<$BlogRSDUrl$> Impressões de um Boticário de Província
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Amanita muscaria

Impressões de um Boticário de Província

Desde 2003


segunda-feira, 31 de janeiro de 2005

O vate 

Não sei se se recordam do europeu, dos meus prognósticos quase sempre muito certeiros. Julgo que só falhei no Portugal - Inglaterra.
Houve muita gente que não se acreditou, que disse que eu publicava os postais depois dos jogos. Invejas, desconfianças. Não sabem é que ganhei mais de 500.000 euros nas apostas, num site Inglês, ora aí está!

E para provar as minhas capacidades de vate (embora não como em Neruda!) vou anunciar, com quase um mês de antecedência, os resultados das Legislativas*:

PS: 42 %

PSD: 34 %

PP: 10 %

PCP: 6 %

Be: 5 %

*Valores aproximados à unidade, por excesso, que sou vate mas não sou bruxo.

Aceito apostas.

Peliteiro,   às  22:46
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As invasões bárbaras 

Estava eu, deliciado, no calor da lareira e da minha mantinha de cachemira, a ver "As invasões bárbaras" quando o sinal de TV se foi.
E agora, quem me ressarça de um prejuízo como o é este?
Ando preocupado. Nada funciona neste país. Começo a ficar deprimido. Tudo corre mal, e esta tosse que não passa.
Isto é um atentado, uma falta de respeito, tão raros os filmes, a horas decentes, com um mínimo, uma réstia, uma nesga de inteligência e, zás, interrompem a transmissão!

Vou fazer como os polícias do CI que por causa de 16, 16, colegas que vão ser transferidos para Setubal, ou como os trabalhadores da Tabaqueira que por causa dos aumentos serem apenas de 2%: manifestação, corta-se a IC19, pedido de audiência com o Presidente, câmaras, luz, acção.

Peliteiro,   às  22:13
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domingo, 30 de janeiro de 2005

Tratante 

Aquele malandro, aquele tratante, tanto fiz por ele, tanto o apoiei, um vez até aluguei uma caminete de carreira, atasquei-a com a minha gente e lá fomos pra Lisboa, a um comício, com as bandeiras a apanhar vento - e nós tamém, estava um frio do camano - a berrar todo o caminho: Freitas, Freitas, Freitas...
O meu compadre, o Zé Sabastião, o que tem a fábrica das peúgas, é que tinha razão, não ia com as ventas dele, dizia que tinha ar de padreco, enganador, manhoso. Eu não ia com o Sá Carneiro, achava-o meio do esquerdalho, conheci o pai dele, aqui de Barcelos, muito apegado ao dinheiro da clientela, hum, mas bem me enganou este bandalho!
Tanto dinheirinho dei para as campanhas, tantos cartazes dei a fazer na tipografia, e quantas tichârtes eu fiz aqui na fábrica pra ele, nem tem conta!
Na Abrilada tive medo, diziam que lá se iam as terras todas, que já vinham dos meus avós, e que me penhoravam as fábricas e o andar na Póvoa. O meu mais novo ainda deixou crescer os bigodes e eu disse-lhe: aqui em casa não, comunistáge não, deserdo-te se preciso for. Andava mesmo encolhido, o encarregado do turno da noite chegou a dizer-me que eu era um fascista, explorador ou coisa que o valha. E eu amarrei-me ao Freitas, dava-lhe tudo, confiei nele.
Muitos cheques, muitos jantares de beneciência, pra isto, o traidor. Olha se tem jeito apoiar aquela maricôncio do Sócrates, aquela gentalha, aqueles oportunistas, chupistas, só não nos tiram carne e osso e olhos se não puderem.
Não se faz, para mim perdeu tudo, não é homem nem é nada, é um meliante como os outros todos, safado, patife!
Nunca mais...

Peliteiro,   às  23:14
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Trânsito 

Lembrei-me ao escrever sobre trânsito.
Para que servem as notícias de trânsito que passam em quase todas as estações de rádio nas horas de ponta?
Sempre a mesma lenga-lenga, calçada de Carriche, avenida padre Cruz, saída de Tercena, recta do Dafundo, avenida AIP, e VCI em Bessa Leite e Faria Guimarães, Amial e nó de Francos, nhé-nhé-nhé nhé-nhé-nhé...
Já ninguém ouve aquilo.
E sei lá onde são os semáforos da Cruz Quebrada, ou Caselas, ou sequer S. Roque da Lameira!

Deviam citar situações e locais que anormalmente ou inesperadamente têm problemas de trânsito! Ou que anormalmente não têm, como por exemplo: acesso da Pimenteira, completamente descongestionado, aproveite, vá conhecer a Pimenteira.

Peliteiro,   às  22:26
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A7 

Finalmente foi inaugurada a auto-estrada que liga a Póvoa a Famalicão.
Abençoadas eleições que nos vão dando umas inaugurações.
Esta ligação já tardava. Tardava muito! A estrada actual estava desactualizada há pelo menos 30 anos. Não havia outra, no país, tão saturada e tão mal tratada.

Agora sim, é um luxo, 20 minutos a Guimarães, 30 a Fafe, 1 horita a Vigo... E tudo graça a Santana Lopes. Vêem? Não há que enganar, povo de Famalicão, Póvoa, Vila do Conde, Guimarães, Felgueiras, Fafe ou Vizela, votem no Santana que é o único que nos dá asas...

