundial de cocaína aumentou muito a partir dos anos 70 sendo, segundo um relatório europeu, a droga mais traficada a nível mundial, a seguir à cannabis herbácea (marijuana) e à resina de cannabis (haxixe).
O uso abusivo de cocaína é assim um problema cada vez maior nas sociedades modernas, um flagelo social que assumiu proporções catastróficas com a introdução do crack em meados da década de 80. Ao recordar a história da coca, é quasi impossível não pensar que o Conselho Eclesiástico de Lima acertou ao demonizar - na acepção laica do termo, claro - a planta mas se enganou naqueles que ela tinha potencial de destruir...


Peliteiro,   às  22:00
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1915 

Festas de Nossa Senhora da Assunção, Póvoa de Varzim; Ilustração Portuguesa, Agosto de 1915
Festas de Nossa Senhora da Assunção, Póvoa de Varzim; Ilustração Portuguesa, Agosto de 1915.
Copiado do Dias que voam.

Peliteiro,   às  21:49
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sábado, 18 de agosto de 2007

Apito encarnado 

Benfica empata com o Leixões

Foi um mau arranque de época. Com uma equipa bastante desorganizada e um ataque desprovido de ideias, o Benfica pouco conseguiu fazer ao longo de todo o jogo, na casa emprestada pelo Boavista ao Leixões.

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Peliteiro,   às  23:33
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Toda a sorte de saltimbancos 

Em teoria, nada melhor que morar num sítio que é escolhido por muitos para passar férias. É um pouco como viver sempre em ambiente de férias, com a vantagem de não ter o incómodo e a despesa de ter que dormir e comer fora de casa.

Na prática, tem as suas vantagens, claro que tem, é bom chegar a casa no fim de uma tarde de trabalho e integrar um conjunto bem disposto, descontraído, cheirar a maresia e desfrutar o pôr-do-sol sobre o mar.
Mas também tem muitas desvantagens. Hoje, Sábado, pelas 9 da manhã, fui acordado por um barulho incomodativo: um gerador eléctrico e uma aparelhagem sonora aos gritos. A propósito de publicidade a uma exposição qualquer sobre futebol na Batalha (!) permitiram que um camião enorme mais uns insufláveis se instalasse no meio do passeio público a produzir uma chinfrineira insuportável.
Não se pode permitir que todo o cão e gato - toda a sorte de saltimbancos, índios do Peru, espectáculos pimba, feiras disto e daquilo, acampamentos militares, e tudo o que se possa imaginar - que queira ocupar a via pública a propósito de tudo e mais alguma coisa possa vir incomodar as pesssoas a troco de um ar de "animação de Verão".
Um pouco mais de selectividade e principalmente de respeito, se fáchabor - sobretudo nesta zona, que até agora tem sido relativamente poupada, onde moro eu, o Prasidente e alguns Vereadores.

Peliteiro,   às  17:54
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sexta-feira, 17 de agosto de 2007

«Politicamente só existe aquilo que o povo sabe que existe» 

... disse Salazar, durante a inauguração do Secretariado de Propaganda Nacional, em 26 de Outubro de 1933. A ler "Os longos braços da censura Socrática" no blogue Zero de conduta, sobre a alteração do perfil de Sócrates na Wikipedia pelo... Governo de Portugal!

Peliteiro,   às  14:23
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VPV 

«As reformas na saúde e na segurança social não são reformas. São operações de damage control para a sobrevivência do sistema, mas por detrás não há uma visão política.
Sócrates não tem um fundo cultural político, uma visão histórica do país, um pensamento organizado sobre a sociedade portuguesa. É shallow. Não tem dois milímetros de profundidade.
»
Vasco Pulido Valente em entrevista ao DE.

Peliteiro,   às  14:16
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Apito encarnado 

Se o "Apito dourado" tratava de fruta e outros acepipes, o "Apito encarnado" parece tratar de temas bem mais graves.

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Peliteiro,   às  14:13
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quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Países amigos 

José Eduardo dos Santos, admite a realização de eleições legislativas no país em 2008 e presidenciais em 2009.
Não se realizam eleições em Angola desde 1992.