Peliteiro,   às  22:02
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2005

Uso Hospitalar 

Farmácias poderão vir a distribuir medicamentos até agora exclusivos dos hospitais.

Qualquer Farmácia está perfeitamente habilitada a dispensar medicamentos de utilização no ambulatório. Não se percebe porque ainda há medicamentos de distribuição exclusiva em Farmácias Hospitalares. Na perspectiva técnica e científica não há diferenças significativas na formação dos Farmacêuticos; na acessibilidade a Farmácia leva vantagem; na disponibilidade para o doente também, porque os Hospitalares estão sempre muito atarefados; no aspecto económico nem se fala, passa-se de um sistema arcaico para um sistema controlado ao centavo e ao minuto.
Nem se percebe esta problemática!

Aliás para percebermos o avanço que a Farmácia leva em relação a outros serviços de saúde vejamos:

Receita electrónica arranca em Portalegre

"Nos últimos dias têm sido montados, com toda a pressa, computadores nos gabinetes dos clínicos dos centros de saúde (...) há locais onde os computadores já estão montados mas os médicos ainda não foram formados"
"Preparar as Farmácias para o projecto-piloto de Portalegre foi fácil, uma vez que a maior parte já tem computadores e está ligada em rede desde há muito tempo"

Peliteiro,   às  01:16
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Olha o nível! 

Luís Filipe Menezes sempre foi considerado como um homem que fala demais, que diz disparates.
Não me levem a sério, tudo depende da hora do dia a que digo estas coisas. Mas se for dito de manhã, de manhã, sou mais mais lúcido que o Narana.

Peliteiro,   às  00:11
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2005

Auschwitz 

Dir-se-ia um acontecimento longínquo, medieval, bárbaro.
Mas não, é-nos muito próximo, foi só há 60 anos, foi aqui na Alemanha, foram os civilizados Alemães.

Peliteiro,   às  23:52
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terça-feira, 25 de janeiro de 2005

Debate 

Estive a ouvir, atentamente o debate na 1 sobre Saúde e programas eleitorais de Saúde.
E a ler blogues.

Nada de novo, compromissos não há.
Ainda pensei fazer uma crítica pormenorizada às várias posições. Não vale a pena...

Apenas três impressões:
1 - Os políticos falam de cor, não sabem bem o que estão a dizer, têm, como se diz, uma visão tão macro que acabam por perder de vista o problema real.
2 - Há um distanciamento enorme, um quase confronto, entre os políticos e os não políticos. Os políticos não são pessoas comuns - e deviam ser; os políticos não são um de nós, pensarão os doentes, os farmacêuticos, os enfermeiros, os médicos, os homens da indústria, os profes... Os políticos não representam o povo, nem sequer nenhuma das suas camadas, são um grupo à parte, uns marginais.
3 - Detesto o Correia de Campos, mete-me nojo, convencido que é uma sumidade mesmo quando diz barbaridades como a da acreditação e a imagem estática. Que lanzudo!

Peliteiro,   às  00:41
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Prova cega 

"A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda"

Uma vez contei aqui que costumo servir vinhos sem que os convivas saibam qual a sua marca: quem verdadeiramente sabe de vinhos aprecia, quem não sabe aprende. Para não haver preconceitos.

Já há muito que uma das minhas leituras preferidas no Expresso é a página "Do lado de lá" por Luís Fernando Veríssimo.
Mas, ignorante, não sabia quem era o Luís Fernando.
O que é certo é que o homem escreve bem, muito bem, tem humor, é perspicaz, um bom observador, tem talento e distingue-se à légua dos escrevinhadores que por aí pairam.

Investiguei, finalmente, e descobri que o Veríssimo é um escritor com obra extensa e muito reconhecimento. Tenho que ler alguns dos seus livros.
Moral da história, sou ignorante mas tenho bom gosto!

Peliteiro,   às  00:11
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BlogThis: Welcome to Elsinore: cada hora de verão dentro do inverno é uma agulha espetada no coração do Alentejo.

Peliteiro,   às  00:01
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2005

BlogThis: Abrigo de Pastora: Pierre-Auguste Renoir

Peliteiro,   às  23:54
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BlogThis: Pé de meia: Decência

Peliteiro,   às  23:44
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BlogThis: Bomba inteligente: Louçã, Santana e o aborto

Peliteiro,   às  23:40
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BlogThis: Blasfémias: Programas de Governo

Peliteiro,   às  23:37
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BlogThis:Jaquinzinhos: Redução de funcionários públicos

Peliteiro,   às  23:33
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BlogThis:Blogame mucho: Eleitorados

Peliteiro,   às  23:25
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BlogThis:Pula Pula Pulga: Pareceres

Peliteiro,   às  23:17
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domingo, 23 de janeiro de 2005

Para Inglês ver 

Fala-se de um estudo, encomendado pelo Ministério de Saúde a uns consultores Ingleses, que recomendaria um modelo em que os medicamentos em vez de comparticipados directamente nas Farmácias - como acontece hoje - passassem a ser reembolsados pelo Estado ao próprio doente.
aqui disse o que pensava destes estudos e destes consultores.

Um perfeito disparate. Imaginem um doente psicótico a pagar 215 euros por uma embalagem de Zyprexa, ou um transplantado a pagar 185 euros por um Sandimmun, sendo reembolsados passados 11 meses, quando hoje pagam nada na Farmácia.

Que disparate. Quanto teria custado o estudo? Que falta de senso!

Peliteiro,   às  23:11
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Dynamiké 

vasos comunicantes


Ouvimos, a propósito das eleições na Ucrânia que um Professor ganhava cerca de 15 euros mensais.

- Não é possível, mesmo que trabalhe um ano inteiro e não gaste nada, não pode comprar mais que um Gameboy com um jogo.
- Pois. Não é possível não. Há aqui qualquer coisa de errado, qualquer coisa que não tem lógica. O mundo ainda vai dar muitas voltas. E talvez mais rápidas do que imaginámos.

Peliteiro,   às  22:55
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2005

Palavrões 

Perguntam-me porque não escrevo nunca, neste pasquim, palavras menos correctas, calão, palavrões.
Não sei bem. Faz parte da minha linha editorial (pomposo, ah?), desde o início, já lá vão quase dois anos.

Talvez o Eça me ajude na justificação:
"Se é proibido que um monturo imundo ou um cão morto corrompam o ar respirável das ruas, porque há-de ser permitido que um poeta, com as suas endechas podres, perturbe o pudor e a tranqüilidade virgem?

Há uma postura da Câmara que impõe uma multa a quem pronuncia palavras desonestas: porque não há-de ser igualmente proibido publicar idéias desonestas?

Um ébrio, um pobre homem a quem se não deu educação, a quem se não pode dar leitura, a quem quase se não dá trabalho, diz uma praga numa rua, ouvida apenas de três ou quatro pessoas, e vai para a cadeia ou paga uma multa de 3$000 réis. Um poeta lírico, esclarecido, aprovado nos seus exames, empregado nas secretarias, publica num jornal de cinqüenta mil leitores em letra impressa, permanente e indelével, uma série de desonestidades, e é apreciado, cumprimentado no Martinho, indigitado para uma candidatura!
"

Peliteiro,   às  00:03
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2005

Boas Famílias 

Dizia-me uma colega, é tão boa senhora, tão bem educada, mesmo bom coração, amiga de todos, um amor de senhora.
Conheço um irmão dessa senhora, é como ela, tenho-lhe muita consideração e respeito, também é assim, sempre disponível, amigo, correctíssimo...
Está visto que é uma Boa Família!

Às vezes abespinho-me quando me dizem que fulano e sicrano são de boas famílias. Sabendo-se que são uns belos escroques!
De boas famílias sou eu!
Muita gente vive à sombra de feitos e glórias passados, de fortunas esfumadas, o meu pai era isto, o meu avô fez aquilo, a minha tia tinha tinha. Cachopa e tu, sim tu, o que és tu? Pareces o Benfica! Não me venhas cá com vaidades ocas, já sei que tens um faqueiro de prata com três gerações e um relógio de ouro do tempo do Napoleão, mas e mais? Nem sabes quem é o Camões, nem tens dois dedos de testa, nem - olha - nem prestas pra nada, és pouco mais que zero. Sabes, se não houvesse nada de novo, não haveria nada de antigo.

Peliteiro,   às  23:36
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Ricochetes 

Não há melhor exemplo para evidenciar a vileza da Política que o PS - Porto.

Então o Nuno, caramba, o Nuno Cardoso é uma autêntica carraça, agarrado à ânsia de protagonismo e poder. Cultiva um ar de alfenim mas é um terrível olfídio!

Acredito que a contenda com o Rui Rio não lhe vá ser tão favorável como julga. Afinal quem se lembrará da girafa asmática daqui a uns poucos anos? Por muito que - qualquer expediente lhe serve - se tente manter à tona, mais ou cedo ou mais tarde afundar-se-á na penumbra do esquecimento.
Dos fracos não reza a história.

Peliteiro,   às  22:39
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A Capital 


Estive numa reunião, em Lisboa, em representação de uma entidade de âmbito Nacional.
Dizem-me logo à entrada:
Então não tinham ninguém cá de baixo para aqui vir?

Peliteiro,   às  22:32
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terça-feira, 18 de janeiro de 2005

Consultas por telefone 

"A Direcção Geral de Saúde está a acompanhar esta situação com o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, onde funciona o Centro Nacional da Gripe. Este organismo aconselha os utentes que tenham sintomas gripais a ligarem para a linha de saúde pública - 808211311 - antes de irem para os hospitais, evitando, assim, o possível congestionamento das urgências com casos de menor gravidade."

Quando se está doente, ligar para um telefone - por muito bem treinados que estejam os indivíduos que atendem as chamadas - não me parece ser uma solução muito previdente.

Mas se a situação nos Hospitais e Centros de Saúde é assim tão alarmante - que não é - porque não procurar alternativas de cooperação realistas, eficientes e que assegurem um bom atendimento técnico e humano?

Não seria preferível, mais eficaz, recomendar aos utentes a consultarem o seu Farmacêutico - o que é prática mais que comum, aliás - em vez de ligarem para um telefone anódino?

Que tipo de preconceito terão os responsáveis da nossa Direcção Geral de Saúde contra as Farmácias? Existem incontáveis queixas, inúmeros relatos, reclamações, mortes até, sobre o atendimento Farmacêutico em surtos de gripe, seja em Portugal ou noutros países da Europa? Representa um incomportável custo para o Estado comparticipador e para o utente pagador os conselhos prestados pelos Farmacêuticos?

Não me parece. Apenas desinteligências de quintais, falta de oportunidade para aproveitar convenientemente recursos e não saber trabalhar em equipa.

Peliteiro,   às  23:16
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Blog This: Marca Amarela, em O Vilacondense

Peliteiro,   às  00:10
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2005

Estado consome 65% do que produz 

Eis um problema sério.