Peliteiro,   às  13:39
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Percebas, percebes e perceves 


Compram-se a 5 euros o Kg ali numa ruela à beira-mar em Aver-o-mar, não muito grandes mas boas, a saber a mar, frescas, do nosso mar.
Adoro percebas. Percebas e vinho verde bem frio. Cozidas por mim, então...
Tem a sua arte cozer percebas; como não posso convidar toda a gente para provar as minhas, ensino-vos os meus segredos:
1- A água deve ser do mar (no Verão, apanhada cedo, claro, antes da chegada dos banhistas...) (podem acrescentar-se, com moderação, umas folhas de loureiro ou uma porção de piri-piri, depende do gosto de cada um, embora o objectivo seja sempre a aproximação quase-perfeita ao "sabor de mar")
2- A proporção água/percebas é fundamental (de modo que quando se adicionam as percebas a temperatura da água fervente não desça muito, nunca abaixo dos 80ºC), deve ser de 3:1
3- Assegurada esta proporção o tempo de cozedura é de apenas 3'
4- Medido este tempo, devem retirar-se imediatamente da água e colocadas, esparsas, numa superfície fria, em local frio e ventilado (eu distribuo-as em várias travessas, poucas em cada uma, e meto-as numa varanda, à nortada).

Não dou o peixe, mas ensino a pescar. Aguardo os convites dos aprendizes para as críticas de um especialista.

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Peliteiro,   às  00:14
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Misantropia 

Se um tipo levar as coisas a sério, pelo menos uma vez por dia anda à lapada na rua. Ele há cada besta!

Peliteiro,   às  00:10
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quarta-feira, 15 de agosto de 2007

FootBicancas em reunião com LPFP 

«Mostrei ao presidente Hermínio Loureiro toda a minha preocupação com o estado actual da nossa arbitragem. Descobri que os auriculares que os árbitros vão usar esta temporada não terão como principal objectivo o diálogo entre os juízes. Servirão para ouvir música clássica, podendo desta forma "passar ao lado" das bocas que recebem das bancadas.»
Ler mais pormenores desta árdua reunião.
Hermínio Loureiro em reunião com Vitor Peliteiro

Peliteiro,   às  23:50
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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Classe médica preocupada com aumento de consumo 


Entre a classe médica cresce o coro de protesto, e também de preocupação, pela crescente utilização de medicamentos sem receita médica, com o aval do Governo.
Carlos Santos, do Sindicato Independente dos Médicos, alerta para os riscos do auto-medicação, e considera que, com este sistema, o Governo parece apenas «preocupado em reduzir a despesa das comparticipações» dos medicamentos.

Onde andavam estes anjinhos quando se discutiu esta matéria? Quem deu o aval técnico a Correia de Campos para legislar neste sentido?


A questão trocada por miúdos pode explicar-se assim: Sócrates no discurso da tomada de posse prometeu enfrentar os lóbis; uma parte da classe médica, invejosa do sucesso de uma parte da classe farmacêutica apoiou a medida. Agora que os clientes lhes fogem... já refilam.

Mentira e inveja, dois importantes catalizadores da mudança em Portugal.
Deu no que deu, e ainda a missa vai a meio.
O doente, esse, que se trame.

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Peliteiro,   às  23:34
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sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Sucessos da política do medicamento do XVII Governo 

Parafarmácias fecham por não serem rentáveis

Se lessem este blogue nunca teriam aberto. Isto está tudo feito para os "grandes grupos".
Muitos abriram parafarmácias na esperança de um dia poderem reconvertê-las em Farmácias. Alguns, mais crédulos, ainda as mantém abertas por isso mesmo.
Desenganem-se; Coreia de Campos defende a acessibilidade aos medicamentos, mas apenas àqueles não comparticipados pelo Estado; Correia de Campos não se preocupa com a saúde dos portugueses, preocupa-se com a contenção da despesa pública, por isso não deixou abrir nem uma Farmácia.

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Peliteiro,   às  13:11
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quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Sucessos da política do medicamento do XVII Governo 

«Há medicamentos de venda livre que estão a sair da fábrica com o dobro do preços do que em 2005, antes da liberalização deste mercado.»