"Menos de metade do trabalho desenvolvido pela Administração Pública destina-se aos cidadãos e às empresas, o que significa que uma grande parte dos serviços prestados fica dentro do próprio Estado."
Diário Económico
Um estudo que descobre o que todos já sabemos mas que a respeito da Saúde conclui:
terminar a gratuidade dos cuidados de saúde, abrir o sector aos privados através da concessão da gestão de hospitais públicos, fechar os hospitais muito próximos geograficamente, terminar o monopólio das farmácias na venda de medicamentos, diminuir o número de medicamentos comparticipados, criar uma central de compras para todo o SNS.

Tudo muito bem, compreendo tudo mas não entendo o que tem a ver as Farmácias com a "Caracterização das funções do Estado". O trabalho desenvolvido pela Administração Pública nada tem a ver com as Farmácias, estas são empresas privadas!
Dá a impressão de que as Farmácias foram aqui introduzidas "à pressão"!
E acabando o monopólio (a palavra está aqui mal usada, ignorantes) das farmácias na venda de medicamentos iam vendê-los onde? Na feira de Famalicão, na drogaria da esquina, no Nassica, ou no Continente? O que ganhava a Administração Pública com isso?
O que os inteligentes que fizeram o estudo quereriam dizer - presumo, e muito embora isto não caiba no âmbito do documento - era que o Estado podia poupar com as comparticipações dos medicamentos no ambulatório. Desçam os preços, é mais fácil, mais seguro, quem fixa os preços é o Estado. Então vá, vá, têm medo de quê? Não é concerteza do "monopólio" das Farmácias, nem sequer dos doentes que perderiam as suas comparticipações, têm medo, mariquinhas, é da poderosa Indústria Farmacêutica.
Até na redacção de estudos são uns cobardolas comprometidos.

Peliteiro,   às  23:29
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Tretas 

Do ruído da pré-campanha desta semana que passou dois temas, relacionados, me mereceram atenção: a idade de reforma e as pensões suplementares para idosos em situação de pobreza exterma.

Espera-se numa campanha eleitoral que os partidos intervenientes exponham os seus projectos e ideias para o país, assumam compromissos; enunciados com rigor e devidamente fundamentados. Nem sempre é o que acontece; promessas vãs, folclore, romarias, sacos de plástico e beijos lambuzados.

O envelhecimento da população é um facto demográfico de há muito conhecido. O que está previsto fazer, em Portugal, para assegurar uma reforma condigna, uma velhice tranquila e com qualidade de vida aos Portugueses?

Isso é o que nos interessa saber Srs. Políticos e Srs. Jornalistas, deixem-se de nos enrolar com assuntos de pacotilha e falem-nos de grandes questões, de grandes problemas e preocupações, de empreendimentos, de soluções, de melhoramentos!

Peliteiro,   às  00:51
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sábado, 15 de janeiro de 2005

Titã 


Primeiras imagens de Titã pela Cassini-Huygens

Peliteiro,   às  00:26
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2005

Não fazer nada 



Reparei hoje que há muito tempo que não gasto o tempo a não fazer nada. Agora, cada vez mais, dedicamos cada vez menos tempo a não fazer nada.
Não falo de tempo livre, de tempo de lazer, falo mesmo em não fazer nada, nem sequer meditar, nada, olhar para o infinito ou para uma parede, deixar passar o tempo, deixar divagar o pensamento sem destino ou intenções, livre e despreocupado, com o corpo separado da mente, em relaxamento, inerte, inexistente.
Estamos sempre a fazer qualquer coisa, mesmo que futilidades ou passatempos, mas fazemos. Vemos televisão, lemos jornais, revistas, e até livros, conversamos, dormimos, jogamos PS2, escrevemos, telefonamos, navegamos, e isso mesmo assim é fazer alguma coisa.
Deve fazer falta não fazer nada.
Também, não fazer nada demasiado tempo deve ser prejudicial e embrutecedor.
Talvez na praia, ao fim da tarde, quando todos se foram embora, deitado na areia, com o último calor do sol, seja das últimas ocasiões em que se proporciona ficarmos absortos com a inactividade, a olhar para nunca, a pensar no zero, ausente.
No Inverno não tenho procurado esse espaço para o nada. Mas vou tentar. Talvez no monte, sentado numa rocha, macia, melhor deitado, numa rocha macia, com chuva e trovões, mas abrigado, por uma outra rocha, numa espécie de gruta, onde se veja o horizonte montanhoso entrecortado por grossas pingas de chuva e, de longe a longe, um raio distante, pouco assustador, silencioso quase. O Cristiano não está a jogar nada.
Um dia terei que fazer um curso de gestão do tempo.
Admiro as pessoas que trabalham imenso e são óptimos profissionais, leram os clássicos todos e estão a ler os últimos sucessos, são cinéfilos, informados sobre a sociedade e o mundo, e as artes, vão ao futebol, à opera e ao bailado, conhecem os cinco continentes pelas suas inumeras viagens e visitam museus e conhecem os mais reconditos lugarejos de Paris e Luanda, têm filhos e contam-lhes histórias, levam-nos ao circo e corrigem-lhes os deveres, e ainda, ainda lhes sobra, com certeza, para não fazer nada. Não há verdadeira qualidade de vida se não houver tempo para o inútil e para o nada absoluto.
Eu, eu, mesmo quando tenho tempo livre não tenho tempo para nada. Aproveita bem o dia, digo a mim mesmo. O mesmo se passará com o comum dos mortais. Então o Chelsea não marca um golo? Nós os comuns não sabemos aproveitar o tempo. Fazemos tudo à pressa, sempre prestes ao atraso, na superfície. Nunca consegui acabar de ler o Ulisses do James Joyce. Também aposto que ninguém há-de ler este texto todo, quanto muito hão-de lê-lo na diagonal, os inícios dos parágrafos, as palavras que saltam à vista.

Peliteiro,   às  23:34
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terça-feira, 11 de janeiro de 2005

Passos da Silva 































Passos da Silva, também conhecido entre amigos por Zé Tó, é um pintor talentoso nascido lá para perto de Chaves mas que desde muito criança vai pintando por Famalicão. Pelo que julgo saber a pintura é uma actividade de gerações de Passos embora só agora, este se tenha distinguido e tornado a pintura mais que um simples passatempo; tudo começou quando - na senda dos professores deslocados do conforto e do rame-rame doméstico - foi colocado num ermo distante e pouco cosmopolita: o tempo livre e o isolamento foram catalisadores para o despertar da veia olvidada do artista.
Está patente na Casa-Museu Soledade Malvar, em V.N. de Famalicão, mais uma brilhante exposição de algumas das suas criações.
Estas em baixo estão em exposição permanente, mas em minha casa.












Peliteiro,   às  23:46
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domingo, 9 de janeiro de 2005

Espaço Miguel Vieira 

Entre almoçaradas e jantaradas do fim de semana fui parar ao Estado Novo. Entre várias alternativas escolhemos o sítio pela frequência mais crescida, sem magotes na entrada, com uma menor densidade de imberbes possuídos pelas hormonas, enfim, o local ideal para canastrões.
Já não lá ia há uns tempos.
Na voltinha de reconhecimento defrontamo-nos com uma ala limitada, o espaço Miguel Vieira. Mas afinal aqui há clientes de primeira e segunda, que parolice é esta?
Parece que a limitação à entrada nem é assim tão limitativa, todos ou quase todos entram, é só mais para o estilo...
Pategos, provincianos, bacocos, à conta destas e de outras é que a fauna nocturna no Porto com mais de 25 anos é constituída por cabeleireiras de Valongo, barrigudos de Valbom, mirones compulsivos (no Estado Novo têm uns binóculos para espreitar a "pista"), encalhadas de Avintes, falidos de Nevogilde e divorciados.
(Nada tenho contra cabeleireiras ou falidos, são estereótipos, apenas contra aqueles e aquelas que querem parecer ser o que não são.)
(É um fenómeno, as divorciadas e os divorciados saindo, de novo, em chusmas, procurando luz, num processo de metamorfose libertadora do casulo onde estiveram aprisionados nos últimos anos, ou meses. Uma prova de que muitos dos que saem à noite não o fazem por puro gosto pela noite mas antes devido a um ritual de acasalamento.)
O cliente, está nos livros, nunca se pode sentir preterido, nunca se pode sentir como cliente menor. Senão nunca mais lá vai. Deve ser por isso que o Estado Novo estava frio e vazio.

Peliteiro,   às  23:26
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SG 

Escrevi aqui, em 23/11/04:
"Governo admite processar Tabaqueira se as análises confirmarem presença de pesticida."
Certo. E se não confirmarem?

Pergunto de novo, se realmente os resultados não se confirmarem quem indemnizará a Tabaqueira pelos prejuízos sofridos? Ou o Estado e seus funcionários estarão para além da Justiça? A PMorris lá por ser uma tabaqueira não deixa de ter direitos.

Peliteiro,   às  23:17
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É a vida... 

"Hoje já ninguém questiona que a industria farmacêutica, de base produtiva nacional, se reveste de interesse estratégico para qualquer país.
Mas Portugal, ao longo dos últimos anos, tem vindo a assistir ao desaparecimento gradual da sua indústria farmacêutica verdadeiramente nacional, que foi sendo progressivamente substituída por meros operadores comerciais de importação.
Se nada tivesse sido feito por alguns, muito poucos, Portugal estaria hoje totalmente dependente e à mercê do fraco interesse que um minúsculo mercado representa para as gigantescas companhias transnacionais.
A Labesfal reagiu contra esse destino, essa quase fatalidade."
Joaquim Coimbra, Discurso na inauguração de unidade produtiva, em 2003, na presença do PR

"A multinacional Fresenius anuncia no seu site a compra da totalidade do capital dos Laboratórios Labesfal, que espera estar concluída no primeiro trimestre de 2005.
Na mesma semana em foi anunciada uma oferta de 40 milhões de euros, realizada pelo principal accionista dos Laboratórios Labesfal, Joaquim Coimbra, para a aquisição do grupo farmacêutico português Jaba."

Dois coelhos de uma só cajadada. Lá se foram os subsídios.