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Peliteiro,   às  13:57
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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Private equity 

Sem saber como se dizia isto em economês tinha planeado a minha carreira profissional, há largos anos, de modo a entrar numa espécie de private equity das Farmácias; em ponto pequenino claro. Fiz isso uma vez. Entretanto surge o pateta do Sócrates a dizer que fazia e acontecia, secundado pelo pacóvio do Campos que nem faz nem sai de cima. Não se pode planear em Portugal, anda sempre tudo aos ziguezagues. O Estado interfere sempre pela negativa nos negócios dos particulares e no desenvolvimento da sociedade. Ninguém compra nem vende num sector sujeito a uma instabilidade aparente mas que, paradoxalmente, se tem mantido estável. Uns inconsequentes; entretanto vou esperando, sentado (por falar nisso retiro o anúncio [Anúncio: compro Farmácia, até facturação de 1 milhão, num raio de 40Km da Póvoa]que mantive ali em cima como subtítulo, com total insucesso, até novos ventos de oportunidade).

Alfredo de Sousa, da ECS, explica hoje muito bem o que é isso dos private equity, no Diário Económico:
«A actividade pode organizar-se de várias maneiras: em sociedades gestoras pessoais, grupos de investidores ou fundos de investimento especial. O objectivo final é consolidar a empresa, (buy and build), criar valor – já que é daí que virá o nosso lucro - e vender a empresa.»

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Peliteiro,   às  23:41
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Mázóquistas ! 

PSD Vila do Conde
«Vila do Conde, em termos ambientais, é um concelho verdadeiramente vergonhoso». Ao lado, a Póvoa de Varzim pede meças.

O que diria o Presidente da Câmara, PSD, da Póvoa de Varzim ao Presidente da oposição, PSD, de Vila do Conde:
Isto é um "acto de mázóquismo", já que a situação descrita é susceptível de afastar possíveis turistas; esta "questão deveria ser tratada de forma discreta com as devidas entidades", "para não pôr em causa a imagem de toda a cidade"; "há coisas que devem ser tratadas no local próprio e de forma discreta".
www.povoaonline.blogspot.com

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Peliteiro,   às  22:58
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Dunas vivas 

Os efeitos de uma possível subida do nível médio das águas do mar são potenciados pela destruição do cordão dunar, permitindo a invasão pela água salgada. Asneiras somadas do homem.

Um projecto pioneiro «começou a ser pensado há cerca de cinco anos, junto a Póvoa do Varzim, na mesma altura em que a zona estava a ser preparada para receber uma central de aproveitamento da energia das ondas, constatando o recuo da costa e alguma destruição de que o sistema dunar foi alvo devido à implementação da central». O sistema de recuperação de dunas «consiste em colocar um pneu numa zona de experimentação (o pneu é pousado na duna e não enterrado), aproveitando a energia do vento e da chuva, num microclima favorável à germinação das sementes que, entre sete a oito meses, irão originar uma "duna embrionária". "Quando nasce a primeira flor, o pneu é retirado e utilizado noutro lugar".».
Esta inovação ecológica, desenvolvida por Paulo Flores, será implementada na Reserva Ornitológica de Mindelo e este mês venceu um concurso de criação de empresas de base tecnológica em S. Pedro de Moel.

Peliteiro,   às  00:15
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segunda-feira, 6 de agosto de 2007

parece mal 

"Parece mal" é uma expressão em desuso, mas é a adequada para a guerrinha intestina do BCP. Da Assembleia fica-se com a ideia de uns pacóvios armados em banqueiros, guerreando-se de faca e alguidar.
Aposto que esses banqueiros de meia-tigela à noite levam os cães a passear.

Peliteiro,   às  23:25
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E você, ainda acredita no Papai Noel? 

Barcelos: Novo hospital deverá abrir até 2012

No princípio era o verbo, anunciavam mas não estabeleciam prazos. Pouco fizeram.

Agora, na 2ª metade a estratégia parece ser ainda mais hipócrita: prometer para as calendas. Menos farão.
Lições de dinâmica aparente.

Peliteiro,   às  21:48
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Estevan José Peliteiro 

Não conheço o poeta Estevan José Peliteiro, autor do livro "Transparências de minha alma", mas deve ser parente afastado e por isso fica a publicidade ao livro.

Peliteiro,   às  21:45
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O mundo às avessas 

Campos Costa, médico, proprietário de uma grande clínica radiológica vende-a a "um grupo" e abre um restaurante na praia do Ourigo.