Interessa recordar, nestes derradeiros episódios da entrega de empresas de saúde ao capital estrangeiro a obra do Dr. João Almiro, sogro deste Joaquim Coimbra, que em meados do século XX construiu, a partir do balcão da sua Farmácia no recôndito Campo de Besteiros uma grande empresa farmacêutica (um volume de vendas, em 2004, superior a 56 milhões de euros, e empregando um número aproximado de 320 pessoas).
O Dr. João Almiro para além de Farmacêutico distintíssimo desenvolveu ao longo da sua vida uma importante obra social, nomeadamente no apoio a crianças desfavorecidas:

"Fui negociante, fui cientista, fiz negócios de milhares de contos de reis, mas não há negócio que se compare a este. Tirar um miúdo da cadeia, tirar uma miúda de 12 anos que é explorada sexualmente pelos padrastos, pela mãe, e fazer dela uma rapariga como as minhas netas. Não há dinheiro que pague isso".
João Almiro, fundador da Labesfal e da casa de acolhimento "Convívio Jovem"

Peliteiro,   às  22:30
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2005

Parques 

Praça do Almada

Lê-se hoje no Póvoa Semanário: PS da Póvoa começa o ano ao ataque: Os socialistas querem ver esclarecidos os atrasos na reconstrução do Garrett e na entrada em vigor do PU. O PS também pediu esclarecimentos sobre o alegado desrespeito do PDM na construção do parque de estacionamento da Praça do Almada.

Também no "O Comércio do Porto": A explicação de pormenores como a "profundidade, a área, o volume e a cércea do edifício" foram pedidos pelo vereador. É que, justificou, várias pessoas o têm confrontado com a "possibilidade de existirem algumas ilegalidades na construção daquele imóvel".

Praça do Almada


Um edifício monstruoso, implantado num espaço nobre e histórico da cidade, no centro, é projectado, aprovado e construído supostamente não respeitando o Plano Director Municipal nem a legislação aplicável no que respeita à profundidade, área, volume e cércea!

Como é possível? Vereadores, Engenheiros, Técnicos e Fiscais, ninguém se apercebeu?
Quem é responsável? E agora?

A construção não é de interesse público, é apenas mais um parque,de iniciativa privada, da PóvoaParques (quem serão os detentores do capital da empresa???) e apenas colmata - mal - uma pequena parte da incompetência na gestão do tráfego de sucessivos executivos camarários. Erros que justificam erros!

Mal vai uma autarquia quando os seus actos se tornam difíceis de explicar, quando se percebe que o interesse dos cidadãos não é o mais importante e estes são ostensivamente desrespeitados e ignorados.

O interesse dos vizinhos do suspeito mamarracho não será o mais importante, de qualquer das maneiras têm, com certeza, direito a que a sua Câmara não utilize expedientes inconfessáveis para os prejudicar nas suas condições de habitalidade:
Praça do AlmadaPraça do AlmadaPraça do AlmadaPraça do Almada

Ou pelo menos a construir um parque igual!!!

O estacionamento é um problema dramático na Póvoa de Varzim. A Câmara sempre se mostrou impotente para travar o desenvolvimento desta situação. Tentaram os parques periféricos; depois, aparentemente, abandonaram a solução e optaram por transformar um parque numa gasolineira (sorte dos concessionados, quem serão???). Os parquímetros são omnipresentes. Agora vão construir, ainda, um mega-parque subterrâneo. Irresolúvel a questão - mas só na Póvoa.

No entanto, na Avenida principal, à beira-mar, surge um estacionamento privativo da Câmara Municipal. Procura-se uma repartição, uma divisão, um gabinete; nada, não se vê nada relacionado com serviços camarários. Só se for a esplanada onde "eles" costumam almoçar!...


Peliteiro,   às  00:18
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2005

Qualidade na Saúde 

Aposta na qualidade da saúde para 2005

"A Entidade Reguladora da Saúde apresentou, esta quinta-feira, as estratégias para o Ano Novo. O presidente Rui Nunes já revelou algumas das prioridades para 2005. Uma das principais apostas é na qualidade da saúde.
Rui Nunes explicou que espera conseguir com a colaboração «dos vários parceiros na área da saúde» a realização no próximo ano, com a intenção de prolongar por mais cinco ou dez anos, de um verdadeiro programa para se conseguir cuidados médicos melhores.
O presidente da Entidade Reguladora adiantou que para atingir este objectivo é preciso apostar num «observatório português de qualidade em saúde».
O objectivo é por exemplo que «a acreditação dos hospitais e centros de saúde ou a certificação dos laboratórios prestadores de cuidados de saúde seja uma verdadeira realidade no nosso país», adiantou Rui Nunes."

Finalmente! Aleluia! Mais vale tarde que nunca.
Numa época em que muito se fala de Qualidade, tardava, em Portugal, que num sector em que a Qualidade é crítica, alguém vislumbrasse a importância desta palavra.
Esperemos que este projecto vingue e não fique nas gavetas da indecisão ou da turbulência do poder. Ou que não esbarre na resistência à mudança dos acomodados e dos parasitas do sistema.
É que qualidade implica planear, decidir, avaliar, melhorar e organização, trabalho, método, respeito pelos utentes, ou seja, palavras pouco usadas em Portugal e, infelizmente, pouco usadas, também, na Saúde!

A Entidade Reguladora da Saúde já terá instalações, já terá telefone, ou será ainda uma criação virtual do PR?

Peliteiro,   às  23:32
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Dia dos Reis 

É um "dia" em vias de extinção, o dia dos Reis.
Lembro-me da ceia da véspera, com o mesmo cozido de batatas e bacalhau da véspera de Natal; e depois apareciam grupos a cantar as Reizadas. Já não há bacalhau, nem batatas, nem azeite tão saborosos como dantes. Já ninguém canta com a mesma ingenuidade de antes. Eu próprio não me sinto muito bem.
O dia de Reis é o fim das Boas Festas, desmancha-se o presépio, a árvore, os enfeites e guarda-se até ao próximo ano. É o que faço também com estas árvores, tão simpáticas, que adornaram este humilde blogue desde o solstício de Inverno. Para o ano há mais, se Deus quiser.