Peliteiro,   às  21:39
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O mundo às avessas 

Alunos portugueses invadem faculdades de medicina em Espanha e Portugal prepara-se para contratar grande número de médicos Uruguaios.

Peliteiro,   às  21:38
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Apifarma rompe com ANF 

«A associação que representa a indústria farmacêutica, a Apifarma, cortou relações com a Associação Nacional das Farmácias, a ANF.» A entrevista ao DE foi o motivo. Leia aqui a carta da ruptura.

Peliteiro,   às  21:30
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O meio dia é às 14 

O meio-dia solar, pelo meu improvisado relógio solar, está adiantado 2 horas em relação às 12 horas, ou seja o meio dia solar é mais ou menos às 14 horas (penso eu de que).
Assim, a clássica janela de protecção à exposição solar de +/- 2 horas do meio dia, deve ser efectuada entre as 12 e as 16 horas.

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Peliteiro,   às  13:21
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Lorpas 

Ouça alá Lorpa, e por acaso foi reivindicar junto da brisa? Ou é daqueles que diz que devemos fazer isto e aquilo e pessoalmente é um inerte? Abraço.


Exmº Senhor,
Damos por recebida a reclamação apresentada por VExª, cujo conteúdo mereceu como não podia deixar de suceder, cuidada analise e atenção da nossa parte.

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Peliteiro,   às  13:19
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Em equipa que ganha não se devia mexer 

«Em equipa que ganha não se mexe! Se as farmácias funcionam bem, que não haja perturbações que se introduzam nos equilíbrios.
A experiência, em Portugal, mostra à saciedade que nos conflitos de interesse entre o lucro e a deontologia, o lucro leva sempre a sua avante porque é o capital que manda, é a ética e a deontologia que cedem.
»

Mário Frota, Presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo

Peliteiro,   às  13:14
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produtividade 

Um homem pode ter 730 filhos num ano.
Uma mulher pode ter 1 filho num ano.

Templo de Khajuraho

Peliteiro,   às  00:11
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cócó classe 

A classe média-baixa adora ter cães. A classe média-baixa adora levar os cães a passear. A classe média-baixa adora férias em praias com muita gente.
A Póvoa tem, nesta altura, todos os jardins e relvados, ainda mais, pejados de excrementos de cão.

Peliteiro,   às  00:07
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sábado, 4 de agosto de 2007

cócó beach 

Há 40 anos quase ninguém vinha para esta praia. Eu vinha.
Com o passar dos tempos cada vez mais pessoas foram chegando. Entretanto surge um pequeno bar. O pequeno bar vai crescendo, mais e mais, mais e mais feio, e torna-se um aglomerado disforme; um mamarracho.

Este ano, aproveitando a onda "party beach" invade mais um bom pedaço de areal.
Um dia destes constroem umas paliçadas sobre o mar.

Um dia destes todos os bares de praia querem ser como este e todos constroem umas paliçadas sobre o mar.
Quem vinha para esta praia há 40 anos agora já não vem. Nem eu.
Quem autoriza estes mamarrachos em cima do mar?


Bar da praia

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Peliteiro,   às  19:32
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quinta-feira, 2 de agosto de 2007

1 mês para publicar um Decreto-Lei? 

Reparem que este post não é o blá blá do costume sobre Farmácias.
É apenas sobre a lentidão e a incompetência do Estado.

Não sendo jurista e não tendo nunca acompanhado a marcha de uma legislação, fico espantado com tanta morosidade.
1 mês para publicar um Decreto-Lei???

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Peliteiro,   às  23:15
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quarta-feira, 1 de agosto de 2007

e dura, dura... 

Se quisermos um exemplo da lentidão do Estado, nada melhor que acompanhar o processo da liberalização da propriedade de Farmácia.
Anunciada pelo Ing.º Sócrates em Maio de 2006, foi aprovado em 5 de Julho de 2007 em Conselho de Ministros o Decreto-Lei que estabelece o novo regime jurídico das farmácias.
Ainda não foi publicado em DR!

Um mês - na era do electrónico - para publicar um Decreto-Lei???

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Peliteiro,   às  13:39
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e dura, dura... 

A farmácia do Hospital de Sª Maria abre portas antes de Março de 2008.
A ver vamos...

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Peliteiro,   às  13:38
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