Peliteiro,   às  19:59
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Amauroses 

Talvez seja do ano novo, sinto-me sem paciência nenhuma para estes assuntos pequeninos da política nacional: é a feitura das listas para deputados, é o Pôncio, a Matilde, o Jardim, os cartazes do Cavaco, os disparates do Menezes, enfim, é tudo.
Vou evitar falar desta política rasteira neste pasquim. Estou farto. O pior é que este ano vai ser o ano das eleições; isto deve ser um enjoo prévio.

Os assuntos que se discutem são mínimos. Tenho que deixar de dar atenção a este ruído de fundo, de deixar de ir atrás do osso, au au, e concentrar-me no que realmente interessa. Filtrar.

Hoje no forum da TSF deixei-me intoxicar pelos 50 centimos das gasolineiras do Saleiro, au au. Falou-se de tudo e mais alguma coisa, au au. E lá apareceu a DECO a julgar.

A DECO é cada vez mais uma autoridade em quase tudo o que se passa no país. Não simpatizo muito com a DECO! Hum..., influentes demais, muitas ligações multinacionais, negócios editoriais, testes com muito dinheiro em jogo. Não sei não.
Prefiro o Mário Frota, da APDC, parece-me mais próximo do comum dos consumidores, mais isento, a cortar mais a direito. Bom, também deve contar ter sido meu Professor, de Direito Farmacêutico, conheço-o e confio nele, é normal, parece-me.
Mas o importante - e porque julgo que nos falta muito uma atitude de consumidor atento e ciente dos seus direitos e deveres - é que em Portugal os movimentos de consumidores se organizem, intervenham e sejam ouvidos e respeitados.

Peliteiro,   às  00:35
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terça-feira, 4 de janeiro de 2005

40 toneladas 

"O segundo avião fretado pelo Governo português para auxiliar as vítimas dos maremotos de 26 de Dezembro parte esta tarde de Lisboa com destino à Indonésia. A bordo seguem uma equipa médica, 40 toneladas de medicamentos, soros e consumíveis essenciais e um hospital de campanha do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.
Durante um mês, a missão de saúde pública de emergência ficará instalada na ilha de Sumatra com o objectivo de reduzir o risco de epidemias. Integrada por quatro médicos, duas enfermeiras, dois agentes de logística e uma intérprete.
"

Nenhum Farmacêutico! 40 toneladas de medicamentos e nem um farmacêutico! Não será preciso.
Não é o que se verifica nas missões de ajuda de outros países mas os Portugueses não precisam, têm outros recursos, desenrascam-se sempre...

Já agora, um contributo: OMS - Guidelines for Drug Donations e OMS - The New Emergency Health Kit (em situação de emergência ou desastre 45 toneladas de medicamentos estão calculadas para 1.000.000 de pessoas durante três meses!)

Peliteiro,   às  22:47
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2005

Sítios de presença Portuguesa classificados pela UNESCO 

Argentina e Brasil



Missões Jesuítas dos Guaranis
The ruins of São Miguel das Missões in Brazil, and those of San Ignacio Miní, Santa Ana, Nuestra Señora de Loreto and Santa María la Mayor in Argentina, lie at the heart of a tropical forest. They are the impressive remains of five Jesuit missions, built in the land of the Guaranis during the 17th and 18th centuries. Each is characterized by a specific layout and a different state of conservation.


Brasil


Centro Histórico de Ouro Preto
Fondée à la fin du XVIIe siècle, la ville d'Ouro Preto (« l'Or noir ») a été le point de convergence de la ruée vers l'or et le centre de « l'Âge d'or du Brésil » au XVIIIe siècle. Avec l'épuisement des mines d'or au XIXe siècle, l'influence d'Ouro Preto a décliné, mais beaucoup d'églises, de ponts et de fontaines subsistent et témoignent de son ancienne prospérité et du talent exceptionnel du sculpteur baroque l'Aleijadinho.


Centro Histórico de Olinda

La ville a été fondée au XVIe siècle par les Portugais et son histoire est liée à l'industrie de la canne à sucre. Elle a été reconstruite après son pillage par les Hollandais et l'essentiel de son tissu urbain date du XVIIIe siècle. L'équilibre préservé entre les bâtiments, les jardins, les vingt églises baroques, les couvents et les nombreuses petites chapelles (« passos ») donne à Olinda une ambiance toute particulière.


Centro Histórico de São Salvador de Bahia
Première capitale du Brésil de 1549 à 1763, Salvador de Bahia a été un point de convergence des cultures européennes, africaines et amérindiennes. Elle a également été, dès 1558, le premier marché d'esclaves du Nouveau Monde à destination des plantations de cannes à sucre. La ville a pu préserver de nombreux exemples exceptionnels d'architecture Renaissance. Les maisons polychromes aux couleurs vives, souvent ornées de décorations en stuc de grande qualité, sont une des caractéristiques de la vieille ville.


Centro Histórico de São Luís
The late 17th-century core of this historic town, founded by the French and occupied by the Dutch before coming under Portuguese rule, has preserved the original
rectangular street plan in its entirety. Thanks to a period of economic stagnation in the early 20th century, an exceptional number of fine historic buildings have survived, making this an outstanding example of an Iberian colonial town.
The Historic Centre of São Luis do Maranhão is an outstanding example of a Portuguese colonial town that adapted successfully to the climatic conditions in equatorial South America and which has preserved its urban fabric, harmoniously integrated with its natural setting, to an exceptional degree.



Centro Histórico de Diamantina
Diamantina est une ville coloniale insérée comme un joyau dans un massif montagneux inhospitalier. Elle illustre l'aventure des chercheurs de diamant au XVIIIe siècle et témoigne de l'emprise culturelle et artistique de l'être humain sur son environnement vivant.
L'ensemble urbain et architectural de Diamantina, parfaitement intégré à un paysage sauvage est un bel exemple de ce mélange d'esprit aventurier et de souci de raffinement qui caractérise l'aventure humaine.


Centro Histórico de Goiás
Goiás constitue un témoignage de l'occupation et de la colonisation de l'intérieur du Brésil aux XVIIIe et XIXe siècles. Sa conception urbaine est caractéristique des villes minières à développement organique, adaptées aux réalités de l'environnement. Bien que modeste, l'architecture des bâtiments publics et privés n'en présente pas moins une grande harmonie, fruit, entre autres, d'un emploi cohérent des matériaux et des techniques vernaculaires.


Gambia


Ilhas James
L'île James et les sites associés témoignent des principales époques et aspects de la rencontre entre l'Afrique et l'Europe le long du fleuve Gambie, un continuum qui s'étend de la période pré-coloniale et pré-esclavagiste à l'indépendance. Ce site est d'une importance toute particulière pour son association tant avec les débuts du commerce d'esclaves qu'avec son abolition. Il témoigne aussi des premières voies ouvertes vers l'intérieur de l'Afrique.


Gana



Fortes e Castelos
Sur la côte ghanéenne, entre Keta et Beyin, ces comptoirs fortifiés fondés entre 1482 et 1786 sont les vestiges des itinéraires commerciaux que les Portugais avaient créés à travers le monde à l'époque de leurs grandes découvertes maritimes.


Índia


Igrejas e Conventos de Goa
Ancienne capitale des Indes portugaises, Goa a conservé un ensemble d'églises et de couvents qui illustrent l'activité des missionnaires en Asie, en particulier l'église du Bom Jesus où se trouve le tombeau de saint François Xavier. Ces monuments ont exercé une influence dans tous les pays de mission d'Asie, diffusant à la fois les modèles de l'art manuélin, du maniérisme et du baroque.


Marrocos


Cidade de Essauira (Mogador)
Essaouira is an exceptional example of a late-18th-century fortified town, built according to the principles of contemporary European military architecture in a North African context. Since its foundation, it has been a major international trading seaport, linking Morocco and its Saharan hinterland with Europe and the rest of the world.


Mazagão
The Portuguese fortification of Mazagan, now part of the city of El Jadida, 90-km southwest of Casablanca, was built as a fortified colony on the Atlantic coast in the early 16th century. It was taken over by the Moroccans in 1769. The fortification with its bastions and ramparts is an early example of Renaissance military design. The surviving Portuguese buildings include the cistern and the Church of the Assumption, built in the Manueline style of late Gothic architecture. The Portuguese City of Mazagan - one of the early settlements of the Portuguese explorers in West Africa on the route to India - is an outstanding example of the interchange of influences between European and Moroccan cultures, well reflected in architecture, technology, and town planning.


Moçambique


Ilha de Moçambique
La ville fortifiée de Mozambique est située sur cette île, qui était un ancien comptoir portugais sur la route des Indes. Son étonnante unité architecturale est due à l'utilisation constante, depuis le XVIe siècle, des mêmes techniques et matériaux (pierre ou macuti) et des mêmes principes décoratifs.


Paraguai



Missões Jesuítas
Les missions jésuites de la Santísima Trinidad de Paraná et de Jesús de Tavarangue. Outre leur intérêt artistique, ces missions représentent les initiatives sociales et économiques qui ont accompagné la christianisation du bassin du Río de la Plata par la Compagnie de Jésus aux XVIIe et XVIIIe siècles.


Senegal



Ilha de Gorea
Au large des côtes du Sénégal, en face de Dakar, Gorée a été du XVe au XIXe siècle le plus grand centre de commerce d'esclaves de la côte africaine. Tour à tour sous domination portugaise, néerlandaise, anglaise et française, son architecture est caractérisée par le contraste entre les sombres quartiers des esclaves et les élégantes maisons des marchands d'esclaves. L'île de Gorée reste encore aujourd'hui un symbole de l'exploitation humaine et un sanctuaire pour la réconciliation.


Sri Lanka


Cidade Velha de Galle e suas Fortificações
Fondée au XVIe siècle par les Portugais, Galle a atteint son apogée au XVIIIe siècle, avant l'arrivée des Britanniques. C'est le meilleur exemple d'une ville fortifiée construite par les Européens en Asie du Sud et du Sud-Est qui illustre l'interaction entre l'architecture européenne et les traditions de l'Asie du Sud.


Uruguai


Bairro Histórico da Cidade Colónia de Sacramento
Fondée par les Portugais en 1680 sur le Río de la Plata, la ville avait une fonction stratégique face à l'Empire espagnol. Disputée pendant un siècle, elle fut finalement perdue par ses fondateurs. Son paysage urbain préservé, mélange de solennité et d'intimité, est un exemple de la fusion réussie des styles portugais, espagnol et postcolonial.

Peliteiro,   às  01:05
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